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domingo, 26 de julho de 2020

Mundo: Nos bastidores da Família Real, Meghan é chamada de ‘cadela’ e 'duquesa diferente', diz livro

Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal
foto:Instagram/arquivo pessoal
“Cadela” e “duquesa diferente” é alguns dos bines que recebe a duquesa de Sussex, a atriz Meghan Markle, que abriu mão de seu título da realeza para morar em Los Angeles com seu marido, o príncipe Harry.
O novo livro Finding Freedom”, escrito por Carolyn Durand e Omid Scobie, revela detalhes do afastamento dos dois da Família Real, inclusive que um membro antigo da realeza, assim como assessores e membros da corte em geral, chamam Meghan por diversos nomes cruéis por suas costas.
Ela já foi chamada de “a dançarina de Harry” e “a duquesa diferente”, além de ser taxada como “difícil” e “cadela”. Os trechos com as revelações foram publicados pelos jornais Times e Sunday Times neste fim de semana, embora o livro vá ser lançado apenas no próximo mês.
As páginas dizem ainda que alguns assessores do palácio se sentiram “ressentidos por servir a uma atriz de programa de TV a cabo”, e que um cortesão mais antigo chegou a dizer que “há algo nela que eu não confio”.
“Foi uma temporada aberta para Meghan, com muitos procurando por qualquer coisa para criticar”, dizemos os autores da obra. “Meghan sentiu que algumas das histórias e comentários de tabloides fossem mais do que um choque de cultura; eram sexistas e preconceituosas”.
O livro diz que o racismo está “arraigado” na Grã-Bretanha, e se concentra em “quem é autenticamente ‘britânico”. Também, que Harry se ofendeu com o conselho do irmão, William, de “levar o tempo que for necessário para conhecer essa garota”, interpretando-o como “esnobe e condescende”. 
Fonte: Bahia.Ba - Com informações da Folha de S.Paulo.

Ao FT: Bolsonaro me usou como desculpa(de que defendia agenda anticorrupção), diz Moro

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro disse em entrevista ao jornal britânico Financial Times que o governo de Jair Bolsonaro usou sua presença na equipe ministerial como desculpa para demonstrar que medidas anticorrupção estariam sendo tomadas. O ex-ministro afirmou que o governo não estava fazendo muito e que esta agenda tem sofrido reveses desde 2018, quando Bolsonaro se elegeu.
"Uma das razões para eu sair do governo foi que não estava se fazendo muito (pela agenda anticorrupção)", disse Moro à publicação. "Eles estavam usando minha presença como uma desculpa, então eu saí. A agenda anticorrupção tem sofrido reveses desde 2018".
Sérgio Moro durante coletiva de imprensa em que anunciou sua saída do governo. © Gabriela Biló/Estadão Sérgio Moro durante coletiva de imprensa em que anunciou sua saída do governo.
FT lembrou que a saída de Moro foi marcada pela acusação de que o presidente Bolsonaro teria interferido politicamente na Polícia Federal. Um inquérito no Supremo Tribunal Federal investiga as declarações do ex-ministro.
Moro comentou que não se combate corrupção sem respeitar a lei e as instituições. "Ele mudou o diretor da Polícia Federal sem pedir minha opinião e sem uma boa causa. Não acho que dá para combater corrupção sem respeitar a lei e a autonomia das instituições que investigam e denunciam crimes."
Moro também comentou a aproximação de Bolsonaro com o Centrão, o "controverso bloco de partidos conhecidos por oferecer apoio em troca de cargos políticos", de acordo com o jornal. "No começo, o governo parecia evitar esse tipo de prática, mas hoje em dia não tenho tanta certeza".
Na semana passada, o Estadão mostrou que um dos motivos que fizeram integrantes do Centrão se aliarem a Bolsonaro é justamente o medo de uma possível candidatura presidencial de Moro em 2022. Sem um candidato próprio na direita ou mesmo da centro-direita, o grupo teme que um eventual afastamento de Bolsonaro fortaleça a eleição do ex-ministro caso Bolsonaro tenha o mandato interrompido ou em 2022. Quando era juiz da Lava Jato, Moro foi algoz de vários dirigentes do Centrão.
O ex-ministro também comentou sobre os vazamentos de mensagens atribuídas a ele a procuradores da Operação Lava Jato da época em que ele atuava como juiz federal em Curitiba. As mensagens divulgadas pelo jornal The Intercept Brasil "machucaram a reputação da operação", de acordo com a publicação. "Não reconheço a autenticidade daquelas mensagens. Não havia nada lá que pudesse comprometer o caso", afirmou Moro.
fonte:Estadão - 26/07/2020

