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terça-feira, 4 de abril de 2023

Feriadão: Confira o que abre e o que fecha em Salvador e RMS na Semana Santa

 

                                  foto: Blog Fique Informado 

O feriado da Semana Santa está chegando. Com isso, alguns serviços em Salvador e Região Metropolitana vão funcionar em horários especiais na sexta-feira (7), sábado (8) e domingo (9). Confira abaixo.

 

SHOPPINGS

Salvador Shopping:

Sexta-feira (07)

Bompreço: 9h às 21h

Alimentação, Lazer, lojas âncoras e megalojas: 12h às 21h

Demais lojas e quiosques: 13h às 21h

Bancos, SAC, Correios e Lotéricas: fechados

Sábado (08)

Funcionamento normal

Bompreço: 8h às 22h

Todo o shopping: 9h às 22h

Domingo (09)

Bompreço: 8h às 21h

Alimentação, lazer, lojas âncoras e megalojas: 12h às 21h

Demais lojas e quiosques: 13h às 21h

SAC, bancos, Correios e Lotéricas: fechados

Salvador Norte Shopping

 

Sexta-feira (07)

Alimentação, Lazer, lojas âncoras e megalojas: 12h às 21h

Demais lojas e quiosques: 13h às 21h

Clivale e Caixa: fechados

Sábado (08)

Funcionamento normal: 9h às 22h

Domingo (09)

Alimentação, lazer, lojas âncoras e megalojas: 12h às 21h

Demais lojas e quiosques: 13h às 21h

 Shopping Piedade

 

Sexta-feira (07)

Americanas: 9h às 17h

Demais Lojas do Piso L2: funcionamento facultativo

Operações dos Pisos L1, L3 e L4: fechadas

 

Sábado (08)

Funcionamento normal: 09h às 20h

 

Domingo (09)

Americanas: 9h às 17h

Demais Lojas do Piso L2: funcionamento facultativo

Operações dos Pisos L1, L3 e L4: fechadas

 

Shopping Itaigara

 

Sexta-feira (07)

Lojas e quiosques: fechados

Restaurantes: fechados

Super Bompreço: 7h às 18h

Bancos: fechados

Subway: atendimento por delivery (via iFood)

 

Sábado (08)

Lojas e quiosques: 9h às 20h

Restaurantes: 9h às 20h

Super Bompreço: 7h às 22h

Bancos: fechados

Subway: atendimento por delivery (via iFood)

 

Domingo (09)

Lojas e quiosques: fechados

Restaurantes: fechados

Super Bompreço: 7h às 18h

Bancos: fechados

Subway: atendimento por delivery (via iFood)

 

Shopping Paseo

 

Sexta-feira (07)

Lojas e Quiosques (funcionamento opcional): 13h às 19h

Restaurantes: a partir das 12h

 

Sábado (08)

Lojas e Quiosques: 9h às 20h

Restaurantes: 9h às 20h

 

Domingo (09)

Lojas e Quiosques: 13h às 19h

Restaurantes (funcionamento opcional): a partir das 12h

 

Programação do Cine Daten Paseo: conferir no site: http://www.saladearte.art.br/

Academia Alpha Fitness: conferir horário no site: www.redealphafitness.com.br

Ebateca: consultar programação no Instagram @ebatecapremium

 

Shopping da Bahia

 

Sexta-feira (7)

Lojas e quiosques: 12h às 21h

Praças de alimentação e restaurantes:12h às 21h

Clivale: fechada

Pão de Açúcar: 12h às 21h

Bodytech: 9h às 13h, com acesso exclusivo pela estacionamento D5

Playland: 12h às 21h

Cinema conforme programação no site

Planeta Criança: 12h às 21h

 

Sábado (8)

Lojas e quiosques: 12h às 21h

Praças de alimentação e restaurantes: 9h às 22h

Clivale: 7h às 13h

Bodytech: 8h às 15h

 

Domingo (9)

Lojas e quiosques: 13h às 21h

Lojas âncoras, praça de alimentação e restaurantes: 12h às 21h

Clivale: fechada

Bodytech: 9h às 13h (com acesso exclusivo pela estacionamento D5)

 

Shopping Bela Vista

 

Sexta-feira (7)

Das 12h às 20h

Cinema conforme programação no site

Academia conforme programação no site

Centro Médico Bela Vista conforme programação no site

 

Sábado (8)

Das 9h às 22h

Cinema conforme programação no site

Academia conforme programação no site

Centro Médico Bela Vista conforme programação no site

 

Domingo (9)

Das 12h às 20h

Cinema conforme programação no site

Academia conforme programação no site

Centro Médico Bela Vista conforme programação no site

 

Shopping Center Lapa

 

Sexta-feira (7)

Americanas, Pernambucanas e Riachuelo: 11h às 17h

Praça de alimentação: 11h às 19h

 

Sábado (8)

Lojas e quiosques: 8h30 às 19h30

Praça de alimentação: 8h30 às 19h30

 

