• Praça do Feijão, Irecê - BA

sexta-feira, 7 de junho de 2019

MEC avalia rever suspensão de novos cursos de Medicina

Ministério da Educação avalia rever suspensão de novos cursos de Medicina
Foto: Agência Brasil/reprodução
Está sob análise do Ministério da Educação (MEC) a revisão do decreto de moratória que impede a criação de cursos de Medicina por cinco anos no Brasil. A proibição, que inclui também a ampliação de vagas em instituições que já oferecem a carreira, começou a valer no mês de abril de 2018, durante o governo Michel Temer.

Ao Estadão, o secretário substituto da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), Marco Aurélio de Oliveira, afirmou que o ministro da Educação Abraham Weintraub solicitou os estudos para avaliar a continuidade da proibição.

"Não é abrir de forma indiscriminada, mas permitir a ampliação da oferta de vagas de medicina. Hoje tem faculdades com níveis excelentes, mas que não podem aumentar o número de vagas. A ideia é permitir a expansão de forma racional e bem discutida", disse nesta sexta-feira (7) durante o Congresso Brasileiro de Educação Superior Particular, em Belo Horizonte. Informações do Bahia Notícias.

Bolsonaro na Argentina: Vice Mourão e Carlos Bolsonaro voltam a trocar provocações


[Com Bolsonaro em viagem, Mourão e Carlos Bolsonaro voltam a trocar provocações]
foto:reprodução

Após breve período de trégua, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), voltaram a trocar provocações.
“Carlos sumiu”, disse Mourão em entrevista à ‘Época’, referindo à arrefecida na disputa dentro do governo entre os militares e a ala ligada a Olavo de Carvalho – guru conservador que mentora o clã Bolsonaro.
"Alguém chegou para essa turma [os olavistas] e disse: 'Chega'. Acho que o próprio presidente pode ter feito isso", completou Mourão – que está como presidente em exercício durante a viagem de Jair Bolsonaro à Argentina.
A resposta de Carlos Bolsonaro veio em publicação no Twitter: “Saudades do Presidente que é pró-armamento da população e contra o aborto. Volte logo Presidente de verdade!”.

Saudades do Presidente que é pró-armamento da população e contra o aborto. Volte logo Presidente de verdade!
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Em abril deste ano, a rusga entre ele tinha como pano de fundo a tese conspiratória de que Mourão tramava uma traição ao presidente. Na época, Carlos chegou a replicar um vídeo de um youtuber de extrema de direita que indagava “General Mourão é traidor”.

fonte:Bnews/ 07/06/2019
 

Bolsonaro acha que 'deveria ser elogiado' sobre fim de multa por ausência de cadeirinha

Bolsonaro acha que 'deveria ser elogiado' sobre fim de multa por ausência de cadeirinha
Foto: Isac Nóbrega/PR/reprodução
O presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) acredita que deveria receber elogios, e não ataques, a respeito do projeto de lei que propõe que os motoristas que não transportarem crianças nas cadeirinhas de retenção sejam advertidos, e não multados, como atualmente.

Na avaliação do presidente, as punições aplicadas por esta infração eram derrubadas por decisões judiciais, o que a tornava sem efeito.

"É uma resolução do Contran. Não existe no momento [em lei] nenhuma punição pecuniária ou pontuação na carteira para quem não usa a cadeirinha. Eu apresentei o projeto apenas como advertência. Estou mostrando que tem que ter responsabilidade no tocante a isso. Quem está me criticando não teve o cuidado em estudar a situação", argumentou Bolsonaro nesta sexta-feira (7).

Segundo reportagem do Estadão, a obrigatoriedade do uso de cadeirinha para crianças de até sete anos e meio consta em uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Mas o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu recentemente que o órgão não tem poder de estabelecer sanções. Com a proposta de Bolsonaro, a regra é inserida no Código de Trânsito Brasileiro.

