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segunda-feira, 4 de julho de 2022

Eleições 2022: Gen. Santos Cruz resiste à ala bolsonarista do Podemos

 O general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro (PL), ameaçou se desfiliar do Podemos se o partido apoiar o presidente nesta eleição. Demitido em junho de 2019, após cinco meses no cargo, Santos Cruz disse que o chefe do Executivo não cumpriu nada do que prometeu na campanha eleitoral.

A tendência da cúpula do Podemos é não fechar aliança nacional na disputa presidencial, mas a maioria dos deputados e senadores da legenda apoia Bolsonaro. “Se o partido decidir por isso, estou fora. Saio”, disse o general ao Estadão.

General da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, cotado como presidenciável do Podemos, diz que pede desfiliação se houver adesão à tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
© Fornecido por EstadãoGeneral da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, cotado como presidenciável do Podemos, diz que pede  desfiliação se houver adesão à tentativa de reeleição de Jair Bolsonaro (PL).Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.
Fonte: ESTADÃO 04/07/2022

Eleições 2022: Confira os debates programados para Presidência

 

                                              foto:reeprodução


6 de agosto: CNN

9 de agosto: Jovem Pan

14 de agosto: Band

2 de setembro: RedeTV!

8 de setembro: O Globo, Valor Econômico e rádio CBN

13 de setembro: TV Aparecida

22 de setembro: Folha de S. Paulo e UOL

24 de setembro: Estadão, SBT, revista Veja e rádio Nova Brasil FM

29 de setembro: TV Globo

2º Turno

3 de outubro: CNN

4 de outubro: Band

11 de outubro: Jovem Pan

13 de outubro: Folha de S. Paulo e UOL

17 de outubro: RedeTV!

22 de outubro: Estadão, SBT, revista Veja e rádio Nova Brasil FM

28 de outubro: TV Globo

Fonte: Estadão -c/adaptações 04/07/2022

Bolsonaro perde apoio dos agentes da PRF, mostra pesquisa interna


foto:reprodução/instagram

O presidente Jair Bolsonaro já perdeu o apoio das classes da Polícia Federal. Agora, uma enquete de quarta-feira num grupo de Telegram dos Rodoviários Federais, ao qual a Coluna teve acesso, mostra a debandada da categoria que o apoiou em 2018 – e que vez ou outra faz sua escolta nas “motociatas”.

De mais de 4 mil signatários do grupo, 1.042 responderam a pesquisa. Destes, 43% disseram que não votam nem em Bolsonaro (PL) nem em Lula da Silva (PT). Pior para o presidente, outros 33% escolheram o petista; 14% indicam votar “branco/nulo” e apenas 10% indicam voto no atual presidente do Brasil.

Enquete de intenção de voto da PRF no Telegram
© ReproduçãoEnquete de intenção de voto da PRF no Telegram

Ontem, a insatisfação ficou clara para o Palácio do Planalto. Em evento da PRF em Florianópolis (SC), a FenaPRF exibiu uma faixa num monomotor fretado com a frase: “Nada a comemorar, Bolsonaro mentiu pros PRF”.

Fonte: ISTOÉ- 04/07/2022 

domingo, 3 de julho de 2022

Em Salvador: Bahia e Grêmio ficam no empate sem gols

 

Bahia e Grêmio empatam sem gols na Arena Fonte Nova
Foto: Felipe Oliveira/ Divulgação /EC Bahia

O Bahia empatou em 0 a 0 com o Grêmio na tarde deste domingo (3), na Arena Fonte Nova, pela 16ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe tricolor teve as melhores lances, mas parou no goleiro e na trave.

 

Com o resultado, o Esquadrão de Aço avança aos 29 pontos e continua na terceira posição da competição nacional. A equipe volta a jogar na próxima sexta-feira (8), contra o Vila Nova,em Goiânia. 


