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terça-feira, 14 de maio de 2019

Casa Civil desmente líder do PSL sobre suspensão de cortes no MEC

[Casa Civil desmente Delegado Waldir sobre suspensão de cortes no MEC]
foto:reprodução
A Casa Civil de Onyx Lorenzoni(DEM) veio a público desmentir o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, que disse que Jair Bolsonaro mandara suspender os cortes no MEC. As informações são do site O Antagonista.
Segundo a pasta, o contingenciamento de verbas discricionárias no Ministério da Educação continua como antes. Informações do BNews.
 

Economia: Guedes diz que não há clima para atualizar a tabela do IR

foto:Fábio Pozebom/Ag. Brasil/reprodução
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a correção da tabela do Imposto de Renda pela inflação, pedida pelo presidente Jair Bolsonaro, não deve acontecer neste momento, em que o governo fala em corte de gastos e insiste na necessidade da reforma da Previdência. Durante audiência na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, o ministro afirmou que o reajuste custaria de 50 bilhões a 60 bilhões de reais. 
“O presidente Jair Bolsonaro que falou que atualizaria tabela de IR pela inflação, eu não disse nada. Estamos no meio de uma batalha da Previdência, não adianta me distrair com outra tabela de IR”, declarou nesta terça-feira, 14.P
A afirmação de Guedes causou uma saia justa no governo. Tanto que, logo após a fala de Guedes, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse que a equipe econômica do governo ainda realiza estudos para avalizar o reajuste da tabela do Imposto de Renda, mas não há prazo para o anúncio das mudanças. Na última segunda-feira, Rêgo Barros havia dito que Guedes concordou em estudar a correção da tabela. 
Segundo Rêgo Barros, Bolsonaro conversou sobre o tema com Guedes, na segunda. “Estudos estarão a ser desencadeados lá no Ministério da Economia para comprovar perante o nosso presidente a possibilidade de adaptar, ou melhor, atualizar a tabela com a inflação no ano de 2019. Os detalhes técnicos precisarão ser, como é natural numa área tão sensível, estudados com profundidade para que não haja um impacto que venha a dificultar a nossa retomada de crescimento'”, disse o porta-voz.
No domingo, Bolsonaro disse, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que havia pedido para que o ministro corrigisse a tabela do IR para 2020 aplicando a inflação. As faixas do imposto não são atualizadas desde 2015. Caso fosse aplicada a inflação de 4,04%, prevista no Boletim Focus desta semana, contribuintes que recebem até 1.980,90 reais estariam isentos. Hoje, a isenção é para quem recebe até 1.903,99 reais.  Pedido não é uma ordem. Mas pelo menos corrigir o IR pela inflação para o ano que vem, com certeza vai sair”, declarou o presidente.
Segundo um estudo realizado pelo Sindicato Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindisfisco Nacional)a tabela do IR está defasada em 95,46% por causa de sucessivos congelamentos na correção das faixas. 
fonte:Veja (Com Estadão Conteúdo) 14/05/19

Irecê: Prefeitura divulga atrações principais do São João






                         imagem:reprodução Ascom/PMI



Um dos maiores e mais tradicionais festejos juninos da Bahia teve a sua grade de atrações divulgada pela Prefeitura de Irecê. Entre os dias 21 e 24 de junho, grandes artistas subirão aos palcos do São João de Irecê nos seus dois circuitos de shows - Praça Clériston e Mercadão do Zé Bigode. A festa conta também com uma extensa programação cultural, com as atrações da cidade cenográfica Vila Caraíbas, o Desfile de Carroças, Corredor do Forró, Trator do Forró, Cavalgada e Missa do Vaqueiro.


Na Praça Clériston Andrade, destacam-se as atrações Zé Neto e Cristiano, Dorgival Dantas, Limão com Mel, Amado Batista e Tayrone, além de revelações da musica regional, como Rayane Martins. 