"Não estou entendendo porque essa bronca toda. Eu sinalizei da nossa preocupação de quem não usa cadeirinha advertindo. Deveria ser elogiado por vocês, não criticado", afirmou Bolsonaro.

fonte:BNotícias

Região de Irecê: Ex-prefeito de Lapão diz que sofre "perseguição covarde" de prefeito

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Há 16 meses das eleições municipais de  2020, a agitação política já toma conta dos noticiários, seja nas capitais, como no interior. Na região de Irecê não é diferente, e no município de Lapão, centro norte do Estado, as redes sociais já estão a todo vapor.
O ex- prefeito Hermenilson Carvalho divulgou hoje(7) uma nota pelo facebook com o título" Uma perseguição covarde vem sendo movida contra a minha pessoa pelo meu antecessor." Hemenilson diz que diversas ações judiciais vendo sendo movidas contra sua pessoa, bem como diversos processos de improbidade administrativa pelo atual prefeito do município, Ricardo Rodrigues(PSB).

Vale ressaltar que o ex- prefeito Hermenilson e o atual  Ricardo, faziam parte do mesmo grupo político. Confira a publicação do ex-prefeito abaixo. 

Hermenilson Carvalho
2 h

UMA PERSEGUIÇÃO COVARDE VEM SENDO MOVIDA CONTRA A MINHA PESSOA PELO MEU ANTECESSOR.
Diversos processos de improbidade administrativa, dentre tantas outras ações judiciais, vem sendo movidas contra a minha pessoa, na condição de ex- prefeito, pelo atual gestor -Ricardo Rodrigues.
As ações de improbidade que correm na Justiça Federal visam logicamente levar- me à possibilidade de inelegibilidade, para que eu fique de fora do processo eleitoral nas próximas eleições de 2020. É claro!
Acontece que no mês passado, a primeira dessas ações, que dizia respeito ao convênio do Vale do criminoso, em Aguada Nova, foi julgada improcedente pela Justiça Federal. Ainda ontem, 06/06/2019, o segundo deles, que diz respeito à aplicação de recursos do programa compra direta, teve o mesmo fim, julgando-se pela improcedência. O terceiro deles, que diz respeito à recolhimento de recursos do INSS patronal, ( coisa que ele nunca fez nos quase 15 anos de mandato como prefeito), espero confiante em Deus, que tenha o mesmo destino dos dois primeiros, apesar de que, ele, prefeito, tenha escolhido uma equipe de advogados, logicamente pagos pela prefeitura, com o intuito de escarafunchar a minha passagem pela prefeitura de Lapão.
Até seria engraçado, se não fosse trágico, o fato de que todas essas ações judiciais visam provar que eu me apropriei ilicitamente de recursos públicos, quando o dia a dia de gestor público, o meu comparado com dele, colocado frente à frente, demonstra tomar outra direção. Por outro lado, vejam vcs, como são colocadas as realidades dos fatos: se teve alguém beneficiado com o programa compra direta, do ponto de vista político- eleitoral, no percurso do ano de 2012, foi exatamente o meu algoz, já que na condição de candidato natural da situação à época, teria tirado proveito da boa e perfeita aplicação dos referidos recursos. Por sua vez, a denúncia de enriquecimento ilícito de minha parte, no caso dos recursos do Vale do criminoso, quem mediu a obra e autorizou o pagamento da mesma com 30(trinta) metros a mais, foi o próprio meu acusador, à época, secretário de infraestrutura.
Quanto ao fato de acusar- me de apropriação do dinheiro não recolhido ao INSS, cuja ação ainda se encontra em julgamento, parece ser piada, pois o mesmo enquanto prefeito, nem agora, nem antes, nunca recolheu condignamente o que é devido àquele Órgão, como gestor responsável por fazê-lo. Prova maior disso eu tenho quando recebi a prefeitura de sua mão em janeiro de 2005.
De outra parte, uma outra ação de execução judicial movida pelo mesmo, obriga- me a devolver à prefeitura cerca de 15 mil reais, (sem contabilizar tds os juros), porque eu teria pago o salário de prefeito ao vice da época. Quem era o vice? Essa coisa bem contada, seria cômico, se não fosse trágico ! E, ademan, que eu vou em frente, como dizia velho brocado!
fonte: facebook pessoal  em 07/06/19.

