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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Rio: Comandante de tropa que fuzilou músico diz que militares estavam 'assustados'

Comandante de tropa que fuzilou músico no Rio diz que militares estavam 'assustados'
Foto: Rafael Soares / Extra / Reprodução
Em um depoimento que durou mais de duas horas, o tenente Ítalo Nunes, comandante da tropa que foi acusada de fuzilar o músico Evaldo Rosa e o catador Luciano Macedo, afirmou na Justiça Militar da União, nesta segunda-feira (16), que os militares estavam assustados no momento dos tiros. 

De acordo com o portal Extra, Nunes contou às autoridades que pouco antes do fuzilamento, ocorrido em abril no bairro de Guadalupe, no Rio de Janeiro, os militares participaram de uma troca de tiros contra criminosos da favela do Muquiço. “Os traficantes diziam pelo rádio que queriam ver sangue jorrando por debaixo da viatura. O pessoal estava meio assustado”, disse. 



Durante o depoimento, o tenente negou ter participado do fuzilamento que matou Evaldo e Luciano, mesmo sendo responsável por 77, dos 257 disparos. O carro do músico foi perfurado por 62 balas. Ítalo ainda acusou o catador de estar armado e de ter atirado contra os militares. Além disso, alegou ter visto a vítima minutos antes num assalto e declarou ter dúvidas de que Luciano era realmente trabalhador de reciclagem. 

“O Luciano assaltava um Siena, atirou contra os militares e fugiu. Mais à frente o vi novamente ao lado do Ford Ka atirando em nossa direção”, afirmou Nunes, que teve sua versão tratada como “fantasiosa” pelo Ministério Público Militar, já que no dia os militares não encontraram nenhuma arma sob posse do catador. 

“Essa versão não tem respaldo nenhum nos autos do processo. É uma construção da defesa. Mas não há provas que sustentem essa versão. Testemunhas presenciais viram a cena, o carrinho que Luciano carregava estava naquele local, nenhuma arma foi encontrada com Luciano”, argumentou a promotora Najila Palma.

fonte:Bahia notícias 17/12/19

Política: O que dizem os deputados estaduais da base insatisfeitos com Rui Costa


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Dep. Samuel Jr. disse que não sente saudade do governador, "vê  Rui pelo Instagam" 


Ecoa nos corredores da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) um sentimento de insatisfação com o governador Rui Costa (PT). Os protestos de aliados são motivados, principalmente, pela dificuldade de marcar uma audiência com o governador, pelo não atendimento de demandas e pela não participação do petista em eventos da base eleitoral dos deputados estaduais da base. 

“Te digo. O ex-governador Jaques Wagner pode pedir qualquer coisa que a base o fará. Agora, quando Rui sair do governo, ninguém fará nada por ele. Principalmente se ele ficar sem cargo eletivo”, confidenciou um dos deputados insatisfeitos da base ao Bahia Notícias que preferiu não se identificar. “Rui não atende demandas. Não recebe”, disse o mesmo parlamentar. 

Outra reclamação que parece ser constante entre a base é a ausência de Rui em eventos das bases eleitorais dos deputados. Representante evangélico na AL-BA, o deputado Samuel Jr. (PDT) comentou a falta do governador em evento dos 100 anos da igreja Assembleia de Deus na Bahia, que reuniu 45 mil pessoas na Arena Fonte Nova. “Rui não deixou de prestigiar o deputado estadual Samuel Jr. ou o deputado federal Alex Santana (PDT). Ele deixou de prestigiar a igreja. Como representante dessa igreja, senti falta dele”, comentou o parlamentar. 

Na ocasião, o governador mandou o secretário de Planejamento Walter Pinheiro. O deputado comentou que também sentiu a ausência do prefeito de Salvador, ACM Neto. 

Sobre o assunto, o governador Rui Costa afirmou que vem mantendo diálogo com os deputados estaduais, mas que a sua agenda com muitas inaugurações e trabalho vão fazer perdurar um sentimento de “saudade” no parlamento. 

“Não tenho saudade do governador. Vejo ele pelo Instagram”, disse Samuel Jr. “Eu e o deputado Alex Santana tentamos audiência com ele para entregar o convite do evento da Assembleia, mas não conseguimos. Entregamos na mão da secretária de Relações Institucionais, Cibele Carvalho, que garantiu que o convite chegou na mão de Rui”, ponderou o parlamentar. 