Domingo (9)

Americanas e Riachuelo: 11h às 17h

Praça de alimentação: 11h às 19h

 

Cinema funcionará em horário normal

 

Shopping Paralela

 

Sexta-feira (07)

Lojas, academia, supermercado, salão de beleza e farmácias: 13h às 21h

Praça de alimentação e atrações de lazer: 12h às 21h

 

Sábado (08)

9h às 22h

Atrações de lazer: a partir das 12h

 

 

FEIRAS E SUPERMERCADOS

 

Ceasa

Segunda-feira (3) e quarta-feira (5): 4h às 17h

Terça-feira (2) e quinta-feira (6): 5h às 17h

Sexta-feira (7): fechado

Sábado (8): 5h às 13

 

Mercado do Rio Vermelho

Segunda-feira (3) até quinta (6): 7h às 18h

Sexta-feira (7): fechado

Sábado (8): 7h às 18h

 

Domingo (9)

Boxes: 7h às 14h

Praça de alimentação: 7h às 16h

 

Mercado do Ogunjá

Segunda-feira (3) a quinta-feira (6): 6h às 18h

Sexta-feira (7): fechado

Sábado (8): 6h às 18h

Domingo (9): 6h às 14h

 

Sete Portas

Segunda-feira (3) a quinta-feira (6): 6h às 18h

Sexta-feira (7): 6h às 13h

Sábado (8): 6h às 18h

Domingo (9): 6h às 13h

 

Mercado de Paripe

Segunda-feira (3) a quinta-feira (6): 6h às 18h

Sexta-feira (7): 5h às 14h

Sábado (8): 6h às 18h

Domingo (9): 6h às 14h

 

Supermercados Assaí

 

Lojas Salvador:

 

ASSAÍ CIDADE BAIXA (CALÇADA)          

Das 7h às 22h     

           

ASSAÍ GOLF CLUB (JARDIM CAJAZEIRAS)            

Das 7h às 22h   

        

ASSAÍ PARIPE           

Das 7h às 22h     

        

ASSAÍ MUSSURUNGA            

Das 7h às 22h         

       

ASSAÍ BARRIS          

Das 7h às 22h      

       

ASSAÍ CABULA           

Das 7h às 22h     

       

ASSAÍ VASCO DA GAMA   

Das 7h às 22h       

        

 

 

Bancos

Sexta-feira (07): não haverá expediente - as áreas de autoatendimento ficarão disponíveis para os clientes, assim como os canais digitais e remotos de atendimento (internet e mobile banking)

 

Correios

Sexta-feira (7): não haverá atendimento nas agências

Sábado (8): expediente apenas nas agências que já atendem nesse dia. Também serão realizadas atividades de entrega.

 

TRE-BA

De quarta-feira (5) até domingo (9): atendimento suspenso na secretaria e nos cartórios eleitorais de todo o estado

 

OUTROS SERVIÇOS

 

Ferreira Costa

O home center estará aberto em horário especial, das 9h às 19h. O estacionamento é gratuito.

 

 

 Fonte:Correio da Bahia c/adaptações 04/04/2023

 

Com Bolsonaro: Militares gastaram verba da covid-19 com picanha ilegalmente, diz TCU





 Apuração do jornal Folha de S. Paulo: O TCU (Tribunal de Contas da União) detectou que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas gastaram irregularmente recursos destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. A informação consta em auditoria do tribunal votada na última quarta-feira (29). Veja no vídeo acima do site UOL/YOUTUBE.

Caso das Joias: Relatório de viagem de ex-ministro à Arábia não menciona presente

 

                                         foto:reprodução

O relatório de viagem do então ministro de Minas e Energia no governo de Jair Bolsonaro (PL), Bento Albuquerque, não menciona qualquer presente da Arábia Saudita, como as joias que entraram ilegalmente no Brasil.

Os servidores da administração pública precisam escrever relatórios descrevendo o que fizeram em viagens a serviço. O Metrópoles solicitou ao Ministério de Minas e Energia os documentos referentes à comitiva que foi ao país árabe em outubro de 2021, encabeçada pelo ministro, em pedido de Lei de Acesso a Informação (LAI).

Em depoimento à Polícia Federal, em 14 de março, Albuquerque afirmou que as joias eram um presente para o Estado brasileiro. Assim, é estranho que o chefe da pasta não tenha registrado o gesto diplomático no relatório da viagem.

O ministério forneceu dois relatórios, além do escrito pelo então ministro de Minas e Energia. Há, ainda, o documento feito pelo militar Marcos André dos Santos Soeiro, assessor do ministro flagrado com um dos conjuntos de joias – aquele com o colar avaliado em R$ 16,5 milhões – e o registro do diplomata Christian Vargas.

A única menção às joias é feita por Soeiro e somente porque o militar perdeu o voo em decorrência da fiscalização da Receita Federal que apreendeu o conjunto de joias.