Concurso: Prefeitura de Paulo Afonso vai abrir 452 vagas

Resultado de imagem para paulo afonso
foto:reprodução
A prefeitura de Paulo Afonso vai abrir 452 vagas entre os níveis médio, técnico e superior em novo Concurso público. De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, serão 232 oportunidades para candidatos com ensino superior, 139 oportunidades para nível técnico e 81 para o médio, além de cadastro de reserva. Do total de vagas, 369 serão destinadas à ampla concorrência e 83 para pessoas com deficiência (PCD).
O concurso entrou na fase de escolha da banca organizadora. Foi marcado para 18 de julho, às 9h, o início da licitação na modalidade tomada de preços. Para nível médio vai haver oportunidades para agente de fiscalização de obras, empreendimentos e segurança; agente de fiscalização do meio ambiente e serviços públicos; agente administrativo municipal; assistente fazendário; e assistente de tributação.
O curso técnico será imprescindível para disputar as colocações de técnico administrativo, técnico em contabilidade, técnico agrícola, técnico em agrimensura, técnico em desenho, técnico em edificações, técnico em estradas, técnico em eletromecânica, técnico em eletrotécnica, técnico em pavimentação, técnico em segurança do trabalho, técnico em enfermagem, técnico em radiologia, técnico em laboratório, técnico em nutrição, técnico em saúde bucal, técnico auxiliar de regulação médica, auxiliar em saúde bucal, cuidador em saúde e oficineiro.
Para Nível superior, há vagas de especialista em políticas públicas, assistente social, educador físico, enfermeiro, farmacêutico, engenheiro sanitarista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico, médico veterinário, nutricionista, odontólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional, fiscal de controle sanitário (várias áreas), auditor contábil, auditor enfermeiro, auditor farmacêutico, auditor médico, auditor odontólogo, analista em defesa civil, analista sócio-urbano ambiental, fiscal de serviços municipais, analista em infraestrutura e obras públicas municipais, analista (várias áreas), analista fazendário, auditor fiscal, auditor interno e procurador. 
O edital deve ser liberado após a escolha da banca organizadora.
Fonte: IBahia/ 05/06/2019 - 10h:52min.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ator Antônio Pitanga recebe medalha Zumbi dos Palmares, em Salvador

[Ator Antônio Pitanga recebe medalha Zumbi dos Palmares, em Salvador]
foto:reprodução/BNews

No dia no qual completa 80 anos, o ator Antônio Pitanga recebeu uma das maiores honrarias da Câmara de Salvador: a Medalha Zumbi dos Palmares. De iniciativa do presidente da Casa, vereador Geraldo Junior (SD), a entrega da condecoração acontece na tarde desta quinta-feira (6).
O evento contou com a presença dos filhos do artista, Camila Pitanga e Rocco Pitanga, além de políticos como Alice Portugal (PCdoB), Olívia Santana (PCdoB) e a deputada federal Benedita da Silva (PT). Representando o governador Rui Costa, esteve presente a secretária de Cultura do Estado, Arany Santana. Representando o prefeito ACM Neto, esteve presente o presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro.
"Neste dia nublado, abre-se o Sol do bom Deus de conceder a mealha com grande Antônio Pitanga", discursou Geraldo Júnior, que dividiu a presidência da Mesa com a vereadora Marta Rodrigues (PT).
Olívia, autora do projeto de indicação para a homenagem, agradeceu a Geraldo a celeridade para a aprovação da matéria - já que o pedido foi feito no domingo e teve que passar por todas as comissões da Câmara Municipal antes de ser aprovado. "Quero chamar essa sessão de momento mágico em nossas vidas, porque ela foi feita de maneira mágica", declarou a deputada estadual.
Emocionada, Camila homenageou o pai. "Meu pai recebeu todo tipo de dor que todo preto retinto recebe neste país. Ele teve portas fechadas", lembrou. "Meu pai é esse preto vencedor, de tudo o que ele está conquistando, recebendo essa homenagem na própria casa. Ele me inspira. (...) Meu é essa pessoa que sempre está com um sorriso generoso e aberto para as pessoas".
A deputada federal Benedita da Silva, mulher de Antônio e madrasta de Camila e Rocco, foi homenageada pela enteada. Em seu discurso, a parlamentar carioca destacou a trajetória do marido. "É muita emoção, porque homenagear Pitanga é uma coisa extraordinária", destacou.
Antônio Pitanga foi o último orador e agradeceu a homenagem. "É um caminhão, uma lagoa, um mar de emoções. São multidões que estão dentro de mim gritando".

