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sexta-feira, 14 de junho de 2019

Bolsonaro diz que vai demitir presidente dos Correios por ‘agir como sindicalista’


Crédito: NORBERTO DUARTE / AFP
foto:reprodução
O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira, 14, que vai demitir o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha. Em café da manhã com jornalistas, o presidente justificou que Cunha “foi ao Congresso e agiu como sindicalista”. 
Bolsonaro informou, ainda, que convidou o general Santos Cruz para ocupar a vaga, mas adiantou que não tem o nome do substituto. Santos Cruz foi demitido nesta quinta-feira, 13, da Secretaria de Governo, ministério que cuida, por exemplo, da verba de publicidade do governo. O Estado participou da entrevista.
No último dia 5 de junho, o presidente dos Correios esteve no Congresso quando fez críticas ao processo de privatização da empresa. Segundo o jornal Gazeta do Povo, na ocasião, o presidente dos Correios disse: “Eu não queria falar de privatização, até porque não é problema meu, se privatizarem uma parte dos Correios, eu acredito que vai ser do lado bom, o que tirar daqui vai faltar lá. E quem vai pagar essa conta? Esse alguém será o Estado brasileiro ou o cidadão brasileiro que paga imposto. É um negócio complicado.”
O discurso vai na contramão do próprio governo. O presidente Jair Bolsonaro é quem determinou a venda da empresa.
O general Juarez Aparecido de Paula Cunha assumiu a estatal ainda no governo do ex-presidente Michel Temer, quando a empresa estava sob o guarda-chuva do ex-ministro das Comunicações, Gilberto Kassab.
Ao contrário da posição de Bolsonaro, o general foi sobre contrário à privatização dos Correios. Depois de resultados negativos bilionários em 2015 e 2016, os Correios registraram lucro de R$ 667 milhões em 2017. O número de 2018 ainda não foi divulgado, mas há indicativo de que será positivo.
fonte:Istoé - 14/06/19 -12h:58min.

Em resposta ao governador de SP, Rui Costa diz que governadores do NE não aceitarão 'chantagem'


 Em resposta a Doria, Rui Costa diz que governadores do NE não aceitarão 'chantagem'
foto:Divulgação/reprodução


Em resposta ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), o governador Rui Costa (PT) disse, nesta sexta-feira (14), que os gestores estaduais do Nordeste não vão aceitar "chantagem ou pressão".

Nesta quinta-feira (13), o tucano afirmou que faltou "atitude" e "voz de comando" por parte de governadores do Nordeste para mobilizar deputados da região e fazer com que estados e municípios fossem incluídos no relatório da reforma da Previdência.

Em sua conta no Twitter, Rui Costa afirmou que a reforma da Previdência precisa ser "boa para os estados e proteger os mais pobres". "Os governadores do Nordeste participaram de várias reuniões e continuam abertos para novas discussões, mas não baixarão a cabeça ou aceitarão qualquer tipo de chantagem ou pressão. A Previdência é um assunto sério e não pode ser discutida em tom de palanque eleitoral ou mesmo com preconceito. O Brasil é um só. Nossa atitude não é de traição ao povo mais pobre", disse o petista. 

O governador baiano tem sinalizado apoio à reforma desde que seja retirada as mudanças nas aposentadorias rurais e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos em situação de miséria. Também exige a exclusão do trecho que autoriza a criação de um regime de capitalização e dos pontos que retiram da Constituição a definição de regras da aposentadoria. No parecer apresentado nesta quinta pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP), os quatro pontos foram retirados do texto. Informações do Bahia notícias.