“No dia 26, regressei ao Brasil, chegando na cidade do Rio de Janeiro no dia 27/10/2021, em razão de inspeção da Receita dos itens ofertados ao Estado brasileiro pelo Reino Saudita, a qual impossibilitou o meu embarque no voo originalmente adquirido”, escreveu o militar.

Os outros dois integrantes da comitiva chegaram a seus destinos um dia antes, em 26 de outubro de 2021.

Única menção de presentes dados a presidente acontece de forma indireta, após perda de voo

Ainda em março, após as reportagens sobre o escândalo das joias, o diplomata Christian Vargas negou ter trazido qualquer presente pessoal para Jair Bolsonaro.

“Minhas funções eram estritamente de assessoramento político-diplomático e não incluíam aspectos logísticos e de protocolo, como troca de presentes, que ficavam a cargo do ajudante de ordens do ministro [Bento Albuquerque, titular da pasta sob Bolsonaro]”, alegou Vargas, em nota.

Ao Metrópoles, Bento Albuquerque declarou que solicitou que os presentes recebidos durante viagem diplomática à Arábia Saudita, em outubro de 2021, tivessem o adequado destino legal.

“Esclareço que o governo brasileiro tomou as medidas cabíveis e de praxe, como sempre ocorreu, em relação aos presentes institucionais ofertados à Representação Brasileira, integrada por Comitiva do Ministério de Minas e Energia, que participou de evento diplomático na Arábia Saudita, em outubro de 2021. Em função dos valores histórico, cultural e artístico dos itens, o ministério encaminhou solicitação para que o acervo recebido tivesse o seu adequado destino legal”, afirmou o ex-ministro de Minas e Energia.

Encontro bilateral

Os relatórios da comitiva ainda sugerem o dia exato em que os subordinados do ex-presidente Jair Bolsonaro receberam as joias.

Durante os sete dias de viagem, que incluem a ocasião em que os servidores embarcaram no avião até o momento em que voltam para o Brasil, os três integrantes da comitiva têm agenda praticamente idêntica. A exceção, no entanto, ocorre em 22 de outubro.

Neste dia, Soeiro escreve apenas que participou de “reunião de coordenação na Embaixada o Brasil”. Vargas descreve um voo do Catar para a Arábia e o mesmo evento mencionado por Soeiro. Já o ministro Bento Albuquerque, no dia 22, tem uma reunião bilateral com o príncipe da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman bin Abdulaziz Al Saud.

Apesar do encontro, Bento Albuquerque informou à Polícia Federal que recebeu as joias no hotel em que estava hospedado.

                                                       Imagem: reprodução

Fonte:Metrópoles - 04/04/2023


segunda-feira, 3 de abril de 2023

Alckmin diz que “passou da hora” de o BC reduzir a Selic

 

O vice-presidente Geraldo AlckminVinicius Schmidt/Metropoles

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, disse, nesta segunda-feira (3/4), que “passou da hora” de o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduzir a taxa de juros, a Selic, atualmente em 13,75%.

“Eu acho que passou da hora [de reduzir a taxa]. Não tem razão para nós termos a maior taxa de juros do mundo. Aliás, é difícil de entender. Em 2020, a taxa de juros era de 2%. Hoje, está em 13,75%. Não tem justificativa, e esse é um fator importante, porque câmbio, juros e imposto são decisivos para a atividade econômica”, afirmou a jornalistas, durante agenda em Brasília.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado o Banco Central e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pelo percentual da taxa de juros.

Fonte:Metropoles c/adaptações 03/04/2023

CHEFE DA RECEITA REVELA OS BASTIDORES DA TENTATIVA DE BOLSONARO DE PEGAR AS JOIAS SAUDITAS

 

                                                        Foto:reprodução


O dia 29 de dezembro de 2022, uma quinta-feira, o auditor André Luiz Gonçalves Martins, hoje delegado-adjunto da Alfândega da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, subiu os dois lances de escadas que levam à sala onde trabalha no Terminal de Cargas, e mergulhou em “um dia cheio, de extrema pressão, com desconforto”, como ele mesmo define. Assim que entrou, topou com o delegado Mario de Marco, com quem divide a sala e uma trajetória profissional – os dois ingressaram juntos na carreira, há dezessete anos, e sempre trabalharam por perto.

O colega já estava imerso em uma missão tensa e corrida desde o dia anterior, quando o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, enviara ao então secretário da Receita Federal, Júlio Cesar Vieira Gomes, um ofício heterodoxo. Pedia a liberação de um conjunto de joias retido em outubro de 2021 por fiscais do aeroporto quando a comitiva do governo voltava da Arábia Saudita. No documento que enviou à Receita, Mauro Cid pedia a “incorporação” das joias –– e avisava que enviaria um emissário para buscá-las.  

Os chefes da Receita Federal no aeroporto de Guarulhos, então, tomaram duas providências.

