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segunda-feira, 7 de junho de 2021

ENEM 2021: 4 ex-presidentes do Inep condenam plano do ministro de interferir nas provas

 

Ex-presidentes do Inep condenam plano do ministro de interferir em questões do Enem
Foto: Reprodução / Gov.br

Quatro ex-presidentes do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) condenaram o plano do ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, de interferir ideologicamente na definição das provas do Enem. Os antigos titulares afirmaram a necessidade de garantir a autonomia técnica do órgão.
 

O ministro disse na semana passada que pretende analisar pessoalmente as questões da próxima edição para, segundo ele, evitar itens de cunho ideológico. "Sabemos que muitas vezes havia perguntas muito subjetivas e até mesmo com cunho ideológico, isso não queremos", disse o ministro em entrevista à CNN Brasil.
 

Ribeiro citou como exemplo suposta inadequação de questões de exames anteriores. Uma citava uma gíria usada por travestis (mas não exigia conhecimento específico sobre isso) e outra sobre diferença salarial entre homens e mulheres, a partir do caso dos jogadores Neymar e Marta.
 

O embate ideológico é a principal marca do governo Jair Bolsonaro na área da educação. O Inep é o órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável por avaliações federais como o Enem -as provas vão ocorrer em novembro, mas o cronograma do exame está atrasado.
 

Em audiência pública online promovida pela Comissão de Educação da Câmara nesta segunda-feira (7), quatro ex-titulares do órgão -dos governos do PSDB, PT e MDB- e parlamentares criticaram os rumos do órgão e a posição do ministro. Para alguns dos participantes, o objetivo de Ribeiro é que evidencia interferência ideológica no exame.
 

As questões do Enem têm longo processo de elaboração técnica. A produção de uma única questão prevê dez etapas, que envolvem desde o treinamento de professores à revisão dos itens por parte de especialistas das áreas de conhecimento.
 

Para Maria Inês Fini, que presidiu o órgão no governo Michel Temer (MDB), é preciso fortalecimento das regras de governança para que não haja a interferência anunciada pelo ministro, "que diz estar fazendo filtro ideológico de questões".
 

O professor Reynaldo Fernandes, responsável pelo Inep na criação do formato atual do Enem, no governo Lula (PT), ressaltou que "é preciso garantir autonomia técnica" e que não pode haver interferência externa.
 

"Não é possível que pessoas de fora do corpo técnico discutam critérios de formulação de prova", disse. "Isso tem que ser critério técnico. 'Ah, não gostei daquela questão, troca lá', ou alguém de fora do instituto quer mudar o tema da redação. Isso não é possível", disse.
 

O também professor Chico Soares, titular da autarquia no governo Dilma Rousseff (PT), fez referência às trocas frequentes no comando do órgão e alertou para os riscos dessa instabilidade para as ações do órgão.
 

"Há reforma do ensino médio que é incompatível com o novo Enem, mas já se passaram dois anos [deste governo] e a sociedade não sabe o novo contorno do Enem", afirmou.
 

Atual presidente do CNE (Conselho Nacional de Educação), Maria Helena Guimarães de Castro disse que espera que o governo Bolsonaro mantenha compromisso de fortalecimento institucional. Ela presidiu o o instituto no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
 

"Isso significa interferência completamente fora de lugar, o Inep precisa ter autonomia técnica."
 

Além de ameaçar intervir diretamente nas questões do Enem, Ribeiro retirou do Inep a liderança nas discussões de reformulação do Ideb, principal indicador da qualidade de educação básica. As movimentações de sua gestão têm sido criticadas por especialistas e servidores, que veem esvaziamento do órgão e interferências ideológicas.
 

Ainda na eleição, Bolsonaro disse que pretendia ver as questões do Enem. Isso não ocorreu até agora. O Inep criou uma comissão que fez um pente ideológico nos itens -questões sobre a ditadura militar (1964-1985), por exemplo, não apareceram mais na prova. O ex-ministro Abraham Weintraub, no entanto, não chegou a ter acesso à prova.
 