Já no circuito Mercadão do Zé Bigode, atrações regionais se mesclam com grandes artistas da música popular romântica, como Zezo, Almir dos Fevers e Bartô Galeno. A Prefeitura afirma que novas atrações podem ser confirmadas nos próximos dias.

O prefeito Elmo Vaz destaca que a festa acontece 24 horas por dia. “Nosso São João pulsa todo o tempo. Assim que termina a festa na Praça Clériston, o Trator do Forró atravessa o Corredor do Forró levando os foliões até o circuito Mercadão, onde os festejos continuam até à noite; e ainda tem a Vila Caraíbas, que inicia à tarde, sendo uma excelente opção para crianças, idosos, toda a família curtir”.

Segundo o coordenador geral dos festejos, Jazon Júnior, assim como nos dois anos anteriores, o São João deste ano segue com o propósito de se manter como uma das festas mais seguras e de maior estrutura de todo o Estado. “Continuamos com os investimentos em segurança, através de parceria com as polícias, entendendo que este é um dos fatores de maior importância para o sucesso do evento. Além disso, buscamos a cada ano melhorar a estrutura, mantendo a nossa festa como uma das maiores e a melhor da Bahia”, afirma.

fonte:Ascom/reprodução

Salvador: Rodoviários entram em acordo e suspendem greve

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foto:reprodução/google
A greve dos rodoviários está suspensa. Após reunião nesta terça-feira (14), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no bairro de Nazaré, o Sindicato dos Rodoviários de Salvador entrou em acordo com os empresários e a paralisação prevista para quinta-feira (16) foi cancelada.
De acordo com o secretário municipal de Mobilidade (Semob) Fábio Mota, hoje, as partes firmaram acordo e os rodoviários decidiram aceitar a proposta de 5,1% de aumento para a categoria. Além disso, os empresários ofereceram um aumento de aproximadamente 9,5% no tíquete refeição, que passa de R$ 18,26 para R$ 20.
Já o assessor de relações de trabalho do Consórcio Integra, Jorge Castro, disse que a reunião, que durou aproximadamente duas horas, foi pacífica. "Foi tudo muito tranquilo e chegamos a um acordo que agradasse às partes. Fizemos alguns ajustes solicitados, mas nenhuma concessão específica, nenhuma mudança drástica. Deu tudo certo", resumiu.
O anúncio de que haveria greve foi formalizado pelos rodoviários em uma publicação oficial nas edições de sábado (11) e domingo (12) de um jornal da cidade. A categoria reivindicava 8% de aumento no salário e 15% no tíquete refeição, e não tinha ficado satisfeita com a proposta dos representantes da classe patronal, de 3,3% de reajuste. 
Segundo informações da Integra, consórcio de empresas que administra o serviço, a frota de Salvador atualmente conta com 2,4 mil ônibus e 1,3 milhão de usuários por dia. 
fonte:Correio da Bahia c/adaptações

STJ decide por unanimidade soltar Michel Temer e Coronel Lima

                    foto:reprodução

Por quatro votos a zero, os ministros Saldanha Palheiro, Laurita Vaz, Rogério Schietti e Nefi Cordeiro votaram para libertar Temer e Lima, com medidas cautelares. O ex-presidente estará impedido de se relacionar com outros investigados, mudar de endereço, sair do país e exercer cargos públicos e partidários. O ministro Schietti propôs impedi-lo de exercer quaisquer atividades políticas relacionadas a seu partido, o MDB, mas a sugestão não foi acatada.
Em seu relatório e voto, Saldanha Pinheiro argumentou que a ordem de prisão do juiz Marcelo Bretas “não faz referência a casos concretos e recentes” no sentido de destruição de provas. Ele ressalva que Temer “não exerce mais cargo de relevância” que lhe permitiria atrapalhar as investigações. Laurita concordou, ressalvando que o que está em votação não são as acusações contra o ex-presidente, mas sim a necessidade ou não da sua prisão neste momento.
Temer está preso preventivamente em São Paulo desde a quinta-feira 9 e foi transferido nesta segunda-feira, 13, da Superintendência da Polícia Federal na capital paulista para o Comando de Policiamento de Choque, da Polícia Militar. O emedebista está custodiado em uma sala de Estado Maior, espaço individual e sem grades, diferente de uma cela de prisão.
 fonte:Veja.com c/adaptações