fonte:BNews/06/06/19

Manifestantes pedem saída imediata de Bolsonaro da Argentina



foto:reprodução

Na Praça de Maio, movimentos sociais e sindicais protestam contra a presença do presidente brasileiro e suas ideias de extrema direita

Uma multidão de argentinos protesta nesta quinta-feira, 6, contra a presença do presidente Jair Bolsonaro no país. A manifestação foi convocada por movimentos sociais e sindicais e partidos de esquerda da Argentina, contrariados com o ideário de extrema direita de Bolsonaro, sua aversão aos direitos humanos e à proteção das minorias e a sua defesa aos ditadores e torturadores dos regimes militares da região.
A concentração começou por volta das 18h na Praça de Maio, tradicional ponto de manifestações no centro de Buenos Aires, onde está a Casa Rosada. O movimento tem como principais motivadoras as organizações Mães e Avós da Praça de Maio, que há décadas pedem informações sobre seus filhos desaparecidos e netos sequestrados por agentes do regime militar argentino.
Também participam as duas alas da Central de Trabalhadores da Argentina, a Federação Argentina LGBT, a Mesa Nacional pela Igualdade e contra Discriminação e a plataforma Ni Una Menos (Nem uma a menos), contra a violência às mulheres. Os manifestantes tocavam bumbos, como nos tradicionais protestos sindicalistas argentinos, e traziam cartazes com os dizeres “Fora Bolsonaro da Argentina”.
“Repudiamos a decisão de Mauricio Macri de receber Bolsonaro, um militar rodeado de militares”, afirmou a psicóloga Nora Cortiñas, uma das fundadoras das Mães da Praça de Maio. “Rechaçamos a vinda de Bolsonaro com todas as nossas forças. Ele não tem nada a fazer aqui. Pedimos que vá embora imediatamente. Ele é um genocida. Tem espírito de genocida”, completou ela à Cronica TV.
 A militante Nora Cortiñas, da organização Mães da Praça de Maio: Bolsonaro é um ‘genocida’ – 06/06/2019
A militante Nora Cortiñas, da organização Mães da Praça de Maio: Bolsonaro é um ‘genocida’ – 06/06/2019 (Twitter/Reprodução)
O protesto Argentina Rechaça Bolsonaro foi convocado pelos movimentos sociais e políticos pelo Facebook. “A ascensão de Bolsonaro à Presidência e sua contínua apologia da tortura e da discriminação fazem com que, no Brasil, cresçam todos os indicadores de violência racista, de gênero, feminicídios, homofobia e transfobia”, explicaram os organizadores do movimento.
Boa parte dos movimentos, em especial a mais alinhada ao peronismo, repudiou as declarações de Bolsonaro em favor da reeleição de Macri, nas eleições de outubro, e de associação da eventual chapa Alberto Fernández-Cristina Kirchnerà conversão da Argentina em uma Venezuela.
O presidente brasileiro tem repetido essas máximas nos últimos meses e, ao lado de Macri, nesta quinta-feira na Casa Rosada, recomendou aos argentinos votar com “muita responsabilidade, muita razão e menos emoção”. Em uma insinuação sobre o resultado da eleição no país vizinho, Bolsonaro ainda disse que “não queremos novas ‘Venezuelas’ na região”.
Ao contrário do que os manifestantes pedem, Bolsonaro deixará a Argentina somente na manhã de sexta-feira, 7. Em sua agenda em Buenos Aires, o presidente brasileiro evitou deslocamentos para a Corte Suprema e o Congresso, previstos em visitas de Estado como esta, e preferiu receber os principais representantes dos dois poderes na Casa Rosada. Dessa forma, evitou contato com os manifestantes.