Em cartas, Marcelo Odebrecht relatou ameaça da Lava Jato; força-tarefa nega

Em cartas, Marcelo Odebrecht relatou ameaça da Lava Jato; força-tarefa nega

foto:Henry Andrey

As cartas escritas pelo ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, enquanto esteve na prisão apontam que ele disse ter sido ameaçado pela força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF). Escritas em 2017, elas vieram à tona porque a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) as anexou ao processo que ele responde em Curitiba sobre um terreno para o Instituto Lula que teria sido comprado pela empreiteira.

A informação sobre a ameaça está contida em uma carta datada de fevereiro de 2017, quando Marcelo menciona que mudou o rumo de sua negociação. "Foi quando o Mouro [Sergio Moro, então juiz da 13ª Vara de Curitiba] ia me soltar (por volta de maio/16) e o MPF nos ameaçou dizendo que se eu fosse solto, outras operações seriam deflagradas", escreveu o executivo à época, segundo a Folha de S. Paulo. 

Os relatos indicam que inicialmente ele não pretendia delatar e fez diversas críticas aos demais executivos, especialmente seu pai, Emílio Odebrecht, sobre a forma como conduziram a crise instalada no grupo empresarial.

Quanto à ameaça, Marcelo disse ter "certeza de que era blefe", mas ainda assim aceitou abrir mão de "um período de liberdade" desde que fosse para o regime domiciliar com a assinatura do acordo, o que não aconteceu. Ele só progrediu para a prisão domiciliar um ano após a assinatura da delação, em dezembro de 2017. Atualmente, ele está em regime semiaberto.

A publicação procurou a força-tarefa da Lava Jato, que negou ter havido qualquer pressão indevida e disse que todo contato com o empreiteiro sempre ocorreu com o acompanhamento de seus advogados. "A eventual apresentação de esclarecimento ou informação para o investigado ou réu sobre a existência de investigações de caráter público e sobre as consequências legais de seus possíveis crimes não caracterizaria qualquer 'ameaça' ou pressão indevida, mas sim a exposição legítima de dados que permitam a investigados e réus tomarem decisões", respondeu o MPF.

A defesa de Lula usa essas cartas para apontar contradições na delação, a exemplo de pontos como o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, que ficou conhecido como "departamento de propina". Em um texto, o executivo disse que a empreiteira precisava se manifestar sobre "absurdos que estão dizendo". "Onde estão nossos sócios nos projetos? E as estrangeiras? Não tínhamos um departamento de propina, nem muito menos este tipo de relação com o setor público era só nós que fazíamos...", defendia Marcelo.

Em outra carta, ele disse que foi "mentirosamente acusado de ter praticado atos ilícitos nos quais não se envolveu". Esses "atos" são relativos à propina na Petrobras, que serviu como base na condenação de Lula no caso do sítio de Atibaia.

Com base em trechos como esses, a defesa do petista diz que as cartas mostram "calibragem de relatos" e falta de espontaneidade na delação. Já os advogados de Marcelo criticam a utilização desses documentos, trocado entre ele e seus defensores - as cartas também foram usadas como prova pela Justiça de São Paulo e culminaram no bloqueio de R$ 143,5 milhões que o grupo havia pago a Marcelo na época do acordo.

Para os defensores do ex-presidente da empreiteira, a Odebrecht violou o sigilo da comunicação com advogados ao fazer uso dessas cartas.

fonte:BN  c/adaptações - 22/07/2020 -12h:37min.

