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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Política: Caetano engrossa convocação de ato em Brasília: 'Hora de botar a cara na rua"

 

Caetano engrossa convocação de ato em Brasília: 'Hora de botar a cara na rua
Foto: Reprodução/Instagram

No próximo dia 9 de março, o cantor Caetano Veloso ao lado de diversos outros artistas, entidades e movimentos sociais vão realizar um ato na frente do Congresso, em Brasília, contra a política ambiental do governo Bolsonaro. 

A manifestação artística é contra o chamado "combo destruição", um pacote de projetos que flexibilizam o rigor sobre a proteção da Amazônia, a liberação desenfreada do uso de agrotóxicos  e, também, riscos em áreas destinadas para povos indígenas.

Nos últimos dias, nas redes sociais, Caetano entrou na corrente pela convocação dos atos. "Eu acho que está na hora de a gente se manifestar na rua, botar a cara na rua. Então eu vou estar em Brasília, na frente do Congresso, às 15h, no dia 9 de março. E colegas meus também estarão lá, para o meu orgulho e minha honra. Espero que todo mundo preste atenção nisso, porque é um gesto necessário". Entre os artistas, Emicida, Bela Gil, Lázaro Ramos e Bruno Gagliasso estarão presentes. 

 


Fonte: BN - 28/02/2022 20h

Chefe da embaixada da Ucrânia diz que Bolsonaro é mal informado

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O chefe da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoli Tkach, rebateu nesta segunda-feira (28) as declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) -que disse na véspera que o Brasil deve permanecer neutro no conflito no Leste Europeu -e afirmou que o líder brasileiro está mal informado.

"Talvez seria interessante ele conversar com o presidente ucraniano para ver outra posição e ter uma visão mais objetiva. Nós estamos num momento muito delicado, quando estamos decidindo o futuro não só da Ucrânia, mas também da Europa e do mundo", disse Tkach, durante entrevista coletiva em Brasília.

No domingo (27), Bolsonaro afirmou que o Brasil deve adotar uma postura de neutralidade diante da invasão da Rússia na Ucrânia. "Nós não podemos interferir. Nós queremos a paz, mas não podemos trazer consequências para cá", disse o presidente a jornalistas em um hotel no Guarujá (SP).

Para o diplomata ucraniano, falta informação a Bolsonaro. "Ele se pronunciou neutro, então eu acho que ele pode estar mal informado e não saber a situação atual que acontece na Ucrânia", disse. "Não se trata de apoio à Ucrânia, se trata de apoio aos valores democráticos, ao direito internacional, incluindo os fundamentos como a não violação das fronteiras, o respeito à soberania internacional, do Estado e da integridade territorial".

Apesar de Tkach ter sugerido uma conversa de Bolsonaro com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, o chefe da missão diplomática disse que ainda não há previsão de um contato do tipo. Ele ainda rebateu outras duas declarações feitas por Bolsonaro no domingo.

O brasileiro ironizou o fato de Zelenski ter sido comediante antes de assumir a Presidência e disse que era um exagero caracterizar o que ocorre na Ucrânia como um "massacre".

"O nosso presidente é democraticamente eleito, não importa qual foi a sua profissão antes de ser eleito. Agora ele é um líder da nação e está liderando a guerra contra o segundo maior Exército do mundo", disse Tkach. "Vou pedir aos nossos funcionários para divulgar mais vídeos das perdas civis na Ucrânia",

Em 16 de fevereiro, durante visita a Moscou, Bolsonaro se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin. Na ocasião, ele se disse solidário à Rússia, no que foi interpretado como um endosso à mobilização militar ordenada por Moscou nas fronteiras com a Ucrânia.

Nesta segunda, Tkach voltou a pedir mais declarações do governo brasileiro em condenação à ação militar da Rússia.

"Nós gostaríamos de um maior apoio e uma maior condenação por parte do Brasil à Rússia. Nós temos que parar essa agressão", disse.

