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domingo, 23 de janeiro de 2022

No Brasil: Covid mata quatro vezes mais crianças de 0 a 4 anos que maiores de 5

 

Covid mata quatro vezes mais crianças de 0 a 4 anos no Brasil que maiores de 5
Foto: Reprodução / FioCruz

Crianças de 0 a 4 anos são mais vulneráveis ao novo coronavírus do que o público infantil de 5 a 11, faixa etária que entrou no plano nacional de vacinação contra a Covid-19.
 

Oficialmente, o Brasil registrou 1.544 mortes de crianças de 0 a 11 anos por Covid-19 desde o início da pandemia. Do total, 324 delas tinham de 5 a 11. Entre 0 e 4, o número de óbitos alcançou 1.220, o que representa quase quatro vezes mais ocorrências que na faixa acima de 5.
 

Levantamento da Vital Strategies -organização global composta por especialistas e pesquisadores com atuação junto a governos- avalia ainda que há subnotificação de dados e projeta a omissão de 2.537 mortes no balanço da Covid.
 

Isso ocorre porque, como não há um diagnóstico do motivo da morte em alguns casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave), os óbitos entram nas estatísticas como SRAG por causa não especificada.
 

Com isso, o total estimado pode chegar a 4.081 mortes de crianças por Covid. Os números chegariam então a 3.249, de 0 a 4 anos, e 832, de 5 a 11 anos.
 

Questionado sobre subnotificações e as estimativas da Vital Strategies, o Ministério da Saúde não se manifestou.
 

A médica epidemiologista e especialista sênior da Vital Strategies Fatima Marinho explicou que existem diferentes motivos que levam à falta de um diagnóstico, como a baixa testagem, colapso no sistema de saúde e acesso desigual à assistência.
 

A SRAG é uma condição do paciente que pode ser causada tanto pelo novo coronavírus quanto por outros vírus respiratórios, como o H1N1, agente infeccioso da Influenza A (gripe). Os dados foram coletados no Sivep-Gripe (Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe), do Ministério da Saúde.
 

Marinho disse que para chegar a essa projeção foi feita a redistribuição de óbitos de SRAG não especificados considerando a série histórica de anos anteriores à pandemia -no caso 2018 e 2019.
 

O número excedente foi reclassificado como Covid e também por outros vírus respiratórios, como o da Influenza. Houve explosão de casos de mortes não especificadas por SRAG em 2020 e 2021, o que aponta a preponderância do novo coronavírus.
 

"As crianças têm menor diagnóstico de Covid por causa da clínica diferente [sintomas]. Muitas vezes o sintoma de Covid nas crianças é a diarreia, dor abdominal, tosse, não tendo muitas vezes alguns sintomas clássicos como febre, falta de ar. Em paralelo há a baixa testagem que contribui para a não identificação da Covid-19", disse Marinho.
 

Os dados apontam que a Covid-19 tem impactado mais crianças de 0 a 4 anos. Faixa etária que, segundo especialistas, continuará mais vulnerável à doença porque ainda não pode receber vacinas. Em alguns países, já há autorização para imunizar crianças de 3 e 4 anos.
 

No Brasil, há dois imunizantes aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O da Pfizer está liberado para crianças a partir de 5 anos, e a Coronavac, para crianças a partir de 6 anos.
 

Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), concorda que há subnotificação no Brasil. Segundo ele, um maior número de mortes na faixa etária de crianças menores de 5 anos também ocorre em outros países.
 

De acordo o médico, o sistema imunológico dessas crianças é mais imaturo e não responde às infecções como os mais velhos. Por isso, as vacinas de outras doenças já começam nos primeiros meses de vida.
 

"As crianças nessa faixa etária vão continuar mais vulneráveis [para Covid]. Por causa disso, as pessoas elegíveis [crianças mais velhas, adolescentes e adultos] devem tomar a vacina para ajudar a reduzir a circulação do vírus, continuar usando máscara, lavar as mãos", afirmou.
 

A dona de casa Adriana de Godoy Zaniolo, 41, teve seu terceiro filho durante a pandemia em Rio Claro, no interior paulista, ainda no início da campanha de vacinação da Covid no Brasil. Com isso, ela não havia ainda sido imunizada.
 