Os governadores do Nordeste participaram de várias reuniões e continuam abertos a novas discussões, mas não baixarão a cabeça ou aceitarão qualquer tipo de chantagem ou pressão. A previdência é assunto sério e ñ pode ser discutida em tom de palanque eleitoral ou com preconceito.
Veja outros Tweets de Rui Costa


Brasil: Paralisação e protesto contra reforma da previdência marcam o dia pelo país

[Greve Geral: Camaçari e Teixeira de Freitas já contam com vias bloqueadas ]
Em Camçari na Bahia, rodovia que leva a  fábrica da FORD está interditada -foto:reprodução
Em todo o Brasil, trabalhadores de diversas categorias prometem cruzar os braços, nesta sexta-feira, 14, contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e por mais empregos. Organizada pela CUT e demais centrais sindicais – CTB, Força Sindical, CGTB, CSB, UGT, Nova Central, CSP-Conlutas e Intersindical -, a greve ganhou a adesão de bancários, professores, metalúrgicos, químicos, portuários, metroviários, motoristas, cobradores, caminhoneiros, trabalhadores da educação, da saúde, servidores públicos federais, estaduais e municipais, entre outras categorias que aprovaram a paralisação em assembleias.
08:25 – CPTM alerta para interligação com o Metrô fechada
Com funcionamento normal, a CPTM está alertando passageiros sobre a interligação com o Metrô. Na estação Osasco, placas e informes sonoros avisam os passageiros que a transferência para Barra Funda, está fechada. Segundo funcionários da estação, o movimento nesta sexta-feira é bem abaixo do normal. A estação Barra Funda, da linha 3-vermelha, está fechada.
08:10 – Metrô abre mais estações 
A estação Tatuapé, na linha 3-vermelha, foi aberta para a circulação de passageiros. No local, há interligação com a CPTM, que está com operação normal desde a manhã. Por causa da abertura tardia na estação, há filas grandes para que os passageiros consigam fazer a baldeação. A estação Alto do Ipiranga, da linha-2 verde, foram abertas para os passageiros por volta das 8h da manhã.
 Estação Tatuapé do metrô abre para passageiros; Circulação da CPTM no local não havia sido paralisada
Estação Tatuapé do metrô abre para passageiros; Circulação da CPTM no local não havia sido paralisada (Giovanna Romano/VEJA)
07:47 – Transporte público em Sorocaba, no interior de SP, está paralisado
Em Sorocaba, não há circulação de ônibus nesta sexta-feira, 14. “A Prefeitura de Sorocaba informa que a circulação de ônibus está 100% paralisada no início desta sexta-feira (14). O movimento está descumprindo uma determinação judicial para que parte da frota opere na cidade. A Prefeitura está tomando as medidas necessárias para garantir os serviços à população”, disse o município em nota. A multa pelo descumprimento da determinação é de 5.000 reais. Ainda nesta manhã, o sindicato da categoria deve realizar uma assembleia para saber se a circulação dos ônibus é retomada. 
 Terminal São Paulo em Sorocaba (SP) vazio durante greve geral – 14/06/2019
Terminal São Paulo em Sorocaba (SP) vazio durante greve geral – 14/06/2019 (CUT-SP/Twitter)

07:38 – Ônibus estão em circulação no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, os ônibus urbanos circulam normalmente. Segundo a RioÔnibus, a empresa não chegou a ser notificada sobre greve geral na cidade. “Diante da forte crise que afeta as empresas de ônibus da cidade, O Rio Ônibus confia na sensibilidade do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro para manter o serviço de transporte à população. A expectativa é de que a frota esteja nas ruas e que a operação transcorra normalmente”.
07:32- 23 de Maio interditada na altura da Praça das Bandeiras
Manifestante atearam fogo em pneus e interditaram a via no sentido capital. Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar o fogo. Trânsito sentido zona norte é complicado no local.