Prêmio Educador Nota 10: Professora baiana faz sabedoria de avós mudar vida de jovens em Boninal


filosofia no sertão - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal

A professora Maria Isabel Gonçalves (no topo à direita) e seus alunos no povoado do Machado, em Boninal(BA) Imagem: Arquivo pessoal

Neste domingo em que comemoramos o dia dos avós, o site UOL na coluna de Educação traz uma reportagem  especial sobre a professora baiana Maria Isabel  de Boninal na Chapada Diamantina com o seu projeto premiado no Educador Nota 10 de 2020 mudou a realidade de jovens no Ensino Médio, usando a sabedoria dos avós.

Confira a reportagem completa:


https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/07/24/professora-usa-relatos-de-avos-para-ensinar-e-mudar-a-vida-de-jovens-na-ba.htm

Dinheiro de ex-assessores de Flávio Bolsonaro duplicou créditos na conta de Queiroz

Dinheiro de ex-assessores de Flávio Bolsonaro duplicou créditos na conta de Queiroz
foto:Istoé/reprodução



Dados da quebra de sigilo bancário de ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) mostram que o dinheiro repassado por eles ao policial militar aposentado Fabrício Queiroz duplicou os créditos feitos na sua conta corrente em 2016.

As informações disponíveis indicam que os 13 assessores suspeitos de devolverem parte do salário para Queiroz repassaram, no total, R$ 303 mil ao PM. O valor é metade dos R$ 605,5 mil recebidos pela conta do policial militar aposentado entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Amigo do presidente Jair Bolsonaro, Queiroz é apontado pelo MP-RJ como o operador financeiro do esquema da "rachadinha" no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde ele exerceu o mandato de deputado estadual de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.

A suspeita é de que o ex-assessor recolhia parte do salário de alguns assessores para repassá-los ao filho do presidente Bolsonaro.

Preso preventivamente no mês passado em Atibaia, no interior de São Paulo, Queiroz cumpre a medida cautelar em casa, benefício concedido pelo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio de Noronha.

A defesa do senador nega as acusações de que praticou "rachadinha". A de Queiroz afirma que não comenta casos sob sigilo

Foi a movimentação financeira de 2016 na conta de Queiroz que gerou a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra o filho do presidente. O Coaf, órgão de inteligência financeira, identificou uma série de movimentações atípicas, como saques e depósitos em espécie constantes e sequenciais na conta bancária do PM.

O órgão federal, porém, só tinha como rastrear na ocasião a origem das transferências bancárias, que somavam cerca de R$ 140 mil entre os supostos participantes da rachadinha. Não se tinha informação sobre quem realizava os depósitos em espécie.

O peso dos repasses identificados por integrantes do suposto esquema na conta de Queiroz nos créditos totais naquele período foi possível de ser calculado a partir do cruzamento de informações do pedido de busca e apreensão feito pelo MP-RJ em dezembro e o relatório do Coaf, enviado à Promotoria em janeiro de 2018.

O levantamento aponta ainda que há R$ 57 mil de depósitos em espécie feitos em 2016 indicados pelo Coaf cuja a origem ainda não foi identificada pelo MP-RJ. Há entre eles casos de repasses com periodicidade e, assim como os demais, até uma semana após o pagamento de salários na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Essa "sobra" vai ao encontro das suspeitas de investigadores, de que outros ex-funcionários do senador também participavam do esquema.

O MP-RJ identificou que os 13 ex-assessores repassaram R$ 2 milhões a Queiroz por meio de depósitos e transferências entre 2007 e 2018. A suspeita de um esquema ainda maior se deve ao fato dos saques do PM no período atingir R$ 2,9 milhões, R$ 900 mil a mais do identificado. Há ainda a desconfiança sobre repasse em mãos com dinheiro vivo, sem registro em contas bancárias.

As informações do relatório do Coaf já apontavam indícios da "rachadinha", já que os depósitos mais volumosos ocorriam logo após as datas de pagamento de salários na Assembleia do Rio.

O juiz Flávio Itabaiana autorizou em abril do ano passado a quebra de sigilo bancário e fiscal de 78 ex-funcionários da Assembleia do Rio. Os dados enviados pelos bancos ajudaram os investigadores a identificar os responsáveis pelos depósitos.

Em alguns casos, as próprias instituições financeiras indicaram o autor do depósito em espécie. Em outros, os promotores cruzaram as informações de data e valor do saque em conta de um assessor com os mesmos dados de depósitos na conta de Queiroz. Aqueles que apresentaram coincidência de informações foram vinculados à "rachadinha".