EUA: Aprovada em 9 estados, tendência ‘antiaborto’ avança


A governadora Kay Ivey, ao sancionar a lei: ‘esta lei é um testamento das crenças do povo do Alabama: de que toda vida é um presente sagrado de Deus’ – 15/05/2019 (Office of the Governor State of Alabama/Reuters)

Em nove dos 50 estados americanos, leis mais restritivas ao aborto foram aprovadas apenas neste ano por Congressos bicamerais de maioria republicana e com raros votos democratas e de mulheres de ambos os partidos a favor. Outros sete Congressos estaduais ainda vão votar projetos neste sentido nos próximos meses, dentre os quais o de Nova York.
Levantamento feito por VEJA mostra que, no conjunto dos nove senados estaduais, 248 legisladores – 70% do total – votaram a favor do projeto mais restritivo ao aborto. Desse conjunto, apenas 23 eram mulheres. As posições contrárias foram assumidas por 104 senadores ou 29,4%. Apenas um, do Arkansas, se absteve de votar.
Nos Estados de Alabama, Georgia, Missouri, Ohio e Utah nenhum democrata aprovou o texto. Mas nos outros quatro estados – Arkansas Kentucky, Louisiana e Mississippi -, 14 senadores estaduais democratas votaram em favor das regras mais restritas para o aborto.
Motivados pelo perfil mais conservador da Suprema Corte, depois de duas nomeações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, os legislativos estaduais desafiam a última instância da Justiça do país, com a esperança de reversão da jurisprudência favorável à interrupção da gestação válida desde 1973.
Naquele ano, a Suprema Corte garantiu o direito ao procedimento até a 28ª semana de gestação. Para os legisladores estaduais “pró-vida”, defensores do início da existência a partir da concepção, esse entendimento configurara assassinato. As esperanças dos grupos antiaborto aumentaram quando a corte, em fevereiro, vetou por 5 votos a 4 uma lei na Louisiana que manteria apenas um médico fazendo abortos em todo o estado. No passado, o veto teria mais votos.
A margem apertada da votação deu a largada para uma corrida conservadora contra a norma vigente. Segundo a Federação de Paternidade Planejada da América, a Planned Parenthood, o avanço do movimento “pró-vida” não deve parar por aí. Mais 250 medidas antiaborto foram apresentadas em 41 dos estados americanos apenas nos primeiros cinco meses de 2019 e podem ser discutidos já no segundo semestre. 
Maior empecilho aos projetos “pró-vida” dos congressistas americanos, a Roe versus Wade é uma jurisprudência da Suprema Corte americana em 1973, que permite a interrupção voluntária da gravidez nos 50 estados do país e proibindo a punição jurídica de mulheres que realizem o procedimento, protegidas pelo “direito constitucional à privacidade.”
A jurisprudência foi baseada no caso de Norma L. McCorvey (sob o nome fictício de Jane Roe no processo), que exigiu o direito do aborto do feto fruto de um estupro. A demora e a burocracia em sua terra natal a obrigaram a ter o filho, enviado para adoção. Mas história abriu precedentes para a decisão da instância mais elevada da Justiça americana que, em teoria, não pode ser desrespeitada. 
Em todo o país, 162 clínicas habilitadas para realizar abortos fecharam entre 2011 e 2016 com a aprovação de leis estaduais mais duras, criando “desertos” para o procedimento. Hoje, cerca de 1.600 clínicas ainda estão em funcionamento, apoiadas pelo governo, pela iniciativa privada e por organizações não governamentais.