Fonte:BN C/ADAPTAÇÕES 03/07/2022

Morre Sergio Paulo Rouanet, autor da lei que beneficia a cultura no Brasil

 

Morre Sergio Paulo Rouanet, autor da lei que beneficia a cultura no Brasil
Foto: Reprodução/Instagram

Morreu aos 88 anos, no Rio de Janeiro, o diplomata e ex-ministro da Cultura Sergio Paulo Rouanet, autor da Lei de Incentivo à Cultura no Brasil. 

 

A informação foi confirmada neste domingo (3) pelo Instituto Rouanet, fundada por ele e a mulher, Barbara Freitag. Segundo a instituição, ele foi vítima do avanço da síndrome de Parkinson’s.

 

“É com muito pesar e muita tristeza que informamos o falecimento do Embaixador e intelectual Sergio Paulo Rouanet, hoje pela manhã do dia 3 de julho. Rouanet batalhava contra o Parkinson’s, mas se dedicou até o final da vida à defesa da cultura, da liberdade de expressão, da razão, e dos direitos humanos. O Instituto carregará e ampliará seu grande legado para futuras gerações”, diz a nota do instituto.

 

A Lei Rouanet foi criada por ele durante o governo de Fernando Collor (1990 a 1992), no qual era titular da Secretaria de Cultura da Presidência da República, cargo equivalente ao de ministro de Estado.

 

Criada em 1991, a Lei de Incentivo à Cultura autoriza produtores a buscarem investimento privado para financiar iniciativas culturais. Em troca, as empresas podem abater parcela do valor investido no Imposto de Renda.

 

Ele deixou a mulher, a filósofa alemã Barbara Freitag, e três filhos - Marcelo, Luiz Paulo e Adriana.

 

 

 Fonte:BN -03/07/2022

Em Paris: Após mobilização na internet, Anitta comerá comida brasileira feita por baiana

 

Após mobilização na internet, Anitta comerá comida brasileira em Paris feita por baiana
Foto: Divulgação

Deu certo. Após mobilização na internet, a cantora Anitta comerá uma comida brasileiríssima feita em Paris pela baiana Mariele Góes, proprietária do restaurante La Bahianaise. A cantora agradeceu a mobilização dos fãs que fizeram chegar até ela o nome do restaurante de Mariele, que já foi repórter do Bahia Notícias e da Revista Veja. Em uma sequência de stories que já foi apagado pela artista, Anitta contou que ela e sua equipe precisava muito comer comida brasileira, como um bom feijão.

 

Na manhã deste domingo (3), a cantora pediu aos fãs que indicassem para ela um bom restaurante brasileiro em Paris para poder comer feijão. Ela está em turnê pela Europa e contou que deseja muito comer feijão. Com isso, a ex-repórter do Bahia Notícias e proprietária do restaurante La Bahianaise, Mariele Góes, iniciou um mutirão para a artista nº1 do mundo conhecer o estabelecimento.

 

Mariele Góes tem um restaurante em um mercado popular de Paris, e é famoso na região por oferecer as principais iguarias brasileiras e baianas para os clientes, inclusive, acarajé. Nas redes sociais, a baiana pediu aos seguidores e fãs da artista que indiquem o estabelecimento. Para agradar a maior artista do pop brasileiro, a equipe de Mariele levou até pudim para o hotel em que Anitta está hospedada.

Em Atalaia do Norte: Exército fotografa tela de computador e jornalista da Agência Pública após perguntas

                                           

Atalaia do Norte (AM) – Momentos depois que a Agência Pública dirigiu perguntas incômodas ao general Marcius (ele não forneceu o nome completo), durante um encontro entre parlamentares do Congresso Nacional com indígenas em Atalaia do Norte (AM), um militar fotografou a tela do computador pessoal do jornalista da Agência Pública. Antes, o jornalista havia indagado ao general quais seus esclarecimentos a respeito de críticas e denúncias feitas ao microfone por lideranças indígenas do Vale do Javari.

As fotografias foram tomadas pelas costas do jornalista, quando ele acompanhava e transcrevia os discursos dos parlamentares na sede da Univaja, a principal entidade indígena do Vale do Javari. Os senadores e deputados representavam duas comissões externas, da Câmara e do Senado, criadas para apurar o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips e a ausência do Estado na região do Javari.


