O pintor Fernando, pai de Felipe da Silva Lima, deu entrevista a Jornalista Joaquim de Carvalho da TV 247. O irmão de Felipe também falou: "Temos medo", disse. Confira no canal no Youtube/TV 247.
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
Eleições 2022: Josias de Souza vê sincericídio e conta bastidores da reação a Guedes campanha
O ministro da Economia do Governo Bolsonaro, Paulo Guedes, participou hoje de podcast do canal Suno Research e falou sobre a polarização nas eleições do Brasil. . Veja o comentário do UOL/Youtube.
Salvador: Casal suspeito de matar empresário Roberto Lopo em Amaralina é solto

A blogueira Roanichan Nahabedian Padilha, 28 anos, e o
namorado, Philippe Ojeda Farias, 30, suspeitos de envolvimento na morte do
empresário Roberto Neri Franco Lopo, 57 anos, em uma pousada, no bairro de
Amaralina, em Salvador, foram postos em liberdades um mês após o crime.
O casal foi preso no último dia 22 de setembro, em Minas Gerais,
durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A dupla estava
sendo monitorada e tentava fugir para uma cidade do interior mineiro,
mas foram flagrados e tiveram o mandado de prisão cumprido na cidade de
João Monlevade.
Os dois estavam detidos em caráter temporário por 30 dias, cujo prazo expirou
na última sexta-feira, no dia 21 de outubro. A Polícia Civil e o Ministério
Público do Estado (MP-BA) chegaram a solicitar a prorrogação da prisão
temporária por mais 30 dias, mas o pedido foi negado pela juíza Gelzi
Maria Almeida Souza Matos, que acompanha o caso.
Segundo a magistrada, a decisão foi baseada nos fatos dos dois
serem réus primários e de comprovarem, documentalmente, residência
fixa, além de terem se comprometido a colaborar com as investigações.
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Blogueira é uma das suspeitas pelo crime (Foto: Reprodução) |
Relembre o caso
No dia 19 de setembro, o empresário Roberto Neri Franco Lopo, de 57
anos, foi encontrado sem vida e com um ferimento, dentro de um quarto na
pousada Mar Aberto, em Amaralina. A vítima estava acompanhada de um casal, que
fugiu após o crime.
Amigos próximos ao empresário apontaram que o assassinato se tratava de
um golpe. A suspeita é que Roberto tenha ido ao local para fazer atendimento
como hipnoterapeuta e caiu em uma armadilha articulada pelo casal para aplicar
o "golpe do pix" - quando criminosos prendem a vítima e a obrigam a
transferir dinheiro.
Outra suspeita é que Roberto teria ido ao local para se encontrar com
uma mulher. Amigos não negam a possibilidade, mas desconfiam da versão, dado
que a vítima era casada e geria, com a mulher, a imobiliária GP Salvador
Imóveis LTDA. O casal estava junto há mais de 15 anos.
“Ele se mostrava bastante fiel e tinha uma relação muito íntegra.
Desconheço qualquer possibilidade de se relacionar fora do casamento, ainda
mais com uma prostituta. Ele tinha muitas habilidades, fazia hipnoterapia e
normalmente atendia gratuitamente. Como era empresário, ele fazia muito de
forma caridosa”, afirmou o empresário Marco Medeiros, amigo da vítima. Ele
ainda ressalta que Roberto praticava boxe e karatê, tendo habilidades de defesa.
Fonte:Correio da Bahia - 28/10/2022
SP: 4 TESTEMUNHAS AFIRMAM QUE SEGURANÇA DE TARCÍSIO DE FREITAS MATOU HOMEM DESARMADO EM PARAISÓPOLIS
QUATRO TESTEMUNHAS AFIRMAM que policiais à paisana que faziam a segurança do candidato ao governo de São Paulo Tarcísio Gomes de Freitas, do Republicanos, mataram a tiros um homem desarmado em Paraisópolis, zona oeste de São Paulo, na semana passada. Elas estavam na rua em que o caso aconteceu, no último dia 17. Os relatos colhidos hoje pelo Intercept na comunidade desmentem a versão apresentada pelos policiais no boletim de ocorrência registrado na 89ª DP, no bairro vizinho do Campo Limpo. Os agentes afirmam que avistaram criminosos portando armas longas em motos logo após ouvirem uma rajada de tiros de metralhadora.