Kentucky, o pioneiro

Em 15 de março, o Kentucky tornou-se o primeiro estado a sancionar a “lei do batimento cardíaco” desta onda anti-aborto. A proposta do senador estadual Matt Castlen, a mais restrita do país, prevê a condenação à prisão de grávidas e médicos envolvidos na interrupção de gestações com mais de seis semanas.
Este limite está baseado no momento em que o coração do feto começa a bater. Segundo a nova lei, as mulheres com apenas duas semanas de atraso em um ciclo menstrual regular já não poderiam mais fazer um aborto legal.
A medida foi criticada por não abrir exceção para os casos de estupro e de risco de vida para a mãe, mas foi endossada por 31 dos 38 senadores e aprovada também na Câmara estadual por 79 deputados, com oposição de apenas 19.
O governador do Kentucky, o republicano Matt Bevin, sancionou a lei em 15 de março, mas a proposta foi vetada pelo juiz federal David Hale no mesmo dia. O bloqueio  continua em vigor. 
Na ocasião, a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), organização em favor do direito ao aborto, entrou com um processo na Corte de Kentucky contra a lei por considerá-la  inconstitucional. A entidade alega que a maioria das mulheres não sabe que está grávida antes de seis semanas. 
“Em mais uma página da cartilha antiaborto, o Kentucky aprovou uma lei que banirá o aborto antes mesmo que as mulheres saibam estar grávidas. Essas proibições são descaradamente inconstitucionais, e nós pediremos a Corte para derrubá-las”, declarou em comunicado a diretora-executiva da ACLU, Brigitte Amiri.
Apesar do bloqueio, outras leis em vigor no Kentucky já dificultam o aborto legal. Em março de 2017, Matt Bevin assinou uma lei do Senado estadual proibindo o repasse de verbas públicas para clínicas e organizações dedicadas ao procedimento.
Dos seis senadores contrários ao projeto neste ano há apenas um republicano. Julie Raque Adams, de 49 anos, ocupa o cargo desde 2015. Católica e mãe de dois filhos, ela está envolvida em projetos para melhorar as condições de vida de grávidas encarceradas nos Estados Unidos e defendeu um projeto, aprovado pelo Senado estadual em março, para aumentar a fiscalização sobre os locais de trabalho das gestantes.

Arkansas

Também em 15 de março, o governador republicano Asa Hutchinson assinava o projeto de lei 1439 no Arkansas, proibindo o aborto depois das dezoito semanas de gestação. 
“Este projeto é um ataque extremamente perigoso ao acesso ao aborto e uma intrusão pesada do governo nas decisões pessoais das mulheres. A Suprema Corte já deixou claro: decisões médicas importantes devem ser tomadas pelas mulheres e por seus médicos, e não ditadas por políticos ou burocratas do governo”, escreveu a diretora da ACLU no estado, Rita Sklar, em artigo no jornal Northwest Arkansas.
“Já desafiamos com sucesso este tipo de proibição inconstitucional e estamos preparados para agir de novo. Governador Hutchinson: nos vemos no tribunal”, completou.
Em resposta, Hutchinson disse estar seguro de que a lei resistiria aos recursos da oposição. Sem intervenção de juízes federais, as novas normas deveriam começar a valer 90 dias depois da primeira aprovação na Câmara, em maio. Mas as objeções da ACLU estão atrasando o processo.
O Arkansas, porém tem outras munições contra o aborto. Em 20 de fevereiro, os deputados estaduais aprovaram o Ato 180 que, em caso de revogação da decisão Roe versus Wade pela Suprema Corte dos Estados Unidos, proibirá o aborto desde o momento da concepção, inclusive fruto de estupro e incesto, no Arkansas. A única exceção será em caso de emergência médica.

Mississippi

Terceiro estado a aprovar mudanças em sua legislação sobre o aborto, o Mississippi já havia barrado cinco projetos de lei idênticos. O projeto 2.116, que impõe o batimento cardíaco do feto como fator limite para o aborto e ameaça revogar a licença de médicos que realizarem o procedimento depois da sexta semana de gestação, foi apoiado por 34 de seus 52 senadores no dia 13 de fevereiro.
Depois da assinatura do governador, o republicano Phil Bryant, a lei foi contestada pelo Centro para os Direitos Reprodutivos dos Estados Unidos e está bloqueada por um Tribunal Federal.
No ano passado, uma proposta mais branda, o projeto de lei 1.510, também foi barrada pela Justiça americana. Ela diminuía de 20 para 15 semanas de gravidez o prazo para a realização de abortos no Mississippi.
“A Suprema Corte dos Estados Unidos já sinalizou que o Estado teria alguns benefícios com a regularização do aborto. Um deles é proteger a vida da mãe, outro é proteger uma vida humana em potencial”, disse o senador republicano Joey Fillingane ao jornal Mississippi Today, reforçando a confiança dos conservadores na atual configuração da corte. 
Entre os senadores democratas, apenas dois votaram a favor do projeto 2.116, fugindo da opinião acordada por seu partido: J.P Wilemon, de 78 anos, e Russell Jolly, de 63.