Como a reclamação de Samuel, outros deputados externam seus problemas com o governo no plenário da AL-BA. Apenas neste semestre são exemplos um discurso do deputado Jacó (PT), que criticou a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e do deputado Euclides Fernandes (PCdoB), que criticou o serviço da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). No início do mês, o deputado estadual Robinho (PP), presidente da Comissão de Orçamento e Finança, criticou o pedido de tramitação com urgência do projeto de lei do Executivo que propõe estender o prazo de contratação temporária no estado em 24 meses (lembre aqui). Para o parlamentar, o governo deveria discutir a proposta em uma comissão mista no Legislativo e não solicitar que ela tramite de forma mais veloz com o pedido de urgência.

A resposta à insatisfação dos deputados estaduais e federais da Bahia quanto a dificuldade para conversar com o governador Rui Costa (PT) veio através da secretária de Relações Institucionais Cibelle Carvalho. A justificativa dada pela titular da Serin nesta segunda-feira (16) é de que a agenda do petista tá "sacrificada" com viagens para o interior do estado e com a "missão grandiosa" de presidir o Consórcio Nordeste. 

fonte:Bahia notícias c/adaptações

Violência: Polícia deflagra mega operação contra facção criminosa em Salvador e interior

[Polícia deflagra mega operação contra facção criminosa em Salvador; veja vídeos]
foto:reprodução Ascom/SSP

Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) deflagrou, nas primeiras horas desta terça-feira (17), uma megaoperação contra uma facção que atua na Bahia, com ramificação no Maranhão. Cerca de 450 policiais civis, militares, técnicos e rodoviários federais ocupam áreas nos dois estados.
As equipes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão contra a organização criminosa envolvida com tráfico de drogas,  roubos a bancos (entre os ataques está a subtração de R$ 100 milhões em Bacabal, no Maranhão, em novembro de 2018), homicídios, corrupção de menores, entre outras atividades ilícitas.
Em Salvador, os bairros de Pirajá e Parque São Bartolomeu foram priorizados, na Região Metropolitana as ações se concentram no município de Simões Filho e, no interior, na cidade de Conceição do Jacuípe.
Participam do trabalho integrado equipes das polícias Civil (Draco, DIP, COE, DHPP, Depom, Depin, Polinter e DCCP), Militar (Graer, Bope, Choque, Apolo, Águia, Bepe, Cavalaria, Coppa, Beptur, Gemeos, Cipes PI e LN, além dos Batalhões Rodoviário e de Guardas), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Superintendência de Inteligência da SSP, da PRF e da Secretaria de Administração Penitenciária.Informações do Bocão News.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Minas: Quem é o homem que usou a suástica nazista em bar de Unaí

foto:reprodução/twitter
A Polícia Civil de Unaí (MG) abriu um inquérito nesta segunda-feira para investigar o caso do homem que foi a um bar no centro da cidade vestindo uma braçadeira com o símbolo do nazismo no último sábado, dia 14. O homem foi identificado como José Eugênio Adjuto, de 57 anos. Conhecido como Zecão Adjuto, ele é pecuarista dono de uma empresa que cria bois para corte, em Unaí.
Testemunhas foram ouvidas nesta segunda na 1ª Delegacia de Polícia da cidade. O artigo 20 da Lei nº 7.716, de 1989, diz “que fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”. A pena é de dois a cinco anos de prisão e multa.
No dia do ocorrido, clientes do bar chegaram a acionar a Polícia Militar para que tomasse alguma providência. Agentes do 28º Batalhão foram ao local, mas entenderam que o “caso em tela não se almodava com precisão ao crime previsto no artigo 20”, conforme nota divulgada pela corporação nesta segunda-feira.
A PM também informou que abriu procedimento administrativo para apurar a conduta dos policiais. E destacou que “repudia veementemente qualquer forma de discriminação e apologia ao crime por motivo de preconceito ou apologia a símbolos que denotem desrespeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, bem como reafirma seu compromisso com a proteção integral dos Direitos Humanos”.