‘Poltrona’ e ‘passageiros’: os apelidos do dono da Gol para propina

imagem:reprodução
Em delação premiada, o empresário Henrique Constantino, um dos proprietários da companhia aérea Gol, afirmou em seu acordo de confissão com o Ministério Público Federal (MPF) que usava termos típicos do setor de aviação para discutir propina com o doleiro Lúcio Funaro.
Em mensagens entregues aos procuradores, Constantino afirma que “reserva de poltrona”, “lista com os nomes dos passageiros” e “localizador” eram termos utilizados por ele e Funaro para discutir propina e a troca das informações sobre empresas que seriam laranjas nas negociações.
No anexo que trata dos benefícios obtidos na Caixa Econômica Federal, Constantino cita Funaro, o ex-dirigente do banco público Fábio Cleto, o ex-presidente Michel Temer (MDB) e os ex-deputados federais Eduardo Cunha (MDB-RJ), Geddel Vieira Lima (MDB-BA) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN).
No episódio de que trata nas mensagens, o empresário negociava o pagamento de 4 milhões de reais por ajuda de Funaro para obter um financiamento da Caixa para a Via Rondon, outra empresa de sua propriedade.
“Recebeu a lista com os nomes dos passageiros que te mandei?”, pergunta Funaro em 2 de agosto de 2013, um dia depois de Constantino perguntar “os dados da pessoa para a reserva da poltrona”. “Recebi. Assim que concluir as reservas te passo o localizador e a taxa de câmbio”, diz o empresário. “Recebi os bilhetes, tudo certo. Boa semana”, conclui Funaro.
Ainda trecho sobre a Caixa e o MDB, ele relata ter usado da influência política de Geddel, então dirigente do banco, para abrir crédito de 50 milhões de reais junto ao banco, pelo qual pagou 250.000 reais de propina. Constantino também afirmou ter feito doação irregular para a campanha de Gabriel Chalita a prefeito de São Paulo pelo MDB e de ter combinado “um valor global” de propinas com o MDB estimado em 10 milhões de reais.

Parlamentares

A delação foi homologada pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, do Distrito Federal. Na decisão que ratificou a delação, está presente também o Anexo 7, que trata de “benefício financeiro a parlamentares ou ex-parlamentares” por meio da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Não há mais detalhes sobre como os “benefícios financeiros” se davam.
Entre os citados, estão o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) e os ex-deputados Marco Maia (PT-RS), Edinho Araújo (MDB-SP), Vicente Cândido (PT-SP) e Otávio Leite (PSDB-RJ).
fonte:Veja.com 14/05/19 - 14h17min.

Nota da Aduneb esclarece sobre as decisões judiciais referentes ao corte de salários de Professores da UNEB



imagem:reprodução/facebook
A Seção Sindical dos Docentes da Uneb (ADUNEB/Ssind.) impetrou Mandado de Segurança no Tribunal de Justiça da Bahia, tendo por objeto o corte dos salários da categoria docente da Uneb, em greve desde o dia 09 de abril.
O processo foi distribuído no dia 27 de abril para o desembargador Edmilson Jatahy Fonseca Júnior, que analisou e reconheceu as violações de direitos dos docentes da UNEB. A liminar concedida ordena o pagamento do mês de abril e a abstenção do estado da Bahia de realizar novos cortes. O desembargador decidiu com base na minuciosa descrição dos fatos e nas provas documentais apresentadas pela assessoria jurídica da ADUNEB.

Ao contrário do anunciado em nota do Governo do Estado, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) comporta exceções no seu cumprimento destacadas no teor da própria decisão.