Nas primeiras horas de vida de Matheus de Godoy Marangoni, o Theusinho, em 10 de março de 2021, a criança foi transferida para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
 

Adriana disse que teve uma gestação tranquila, e o filho nasceu saudável. Naquele dia, o bebê começou a gemer como se quisesse chorar e não conseguisse. Além disso, a oxigenação estava baixa.
 

A previsão era que ele logo voltasse para os braços dos pais, mas em cada visita o menino demonstrava piora. Segundo a mãe, foram feitos procedimentos na tentativa de descobrir o que ele tinha. Somente no terceiro dia a família foi informada de que ele estava com Covid.
 

A partir desse momento, os médicos isolaram o bebê e pediram para Adriana também fazer um teste, que deu positivo. No dia seguinte, Theusinho morreu.
 

"Parece inacreditável tudo o que acontece, parece que ainda não caiu a ficha. Tudo pronto esperando meu filho, nasceu tão perfeito e do nada parece que o mundo desaba. Cada vez que nós íamos à UTI o médico não tinha um diagnóstico. A única coisa que eu sei é que toda hora mudava de medicação", disse Adriana.
 

Para evitar incidência de mortes entre os menores, Flávia Bravo, diretora da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações) disse acreditar que as vacinas contra Covid não devem demorar a chegar para faixas etárias abaixo de 5 anos.
 

No entanto, enquanto não há imunizante para esse público, é preciso focar uma maior cobertura entre os que podem se imunizar para controlar a doença e a transmissão.
 

De acordo com a médica, os estudos começaram concentrados nas pessoas que morrem mais, que no caso são os adultos. Há pouco tempo foi estendido o olhar para esse grupo infantil e, agora, é preciso esperar o tempo da ciência, diz ela.
 

São vários fatores levados em conta antes de iniciar a vacinação, como definir a dose correta, o esquema vacinal, entender a expectativa dos eventos adversos. "Não podemos menosprezar os números, e a ciência está buscando a solução para essas idades. Ainda que demore, ela virá. Enquanto isso, tem de proteger os não vacinados vacinando os demais", disse Bravo.
 

O pedido do Instituto Butantan à Anvisa era para usar as doses em crianças a partir de 3 anos. No entanto, a agência entendeu que não existem dados suficientes para reduzir a vacinação contra a Covid-19 até essa idade.
 

O instituto agora aguarda resultados da pesquisa do Chile com crianças de 3 a 5 anos para encaminhá-los à agência reguladora. A previsão é que ocorra ainda neste ano.
 

Em entrevista à Folha, a presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, disse que a farmacêutica pretende apresentar à Anvisa o pedido de autorização de uso da vacina da Covid-19 em crianças de 6 meses a 5 anos neste ano. Em nota, o laboratório afirmou que ainda não há previsão de data da submissão.

 

O Ministério da Saúde prevê em contrato com a Pfizer a possibilidade de adquirir doses para crianças de 0 a 4 anos caso a vacina seja aprovada pela agência reguladora.
 

Não só mortes registram subnotificações, segundo Vital Strategies -as internações também. Dados do Ministério da Saúde apontam 18.326 internações no público de 0 a 4 anos e 6.802 em crianças de 5 a 11 anos.
 

Entretanto, o Brasil já pode ter atingido 92.837 internações em crianças de 0 a 4 anos, e 39.584 em crianças de 5 a 11 anos.
 

Marinho, da Vital Strategies, afirmou que uma política de testagem eficaz é imprescindível para controlar os casos em crianças. Porém, ela apontou que, quase dois anos após a pandemia, ainda não há uma estratégia consolidada quanto ao tema.
 

A médica, no entanto, ponderou que as crianças que não poderão tomar a vacina continuarão vulneráveis e acompanhando as curvas da pandemia -à medida que cresce o número de casos e mortes de doenças, isso ocorre também entre as crianças, mas em uma proporção menor que a de adultos.
 

"A vulnerabilidade ocorre principalmente entre as crianças mais pobres e negras. Muitas já têm muitos problemas respiratórios por causa do meio ambiente em que vivem, moradias precárias, sem saneamento básico, muitas pessoas por cômodo, o que aumenta o risco de doenças transmissíveis, especialmente as respiratórias", afirmou Marinho.