Utah

O projeto de lei da Câmara dos Deputados de Utah, sancionado pelo governador Gary Herbert no último dia 25 de março, é o mais flexível entre os aprovados em 2019. A lei 136 proíbe o aborto no estado depois das 18 semanas de gestação, abrindo exceção para casos de estupro e incesto. Também permite o procedimento em casos de riscos para a mulher e de má formação do feto.
Por outro lado, o documento, aprovado por 23 votos a 6 no Senado local, estabelece pena de até 15 anos de prisão e multa de 10.000 dólares para médicos e mulheres denunciados por desrespeitar a lei.
A nova regra, que já deveria estar em vigor desde 14 de maio, também está no centro de uma disputa judicial com a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e com a Planned Parenthood, uma organização sem fins lucrativos que fornece cuidados de saúde reprodutiva nos Estados Unidos.
Mas, em abril, o procurador-geral de Utah, Sean Reyes, anunciou o adiamento da execução da lei até que o impasse seja resolvido pela Justiça.

Ohio

Uma rebelião democrata acompanhou a aprovação das leis 68 e 23 no estado de Ohio, em março deste ano. Na Câmara e no Senado, nenhum membro do partido votou nas propostas, unificadas pelos legisladores.
O primeiro projeto, o 68, tramitou na Câmara. Proíbe abortos a partir da detecção dos batimentos cardíacos do feto. No segundo, o 23, os senadores complementaram com a previsão de prisão e multa de 20.000 dólares para os médicos que realizarem o procedimento depois do limite fixado.
Depois da assinatura do governador, Mike DeWine, em 11 de abril, a ACLU e a Planned Parenthood também moveram uma ação contra a proposta, tentando evitar que ela passe a valer na data inicialmente prevista, 10 de julho. O procurador-geral de Ohio ainda não deu seu parecer sobre o assunto, deixando dúvidas sobre o futuro da lei.
Apesar das barreiras, a mera aprovação política das medidas já foi uma vitória para os conservadores do estado, que investiam em propostas da “lei do batimento cardíaco” desde 2011. Em 2016, um outro projeto já havia passado pelas duas casas legislativas, mas foi barrado pelo antecessor de DeWine, John Kasich, que o vetou duas vezes alegando inconstitucionalidade, de acordo com a Associated Press.

Georgia

A Georgia foi o sexto estado americano a aprovar restrições ao aborto neste ano e o quarto a adotar a “lei do batimento cardíaco”. O ato de “Justiça e Igualdade” da Câmara estadual reconhece o feto como cidadão desde a sua formação, afirmando que, a partir da sexta semana de gravidez, ele já deve ser levado em conta na declaração de imposto de renda dos pais, como dependente, e no censo populacional.
Os médicos habilitados poderiam realizar o aborto em mulheres com até 20 semanas de gestação em casos de estupro e incesto, mas apenas se a vítima tiver o boletim de ocorrência comprovando a alegação. Além disso, a lei também abre exceção para os casos de anomalia congênita ou cromossômica do bebê.
Para sustentar sua ideia, o projeto inclui possíveis auxílios do governo para as mães que, mesmo sem condições financeiras, sustentarem a gravidez. “Os pais ainda podem colocar o feto como um ‘menor dependente’ para receber uma dedução de seu imposto de renda”, argumentam os autores da lei, três deputados republicanos, dois deles mulheres.
O projeto de lei 481 foi assinado pelo governador Brian Kemp em 7 de maio, mas também sofre oposição de grupos “pró-escolha.” 

Alabama

No último dia 14 de maio, 25 homens republicanos aprovaram o “Ato de Proteção da Vida Humana do Alabama” no Senado do estado. Legislação mais dura apresentada a um plenário estadual até o momento, a lei define que os profissionais responsáveis pelo aborto serão processados e punidos  por homicídio comum e seus atos serão comparáveis aos do Holocausto e outros genocídios. As mulheres que contratarem o serviço não serão indiciadas.
Apesar da hegemonia masculina entre os senadores favoráveis, o projeto foi aceito também pela governadora do Alabama, a republicana Kay Ivey.
 A governadora Kay Ivey, ao sancionar a lei: ‘esta lei é um testamento das crenças do povo do Alabama: de que toda vida é um presente sagrado de Deus’ – 15/05/2019
A governadora Kay Ivey, ao sancionar a lei: ‘esta lei é um testamento das crenças do povo do Alabama: de que toda vida é um presente sagrado de Deus’ – 15/05/2019 (Office of the Governor State of Alabama/Reuters)
Se a lei entrar em vigor, uma mulher do Alabama poderia fazer um aborto legal apenas em duas situações: se o feto tiver uma “anomalia letal”, que causará sua morte pouco depois do parto, e para prevenir “riscos sérios de saúde” para a mãe.
A legislação também deixa claro que transtornos mentais e “condições emocionais” instáveis não são suficientes para justificar o procedimento – a não ser que um médico diagnostique o problema como um risco para a vida da gestante ou de seu filho.
A Planned Parenthood, a ACLU e a ACLU Alabama entraram com recurso contra a aprovação no dia 24 de maio, em nome das clínicas de aborto cadastradas no estado. A Justiça ainda não deu seu parecer sobre o assunto.