Tarcísio de Freitas chegou a afirmar que sua equipe e ele foram vítimas de um atentado. Depois negou o que disse, mas reiterou que a situação ocorrida era “um recado do crime”.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o corpo de Felipe da Silva Lima, de 28 anos, caído no chão, com uma perfuração no peito e cercado por policiais militares fardados. Não há sinal de qualquer arma perto dele. O boletim de ocorrência informa ainda que os agentes não entregaram nenhuma arma que estivesse em posse dele à Polícia Civil de São Paulo. Por outro lado, duas armas de policiais militares que trabalham à paisana e estão entre os suspeitos de atirarem – um fuzil Imbel 5.56, e uma pistola .40 – foram apreendidas.
A reconstituição dos fatos abaixo é baseada no relato de quatro testemunhas que terão suas identidades preservadas por questões de segurança. Seus relatos, colhidos durante momentos diferentes do dia de hoje, não apresentam contradições flagrantes.
NO ÚLTIMO DIA 17, uma segunda-feira, Tarcísio esteve na sede de um projeto social que inaugurava um polo universitário em Paraisópolis. Os coordenadores do projeto divulgaram um convite aberto nas redes sociais, mas ficaram surpresos quando souberam, na noite anterior, que Tarcísio estaria presente.
Ainda no domingo à noite, um membro da equipe de campanha recebeu a informação de que a presença do candidato não era bem-vinda. Ex-oficial do Exército que abandonou a carreira militar para se tornar servidor público civil, Tarcísio é ex-ministro do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, conhecido por defender grupos de extermínio – e que, durante esta campanha, afirmou que uma comunidade no Rio de Janeiro em que o ex-presidente Lula fazia uma passeata “só tinha marginal”.
Os primeiros membros da equipe de Tarcísio chegaram à sede do projeto social no começo da manhã de segunda para inspecionar o local. Logo depois, policiais militares fardados, com armas de grosso calibre, começaram a vistoriar os carros estacionados na rua Antonio Manoel Pinto. A atitude hostil dos PMs gerou constrangimento nos convidados do evento, e um coordenador do projeto pediu que um membro da equipe de Tarcísio intercedesse. Depois de uma discussão ríspida entre o membro da equipe de Tarcísio e o comandante da guarnição militar, os PMs fardados foram embora e se posicionaram a quilômetros de distância, na entrada da comunidade.
No fim da manhã, Tarcísio chegou ao local sob uma forte escolta de seguranças e assessores. A previsão era de que ele permanecesse no local por 10 minutos.
Meia hora tinha se passado desde a chegada do candidato quando Felipe Silva de Lima e um outro homem, identificado como Rafael, chegaram de moto a um segurança (que era policial à paisana) postado a 100 metros do prédio e disseram: “A comunidade não quer vocês aqui, vão embora”. Após isso, os dois homens, ligados ao tráfico de drogas local, foram para a esquina da rua. Ouviu-se então uma rajada de tiros distante do evento. As testemunhas afirmam que nenhum disparo foi feito na direção da equipe de Tarcísio.
Foi então que Felipe e Rafael retornaram na moto para falar com a equipe de segurança e foram recebidos a tiros. Um deles atingiu Felipe no peito. Rafael conseguiu correr e fugiu. Seguranças da equipe de Tarcísio continuaram a atirar. A reportagem encontrou marcas de balas em carros e trailers na direção do local onde Felipe foi atingido, a cerca de 100 metros da sede do projeto social.


Marcas de tiros em trailers na rua onde aconteceu um tiroteio em Paraisópolis.
Fotos: Flávio VM Costa/The Intercept Brasil
Criminosos locais que estavam na esquina voltaram armados para tentar resgatar o corpo de Felipe. O tiroteio cessou minutos depois, com a chegada de policiais militares fardados.
Ainda de acordo com relatos das testemunhas, o corpo de Felipe foi colocado numa viatura e levado para um posto de gasolina. O carro ficou estacionado no posto por minutos antes de levar Felipe, já morto, ao hospital. O boletim de ocorrência só começou a ser escrito às 17h daquele dia, algo incomum para um caso acontecido antes do meio-dia. O habitual, segundo um advogado criminalista ouvido pela reportagem, é um intervalo de duas horas entre a ocorrência e o registro.