FOnte: FOLHAPRESS - 23/01/2022

Queria ter vacinado meu filho, diz pai de criança que morreu de Covid

                                         foto:reprodução

Goiânia – Na mesma semana em que a vacina contra a Covid-19 começou a ser aplicada em crianças no Brasil, Gael Oliveira Clímaco, de 7 anos, morreu após complicações causadas pelo coronavírus, na capital de Goiás, na quarta-feira (19/1). Ele não teve a chance de se imunizar, o que poderia trazer mais proteção para enfrentar a doença.

“Eu teria vacinado o Gael. Se o Brasil tivesse comprado vacinas no fim de 2020 e tudo fosse mais tranquilo, há um mês e meio eu teria vacinado meu filho”, disse ao Metrópoles o pai do garoto, o professor de matemática da Universidade Federal de Goiás (UFG) Humberto Assis Clímaco, 43.

Gael sofria de paralisia cerebral, o que o colocava no grupo de risco para o coronavírus. Isso fez a família redobrar os cuidados a fim de que o pequeno não fosse infectado, principalmente no início da pandemia.

“A gente ficou absolutamente isolado durante muito tempo, de um jeito que mal pôs o nariz para fora. A certa altura, flexibilizamos, mas não sabemos bem como pôde ter pegado”, contou Humberto.

Assim como outros brasileiros, a família de Gael precisou sair da quarentena para trabalhar e fazer outras atividades. A mãe de Gael, por exemplo, Cleufa Leandra Silva Oliveira, 42, voltou às escolas municipais onde dava aula.

Vida de cuidados

Gael vivia uma rotina de muitos cuidados antes mesmo do coronavírus. Pelo menos uma vez por ano, ficava internado por um período, depois de pegar alguma gripe. O que para uns não passava de um leve resfriado, para ele era algo bem mais pesado.

Em 7 de janeiro, vieram os primeiros sintomas. Os pais perceberam que ele apresentava muita secreção e a saturação de oxigênio, ou seja, a porcentagem de oxigênio que está circulando no sangue, havia baixado.

O garoto então passou a ser tratado em casa, com atendimento médico do plano de saúde e a utilização de aparelhos que ajudam na recuperação. Acontece que os profissionais começaram a suspeitar de Covid-19 e a criança acabou levada para o hospital, onde permaneceu na UTI. Logo, o exame confirmou o vírus.

Durante alguns dias, ele apresentou melhoras e pioras, mas, na noite da última quarta-feira (19/1), Gael acabou falecendo.

“Foram sete anos de cuidado intenso. Esses dois últimos anos foram particularmente bons, porque a gente ficou muito com ele e ele não adoeceu, porque a gente se isolou completamente”, lembrou Humberto.

Grupo de risco

Um dia antes e um dia depois de Gael morrer, outras duas crianças que estavam ao seu lado na UTI morreram, ambas de Covid-19. Humberto cita as crianças com problemas neurológicos, que parecem ter uma dificuldade maior em relação à doença.

O pai fez um alerta para os que temem vacinar seus filhos e frisou que os benefícios do imunizante são inegáveis.

“Do ponto de vista global, o que aconteceu na pandemia, está comprovado completamente que as vacinas salvaram milhares de vidas. Não tem porque achar que com as crianças vai ser diferente. É um erro, uma ignorância não querer vacinar crianças”, disse.

Humberto e Cleufa enterraram Gael na quinta-feira (20/1) em Goiânia. Eles têm mais uma filha, Carolina, de 4 anos.

Fonte: Metrópoles - 23/01/2022

Israel diz que 4ª dose da vacina contra Covid eleva drasticamente resistência a doenças graves para +60

                                              Foto:reprodução

 JERUSALÉM (Reuters) - Uma quarta dose da vacina contra Covid-19 administrada a pessoas com mais de 60 anos em Israel as tornou três vezes mais resistentes a doenças graves do que pessoas da mesma faixa etária vacinadas com três doses, disse o Ministério da Saúde de Israel neste domingo.

O ministério também disse que a quarta dose, ou segundo reforço, dobrou a resistência contra a infecção em comparação com aqueles na faixa etária que receberam apenas três doses da vacina.