Ele também afirmou esperar que o Brasil siga mantendo suas posições recentes na ONU (Organização das Nações Unidas) -o governo Bolsonaro apoiou uma resolução contra a Rússia no Conselho de Segurança e endossou que a crise ucraniana fosse discutida na Assembleia-Geral, em outro revés para Moscou.

Na sua última manifestação no Conselho de Segurança da ONU, na sexta (25), o embaixador do Brasil na organização, Ronaldo Costa Filho, fez um discurso duro contra a Rússia.

"As preocupações de segurança manifestadas pela Federação Russa nos últimos anos, especialmente as relacionadas a parceiros estratégicos na Europa, não dão o direito a ameaçar a integridade territorial e a soberania de outro estado", disse o diplomata brasileiro na ocasião.

Nesta segunda, no entanto, sua fala na Assembleia-Geral foi menos hostil contra Moscou

Embora tenha mantido a condenação ao "uso da força contra o território de um Estado- membro", Costa Filho citou preocupações de segurança da Rússia que foram encaradas com descrédito nos últimos anos e se posicionou contra sanções unilaterais e o envio de armas a Kiev.

Fonte: FOLHA S. PAULO -28/02/2022

Salvador: Paredão Tropical encanta baianos e turistas no Sulacap

 

Paredão Tropical encanta baianos em espetáculo no Sulacap
Foto: Instagram/@asmelhorescoisasdesalvador

O domingo de Carnaval de Salvador não ocorreu de forma tradicional, mas os baianos puderam apreciar o espetáculo do "Paredão Tropical", apresentação de artistas que aconteceu no edifício Sulacap, localizado na Praça Castro Alves.

 

Além da forte presença dos blocos Ilê Aiyê, Cortejo Afro e Didá, que contaram com integrantes tocando um instrumento em cada janela do edifício, o show também ficou por conta de Carlinhos Brown, Gaby Amarantos, Xanddy do Harmonia do Samba, Larissa Luz e Lia de Itamaracá.

 

A apresentação teve apenas 20 minutos, mas foi o suficiente para encantar a população, especialmente na despedida, quando os cinco artistas cantaram juntos a canção 'Chão de Praça', de Moraes Moreira.

 

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Fonte: BN- 28/02/2022 

Na ONU: Ministra Damares se recusa a falar com jornalista brasileiro e ameaça chamar segurança

Na ONU, Damares se recusa a falar com jornalista brasileiro e ameaça chamar segurança

Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Após discursar durante a 49ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, nesta segunda-feira (28), a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, se recusou a falar com um jornalista brasileiro e ameaçou chamar a segurança.

“Na ONU, fui perguntar para Damares como ela considerava a questão do conflito na Ucrânia. Ela me respondeu que não falava comigo”, relatou Jamil Chade, em publicação no Twitter. “Quando eu perguntei o motivo de sua recusa, ela respondeu que se eu insistisse ela ‘chamaria a segurança’!”, contou o repórter.

Correspondente internacional, Jamil Chade tem acompanhado diversas missões brasileiras na Europa, a exemplo da participação do presidente Jair Bolsonaro na cúpula do G20, em Roma, na Itália, no ano passado. Na ocasião, o jornalista relatou com detalhes o isolamento do mandatário brasileiro junto aos outros líderes mundiais.

Jamil Chade é um premiado jornalista Brasileiro, colunista do site UOL. 

Fonte: Bahia.Ba c/adaptações  - 28/02/2022 16h

Imprensa russa trata Bolsonaro como aliado de Putin

                                  FOTO:REPRODUÇÃO

                                

As falas do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a Rússia e a Ucrânia neste domingo (28) repercutiram de forma positiva no país governado por Vladimir Putin. Veículos de notícias russos apoiadores do líder soviético reproduziram as declarações como se fossem de apoio a Putin.

Diferente de Estados Unidos e Europa, as opiniões de Bolsonaro em coletiva de imprensa ontem não foram condenando a Rússia. Além de falar que é um "exagero" chamar de massacre o cerco que o exército russo fez na capital Kiev, ele afirmou que o Brasil precisa "ter responsabilidade" em termos de negócios com a Rússia, porque depende de fertilizantes.