Ao saber que estava sendo fotografado, o jornalista se aproximou do autor das imagens, um soldado que tinha parte da sua identificação coberta pela correia de apoio da máquina fotográfica. Foi possível visualizar apenas “Amon-H[…]”.



Soldado que fotografou pelas costas o jornalista da Agência Pública tinha identificação de Amon-H

Seguiu-se o diálogo no corredor da Univaja, que foi gravado em vídeo pela Agência Pública:


Jornalista – O sr. está fotografando minha tela, por quê?


Militar – Senhor?


Jornalista – Por que o sr. está fotografando minha tela? Quem mandou? O sr. recebeu autorização de alguém?


Jornalista havia indagado ao general quais seus esclarecimentos a respeito de críticas e denúncias feitas ao microfone por lideranças indígenas do Vale do Javari 

As fotografias foram tomadas pelas costas do jornalista, quando ele acompanhava e transcrevia os discursos dos parlamentares na sede da Univaja 


Ao saber que estava sendo fotografado, o jornalista se aproximou do autor das imagens, um soldado que tinha parte da sua identificação coberta pela correia de apoio da máquina fotográfica. Foi possível visualizar apenas “Amon-H[…]”.


Soldado que fotografou pelas costas o jornalista da Agência Pública tinha identificação de Amon-H

Seguiu-se o diálogo no corredor da Univaja, que foi gravado em vídeo pela Agência Pública:


Jornalista – O sr. está fotografando minha tela, por quê?


Militar – Senhor?


Jornalista – Por que o sr. está fotografando minha tela? Quem mandou? O sr. recebeu autorização de alguém?


Militar – [Murmúrio]


Jornalista – Qual foi a ordem? Qual o seu nome?


Militar – [Vai em direção à saída da Univaja]


Jornalista – Pois não? Por que o sr. está fotografando o meu computador?


Militar – Senhor, não posso dar informação nenhuma.


Jornalista – Não pode dar entrevista. E quem pode? Quem pode dar entrevista? Quem é seu superior?


Militar – [Sai pela porta da frente da Univaja]


Depois do encerramento do evento na Univaja, a Agência Pública viu o mesmo militar entrando na van mobilizada para trazer os assessores dos parlamentares ao evento na Univaja. O veículo levou as autoridades e assessores para um helicóptero que os aguardava nos fundos da prefeitura de Atalaia. Dali, a aeronave partiu em retorno para Tabatinga.


O helicóptero e a van são parte da estrutura disponibilizada pelo governo para transportar os parlamentares, assessores e jornalistas de Brasília para o encontro na sede da Univaja, em Atalaia, e outro evento na cidade de Tabatinga sobre o mesmo tema das comissões.


A Agência Pública apurou que instantes antes de começar a fotografar, o soldado havia conversado com um oficial identificado no uniforme como “Afonso”, também presente ao evento da Univaja e que atuava como uma espécie de assessor do general Marcius. De acordo com fotos e registros na internet, trata-se do tenente-coronel Afonso Gomes de Sousa Filho, do Comando de Fronteira SOLIMÕES/8º Batalhão de Infantaria de Selva (Cmdo Fron SOLIMÕES/8º BIS).


Tenente-coronel Afonso Gomes de Sousa Filho nega que tenha pedido que soldado fotografasse a tela do computador


O tenente-coronel Afonso Gomes de Sousa Filho e o general Marcius Cardoso Netto deixam a Univaja

O jornalista abordou “Afonso” e indagou se ele pediu para que o computador fosse fotografado. Ele negou. “Não, não pedi não. Não tenho nada a declarar. Não tenho nada a declarar. Não pedi nada.”


A Agência Pública presenciou “Afonso” indagando a outras pessoas sobre quem seria o jornalista da agência.


“Afonso” era o mesmo oficial que estava ao lado do general Marcius quando o comandante se recusou a dar declarações à Agência Pública, momentos antes do início das fotografias no computador. O general havia dito que não iria dar declarações.