Os policiais militares disseram na delegacia que Felipe e Rafael atiraram neles, e que logo vieram outros suspeitos que também dispararam. Antes, ainda na versão dos policiais, os dois suspeitos haviam filmado os seguranças de Tarcísio, postados em frente ao local do evento em que o candidato estava. Com a chegada de reforços, os policiais à paisana da segurança do político passaram a perseguir Felipe e Rafael, e um deles o matou com um tiro de fuzil.
A presença de policiais militares – inclusive à paisana – na segurança de candidatos não é usual. Em sabatina na rádio CBN na segunda-feira, 24, Fernando Haddad, do PT, que disputa o segundo turno com Tarcísio, afirmou não ter segurança armada feita por policiais. “Não tenho policial militar à minha disposição como ele tem. Não me foi colocado à disposição. Sou tão candidato quanto ele”.
Felipe da Silva Lima deixou três filhos menores de idade.

O agente licenciado da Abin Fabrício Cardoso de Paiva (à esquerda) mandou cinegrafista apagar imagens do tiroteio. Ele é assessor de Tarcísio de Freitas (centro).
Foto: Isaac Fontana/CJPress/Folhapress
Agente da Abin mandou apagar imagens
O Intercept revelou ontem, 26 de outubro, que havia um agente licenciado da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, na comitiva de Tarcísio. Fabrício Cardoso de Paiva está licenciado para trabalhar na campanha do bolsonarista. Partiu dele a ordem para que um cinegrafista apagasse imagens do confronto entre os policiais à paisana e os suspeitos.
O áudio em que Paiva dá a ordem ao cinegrafista da TV Jovem Pan, que apoia o grupo político de Bolsonaro, foi tornado público em reportagem da Folha publicada na terça-feira, 25. Na gravação, é possível ouvir Paiva dizendo ao cinegrafista: “Você tem que apagar”.
Em entrevista ao mesmo jornal publicada no dia seguinte, o cinegrafista da Jovem Pan afirma que reconheceu o agente da Abin e que a equipe de Tarcísio teria pressionado a emissora pela sua demissão. Também disse que filmou pessoas à paisana atirando – o que corrobora o relato das testemunhas ouvidas pelo Intercept – e quando desceu para gravar o corpo de Felipe, chegou uma pessoa pedindo que ele não gravasse.
Na quarta-feira, 16, o grupo Tortura Nunca Mais enviou à Ouvidoria da PM um ofício pedindo que o caso fosse investigado. Para o grupo, a morte de Felipe Silva de Lima tem “fortes indícios” de execução.
Ao Intercept, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que não realiza a segurança pessoal dos candidatos – apenas a segurança pública no local em que ocorrem as agendas, conforme a necessidade. Em relação ao tiroteio em Paraisópolis, a instituição afirmou que a Corregedoria da Polícia Militar e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil estão investigando o caso e não despreza “qualquer informação ou dados que possam contribuir para elucidação das questões de ordem penal ou administrativa”.
A Abin negou, em nota, que haja participação institucional na campanha de Tarcísio. Mas a agência está sob o comando do general da reserva Augusto Heleno, um radical de pijamas que comanda o Gabinete de Segurança Institucional do Palácio do Planalto, o GSI. Heleno não tem pudores em colocar a inteligência do estado brasileiro a serviço dos interesses da família Bolsonaro.
Questionada pelo Intercept, a assessoria de Tarcísio não comentou sobre os relatos das testemunhas. “Informações sobre a situação criminosa devem ser apuradas junto à polícia, que é a quem cabe investigar o episódio”, disse a assessoria. Questionamos também quem são os policiais à paisana que acompanharam a visita do candidato à Paraisópolis. A assessoria afirmou que não detalharia informações sobre a segurança de Tarcísio “para preservar a integridade do candidato e de toda equipe que o acompanha”.
A assessoria também afirmou que Tarcísio foi à Paraisópolis a convite de Wallace Rodrigues, CEO e Fundador da Casa Belezinha, e Walter Becker, vice-presidente da Universidade Ítalo Brasileira. O Intercept apurou, no entanto, que Tarcísio não recebeu convite direto da coordenação da Casa Belezinha.