SP: Morre o jornalista Clóvis Rossi aos 76 anos

foto:reprodução
Morreu, na madrugada desta sexta-feira 14, aos 76 anos, o jornalista Clóvis Rossi, colunista do jornal Folha de S. Paulo. A informação foi confirmada pela Folha. Rossi estava em sua casa, em São Paulo, onde se recuperava de um infarto que sofreu na última semana.
O jornalista deixa mulher, três filhos e três netos. Rossi atualizou a coluna pela última vez no dia 7 de junho, quando publicou o texto “As meninas do Brasil, nada poderosas”, sobre a má colocação do Brasil em ranking de igualdade de gêneros da ONG Equal Measures 2030.
“A Folha e o jornalismo brasileiro perdem um de seus principais e mais premiados repórteres, certamente o mais experiente. Clovis era admirado por gerações de profissionais por sua independência de pensamento, disposição e rapidez de trabalho e qualidade de cobertura. Vai fazer muita falta”, declarou o diretor de Redação da Folha, Sérgio Dávila. 
Rossi atuava no jornalismo desde 1963. Ele passou pelas redações dos jornais Correio da ManhãO Estado de S. PauloJornal da República e Jornal do Brasil, além das revistas IstoÉ e Autoesporte. Também teve um blog no espanhol El País e estava desde 1980 na Folha de S. Paulo.
Escreveu os livros “Clóvis Rossi, Enviado Especial, 25 Anos ao Redor do Mundo” e “O que é Jornalismo”. Entre prêmios jornalísticos que recebeu, a Folha destacou o Maria Moors Cabot, da Universidade de Columbia, e o da Fundação Nuevo Periodismo Ibero-Americano, criada por Gabriel García Márquez.
Fonte: 13/06/19/Informações da Veja.

Cultura: "É um show dançante e vibrante", diz Jorge Vercillo, sobre show em Salvador


Jorge Vercillo em entrevista para a rádio A TARDE FM para o Conversa Brasileira - Foto: Felipe Iruatã | Ag. A Tarde
foto:reprodução


De volta à capital baiana, o cantor Jorge Vercillo lança o novo álbum Nas Minhas Mãos, no próximo sábado, 15, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, às 19h. Em visita à rádio A TARDE FM (103.9), na terça-feira, 12, ele deu detalhes do show e do novo disco. Os fãs podem concorrer, nesta quinta-feira, 13, a um par de ingressos. Para participar, basta se inscrever no site da rádio.
Durante a entrevista para o programa da A TARDE FM, Conversa Brasileira, que irá ao ar logo após o São João, Jorge Vercillo contou que o show será vibrante e intimista ao mesmo tempo. “O show tem os dois momentos, com uma nuance do intimista e do grandioso também. É um show dançante e vibrante”, explicou.
A banda conta com as participações do seu filho Vini Vercillo, na guitarra, e do compositor baiano Léo Mucuri no violão. Já a música Song for you traz uma novidade. “Pela primeira vez pai e filho cantando juntos. Está sendo uma experiência muito prazerosa para a gente”, ressaltou o cantor.
Diversidade
Segundo Jorge Vercillo, o novo trabalho traz uma mistura de ritmos. “É um disco muito eclético e eu gosto disso, porque isso faz parte do Brasil. Tem pop, R&B, reggae, ijexá, samba, pagode, músicas em inglês, tem de tudo, refletindo essa riqueza musical e cultural do País”, disse. 
Em parceria com o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, a canção Garra fala sobre corrupção e justiça. Vercillo contou que é muito grato por Ronaldinho ter tido a coragem de gravar essa música. “A corrupção nasce na ausência dessa consciência de que quando você faz mal ao outro você está fazendo mal a si mesmo”, esclarece o cantor.
A cantora Ana Carolina também participa de uma das faixas. Já a principal (Nas Minhas Mãos) leva o mesmo nome do álbum e tem a batida do funk. “É uma música sensual. Eu já queria fazer uma música sobre sensualidade e sexualidade, só que sem ser apelativo. Porque o sexo, o desejo e a paixão estão muito presentes na nossa vida”, disse.
“A batida do funk é maravilhosa. Tenho fé que essa nova geração vá evoluindo, apurando o ouvido e o gosto até pra continuar falando de sexo de maneira livre, mas de forma mais rica, bonita e criativa”, explicou Vercillo.
Jorge Vercillo falou ainda sobre a conexão do ser humano com a natureza em algumas músicas, como é o exemplo de Índia de Itapuã. A parceria com Jota Veloso é também uma homenagem à sua esposa baiana Martha Suarez: a canção Paraíso Estendido.
O disco tem produção do próprio artista e as músicas estão sendo lançadas aos poucos. O cantor revelou que o objetivo de atingir o mercado internacional já foi alcançado.
Fonte: Natália Figueiredo *Sob a supervisão da editora Meire Oliveira de atarde/reprodução