O atual presidente do Inep, Danilo Dupas Ribeiro, afirmou que Ribeiro, como ministro da Educação, teria o direito de se envolver dessa forma. Segundo ele, não se trata de postura ideológica, mas técnica.
 

"[A vontade do ministro] ainda será analisada pela equipe técnica. E a influência não é ideológica, é técnica", defendeu. Dupas Ribeiro, o quarto presidente do Inep nomeado neste governo, ressaltou que sua equipe é formada por técnicos.
 

O deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), que comandou a audiência, afirmou que a interferência do ministro é indevida também por critério técnicos. "Que o ministro desista, porque não é nenhum especialista nessa pauta". Para o deputado Professor Israel (PV-DF), há "interferência indevida do ministro" e o momento inspira grande preocupação.
 

Danilo Dupas Ribeiro ainda afirmou, em texto lido no início do encontro, que anunciaria "em primeira mão" atendimento a pleitos dos servidores -mas as iniciativas citadas já estavam em andamento quando ele chegou ao órgão, em fevereiro.
 

Ele citou a elaboração e envio ao ministério da Economia de projetos de lei que garantem aos servidores do Inep carreira típica de estado e permitem evolução na carreira, além de tentar viabilizar contratação de servidores temporários e autorização para implementação do programa de gestão do Inep.
 

Ofício de fevereiro deste ano, obtido pela Folha, mostra que todos esses itens estavam em curso ainda sob a presidência de Alexandre Lopes no Inep. Em alguns casos, desde setembro passado.
 

O presidente da Associação de Servidores do Inep, Alexandre Retamal, ressaltou no encontro que a busca pela autonomia no Inep é um tema da educação brasileira.
 

"Que sejamos tratados e reconhecidos pela especificidade e qualidade do trabalho que temos ofertado para a sociedade brasileira."


Fonte: FOLHAPRESS - 07/06/2021 18h:35min

Brasil: TCU desmente presidente Bolsonaro sobre mortes por Covid-19

                              foto:Felipe Meneses/metrópoles

O Tribunal de Contas da União (TCU) rebateu a declaração do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que a Corte teria um relatório questionando o número de mortes por Covid-19 em 2020. Segundo Bolsonaro, o documento apontava que os óbitos foram cerca de metade do registrado.

“O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje”, registra a nota, seca, da Corte de contas.

Em conversa com apoiadores esta manhã, na saída do Palácio da Alvorada, o presidente da República afirmou:

“Olha, em primeira mão aqui para vocês: não é meu, é do tal do Tribunal de Contas da União, questionando o número de óbitos o ano passado por Covid. E ali, o relatório final não é conclusivo, mas em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid, segundo o Tribunal de Contas da União. Não é meu, não.”

Questionamento dos óbitos

Bolsonaro e seu entorno vêm questionando os números de Covid-19 no Brasil — compilados pelo Ministério da Saúde a partir de dados das secretarias de saúde municipais e estaduais — sob alegação de que os dados estariam insuflados.


Ao abordar a lotação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Bolsonaro chegou a dizer que “parece que só se morre de Covid” no país.

Nesta segunda, o presidente afirmou que o documento do TCU comprova suspeitas de pessoas que afirmaram que seus parentes não faleceram em decorrência da Covid, mas de outras doenças.

“Como é do Tribunal de Contas da União, ninguém queira me criticar por causa disso. Isso aí muita gente suspeitava, muitos vídeos vocês viram no WhatsApp etc., de pessoas reclamando que o ente querido não faleceu daquilo. É muito bem fundamentado, está bem claro. Só jornalista não vai entender, o resto todo mundo vai entender.”

No ano passado, o país registrou 194.949 vítimas da doença, número que já foi ultrapassado em 2021. No total, o país contabiliza 473.404 óbitos pela doença desde o início da pandemia.

fonte:Metrópoles - 07/06/2021 - 17h:50min.