A primeira foi receber o emissário do governo, o sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva, na área comum de atendimento. Quando chegou ao aeroporto, no dia 29, vindo de Brasília em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), Moreira da Silva foi encaminhado para o setor reservado aos contribuintes na área de bagagem – e onde o atendimento inteiro conta com gravação de imagem e de som. Ali, o sargento de Bolsonaro tentou desembaraçar as joias dando carteiradas e alegando urgência. Ouviu do funcionário de plantão, Marco Antônio Lopes Santana, que não era possível liberá-las porque o documento necessário, o Ato de Destinação de Mercadorias (ADM), não estava pronto.

A segunda providência dos servidores transformou o dia 29 em uma barafunda. Eles, de fato, tentaram liberar as joias – desde que o processo cumprisse as normas destinando as joias ao patrimônio público. À luz da lei, as mercadorias das trazidas da Arábia Saudita poderiam ser desembaraçadas de duas formas, ambas muito simples. Em uma delas, o viajante que as trouxe para o Brasil teria que pagar o imposto sobre o seu valor e uma multa por tentar burlar a alfândega. Na outra, o governo teria que se declarar dono das joias e explicar, oficialmente, para qual de seus acervos elas iriam.

Como o ofício enviado por Mauro Cid falava em “incorporação”, os servidores da Receita entenderam que as joias iriam para o patrimônio público. Portanto, eles deveriam obedecer ao processo legal para que isso acontecesse. Quatro pessoas passaram o dia trocando figurinhas com outras áreas e queimando as pestanas para descobrir como fazer, àquela altura, a incorporação das joias aos bens da União, seguindo a lei à risca. Além dos delegados Mario de Marco e André Martins, participaram de perto José Roberto Mazarin e Fabiano Coelho, então superintendente e superintendente-adjunto, respectivamente, da Receita na 8ª Região Fiscal de São Paulo. Ao fim do expediente, os servidores conseguiram adiantar muita coisa, inclusive a disponibilização das joias no CTMA, o sistema de controle de mercadorias apreendidas na aduana – e foi preciso quebrar a cabeça para fazer isso porque, embora ainda estivessem guardadas no reforçado cofre da Receita, as joias formalmente já haviam passado para o Ministério da Fazenda (então ministério da Economia).

No fim da tarde daquela quinta-feira, no entanto, a área de logística apareceu com uma informação crucial: o ex-ajudante de ordens Mauro Cid não tinha competência legal para fazer o pedido da tal incorporação. O ofício deveria partir da Secretaria-Geral da Presidência. Os servidores, então, avisaram o governo de que era preciso um novo ofício e se preparam para, no dia seguinte, com o papel nas mãos, encaminhar e, quem sabe, até finalizar o processo.

Mas aí, conta o auditor André Luiz Gonaçlves Martins, as coisas ficaram “mais atípicas ainda”.

Sentado em sua mesa no gabinete da Receita Federal em Guarulhos, às vezes mexendo no distintivo, ele enumera a sequência do dia:

No dia 29 de dezembro de 2022, uma quinta-feira, o auditor André Luiz Gonçalves Martins, hoje delegado-adjunto da Alfândega da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos, subiu os dois lances de escadas que levam à sala onde trabalha no Terminal de Cargas, e mergulhou em “um dia cheio, de extrema pressão, com desconforto”, como ele mesmo define. Assim que entrou, topou com o delegado Mario de Marco, com quem divide a sala e uma trajetória profissional – os dois ingressaram juntos na carreira, há dezessete anos, e sempre trabalharam por perto.

O colega já estava imerso em uma missão tensa e corrida desde o dia anterior, quando o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, enviara ao então secretário da Receita Federal, Júlio Cesar Vieira Gomes, um ofício heterodoxo. Pedia a liberação de um conjunto de joias retido em outubro de 2021 por fiscais do aeroporto quando a comitiva do governo voltava da Arábia Saudita. No documento que enviou à Receita, Mauro Cid pedia a “incorporação” das joias –– e avisava que enviaria um emissário para buscá-las.  

Os chefes da Receita Federal no aeroporto de Guarulhos, então, tomaram duas providências.

A primeira foi receber o emissário do governo, o sargento da Marinha Jairo Moreira da Silva, na área comum de atendimento. Quando chegou ao aeroporto, no dia 29, vindo de Brasília em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), Moreira da Silva foi encaminhado para o setor reservado aos contribuintes na área de bagagem – e onde o atendimento inteiro conta com gravação de imagem e de som. Ali, o sargento de Bolsonaro tentou desembaraçar as joias dando carteiradas e alegando urgência. Ouviu do funcionário de plantão, Marco Antônio Lopes Santana, que não era possível liberá-las porque o documento necessário, o Ato de Destinação de Mercadorias (ADM), não estava pronto.

A segunda providência dos servidores transformou o dia 29 em uma barafunda. Eles, de fato, tentaram liberar as joias – desde que o processo cumprisse as normas destinando as joias ao patrimônio público. À luz da lei, as mercadorias das trazidas da Arábia Saudita poderiam ser desembaraçadas de duas formas, ambas muito simples. Em uma delas, o viajante que as trouxe para o Brasil teria que pagar o imposto sobre o seu valor e uma multa por tentar burlar a alfândega. Na outra, o governo teria que se declarar dono das joias e explicar, oficialmente, para qual de seus acervos elas iriam.