Um terço do total repassado a Queiroz em 2016 foi pela filha, Nathalia: R$ 101,3 mil. Depois vem a mulher de Queiroz, Márcia Aguiar (R$ 37,3 mil). Ambas, porém, faziam transferências já identificadas pelo Coaf.

O cruzamento permitiu identificar o peso da contribuição de outras ex-assessores, como Luiza Paes (R$ 23 mil) e o policial civil Jorge Luiz Souza (R$ 28 mil).

Segundo a reportagem apurou, promotores desconsideraram casos em que a hora de saque e depósitos eram os mesmos, mas os valores, distintos. Esse critério, que visa ter mais precisão no vínculo do repasse, pode ter deixado de fora pessoas que ficavam com parte dos saques para uso pessoal, devolvendo outra parte.

Há, por exemplo, cinco depósitos feitos numa agência de Vicente de Carvalho, zona norte da capital, que somam R$ 15 mil. Eles foram feitos, todos, após uma semana do pagamento de salários na Assembleia.

A localização da agência também foi usada pelos investigadores para atribuir depósitos nas contas de Queiroz. Foi o caso dos créditos em espécie feitos no Rio Comprido, numa rua próxima de onde Raimunda Veras Magalhães tinha um restaurante.

Ela é mãe do ex-PM Adriano da Nóbrega, miliciano morto numa troca de tiros com a polícia na Bahia após ficar mais de um ano foragido. Além dela, também esteve empregada no gabinete de Flávio a ex-mulher de Adriano, Danielle Mendonça da Costa Nóbrega.

O senador, Queiroz e outros suspeitos estavam perto de serem denunciados quando o Tribunal de Justiça decidiu que Flávio tem direito a foro especial e que, por isso, a investigação deveria ser acompanhada pelo Órgão Especial, da segunda instância, e não por um juiz da primeira.

Os desembargadores ainda vão decidir se devem ou não anular as provas obtidas com autorização de Itabaiana. O MP-RJ recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para reverter a decisão e decidiu esperar a análise dos ministros para apresentar a acusação.


FONTE: ÍTALO NOGUEIRA/FOLHAPRESS - 26/07/2020

Lava Jato: Cartas mostram queixas de Marcelo Odebrecht sobre como pai agiu na crise da empreiteira

Cartas mostram queixas de Marcelo Odebrecht sobre como pai agiu na crise da empreiteira
Foto: Acervo Odebrecht
As cartas escritas pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht quando estava na cadeia têm entre seus destaques as críticas que ele fazia a forma como seu pai, Emílio Odebrecht, conduziu a crise enfrentada pelo grupo empresarial. Para o filho, faltou uma defesa mais contundente nos meses após sua prisão, em 2015.

"Dói muito que eu nunca tenha sido defendido por meu próprio pai. Eu nunca deixaria uma filha ou pai ser incriminada, e trucidado na mídia por algo que não fez, sem sair publicamente em sua defesa", reclama em um dos textos escritos em 2017, segundo a Folha de S. Paulo.

Para Marcelo, não havia como ligá-lo a ilícitos na Petrobras, o que poderia preservar sua situação na Justiça e ainda salvar o grupo. Nos manuscritos, anexados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a um processo que ele responde em Curitiba, o empresário pediu atenção à família e disse que "EO" [Emílio Odebrecht] não teria uma outra chance. "Ou então [vai] carregar um remorso ainda mais pesado pelo resto da sua vida ao destruir um filho, sua família, e o legado de gerações", apontava.

De acordo com a publicação, o "legado" dos Odebrecht era mencionado em outros registros de Marcelo. Em um dos textos do início daquele ano, ele escreveu: "mitigar/ minimizar os danos à minha imagem e da organização preservando um pouco do legado de meu avô". Essas eram algumas de suas metas para aquele ano.

Além de fazer críticas ao pai, Marcelo também reclamava da atuação dos advogados da empreiteira na negociação e da forma como os executivos se comportavam na delação premiada. "Tentar comparar minha situação com qualquer outro colaborador é desumano. Ninguém sofreu tanto, ninguém ainda vai sofrer tanto, e ninguém tem um futuro tão comprometido quanto o meu...", disse o empresário.