Israel começou a oferecer uma quarta dose da vacina Pfizer/BioNtech para pessoas com mais de 60 anos no início deste mês.

FONTE: AFP(Por Jeffrey Heller)

Ex-sócio acusa Alvaro Garnero: “Sociopata louco por dinheiro fácil”

Reprodução: Elite Magazine






No sábado (22/1), a coluna LeoDias revelou detalhes do processo em que Cris Arcangeli acusa o ex-namorado, Alvaro Garnero, de estelionato. Na ação, a empresária afirma que, em 2017, foi convencida por Garnero a fazer um aporte de 300 mil dólares em uma empresa, para que a firma realizasse o investimento em ativos digitais.

Cris, que deveria ter um retorno estimado em quase R$ 30 milhões, jamais viu o dinheiro. Não bastassem os detalhes do prejuízo milionário da empresária, o processo também traz um depoimento bombástico do ex-sócio de Garnero, Kako Perroy, que descreve o ex-parceiro como “um sociopata ganancioso e louco por dinheiro fácil”.

Olivier Jean Marc Marie Henry Perroy, conhecido como Kako Perroy, foi sócio de Garnero na empresa Star Eventos, responsável por festas de Réveillon em Jericoacoara (CE). No depoimento, ao qual a coluna teve acesso, ele afirma que o empresário teria se tornado uma ponte para que Hélio Caxias Ribeiro Filho e Thalia Alves Andrade Ribeiro, sócios das empresas Híbridos e Meu Pé de Bitcoin, efetuassem golpes. O depoimento integra o processo de quase 1.500 páginas movido por Cris Arcangeli contra o ex-namorado.

“Helio e Thalia tiveram um problema grave com a Híbridos. Eles eram fundadores e operadores. A empresa deu um desfalque de 100% em seus clientes. O objeto da empresa? Investimento e operação em ativos digitais”, relatou Perroy aos investigadores.

Hoje, a Híbridos enfrenta vários processos na Justiça. Nenhum caso foi resolvido. De acordo com os autos, quando a crise de reputação começou a abalar a empresa, com os sócios prestes a serem desmascarados como falsos operadores e piramideiros, Garnero teria se tornado peça-chave e líder no que vem sendo tratado como um “esquema”.

Ainda de acordo com o processo, Garnero teria o papel de atrair a confiança de novos investidores. “Alvaro virou um vendedor dos serviços ilícitos de Hélio e Thalia”, relatou o ex-sócio do empresário.

Em um dos trechos mais fortes do depoimento, Perroy faz duras acusações a Garnero: “Alvaro era o único que sabia da verdade, que aquilo era um esquema ilícito, mas que gerava altos rendimentos. Por ser um sociopata ganancioso e louco por dinheiro fácil, ele surfou nesse esquema! Comprou jato particular pra ele. Fez programas em lugares caríssimos. Mudou a vida pessoal financeira. Passou, de ser uma pessoa que recebia mesada do pai aos 55 anos, para uma com poder aquisitivo próprio. Porém, se tornando um estelionatário criminoso”.

Perroy também afirma que perdeu seu patrimônio e vive sob efeito de remédios e à base de empréstimos. “Hoje me vejo sem saída, sem trabalho, sem meu patrimônio, que juntei com 25 anos de trabalho. Meus pais quebraram quando eu tinha 15 anos. Esse tema, falir, pra mim é extremamente traumático. Mas por algum motivo, Deus quis que eu passasse por isso novamente. Dessa vez no papel principal, e não de coadjuvante. Eu jogo nas mãos de Deus e da Justiça. Eu não tenho mais forças mentais, não consigo parar de pensar no que me fizeram. Não consigo compreender o que leva o ser humano atacar dessa forma, sorrateira como uma cobra, por dinheiro. Você entrega sua vida. Recebi de volta minha quase morte. Estou usando remédios, cheio de processos trabalhistas, pedindo dinheiro emprestado. Humilhado como homem e como humano”, desabafa o ex-sócio de Garnero.

Ao longo das 1.500 páginas, o processo lista evidências do envolvimento de Garnero com o esquema. Além de fotos ao lado de Helio Caxias Ribeiro Filho, dono da Híbridos e da Meu Pé de Bitcoin, consta entre os anexos uma planilha com um cronograma de pagamentos, onde existe um dia exclusivo para pagar Alvaro e o pai, Mário Garnero.