Como o ofício enviado por Mauro Cid falava em “incorporação”, os servidores da Receita entenderam que as joias iriam para o patrimônio público. Portanto, eles deveriam obedecer ao processo legal para que isso acontecesse. Quatro pessoas passaram o dia trocando figurinhas com outras áreas e queimando as pestanas para descobrir como fazer, àquela altura, a incorporação das joias aos bens da União, seguindo a lei à risca. Além dos delegados Mario de Marco e André Martins, participaram de perto José Roberto Mazarin e Fabiano Coelho, então superintendente e superintendente-adjunto, respectivamente, da Receita na 8ª Região Fiscal de São Paulo. Ao fim do expediente, os servidores conseguiram adiantar muita coisa, inclusive a disponibilização das joias no CTMA, o sistema de controle de mercadorias apreendidas na aduana – e foi preciso quebrar a cabeça para fazer isso porque, embora ainda estivessem guardadas no reforçado cofre da Receita, as joias formalmente já haviam passado para o Ministério da Fazenda (então ministério da Economia).

No fim da tarde daquela quinta-feira, no entanto, a área de logística apareceu com uma informação crucial: o ex-ajudante de ordens Mauro Cid não tinha competência legal para fazer o pedido da tal incorporação. O ofício deveria partir da Secretaria-Geral da Presidência. Os servidores, então, avisaram o governo de que era preciso um novo ofício e se preparam para, no dia seguinte, com o papel nas mãos, encaminhar e, quem sabe, até finalizar o processo.

Mas aí, conta o auditor André Luiz Gonaçlves Martins, as coisas ficaram “mais atípicas ainda”.

Sentado em sua mesa no gabinete da Receita Federal em Guarulhos, às vezes mexendo no distintivo, ele enumera a sequência do dia: 

“O que posso falar é: no dia 29 houve movimento para devolver o colar ao gabinete da Presidência? Sim. Como foi feito? E-mail, pedido, ofício. Por que não foi entregue? Porque quem pediu não tinha competência para assinar, o bem não estava disponível e era preciso passos adicionais para que isso fosse incorporado ao patrimônio da União. Não foi incorporado no dia 29, mas ainda assim houve uma visita na tentativa de levar esse bem embora? Sim, houve. Para tentar liberar no dia seguinte, a Receita Federal, então, ficou aguardando o novo ofício do agente competente.” E completa: “Mas, no dia 30, o que aconteceu? Silêncio absoluto… Já não veio o pedido, não veio e-mail, nenhum movimento…”

Martins continua: “O estranho é isso: a pressão total e o excesso de velocidade no dia 29, com uma ansiedade não justificada para o propósito que era incorporar à União. E, no dia 30, o silêncio absoluto. Ok, tiveram um ano para vir fazer a importação do bem desde que ele foi retido e aparecem pedindo às pressas, por vias transversas. Mas para nós, servidores da Receita, daria no mesmo: era uma incorporação, então iria para a União. Aí corremos para fazer. Começamos na quarta e na quinta o movimento de incorporação. Mas, na sexta, o patrimônio público deixou de ter interesse….”

Naquela sexta-feira, dia 30, véspera do fim de seu mandato, como se sabe, Jair Bolsonaro pegou um avião da FAB e deixou o Brasil, rumo à Flórida.

 

Desde que o caso das joias das Arábias veio à tona, em reportagem publicada em março pelo jornal O Estado de S. Pauloa equipe da Receita Federal de Guarulhos se declarou impedida de falar sobre o assunto porque tudo o que diz respeito aos bens retidos na Alfândega envolve o sigilo fiscal dos passageiros. Os servidores passaram a dar entrevistas falando apenas em tese sobre como funciona a seleção de viajantes que serão fiscalizados, a retenção de bens e os trâmites para liberá-los. De lá para cá, vazaram os vídeos do momento em que as joias foram apreendidas e da visita do enviado de Bolsonaro que tentou levá-las às pressas — e os próprios integrantes da comitiva, como o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, dando detalhes dos presentes que trouxeram da viagem ao Oriente Médio. Do sigilo, não sobrou nada.

Ainda assim, Martins não citou nenhum nome – nem de passageiros, nem de colegas da Receita, nem de integrantes do governo de Bolsonaro – durante duas horas de conversa com a piauí em seu gabinete. O cuidado, dessa vez, é também por causa do inquérito instaurado pela Polícia Federal para investigar o caso, que corre em sigilo. Os funcionários da Receita Federal que tiveram contato com o episódio já deram seus depoimentos. Um relatório sobre o caso produzido pelos funcionários da Alfandega de Guarulhos foi enviado ao Ministério Publico Federal e ajuda a embasar a investigação.