Ele não concordava com o comportamento individualista dos executivos candidatos à delação. "Começou o tiroteio interno, com as pessoas buscando o bônus de colaborar e deixando o ônus da responsabilidade com outro na organização", criticou. Pelo que indicam as cartas, o próprio Marcelo resistiu a firmar um acordo com o Ministério Público, mas depois seguiu por esse caminho. 

Na avaliação dele, ao transformarem a Odebrecht em uma organização criminosa, esses executivos "estavam assinando a sentença de morte" do grupo. Atualmente, a empreiteira está em fase de recuperação judicial. Informações do Bahia Notícias.(Atualizada às 9h35min.)

EUA: A 100 dias das eleições, vantagem de Biden sobre Trump se acentua

foto:reprodução
Segundo as pesquisas de opinião, a diferença entre os dois candidatos à eleição presidencial americana de 3 de novembro é agora de mais de 8 pontos.
A 100 dias da votação, Joe Biden tem motivos para sorrir. Segundo o resultado acumulado de uma série de sondagens, o democrata tem em média 8,6% a mais do que Trump nas intenções de voto dos americanos. Uma pesquisa da Universidade de Quinnipiac chega a indicar uma vantagem do ex-vice-presidente de 15%. O otimismo da campanha democrata vem também do fato de que, historicamente, nas últimas dez eleições presidenciais americanas, os candidatos que lideravam as pesquisas saíram vitoriosos das urnas. A única exceção foi Mikael Dukakis, em 1988, que perdeu para George Bush "pai".
Mas não se pode esquecer que este ano de 2020 é particular. A crise do coronavírus impôs mudanças profundas na campanha eleitoral, impedindo a realização dos tradicionais comícios presenciais.
Resultados contestados?
A epidemia de Covid-19 também incita os eleitores a preferir o voto pelo correio, uma prática que é rejeitada categoricamente por Donald Trump. Segundo o presidente americano, o voto a distância é uma porta aberta às fraudes em massa. Já os democratas temem possíveis ingerências estrangeiras, principalmente da Rússia, China e Irã.
A 100 dias da votação, um número cada vez maior de analistas fala em provável contestação do resultado. Há uma semana, em uma entrevista ao canal Fox News, Trump continuou a alimentar um clima de dúvida ao afirmar que somente em 3 de novembro, após a apuração dos votos, ele dirá se aceita o resultado das urnas. O bilionário republicano, em desvantagem em todas as pesquisas, teme uma derrota humilhante. Se as sondagens se confirmarem nas urnas, Trump será o primeiro presidente eleito para um único mandato em um quarto de século nos Estados Unidos.
País dividido
A eleição presidencial de 3 de novembro se anuncia extraordinariamente tensa. O país está dividido, inquieto e fragilizado pela pandemia que já deixou mais de 140.000. O ocupante da Casa Branca é muito criticado pela gestão da crise, que teria provocado a queda de sua popularidade. Uma pesquisa da ABC News aponta que dois terços dos americanos desaprovam a reação do presidente ao coronavírus.
No campo de batalha, Donald Trump, de 74 anos, garante que Joe Biden, de 77, é “uma marionete” da esquerda radical que quer abolir o “American Way of Life”. O candidato democrata fala de “uma batalha pela alma americana”.
Fonte: RFI Com informações do correspondente da RFI em Houston, Thomas Harms

Presidente do STJ rejeitou 700 pedidos de prisão domiciliar durante a pandemia; mas concedeu a Queiroz

O presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, em entrevista ao Poder em Foco. O programa é feito em parceria entre Poder360 e SBT
© Sérgio Lima/Poder360 O presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, em entrevista ao Poder em Foco. O programa é feito em parceria entre Poder360 e SBT

João Otávio de Noronha, presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), rejeitou 96,5% dos 725 pedidos de prisão domiciliar que chegaram à Corte em razão da pandemia da covid-19. Em 9 de junho, Noronha concedeu habeas corpus a Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, levando em conta “as condições pessoais de saúde” do investigado. 
O levantamento do STF foi realizado a pedido do G1. Informações do Poder 360.