STF: "Não mantenho diálogos fora do processo com as partes" , diz Marco Aurélio

[Ministro Marco Aurélio afirma não ter medo de hacker]
Foto:Pedro Ladeira/folhapress
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira que não tem medo de ser hackeado porque, entre outros coisas, não mantém diálogos com as partes fora do processo. Foi uma crítica ao ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro. Segundo reportagem do site "The Intercept", Moro, quando ainda era juiz federal, orientou o procurador Deltan Dallagnol sobre como atuar nos casos da Lava-Jato por meio de um aplicativo de mensagens.
Questionado se tinha medo de ser hackeado, Marco Aurélio disse:
— Não, eu sou um cidadão, sou homem público, devo contas aos contribuintes. Eu falo muito pouco ao telefone, muito pouco mesmo.
Perguntado depois se temia um ataque a aplicativo de mensagens, o ministro respondeu:
— Pelo WhatsApp, troco mensagens, né. Não tenho nada a esconder. E não mantenho diálogos fora do processo com as partes.
(...) Marco Aurélio voltou a criticar Moro.
— Antes desse problema todo, que enxovalhou o perfil dele, eu disse lá atrás que ele (Moro) era não era vocacionado ao cargo de juiz. Mantenho (o que disse). Ele virou as costas à cadeira sem estar numa família rica. Se fosse de família muito rica, eu admitira que ele deixasse a cadeira para ter o ócio com dignidade, mas não é — afirmou Marco Aurélio.
(...)
fonte:Conversa Afiada/reprodução

Salvador: Acidente com ônibus da Linha Mata Escura/Pituba deixa dezenas de feridos

[Assista: Ônibus cai de viaduto no shopping Bela Vista e deixa cerca de 20 feridos]
foto:reprodução BNews


Secretaria Municipal de Saúde confirmou ao BNews que há 23 vítimas na queda do ônibus em frente ao Shopping Bela Vista, na noite desta quinta-feira (23), em Salvador. Três estão em estado grave e foram encaminhadas para hospitais de referência: Municipal, Subúrbio e HGE.
A pasta ainda aguarda as demais avaliações das outras vítimas para saber dos encaminhamentos para UPAs. Dez ambulâncias estão no local. O ônibus envolvido no acidente é o 1220 e faz a linha Mata Escura/Pituba.
De acordo com informações preliminares, ainda não confirmadas, uma das vítimas ficou presa nas ferragens e teve o braço ambutado na queda. Uma grávida também teria sido retirada em estado grave do veículo.
O Corpo de Bombeiros da Bahia informou por meio de nota que por volta das 19h20 o veículo sofreu o acidente. Foram empregadas quatro ambulâncias e duas viaturas de salvamento (para retirar vítimas presas às ferragens), além de viatura do coordenador de operações.
Fonte: BNews/Atualizada às 20h52/reprodução
Vídeo:BNews/reprodução

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Política: Cai 3º ministro de Bolsonaro em menos de seis meses