Os relatos dos servidores públicos com detalhes da pressão feita pelo governo federal para liberar as joias, seguida do desinteresse completo no dia seguinte, podem ser considerados um dos indicativos de que Bolsonaro pretendia incorporar os brilhantes ao seu acervo pessoal – e não ao da União. Em ofício enviado à FAB em que pedia urgência para o voo que levaria o sargento Jairo Moreira da Silva a São Paulo para tentar pegar as joias, o tenente-coronel Mauro Cid justificava que seria uma viagem “para atender demandas do senhor presidente da República.” Em julgamento realizado em 2016, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que ex-presidentes só podem manter presentes de “caráter personalíssimo” e objetos de uso pessoal, como roupas – o que, claramente, não inclui um conjunto de joias de milhões de reais.

 

As joias das Arábias viraram, por assim dizer, um karma para alguns dos chefes ligados à Receita Federal do aeroporto de Guarulhos. Elas são velhas conhecidas de todos por ali. Quando foram apreendidas, em 26 de outubro de 2021, Mario de Marco era chefe da Divisão de Conferência de Bagagem (Dibag), Fabiano Coelho era o delegado da Alfandega e André Martins era auditor-fiscal da área (até poucos meses antes da apreensão, era ele o delegado). O dia da apreensão foi movimentado. “Lógico que é uma coisa diferente, um bem representativo chegando com um ministro de Estado. Então o colega se cerca de outros para aplicar a legislação”, lembra Martins.

O estojo de joias – com colar, par de brincos, anel e relógio de pulso, todos da marca suíça Chopard – foi encontrado na mochila de Marcos André Soeiro, então assessor do então ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque. Pilhado tentando entrar no Brasil sem declará-las, o passageiro chamou o chefe. Bento Albuquerque, que já havia passado pela área restrita de fiscalização, voltou e deu uma primeira explicação: as joias seriam um presente oficial para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Os fiscais explicaram que o ministro poderia, no auto de apreensão, declarar que era um presente do governo da Arábia Saudita para o governo brasileiro — e nessa modalidade de importação não seria necessário recolher impostos. Mas Albuquerque não quis fazer a declaração.

No dia 3 de novembro de 2021, uma semana depois da apreensão das joias, o Ministério das Relações Exteriores enviou à Receita um ofício pedindo as providências necessárias para liberação dos bens retidos. A Receita respondeu com uma nota executiva informando os passos para fazer a incorporação do presente à União, a partir da identificação do real proprietário – porque, até ali, continuava valendo a informação de que as joias seriam de Soeiro, com quem foram encontradas. O governo mandaria ainda vários pedidos para que a chefia da Receita liberasse as joias, mas o ofício seguindo essas instruções para fazer o pedido correto de incorporação jamais seria enviado.

“O que soa mal? A partir de uma orientação da Receita, um ano antes, ninguém se movimenta. Deixa passar um ano e, no apagar das luzes de um governo, faz uma movimentação muito forte para receber aquilo…”, diz o delegado-adjunto.

 

André Luiz Gonçalves Martins tem 60 anos, é casado com uma consultora educacional e mora com um filho do primeiro casamento e uma enteada. É formado em odontologia e administração de empresas. Fala com tanto ânimo da função e das normativas da Receita Federal que parece vocacionado para a coisa. Enumera a importância da Alfândega em casos como a liberação em tempo recorde das primeiras vacinas da Covid que chegaram ao Brasil, conta histórias em que os fiscais apreenderam mercadorias ilegais e evitaram pequenas tragédias emocionais – como o caso de um rapaz interceptado com uma mala cheia de medicamentos caríssimos usados em inseminações artificiais, mas não teriam efeito porque não foram mantidos sob refrigeração  (“imagine o custo emocional de casais que fariam tratamentos e não conseguiriam engravidar”, diz.)

Nos dias seguintes às entrevistas sobre o caso das joias que não foram liberadas nem mesmo sob pressão de um enviado especial da presidência da República, Martins cumpriu sua rotina de ir almoçar com colegas no Terminal 1 do Aeroporto de Guarulhos, perto do prédio da Receita. Reconhecidos, eles foram elogiados por servidores de outros órgãos, por terem mostrado a importância da estabilidade do funcionalismo público para resistir às investidas. Martins refuta a ideia de que os fiscais da Receita, nesse caso, foram heróis. “Não teve alguém que tomou a frente e falou: ‘Aqui não, eu sou o máximo, aqui não tem isso’. Não é assim que a Receita Federal funciona e pensa. Nosso trabalho é todo na impessoalidade, baseado nas regras e normas, na troca de ideias entre colegas sobre o que e como fazer. Não achamos nada, só seguimos as normativas”. E completa: “É uma equipe que funciona dentro de um trabalho honroso e, de vez em quando, a gente consegue ser honrado pelo trabalho bem-feito. No fim das contas, por vias tortas, esse caso serviu para mostrar como é fazer o certo, para a lei aduaneira.” 