"3. O desconto somente não se realizará se a greve tiver sido provocada por atraso no pagamento aos servidores públicos civis ou por outras situações excepcionais que justifiquem o afastamento da premissa da suspensão da relação funcional ou de trabalho, tais como aquelas em que o ente da administração ou o empregador tenha contribuído, mediante conduta recriminável, para que a greve ocorresse ou em que haja negociação sobre a compensação dos dias parados ou mesmo o parcelamento dos descontos. (RECURSO EXTRAORDINÁRIO 693.456/RJ)"

Nesse sentido, ficaram demonstradas no Mandado de Segurança as condutas ilícitas praticadas pelo estado, bem como a perspectiva de compensação dos dias parados e, por essa razão, foi concedida liminar.

Em outra ação judicial, a ADUNEB obteve mais uma conquista com a declaração de legalidade da greve. Contudo, a decisão da desembargadora Márcia Borges Faria gerou confusão ao extrapolar os fundamentos e pedidos da inicial, legitimando os descontos dos dias parados pelo Estado da Bahia em abstrato, sem que este fosse o objeto da ação. Esse cenário gerou um conflito entre duas decisões judiciais. 

Diante desta situação, o desembargador Edmilson Jatahy encaminhou o mandado de segurança para a desembargadora Márcia Borges, responsável pela ação declaratória, por ser a magistrada preventa. Entretanto, manteve os efeitos de sua decisão, o que implica que o Estado continua obrigado a promover o pagamento dos salários dos docentes.

Caberá à desembargadora decidir sobre este aparente conflito de decisões. Os advogados da ADUNEB já tiveram audiência com a magistrada e apresentaram as razões do Sindicato.

A ADUNEB continua atenta e não medirá esforços na defesa da categoria docente.


fonte:Aduneb/reprodução facebook 14.05.19

Rio: Procurador-geral militar não quer MP investigando morte de músico


TRAGÉDIA CARIOCA -  Luciana dos Santos (à esq.) chora o marido, Evaldo (à dir.), morto por soldados do Exército (Sergio Moraes/Reuters)
O procurador-geral de Justiça Militar, Jaime de Cássio Miranda, pediu ao Conselho Nacional do Ministério Público para que suspenda liminarmente investigação do Ministério Público Federal (MPF) no Rio sobre a morte do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador de recicláveis Luciano Macedo, no Rio de Janeiro, em 7 de abril.
Na Justiça Militar, dize são réus por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e omissão de socorro. Eles foram denunciados pelas promotoras de Justiça Militar Najla Nassif Palma e Andrea Blumm Ferreira.
Em outra esfera, o Ministério Público Federal no Rio instaurou Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para averiguar a conduta dos militares. A Procuradoria ressaltou “a necessidade de averiguar as circunstâncias em que os fatos ocorreram, tendo em vista a lesão aos serviços e interesses da União devido a participação de agentes federais no exercício da função”.
Em 9 de abril, um órgão de revisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) expediu orientação afirmando ser inconstitucional a lei que transferiu para a Justiça Militar a competência para julgar crimes dolosos contra a vida cometidos por militares das Forças Armadas contra civis. Para esse colegiado, “é função institucional do Ministério Público Federal exercer o controle externo de atividade policial, bem como impulsionar a investigação preliminar e o processo penal”.
O procurador-geral militar, Jaime Miranda, discorda. Ele argumenta que essa inconstitucionalidade que a PGR apontou é “meramente aventada” e não foi acolhida pela Justiça. Por tanto, defende, o MP deve seguir a nova lei até decisão em contrário. “Não pode o Ministério Público Federal, por conta própria, furtar-se da vontade do legislador.”
“As mortes que decorreram dos disparos efetuados pelos militares do Exército no dia 7 de abril deste ano, em Guadalupe, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, resultaram – insiste-se – do cometimento, em tese, de crime militar”, escreve. “Não há dúvida nenhuma quanto à incompetência da Justiça Federal e, por conseguinte, à absoluta ausência de atribuição do Ministério Público Federal, cuja iniciativa, flagrantemente inconstitucional, caracteriza nada menos do que um ataque deliberado e acintoso ao Ministério Público Militar”, concluiu Miranda, na manifestação ao CNMP.