Em depoimento, vítima descreve como caiu no golpe das criptomoedas

Segundo relato de uma das vítimas do esquema, a empresa Meu Pé de Bitcoin fazia uma reunião com os investidores solicitando um “contrato de integralização” condicionado a um depósito inicial que renderia 10% de juros ao mês. A vítima afirma que os juros nunca foram pagos, o dinheiro não foi estornado e o contrato, que chegaria pelo correio, nunca foi enviado.

“Realizei uma transferência no valor de R$1.500, entretanto, o acordado não foi cumprido. De acordo com o contrato, (…) eu receberia o primeiro pagamento 15 dias após a efetivação do depósito. Contudo, desde a contratação, que foi por telefone, não recebi o contrato de integralização e os aporte mensais. Após eu ter feito cobranças, em dezembro de 2020, a representante da empresa informou que os pagamentos estavam atrasados e quem quisesse fazer um distrato deveria assinar um contrato por eles enviado e registrar em cartório. Realizei as orientações para fazer o desfazimento do suposto contrato, mas até a presente data não fizeram a devolução do meu valor”, conta.

No processo movido por Arcangeli, também há o pedido de abertura de inquérito policial:

“a) A determinação da abertura de inquérito policial para apurar a existência dos crimes supra, na forma do art. 5o, inc. II, do Código de Processo Penal e encaminhamento ao Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPSP;

b) A promoção de todas as diligências pertinentes, em especial cautelares, considerando a possibilidade de perecimento e destruição de provas, além de não se ter ideia do paradeiro de Helio (e a possibilidade de ida para o exterior).”

Fonte: Coluna Léo Dias?Metropoles - 23/01/2022

Covid-19: OAB, CNBB e outras entidades lançam pacto pela vacinação das crianças


foto:reprodução


 A OAB Nacional lançou, nesta sexta-feira (21), o Pacto pela Vida das Crianças Brasileiras. Trata-se de um compromisso em defesa da vacinação da população infanto-juvenil no país, firmado pelas entidades que, junto à OAB, compõem o Pacto pela Vida e pelo Brasil. 

Além de apontar a necessidade da vacinação de crianças e adolescentes e as evidências medicas da eficácia da imunização neste público, as instituições criticam no documento as tentativas de desacreditar a vacina. "Não se pode aceitar a campanha de sabotagem em torno da vacinação pediátrica", diz um trecho do pacto. 

"Conclamamos governadores e prefeitos a não poupar esforços para que a imunização pediátrica avance rapidamente pelo país, alcançando todas as crianças, sem esquecer jamais das que vivem em condição de vulnerabilidade", aponta outro trecho. 

Assinam o Pacto pela Vida das Crianças Brasileiras os presidentes da OAB, Felipe Santa Cruz; da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo; da Comissão Arns, José Carlos Dias; da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich; da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Paulo Jeronimo de Sousa; e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Renato Janine Ribeiro. 

Pacto pela Vida das Crianças Brasileiras.pdf


Fonte: Site da OAB Nacional em 23/01/2022

Ex-assessor que admitiu esquema disse que Bolsonaro “gosta de bandido”


Jair Bolsonaro e Waldir FerrazReprodução

         foto:reprodução   


                                           


Waldir Ferraz, ex-assessor de Jair Bolsonaro que confirmou nesta semana à repórter Laryssa Rodrigues a existência do esquema de corrupção nos gabinetes dos Bolsonaros, com a devolução pelos servidores de parte de seus salários, já afirmou que o presidente “gosta de bandido”.

Em março de 2020, a coluna mostrou que Waldir deu a seguinte declaração em um áudio enviado a um interlocutor na Esplanada dos Ministérios:

“Só tem canalha mesmo. Os melhores são os que apareceram agora. E na verdade, o Bolsonaro gosta de bandido. Todos os bandidos são bem acolhidos. Como não sou, vou ficar de fora, mas não tem problema, não. São 30 anos jogados no lixo. Mas ninguém sai ganhando nesse mundo”.

Segundo amigos em comum dos dois, Bolsonaro e Ferraz estavam brigados em janeiro. O ex-assessor sentia que o presidente estava se afastando dele.