The ACLU of Alabama, along with the National @ACLU and @PPFA, will file a lawsuit to stop this unconstitutional ban and protect every woman’s right to make her own choice about her healthcare, her body, and her future.
PLEASE REMEMBER: This bill will not take effect anytime in the near future, and abortion will remain a safe, legal medical procedure at all clinics in Alabama. pic.twitter.com/vVohsiR5Md

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Missouri

No dia 24 de maio, o governador do Missouri, Mike Parson, assinou o projeto de lei 126, da Câmara estadual, proibindo abortos a partir das oito semanas de gestação. O “Ato de Apoio aos Nascituros” não abre exceções para vítimas de estupro ou incesto e impõe até 15 anos de prisão para os médicos que realizarem a interrupção da gravidez, isentando as pacientes de processos legais.
O projeto da Câmara afirma que o Estado e suas instituições são “santuários da vida” e ainda prevê expansões da restrição ao aborto caso a Suprema Corte reverta a decisão Roe versus Wade.
“Assinando este projeto hoje, nós enviamos um grande sinal para a nação de que, no Missouri, nós defendemos a vida, a proteção da saúde da mulher e dos nascituros”, escreveu o governador em sua conta no Twitter, logo depois de assinar o documento. “Toda vida tem valor e merece ser protegida.”



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By signing House Bill 126 today, we are sending a strong signal to the nation that, in Missouri, we stand for life, protect women’s health, and advocate for the unborn.

All life has value and is worth protecting.

🔗https://governor.mo.gov/press-releases/archive/governor-parson-signs-house-bill-126-and-senate-bill-21 

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Já prevendo a oposição de organizações não governamentais, o projeto de lei 126 inclui alternativas para o caso de essa legislação ser rejeitada pela Justiça. Dependendo das decisões da corte, a data limite para o aborto pode ser de 14, 18 ou 20 semanas de gravidez. Depois disso, o feto já estaria totalmente formado e, portanto, capaz de sentir dor. No Missouri, apenas uma clínicas está credenciada para realizar abortos.

Louisiana

 O governador democrata John Bel Edwards: fiel a sua promessa eleitoral – 20/09/2018
O governador democrata John Bel Edwards: fiel a sua promessa eleitoral – 20/09/2018 (Melinda Deslatte/AP)
Se em Ohio os democratas estavam na linha de frente da oposição à lei mais restritiva ao aborto, em Louisiana, os membros desse partido se alinharam às ideias “pró-vida” dos republicanos, guiados pelo governador do estado, John Bel Edwards.
No último dia 30, após vitórias esmagadoras no Senado e na Câmara, Edwards sancionou a lei 184, proibindo abortos depois da detecção de batimentos cardíacos do feto, com exceção para casos de risco à saúde da mulher. O projeto também foi idealizado por um senador democrata, John Milkovich, e é um dos mais radicais aprovados por ignorar os casos de gravidez resultantes de estupro e incesto.
“Em 2015, concorri ao governo como um candidato pró-vida, depois de servir como um legislador pró-vida por oito anos. Como governador, me mantive fiel a minha palavra e às minhas crenças sobre este assunto”, explicou Edwards, um católico praticante, por meio de comunicado, após críticas da liderança democrata.
Médicos que não obedecerem à lei podem ser condenados a até dois anos de prisão e revogação de sua licença médica.,
fonte:VEJA.COM/REPRODUÇÃO 06/06/2019