"Eu entendo que não há interesse por parte do líder russo de praticar um massacre. Ele está se empenhando em duas regiões do Sul da Ucrânia que, em referendo, mais de 90% da população quis se tornar independente, se aproximando da Rússia. Uma decisão minha pode trazer sérios prejuízos para o Brasil", disse.

Além disso, Bolsonaro deu uma alfinetada em Volodymyr Zelensky, ao dizer que o povo ucraniano "confiou em um comediante".  "O comediante que foi eleito presidente da Ucrânia, o povo confiou em um comediante para traçar o destino da nação. Eu vou esperar o relatório da ONU para emitir a minha opinião", afirmou.

RIA Novosti, uma das principais agências de notícias da Rússia, estampou a frase de Bolsonaro sobre a Ucrânia ter escolhido um humorista para governar o país em uma das primeiras notícias divulgadas na manhã desta segunda-feira (28) no país.

O veículo lembrou que o presidente brasileiro defendeu a neutralidade em relação ao conflito e destacou a afirmação de que Bolsonaro não votará uma resolução na ONU condenando Putin.

Já o portal de notícias Gazeta.Ru destacou que “Bolsonaro não condena a Rússia por causa da Ucrânia”. O RT, ligado ao Kremlin, enfatizou que “as autoridades brasileiras não apoiarão resoluções anti-russas na ONU”.

Nos países imperialistas, por outro lado, as falas de Bolsonaro repercutiram mal. Veículos da Alemanha e da própria Ucrânia destacaram os posicionamentos do presidente como um possível apoio às ações do governo russo.

Fonte: Revista Fórum - 28/02/2022 - 15h:50

Rússia e Ucrânia encerram negociações e ataques a Kiev se intensificam

Russos e ucranianos se encontraram para negociar nesta segunda-feira
Russos e ucranianos se encontraram para negociar nesta segunda-feiraCréditos: Alexander Kryazhev/POOL/TASS

                                       

A reunião que durou 5 horas entre Rússia e Ucrânia terminou nesta segunda-feira (28). Segundo a agência de notícias russa TASS, os participantes devem fazer comentários para a imprensa mais tarde sobre os resultados das negociações. 

A agência russa RIA informou que os representantes dos dois países irão se reunir com seus governos para consultas antes de uma segunda rodada de acordos. 

O assessor presidencial Vladimir Medinsky está liderando a delegação russa, enquanto Alexey Reznikov está responsável pelos ucranianos. Medinsky disse anteriormente que os russos estavam dispostos a negociar com os ucranianos pelo tempo necessário para fechar acordos.

Esta é a primeira vez que representantes dos dois países se reúnem desde o começo da guerra, no dia 24 de fevereiro. Para os ucranianos, os principais objetivos da negociação são um cessar-fogo imediato e uma saída das tropas russas do país. 

Explosões mais fortes desde o início da guerra

O correspondente do SBT Sérgio Utsch, que está em Kiev cobrindo a guerra, informou que, logo após o fim das negociações, os ataques à capital se intensificaram. Segundo ele, as explosões foram "as mais fortes e as mais próximas do centro de Kiev" desde o início da guerra.

"Vi dois clarões vermelhos no céu, muito mais perto do que nas outras vezes. Não houve sirenes antes. Sirenes tocam agora, minutos depois das explosões. Ao fundo, ouvimos o que me pareceu barulho de aviões. Trens suspensos em Kiev. Milhares de pessoas que tentavam sair estão agora no abrigo antiaéreo da estação central da cidade", relatou, por volta das 14h.

O jornalista Yan Boechat também informou que "três explosões muito fortes foram ouvidas no centro da cidade". "Com o fim da reunião sem acordo entre Rússia e Ucrânia expectativa é de que essa seja a noite mais violenta dessa guerra", escreveu.