Operação Faroeste: Em carta aberta, advogado rechaça declarações de desembargadora Ilona Reis do TJ-BA

 

Faroeste: Em carta aberta, advogado rechaça declarações de desembargadora do TJ-BA
Foto: Reprodução / Youtube

O advogado César Oliveira lançou uma carta aberta aos seus amigos após ter sido citado em uma reportagem da Revista Crusoé, na última sexta-feira (4). A reportagem abordava uma carta escrita pela desembargadora Ilona Reis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), presa na Operação Faroeste em dezembro de 2020. Na carta, ela aponta que foi assediada pelo advogado para não ser investigada na operação.

 

Na carta aberta, o advogado chama a desembargadora de corrupta e “atual hóspede do presídio da Papuda”. “Sinto-me na obrigação de dar uma resposta à sociedade baiana, no momento em que sou atacado por uma combinação de inimigos, uns ocultos, outros nem tanto, mas que devem ter o mesmo destino da delinquente e que passaram a apelar para fakenews e ataques aos investigadores na vã esperança de que a Operação reflua e não chegue ao seu final – final este que será a assepsia e a redenção da Justiça da Bahia”, diz o advogado.

 

Ele confirma que recebeu em sua casa a desembargadora Ilona Reis. “Consultado, na mesma oportunidade, sobre a possibilidade de vir a ser advogado da mesma, neguei enfaticamente essa possibilidade, pois estava em estado pré-operatório e não poderia me dedicar na proporção que a situação exigia. De imediato, a presidiária me questionou sobre algum advogado que poderia indicar para defendê-la, situação que também rejeitei, embora tenha citado alguns nomes de uma geração mais velha e outros mais jovens, advogados notórios na sociedade e sem qualquer espécie de relação pessoal ou patrimonial com o signatário, que não possui sociedade de advogados com quem quer que seja”, conta.

 

César Oliveira diz que não é a primeira vez que investigados na operação buscam envolver seu nome por conta da amizade com a família do procurador-geral da República, Augusto Aras. Afirmou que não conhece o senador Jaques Wagner e nunca tomou conhecimento de atos ilícitos cometidos pelo petista, ou pelos deputados e empresários citados. Clique aqui para ler a carta na íntegra.  Informações do Bahia Notícias em 07/06/2021

Brasil é 2º país com mais mortes de crianças por Covid-19, mostra levantamento

 

Brasil é 2º país com mais mortes de crianças por Covid-19, mostra levantamento
Foto: Reprodução/Pixabay

O Brasil é o segundo país em número de mortes de crianças zero a nove anos em decorrência da Covid-19. Levantamento do Estadão junto ao Sistema de Informação de Vigilância da Gripe (Sivep-Gripe) mostra que o país registrou, até meados de maio, 948 crianças dessa faixa etária mortas pela infecção.  O Brasil fica atrás apenas do Peru, ao comparar 11 países.

 

O levantamento considerou países que registraram pelo menos mil mortes por milhão de habitantes e que possuem mais de 20 milhões de habitantes.

 

A reportagem identificou que a incidência no Brasil é de 32 mortes por Covid-19 a cada um milhão de crianças de zero a nove anos existentes no país. No Peru, país que lidera o ranking, a incidência foi de 41 por milhão. As vizinhas Argentina e Colômbia tiveram 12 e 13 mortes por milhão, respectivamente.

 

Polônia e Ucrânia, que entrariam na lista, foram excluídas pela ausência de dados.

 

A matéria destaca que nos países europeus, o cenário foi diferente. O Reino Unido e a França registraram apenas quatro mortes de crianças de zero a nove anos, o que dá uma taxa de 0,5 morte por milhão em cada um dos países. No continente, o maior número foi registrado na Espanha. Lá, a cada um milhão de crianças, três morreram por covid — um décimo do índice brasileiro.


fonte: BN - 07/06/2021 16h

Em Angola: Provas 'contundentes" apontam lavagem de dinheiro da IURD, dizem investigadores

Igreja Universal do Reino de Deus iniciou suas operações em Angola em 1992 e tem mais de 300 templos no país - Divulgação/IURD
Igreja Universal do Reino de Deus iniciou suas operações em Angola em 1992 e tem mais de 300 templos no país -  Imagem: Divulgação/IURD