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
ATAQUE DE JEFFERSON: “HONESTAMENTE, MINISTRO, VAI PIORAR O CIRCO”, DISSE DELEGADO DA PF
Confira a reportagem completa do jornalista Allan de Abreu no link abaixo do site da Revista Piauí/Folha de hoje(27):
Lula cresce, vai a 53% e chega favorito para eleição; Bolsonaro tem 47%, diz Datafolha nesta quinta(27)
A mais nova pesquisa Datafolha, divulgada no fim da tarde desta quinta-feira (27), sobre a corrida ao Palácio do Planalto, mostrou que o ex-presidente Lula (PT) ampliou em um ponto a vantagem que já tinha sobre Jair Bolsonaro (PL) e atingiu 53% da preferência do eleitorado, nos votos válidos, contra 47% de seu adversário de extrema direita, que desceu um ponto.
Nos votos totais, Lula surge com 49% das intenções de voto, ante 44% de Bolsonaro. Brancos e nulos somaram 5%, enquanto os que não sabem ou não responderam representaram 2% dos entrevistados. No último levantamento, dia 19, o petista marcou os mesmos 49% e Bolsonaro obteve 45%, ao passo que brancos e nulos eram 4% e os que não sabem ou não responderam eram 1%.
O Datafolha ouviu 4.580 pessoas de 252 municípios de todas as regiões e estados do Brasil, entre terça-feira (25) e esta quinta (27). A margem de erro, segundo o instituto, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em alguns casos, revelam os pesquisadores, as somatórias podem dar mais de 100% por conta dos arredondamentos feitos.
Fonte: Revista Fórum -27/10/2022
Policiais feridos por Jefferson se recusam a encontrar Bolsonaro

247 - O delegado da Polícia Federal Marcelo Villela e a agente Karina de Oliveira, feridos pelo ex-deputado bolsonarista e ex-presidente do PTB Roberto Jefferson ao tentarem cumprir um mandado de prisão contra ele expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, se recusaram a participar de um encontro com Jair Bolsonaro (PL). A informação é da coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles.
O ataque do ex-parlamentar contra os agentes da PF aconteceu no domingo (24), no município de Comendador Levy Gasparian, no Rio de Janeiro. Jefferson disparou mais de 50 tiros de fuzil e arremessou três granadas contra os policiais.
“A agente Karina de Oliveira teve ferimentos no rosto e na coxa e ficou com estilhaços de granada no quadril, segundo a perícia da PF. O delegado Marcelo Villela foi ferido na cabeça e disse, em seu depoimento, que um exame de Raio X constatou que ficou com dois fragmentos, possivelmente de vidro, em seu crânio”, destaca a reportagem.
Fonte: Brasil 247 - 27/10/2022
SP: Aliados de Bolsonaro podem ter matado alguém em nome de um projeto de poder; diz Dep. Janones

247 - O deputado federal André Janones (Avante-MG) denunciou, nesta quinta-feira (27), o assassinato de Felipe Silva de Lima, de 28 anos, no falso atentado de Paraisópolis envolvendo o ex-ministro bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível parte de uma articulação de aliados de Jair Bolsonaro (PL) para ganhar votos no segundo turno das eleições.
"Aparentemente os aliados de Bolsonaro mataram uma pessoa em nome de um projeto de poder! Depois dessa, se o Haddad não virar a gente pode desistir da humanidade!", escreveu Janones.
O repórter-cinematográfico Marcos Andrade, da Jovem Pan, afirma que filmou um agente da Abin e policiais à paisana, da equipe do próprio Tarcísio, disparando tiros em Paraisópolis, no mesmo cenário que resultou na morte do jovem desarmado. Posteriormente ao registro do momento, ele revelou que a campanha de Tarcísio pediu sua cabeça, cobrando a sua demissão da Jovem Pan, e relatou pressões da própria emissora, que teria pedido que ele gravasse um vídeo em apoio ao candidato.
O grupo Tortura Nunca Mais enxerga 'indícios de execução', dado que não houve sinais de confronto. "A Polícia Civil já teria condições de ter esclarecido. Na verdade, parece que ocorreu uma execução, sem confronto nenhum, de um jovem que, junto com um outro, passava pelo local. Diante da execução [a polícia] teria criado um factóide de intimidação ou atentado ao candidato. Está parecendo ter sido uma grande farsa", afirmou Ariel de Castro Alves, presidente do grupo, em entrevista à Ponte Jornalismo.