Segundo fotografias e registros disponíveis na internet, trata-se do general de Exército Marcius Cardoso Netto, comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, vinculada ao Comando Militar da Amazônia.


A Agência Pública fez perguntas sobre o ocorrido à assessoria de comunicação do Comando do Exército, em Brasília, e assim que surgirem respostas este texto será atualizado.

CONFIRA AS FOTOGRAFIAS NO LINK ABAIXO DO SITE AGÊNCIA PÚBLICA:

https://apublica.org/2022/06/exercito-fotografa-tela-de-computador-e-jornalista-da-agencia-publica-apos-perguntas/


FONTE: AG. PÚBLICA/REPRODUÇÃO - 03/07/2022 14H


Brasil: Pastor evangélico é condenado a 18 anos de prisão por ofensas contra judeus

 Embora os direitos fundamentais à liberdade religiosa e à liberdade de expressão garantam aos indivíduos a autonomia de ter ideias que fogem ao padrão moral e social dominante na sociedade, eles não podem ser exercidos de forma ilimitada e estão sujeito a restrições necessárias para garantir o exercício de direitos similares ou para proteger bens jurídicos igualmente relevantes.

Confederação Israelita do Brasil pediu que o MPF oferecesse denúncia contra pastor
Reprodução

Com esse entendimento, a juíza Valéria Caldi Magalhães, da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou o pastor da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo Tupirani da Hora Lores a 18 anos e seis meses de prisão por racismo decorrente da publicação de seis vídeos no YouTube com ofensas contra judeus.

O Ministério Público Federal ofereceu a denúncia após representação da Confederação Israelita do Brasil, que atuou como assistente de acusação, e da Federação Israelita do Rio de Janeiro. O pastor está preso desde 24 de fevereiro em razão da publicação dos vídeos que propagam discurso de ódio contra a comunidade judaica. 

Em suas alegações finais, a defesa sustentou que o pastor estaria sendo sendo perseguido por sua pregação religiosa e que seus discursos sempre se restringiram a palavras de fé e, eventualmente, alguns palavrões. Além disso, afirmou que o réu nunca agiu com dolo de praticar crime de racismo. No entanto, a magistrada decidiu pela condenação de Tupirani, com a manutenção da prisão preventiva.

Na sentença, a juíza afirmou que a Convenção Americana sobre Direitos Humanos prevê expressamente que a liberdade de manifestação religiosa se sujeita a limitações necessárias à proteção dos direitos ou liberdades das demais pessoas. "Não se pode utilizar a 'liberdade de expressão' para propagar discursos de ódio que tenham potencial de prejudicar a reputação das pessoas e de gerar ações violentas contra elas", disse.

De acordo com Magalhães, a tipicidade objetiva das condutas está presente, porque os vídeos são pautados em uma retórica que não apenas diminui o povo judeu, "mas também incita à sua humilhação, eliminação e massacre": "Eles estimulam a intolerância e o ódio público contra as categorias de pessoas eleitas pelo réu como moralmente inferiores. Eles são explícitos ao admitir e conclamar a morte e diversos tipos de agressões contra os judeus".

Para a magistrada, as alegações do pastor de que os vídeos estariam foram de contexto não merecem acolhimento. Segundo ela, mesmo que as palavras refiram-se a pequenos trechos de grandes pregações, "objetivamente elas conclamam à morte, à eliminação, à humilhação dos judeus nos dias atuais". Por fim, Magalhães disse que o potencial lesivo das conduta não é meramente abstrato.

"Tupirani se intitula pastor religioso e, por tal motivo, ostenta uma posição de ascendência espiritual sobre os fieis de sua igreja. Em razão desta condição, suas palavras têm um especial peso e podem ser interpretadas pelos seguidores como comandos de comportamento. Tanto isso é verdade que os autos retratam notícias de que discípulos de Tupirani já teriam se envolvido em agressão a prédios públicos e a grupos de pessoas em situações de conflito de ideias", disse.

5015964-07.2022.4.02.5101

Fonte:CONJUR- 03/07/2022 13h:46