O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Alberto dos Santos Cruz, durante cerimônia de apresentação da segunda fase da campanha publicitária da Reforma da Previdência, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF) - 20/05/2019  (Adriano Machado/Reuters)
O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido do cargo de ministro da Secretaria do Governo nesta quinta-feira, 13, em razão de divergências com as estratégias da equipe de comunicação da gestão Bolsonaro. O substituto dele será outro militar, o general Luiz Eduardo Ramos Baptista, atual comandante militar do Sudeste, conforme revelou o Radar
Santos Cruz é o terceiro integrante do primeiro escalão do governo a deixar o posto. O primeiro foi o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno, em fevereiro, e o segundo o ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, em abril.
O Radar informou que, ao falar com Santos Cruz, nesta manhã, o presidente lançou mão de uma de suas metáforas matrimoniais e disse ao general que “o casamento chega ao fim sem rugas, sem ressentimentos”.Por meio de nota, o Palácio do Planalto afirma que “o presidente da República deixa claro que essa ação não afeta a amizade, a admiração e o respeito mútuo, e agradece o trabalho executado pelo general Santos Cruz à frente da Secretaria de Governo”.Além da Secretaria de Comunicação Social (Secom), comandada pelo publicitário e empresário Fabio Wajngarten, e do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do governo, Santos Cruz tinha sob suas atribuições na pasta a articulação política com o Congresso. A gestão do agora ex-ministro foi marcada por atritos internos: com Wajngarten, na Secom, divergia sobre o volume de investimentos em publicidade da reforma da Previdência e a respeito de entrevistas do presidente; já o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também responsável pela interlocução do Palácio do Planalto com o Congresso, considerava o militar pouco afeito ao trato com parlamentares.Ex-assessor parlamentar do Exército, o general Ramos é visto como alguém com mais traquejo para o diálogo com deputados e senadores.

Embate com Olavo

Santos Cruz trocou farpas públicas com o escritor Olavo de Carvalho, guru ideológico do presidente e de seus filhos, no auge da crise entre a ala militar do governo e os olavistas que integram a gestão Bolsonaro. Radicado na Virgínia, onde vive, o escritor publicava textos no Facebook nos quais se referia ao ministro como “bandidinho”, “fracote” e “fofoqueiro de m…”, entre outros ataques. 
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Santos Cruz declarou que o ideológo de extrema direita é “desequilibrado”. “Eu nunca me interessei pelas ideias desse senhor, Olavo de Carvalho. Por suas últimas colocações na mídia, com linguajar chulo, com palavrões, inconsequente, o desequilíbrio fica evidente”, afirmou. 
Em abril, Carlos Bolsonaro, o mais estridente dos filhos de Bolsonaro, fez críticas à gestão da comunicação do governo Bolsonaro. Carlos é muito próximo de Fábio Wajngarten.
“Vejo uma comunicação falha há meses da equipe do Presidente com o público. Tenho literalmente me matado para tentar melhorar, mas como muitos, sou apenas mais um e não pleiteio e nem quero máquina na mão. Infelizmente é notório que nossa esperança perde oportunidades impares de reagir e mostrar seu bom trabalho. Perder é fácil, recuperar é quase impossível! Não espero bom senso de quem não tem, apenas mais uma vez a verdade! O Brasil vencerá!”, escreveu Carlos no Facebook. 

Trajetória do ex-ministro

Em 44 anos de carreira no Exército, Carlos Alberto dos Santos Cruz chegou à patente de general de divisão, a segunda mais alta na hierarquia, abaixo apenas de general de Exército. Ele comandou as missões de paz da ONU no Haiti, entre 2006 e 2009, e na República Democrática do Congo, de 2013 a 2015 – neste caso, deixou a reserva, em que estava desde 2012, a pedido das Nações Unidas, e voltou à ativa. A missão no Congo foi a primeira em que o organismo internacional autorizou o uso da força para impor a paz.
Em janeiro de 2018, a ONU divulgou um relatório coordenado por Carlos Alberto dos Santos Cruz em que ele recomenda mudanças na atuação de soldados em missões de paz, que devem “estar conscientes dos riscos e devem ser habilitados para tomar a iniciativa de deter, prevenir e responder a ataques”. “Esperar em postura defensiva apenas dá liberdade a forças hostis para decidir quando, onde e como atacar as Nações Unidas”, diz o relatório.
“Infelizmente, grupos hostis não entendem outra língua que não seja a da força”, afirma o documento, produzido a partir de uma visita de 45 dias de Santos Cruz e outros oficiais da ONU à República Democrática do Congo, à República Centro-Africana, ao Mali e ao Sudão do Sul.