FONTE: ANGELICA SANTA CRUZ/REVISTA PIAUÍ/REPRODUÇÃO  -03/04/2023  20h:30

Argentina: Saiba quem é o empresário argentino suspeito por morte de baiana

(Reprodução)


Francisco Sáenz Valiente, 52 anos, suspeito pela morte da baiana Emmily Rodrigues, 26, é um empresário do agronegócio na Argentina. Ele é o dono do apartamendo de onde a vítima caiu, na quinta-feira (30), em uma região nobre de Buenos Aires.

Nas redes sociais, Valiente costuma exibir uma vida de luxo, viagens e pescaria. De acordo com jornais locais, vizinhos relataram que festas aconteciam com frequência no apartamento em que ocorreu o crime, e que era comum ouvir gritos vindos de lá.

Em depoimento à polícia, Valiente disse que Emmily estava sob efeito de bebida alcoólica e se jogou de uma janela. Apesar do caso ainda estar sob investigação, ele já foi preso preventivamente por suspeita de homicídio.

Segundo o canal argentino Todo Noticias, Emmily estava na Argentina há bastante tempo e tinha o Documento Nacional de Identidade (DNI) do país. Não há informações se ela tinha familiares no país.

Já segundo os jornais "Clarín" e "La Nación", na quinta-feira Emmily jantou com o empresário e outros amigos. Depois do encontro, ela e pelo menos outras duas mulheres foram até o apartamento de Francisco, que fica no bairro do Retiro. Uma das mulheres foi identificada como a brasileira Juliana Magalhães Mourão, de 37 anos.

Na sexta-feira (31), por volta das 9h, um morador do prédio ligou para a polícia informando a presença de um corpo no andar térreo.

Amigas alegam difamação

A família do suspeito de ter matado a baiana Emmily Rodrigues, de 26 anos, estaria difamando a jovem na imprensa argentina com notícias negativas. Ela morreu após cair de um prédio em Buenos Aires e o investigado alegou que a brasileira era usuária de drogas.

A estudante Manoelle Assunção, amiga de Emmily, em conversa ao g1, comentou que a jovem não fazia o uso de entorpecentes, sendo uma fake news espalhada pela família de Francisco Sáenz Valiente, empresário na Argentina. 

O homem faz parte de uma família influente de advogados que trabalha para um jornal famoso de Buenos Aires, com isso, estariam tentando colocá-la como culpada da queda. O investigado foi preso no mesmo dia da morte da jovem, suspeito de homicídio. 

"Estão tentando difamar ela de todas as formas aqui em Buenos Aires. Como a família dele é de advogados de um jornal bem famoso daqui de Buenos Aires, então eles estão comprando as mídias. Estão tentando difamar ela de todas as formas. Está sendo horrível, aqui está horrível", explicou Manoelle. 

A amiga, que também mora em Buenos Aires, ainda revelou que tentou reconhecer o corpo da jovem, mas as autoridades não permitiram porque não tinha grau de parentesco. 

"Eu fiquei sabendo [da morte] pela família dela, que entrou em contato comigo. Eles me avisaram e pediram para eu tentar reconhecer o corpo. Só que eu cheguei lá no IML [Instituto Médico Legal] e eles não me liberaram, porque eu não tinha ligação familiar. Fui na delegacia para tentar pegar uma autorização, mas eles também não liberaram. Aí a gente teve que esperar os pais delas chegarem".

Os pais já estão na Argentina para investigar a morte da baiana e saber quando o corpo será liberado para o Brasil. O sepultamento poderá ocorrer em Salvador. A imprensa argentina conversou com vizinhos de Francisco, que alegaram ouvir muitas festas no apartamento de luxo do suspeito. Além disso, há uma mulher na história que estaria no momento da queda, identificada como Luana Magalhães Mourão.

Fonte: Correio da Bahia -03/04/2023

MEC deve suspender implementação do novo Ensino Médio

ministerio da educacaoMarcelo Camargo/Agência Brasil

A interrupção dura, inicialmente, até o fim do prazo da consulta pública sobre o tema. São 90 dias, que se iniciaram em março, e mais 30 dias para o MEC elaborar e divulgar um relatório com as conclusões.

O novo ensino médio amplia o tempo mínimo do estudante na escola e flexibiliza a organização curricular. A proposta tem sido alvo de protestos de diferentes parcelas da sociedade, como movimentos estudantis, que pedem a revogação da reforma aprovada durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB).

No início de março, o ministro da Educação, Camilo Santanasinalizou que revogar a reforma não estava no radar do governo federal. Ele defendeu uma revisão do novo ensino médio durante agenda em Recife (PE), onde participou da cerimônia de posse da presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Márcia Angela Aguiar.

Novo ensino médio

O novo ensino médio foi instituído com a aprovação da Lei nº 13.415/2017, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O projeto amplia o tempo mínimo do estudante na escola e flexibiliza a organização curricular.