Confira a reportagem completa do site BBC NEWS publicada no site do UOL de  hoje(7) em matéria assinada pelo jornalista Matheus Magenta

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2021/06/07/provas-contundentes-apontam-lavagem-de-dinheiro-da-universal-em-angola.htm

Brasil: 'O Cuiabá está precisando de técnico', diz vice-presidente Mourão sobre Tite

Vice-presidente, Hamilton Mourão foi questionado sobre a postura crítica de jogadores e da comissão técnica da seleção - Isac Nóbrega/PR
Vice-presidente, Hamilton Mourão foi questionado sobre a postura crítica de jogadores e da comissão técnica da seleção - Imagem: Isac Nóbrega/PR

Confira a reportagem completa no link abaixo do site UOL de hoje(7)


https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/06/07/mourao-alfineta-tite-selecao-brasileira.htm 

Jogadores da seleção brasileira decidem disputar Copa América no País


 A seleção brasileira vai disputar a Copa América. Os jogadores negam qualquer pedido de férias, mas não abrem mão de explicar os motivos da revolta com a competição que veio parar no Brasil sem aviso prévio.

Os atletas vão divulgar um manifesto, que deverá ser uma nota simples e curta. O tom é de desaprovação com a maneira como a Copa América foi transferida para o Brasil depois da desistência de Colômbia e Argentina. E também vão criticar a desorganização da Conmebol. No documento, eles querem deixar claro que o posicionamento não era político e que valeria para qualquer país onde o torneio fosse realizado.

O momento de divulgação do documento ainda não foi definido pelos atletas. Pode ser ainda nesta segunda-feira, mas é mais provável que seja realmente após a partida diante do Paraguai, nesta terça-feira, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Os jogadores estão tentando divulgar o manifesto juntamente com jogadores de outras seleções para acentuar que não se trata de ação com caráter político.

Existe ainda a possibilidade de o elenco fazer alguma manifestação em relação à pandemia no Brasil, usando suas imagens em prol do combate à doença. O Brasil está perto de registrar 500 mil pessoas mortos pela covid-19. Entrar em campo com faixas de alerta não está descartado.

Na semana passada, o presidente afastado da CBF por denúncia de assédio sexual e moral, Rogério Caboclo, acertou com a Conmebol e com o presidente Jair Bolsonaro a realização da Copa América no Brasil. A decisão foi tomada sem consulta ao técnico Tite, ao capitão Casemiro e às principais lideranças da equipe. Nem mesmo outros departamentos da CBF foram consultados para a organização do evento. Este é um dos principais motivos de insatisfação. Os jogadores se sentiram traídos pelo cartola e não aceitam a maneira como a decisão foi tomada. Os jogadores vão manter a postura contra a realização da disputa no Brasil e da forma com ela foi "empurrada" para eles na concentração das Eliminatórias, mas não vão prejudicar a entidade "seleção brasileira" numa competição internacional.

Os atletas também condenaram a presença do dirigente em Porto Alegre nos treinos e no vestiário, um lugar sagrado no futebol. Caboclo tentou contornar o clima, mas só fez piorar o sentimento de todos. Disse o que não deveria, proibiu Casemiro de dar entrevista, o que ele não cumpriu, porque falou para a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão após a vitória diante do Equador, e ainda tratou, segundo apurado pelo Estadão, o elenco em tom pejorativo entre patrão e empregado, o que só causou mais revolta. Com o afastamento de Caboclo, o cenário mudou.

Não se sabe se todos os jogadores vão disputar a Copa América. Tite pode repensar o grupo. Em princípio, todos eles ficariam juntos, como disse Casemiro. O torneio começa dia 13 acaba dia 10 de julho, se o Brasil chegar até a decisão, marcada para o Rio. A seleção é a última campeão da Copa América, em 2019, após superar o Peru.