Fonte: Revista Fórum - 28/02/2022 14h:40

Economia: Exclusão da Rússia do Swift pode afetar o mundo financeiro global

                              foto:reprodução

                          

A exclusão da Rússia do Swift, principal sistema de transações financeiras internacionais, anunciada neste sábado (25), pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (foto), traz consequências não apenas para as instituições financeiras daquele país, mas também para alguns bancos e bolsas europeias.

Os bancos russos, é claro, são os mais afetados até agora. O Sberbank of Russia, cotado na bolsa de Londres, perdeu cerca de 70% na manhã desta segunda-feira, tendo caído de 4,06 para 1,26 libras por ação. O TCS, também cotado em Londres e que que detém o Tinkoff Bank, perdeu quase 70%, de 36 para 11,7 libras. Ambos chegaram a perder cerca de 80% na negociação de manhã.

Por outro lado, os bancos europeus mais expostos à Rússia, como o Raiffeisen Bank, da Áustria, o UniCredit, da Itália, e o Société Générale, de França, caíram entre 10 e 15%.

BCP de Portugal, que tem uma importante operação na Polónia, caiu cerca de 5,3%. O índice europeu Stoxx Europe 600 Banks, caiu quase 6%.

A decisão de excluir a Rússia do sistema veio após acordo estabelecido entre Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Canadá e Reino Unido.

O bloqueio anunciado pela Comissão Europeia não visa todos os bancos russos, mas apenas alguns que foram previamente selecionados.

O que é o Swift

Swift é a sigla de Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication, em inglês) e permite transferências de recursos financeiros entre países de maneira rápida e segura. 

O sistema criado em 1973 é baseado na Bélgica e conecta 11 mil bancos e instituições em mais de 200 países. Não se trata de um banco tradicional. É uma espécie de sistema de mensagens instantâneas que informa os utilizadores quando pagamentos foram enviados e quando eles chegaram ao destino.

Ele envia mais de 40 milhões de mensagens por dia, e vários milhares de milhões de dólares passam de mão em mão entre empresas e governos. Acredita-se que mais de 1% dessas mensagens envolvam pagamentos russos.

Colapso do Rublo

A primeira consequência da sanção da Comissão Europeia contra a Rússia pôde ser sentida já nesta segunda-feira, com o colapso do rublo, que chegou a cair 31% frente ao euro. A moeda da Comunidade Comum Europeia chegou a 123,25 rublos durante a abertura do mercado. A desvalorização, no entanto, foi freada ao longo da manhã e caiu para 12%.  Como comparação, na semana passada, o euro valia 92,57 rublos. A desvalorização do rublo desde a invasão da Ucrânia soma 17%.

Reação russa

Como reação à saída do Swift, o Banco Central da Rússia tomou um conjunto de medidas de emergência nesta segunda-feira. Subiu drasticamente a taxa de juros de 9,5% para 20%, anunciou garantir a liquidez em moeda nacional dos bancos, disponibilizando 733 mil milhões de rublos, ordenou que as empresas exportadoras vendam 80% das suas reservas em moeda estrangeira e proibiu os não-residentes de venderem títulos do Tesouro.

Fonte: Revista Fórum /Com informações do Expresso da Ilhas em 28/02/2022

China publica lista de intervenções dos EUA em nações após 2ª Guerra; Brasil por duas vezes

 

Porta-voz chinês publica lista de intervenções dos EUA em nações após 2ª Guerra
Foto: Reprodução/Twitter Lijian Zhao

Em meio à guerra instaurada na Ucrânia, com o avanço de tropas russas ao país vizinho, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, usou o Twitter no último sábado (26) para publicar uma lista com intervenções dos Estados Unidos em todo o mundo desde a 2ª Guerra Mundial até 2020.

 

Na publicação, Lijian afirmou que a "história não se esquece". A lista inclui um evento no Brasil, em 2016, como responsabilidade americana.

 

Aliado da Rússia, o governo chinês se absteve na votação da proposta de resolução apresentada pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU, na última sexta-feira (25). O país também é um dos poucos que não condenaram a ação de Putin contra a Ucrânia.