Além das disciplinas obrigatórias, os alunos escolhem um itinerário formativo, que inclui outras matérias e projetos direcionados. São quatro opções: Matemáticas e suas tecnologias; Linguagens e suas tecnologias; Ciências da natureza e suas tecnologias; e Ciências humanas e sociais aplicadas.

Os estudantes deixam de ter carga horária de 800 horas por ano e passam a ter mil horas por ano. Do mínimo de 3 mil horas nos três anos do ensino médio, 1,8 mil devem ser dedicadas às disciplinas tidas como obrigatórias de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As 1,2 mil horas complementares precisam ser preenchidas com os itinerários formativos.

Fonte: Metrópoles - 03/04/2023

SP: Vídeos mostram juiz de Guarulhos filmando mulheres com câmeras escondidas

 

Novos vídeos e áudios reforçam as denúncias contra o juiz Valmir Maurici Júnior, que está sendo acusado de violência física, sexual e psicológica contra a ex-esposa

Novos vídeos e áudios reforçam as denúncias contra o juiz Valmir Maurici Júnior, que está sendo acusado de violência física, 
sexual e psicológica contra a ex-esposa - Foto: Reprodução/Fantástico/TV Globo


Novos vídeos e áudios reforçam as denúncias contra o juiz Valmir Maurici Júnior, da 5ª Vara Cível de Guarulhos, em São Paulo, que está sendo acusado de violência física, sexual e psicológica contra a ex-esposa, com quem era casado quando ocorreram os abusos. As novas provas, que fazem parte da investigação do Ministério Público, foram obtidas com exclusividade pelo Fantástico

Nas imagens divulgadas neste domingo, 2, pelo programa da TV Globo, o magistrado aparece filmando outras mulheres com câmeras escondidas. As cenas, entregues à polícia, estavam em um cofre na casa do investigado. 

Além disso, um dos áudios divulgados, conforme relato de sua ex-mulher, foi gravado enquanto ele tentava sufocá-la dentro de um carro.

Em vídeos, o juiz Valmir Maurici Júnior aparece agredindo e xingando a esposa
                                        o juiz Valmir Maurici Júnior aparece agredindo e xingando a esposa
Foto: Reprodução/g1

"Quer morrer? Vai, frouxa. Vira para cá. Olha pra mim! Olha pra mim agora. Vai, senão vou dar na sua cara! Olha pra mim. Olha pra mim", diz o juiz Valmir Maurici em áudio registrado pela vítima no celular.

No depoimento da mulher às autoridades, obtido pelo Fantástico, ela descreveu uma agressão que relata ter sofrido dentro de um carro em Boituva, no interior de São Paulo.

"Ele começa a me bater no carro, me dar soco, puxar meu cabelo, enforcar. E eu começo a gritar, ele para o carro numa avenida e eu começo a gritar, pedir ajuda. E aí ele segura na minha boca. Segura minha boca com uma mão e com a outra aperta no pescoço", contou ela.

As cenas, entregues à polícia, estavam em um cofre na casa do investigado
As cenas, entregues à polícia, estavam em um cofre na casa do investigado
Foto: Reprodução/Fantástico/TV Globo

"E ele falava: ‘Pode gritar que aqui ninguém vai te escutar, dez aqui ninguém vai fazer nada. Você é minha, você vai fazer o que eu quiser, do jeito que eu quiser. esse relacionamento só vai acabar no dia em que eu quiser. O que você não entendeu’?", acrescentou a vítima no depoimento. 

A vítima também revelou como conseguiu gravar o momento da agressão: "E aí eu entro em desespero, tento me soltar e ele começa a dar tapas e mais tapas, e puxar meu cabelo. eu falo: ‘Por favor, para, para, eu não aguento’. Aí ele fala assim... tem o áudio. Eu consigo, na hora que ele desce num outro lugar, eu consigo pegar meu celular e colocar pra gravar”.

A ex-mulher do juiz também entregou à polícia vídeos que registrou, sem que o magistrado soubesse, durante o tempo em que morava com ele, em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo.

Conforme apurado pelo Fantástico, a mulher afirmou na delegacia que enquanto estavam casados, o juiz gravava imagens íntimas dela sem que ela soubesse e que isso também aconteceu com outras mulheres. As imagens das outras vítimas teriam sido produzidas ao longo da última década e envolveria dezenas de mulheres. 

Em conversa com amigos, juiz admite tentativa de tentar gravar uma mulher com câmera escondida
Em conversa com amigos, juiz admite tentativa de tentar gravar uma mulher com câmera escondida - Foto: Reprodução/Fantástico/TV Globo

De acordo com o programa, na avaliação do Ministério Público, o juiz demonstrou ter um comportamento violento e manipulador, que colocaria em risco a integridade da sua ex-mulher e da família dela.

A defesa do magistrado nega as acusações. Ele também é investigado pelas Corregedorias do Tribunal de Justiça de São Paulo e do Conselho Nacional de Justiça. 


Fonte: Portal Terra/reprodução - 03/04/2023 11h:53