Na época, Ferraz disse que não quis dar nenhuma conotação criminal ao usar a palavra “bandido” e falou que ele e Bolsonaro se chamam pelo termo por “brincadeira”.

“Essa forma de vagabundo, bandido, a gente [Bolsonaro e Waldir] usa entre si. Não tem outra conotação. Isso é brincadeira entre a gente. Eu chamo as pessoas de vagabundo. Não é pejorativo, é o jeito de falar”, disse.

Fonte: Guilherme Amado/reprodução/Metropoles 23/01/2022

Bahia: Com material de baixo custo, terapeutas levam bem-estar a hospital

 Da esq. para a dir.: Andrea Regina, Milena Carvalho, Patrícia Barreto, Carla Ramos e Amanda Dourado - Arquivo pessoal


Da esq. para a dir.: Andrea Regina, Milena Carvalho, Patrícia Barreto, Carla Ramos e Amanda DouradoImagem: Arquivo pessoal
Conheça o trabalho da equipe dentro do hospital Geral de Vitória da Conquista, 3ª maior cidade do Estado da Bahia. 
Clique no link abaixo  da Coluna ECOA do site UOL deste domingo(23)
https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2022/01/23/com-material-de-baixo-custo-terapeutas-levam-bem-estar-a-hospital-da-ba.htm

PE: Pousada defendida por Bolsonaro ao vetar vacina tem laço com governo

                                            foto:reprodução

A pousada Baía do Sancho em Fernando de Noronha (PE), defendida por Jair Bolsonaro ao recusar a vacina contra a Covid, tem laços com o governo. O advogado que pediu a reabertura do empreendimento, João Vita Fragoso de Medeiros, tem um cargo de confiança na Embratur. Fragoso é gerente jurídico da autarquia e ganha um salário de R$ 25,8 mil.

Em dezembro, a pousada foi notificada pela Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) porque os funcionários e proprietários do local se recusaram a se imunizar contra a Covid-19. A agência alertou que a pousada poderia ser processada por crime contra a saúde pública e interditou o empreendimento.

Depois da interdição, o dono da pousada e sua filha receberam a primeira dose do imunizante. A Apevisa, então, deu um prazo para que os outros funcionários se vacinassem.

A pousada decidiu acionar a Justiça de Pernambuco. Quem assinou a ação foi João Vita Fragoso de Medeiros, gerente jurídico da Embratur. O escritório de advocacia de Fragoso fica a 500 metros da autarquia ligada ao Ministério do Turismo.

No último dia 14, o juiz André Carneiro negou o pedido. No dia seguinte, sábado (15/1), a pousada conseguiu reverter a decisão e reabrir o local, após uma decisão do desembargador Itabira de Brito.

O feito foi comemorado horas depois pelo ministro do Turismo, Gilson Machado, que gravou uma ligação por vídeo parabenizando o dono da pousada e oferecendo “tudo o que for necessário”. No dia seguinte, foi a vez de Jair Bolsonaro ligar do Palácio da Alvorada para os proprietários da pousada.

Na conversa, Bolsonaro prometeu visitar a pousada e atacou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do PSB. Os proprietários chamavam Bolsonaro de “meu mito” e repetiam “Bolsonaro 2022”.

Os donos também citaram “apoio incondicional” do governo e do ministro do Turismo, Gilson Machado. “O apoio que vocês deram é incondicional. Muito obrigado, presidente, o apoio incondicional do ministro Gilson Machado foi na hora”. Bolsonaro respondeu: “O Gilson trabalhou bem, conversei com ele, estou feliz de ter reaberto sua pousada”.

Quatro dias depois, contudo, o caso teve mais uma reviravolta. O desembargador Erik de Sousa mandou interditar a pousada novamente.

Procurado, o advogado do processo e consultor jurídico da Embratur, João Vita Fragoso de Medeiros, negou conflito de interesses no caso. “Não posso advogar é contra a Embratur. Fui contratado em um cargo de confiança e não tenho dedicação exclusiva.”

Fragoso também negou ter sido acionado pelo ministro do Turismo. “Eu me dou com o ministro, vi a situação do dono da pousada, aquilo me tocou e fiz a ação para eles.”

Fonte:Guilherme Amado/Metrópoles - 23/01/2022