Fuzilamento

Evaldo Rosa dirigia seu carro, um Ford Ka, rumo a um chá de bebê, e transportava a mulher, um filho, o sogro e uma adolescente. Ao passar por uma patrulha do Exército na Estrada do Camboatá, o veículo foi alvejado com 80 disparos pelos militares. O motorista morreu no local. O sogro ficou ferido, mas sobreviveu. O catador Macedo, que passava a pé pelo local, também foi atingido e morreu dias depois.
Inicialmente, o Comando Militar do Leste (CML) emitiu nota dizendo que a ação havia sido uma resposta a um assalto e sugeriu que os militares haviam sido alvo de uma “agressão” por parte dos ocupantes do carro. A família contestou a versão e só então o Exército recuou e mandou prender dez dos 12 militares envolvidos na ação. Um deles foi solto após alegar que não fez nenhum disparo.
Os militares teriam confundido o carro do músico com o de criminosos que, minutos antes, havia praticado um assalto perto dali. Esse crime foi flagrado por uma patrulha do Exército. Havia sido roubado um carro da mesma cor, mas de outra marca e modelo – um Honda City, no caso.

Prisão

O Superior Tribunal Militar começou a julgar, nesta semana, pedidos de liberdade de nove militares que estão presos. O julgamento foi interrompido quando o placar estava em 4 a 1 pela liberação deles. O ministro José Barroso Filho, que pediu vista do processo, tem 10 dias para apresentar seu voto e destravar o julgamento.
Francisco Joseli Parente Camelo, Marco Antonio de Farias, Artur Vidigal de Oliveira e o relator Lúcio Mário de Barros Góes adiantaram seus votos a favor dos militares em liberdade.
O relator do pedido da defesa dos militares, ministro Barros Góes, negou liminarmente habeas corpus no dia 12 de abril. No julgamento do mérito, ele se manifestou pela soltura. “Não emergem sobre os documentos evidências que levem a crer que a hierarquia e as disciplina militares ficarão ameaçados ou atingidos no caso de os pacientes serem postos em liberdade”.
“Verifico que neste momento processual decorrido um mês dos fatos, não mais subsistem os motivos para justificar a manutenção da custódia dos pacientes, eis que as medidas adotadas pela autoridade policial revelaram-se suficientes para cessar a apontada ameaça à hierarquia militar”, afirmou.
O voto divergente, apresentado pela ministra Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, marcou o julgamento. A ministra ressaltou que se trata de um “fato gravíssimo que tirou a vida de dois cidadãos inocentes, pais de família”. “Trata-se do caso em que visível há gravidade concreta e os riscos que a concessão da liberdade trariam não só a ordem pública, mas a instrução processual”.
“Nenhuma das vítimas foi ouvida, o que levou as autoridades judiciárias a capitular os fatos como mera infração do Código Penal Militar. Só após a repercussão midiática dos fatos, do pronunciamento de pessoas que presenciaram a ação, e filmaram parte dela, é que foram ouvidas pelo próprio MP as vítimas sobreviventes, sendo alterada substancialmente a versão inicial dos militares, que se revelou inverídica, comprometendo a credibilidade do próprio comando militar”, alertou.
Ela ressaltou que nenhuma troca de tiros foi constatada, ao contrário do que disseram, em depoimento, os militares presos.
A ministra ressaltou que as versões apresentadas pelos militares se trataram de “um esquema engendrado para escamotear a verdade”. “O excesso e ausência dos meios moderados é evidente. A vítima confundida com um criminoso sem camisa estaria de costas. Como podem ter aberto fogo sem verificar que ela estava armada ou que apresentaria outros riscos?”.
fonte:Veja.com 14/05/19 -13h