Os jogadores não sabem nada da Copa América: se vão ficar na Granja Comary, o mais provável, ou se num hotel nas cidades de Brasília, Goiás ou Cuiabá. Também não foram avisados dos traslados das viagem e das rotinas de uma competição com a chancela da Fifa e da Conmebol. Dizem que, se a Copa América fosse realizada na Argentina, sabiam que o país tinha se preparado há dois anos para recebê-la, diferentemente do Brasil, que tenta se organizar em dez dias.

Para os jogadores, a Copa América não vale muita coisa em seus respectivos currículos. Vale apenas mais uma taça. O campeão vai ganhar R$ 52 milhões.

Fonte: ESTADÃO - 07/06/2021 -13h:25min.

Governo Bolsonaro ataca The Economist após reportagem crítica à gestão brasileira

 

Governo Bolsonaro ataca The Economist após reportagem crítica à gestão brasileira
Foto: Marcos Corrêa/PR

Em uma sequência de 23 tuítes neste domingo (6), a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) atacou a revista The Economist após a reportagem especial "É hora de ir embora", sobre o Brasil, com dez páginas que abordam temas como economia, corrupção, Amazônia e as perspectivas para o país.

 

Uma das críticas traduziu incorretamente termo da revista britânica. A Secom afirma que a The Economist defendeu a eliminação do presidente. A frase correta é "a prioridade é derrotá-lo nas urnas" e não "a prioridade é eliminá-lo".
 

"Estaria o artigo fazendo uma assustadora apologia ao homicídio do presidente?", pergunta um dos tuítes da Secom, o de número 14.
 

A Secom do governo de Jair Bolsonaro acusa a revista britânica de produzir uma narrativa "falaciosa, histriônica e exagerada".
 

"A revista The Economist enterra a ética jornalística e extrapola todos os limites do debate público", diz o primeiro tuíte. "Com o objetivo de atacar o presidente da República e influenciar os rumos políticos do Brasil, destila uma retórica de torcida organizada e acaba, na verdade, atacando o intenso trabalho do governo do Brasil, a autonomia da nação brasileira e os brasileiros como um todo."
 

Em um dos trechos do caderno especial, a revista afirma que é preciso realizar reformas, combater a corrupção e defender a Amazônia, "mas será difícil mudar o rumo enquanto Bolsonaro for presidente. A prioridade mais urgente é tirá-lo pelo voto".
 

A longa resposta do governo é baseada na constatação da publicação da revista sobre as dificuldades para o país caso Bolsonaro seja reeleito.
 

"Do que está falando The Economist? Que curso gostariam de mudar ?", pergunta a Secom, para em seguida listar medidas adotadas pelo governo durante a pandemia da Covid-19.
 

São citados na sequência de tuítes o estado de emergência em saúde pública "antes mesmo de a OMS decretar pandemia", investimentos no combate à Covid-19, vacinação da população, auxílio emergencial, crescimento do PIB e até mesmo geração de empregos.
 

"Claro está que, com sua retórica insana, a revista busca desmerecer todo o incontestável trabalho de defesa da vida e de preservação do emprego, das liberdades e da dignidade dos brasileiros. Sob o disfarce de crítica ao presidente, a The Economist a taca a nação brasileira", diz a resposta.
 

Em um trecho da reação que repercutiu nas redes sociais, a Secom faz um resumo da "narrativa do texto" da revista. "O presidente seria um ditador que estaria matando o próprio povo; seus apoiadores estariam dispostos à guerra civil e o Exército estaria disposto a intervir caso o presidente perca as próximas eleições."
 

Além de responder à revista, o governo Bolsonaro questiona supostas contradições no texto do caderno especial e acusa a revista de "panfletarismo juvenil" ao apontar o risco de devastação da Amazônia.
 

"Em outras palavras: parece que o desespero da Economist e do jornalismo militante, antidemocrático e irresponsável é para que o presidente da República seja ELIMINADO o quanto antes, antes que ele e seu governo concluam o excelente trabalho que fazem para o bem do Brasil", finaliza a Secom.


Fonte:FOLHAPRESS - 07/06/2021 13h