O seu primo, Francisco Adjuto, publicou um texto no Facebook, dizendo que “abomina” a atitude do parente e que ele sofre de “problemas psíquicos”.  “Abomino o que o meu parente fez, e, apesar de saber que ele enfrenta sérios problemas psíquicos de saúde, fato que é do conhecimento de várias pessoas que também o conhecem aqui na cidade, sei que ele agiu de maneira consciente, e, por isso mesmo, não passo a mão leve na sua atitude”, escreveu Francisco, pedindo desculpas à “sociedade unaiense” pelo ocorrido. O sobrenome Adjuto é conhecido na cidade mineira de 75.000 habitantes, que fica a 600 quilômetros de Belo Horizonte e a 165 quilômetros de Brasília.
Procurado, José Eugênio não atendeu aos telefonemas.

fonte:Veja.com/ 16/12/19

PF assina acordo de delação e Cabral se compromete devolver R$ 380 milhões

PF assina acordo de delação com Sérgio Cabral, que promete devolver R$ 380 milhões
Foto: Reprodução / G1
A Polícia Federal assinou acordo de delação premiada com o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e enviou o material para homologação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Pelo acordo, mantido sob sigilo, o ex-governador se comprometeu a devolver R$ 380 milhões da propina recebida por ele nos últimos anos. A delação, porém, só terá validade caso seja homologada pelo STF.

O acordo, assinado pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF, chegou ao Supremo no início de novembro. A PF pediu que a delação fosse distribuída ao ministro Fachin. Logo em seguida, Fachin pediu uma manifestação do procurador-geral da República Augusto Aras sobre o material, de acordo com O Globo.

A manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou ao STF nesta segunda-feira. Aras afirmou ser contrário ao acordo de delação, que também havia sido rejeitado anteriormente pela força-tarefa da Lava-Jato do Ministério Público Federal do Rio.

Em sua manifestação, Aras argumentou que o ex-governador ocultou informações e protegeu pessoas durante a negociação do acordo com a Lava-Jato do Rio. Por fim, também alegou que Cabral pode ser considerado o líder da organização criminosa montada no governo do Rio, e, portanto, não poderia se beneficiar de um acordo de colaboração. Diz, portanto, que o acordo da PF com Cabral está fora dos requisitos legais.

Durante dois meses de depoimentos prestados à PF, Cabral citou dezenas de políticos beneficiários do esquema de corrupção montado em seus governos no Rio. Chamou a atenção dos investigadores uma outra frente citada nos seus depoimentos: o Judiciário. Cabral narra nos depoimentos sua relação com ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com o processo de indicação deles aos seus atuais cargos. É por isso que a delação precisa ser homologada no STF, já que esses ministros possuem foro privilegiado perante a Suprema Corte. Os nomes delatados são mantidos sob sigilo.

Fontes com acesso aos depoimentos afirmam que há poucas provas documentais, mas que o ex-governador fornece caminhos de provas para diversos dos seus relatos. Dizem ainda que as informações prestadas por Cabral sobre o Judiciário seriam suficientes para novas frentes de investigação na Lava-Jato. Preso desde novembro de 2016 e já denunciado 30 vezes pelo Ministério Público Federal, Sérgio Cabral já foi condenado 12 vezes na Lava-Jato e suas penas somadas superam 267 anos.

fonte:folhapress

Gov. Rui volta a negar intenção de privatizar a Embasa

Rui Costa fala em abertura de capital, mas nega privatização da Embasa
foto:BN/reprodução

O governador Rui Costa reiterou nesta segunda-feira (16) que a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) não será privatizada e ainda prometeu acionar judicialmente quem divulgar informações nesse sentido. "Estou combatendo fake news com ação judicial".

Durante lançamento do projeto Terra Mãe o governador ressaltou que existe diferença em Parceria Público Privado (PPP) e privatização. "Não vou privatizar, mas abrir o capital da empresa, que é buscar fazer projetos de Parceria Público Privada", disse. Informações do BN.

Bahia: Estradas sem paralisação de caminhoneiros


Estradas da Bahia seguem sem paralisação de caminhoneiros nesta segunda

Trecho da BR-116 de Jequié / Foto: Reprodução / Júnior Mascote


Estradas federais e estaduais em território baiano amanheceram nesta segunda-feira (16) sem paralisações. O Bahia Notícias apurou que o anúncio de uma possível greve por parte dos caminhoneiros não se confirmou. Pelo menos até as 11h40 não havia registros de greves ou piquetes por parte dos donos ou motoristas de caminhões.

A situação é semelhante em relação às estradas estaduais. Segundo informou a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) ao BN, nenhum ato de protesto foi registrado na malha sob responsabilidade do Estado com mais de 9,3 mil quilômetros. Assim como na Bahia, o movimento também não vingou em outros estados da federação.

Havia rumores da possibilidade do movimento por queixas em relação ao governo federal em relação a aumento nos preços do diesel e da redução da tabela de fretes. Informações do Bahia notícias.

Salvador: "Que todos sejam apresentados vivos ou mortos", diz presidente sindicato dos motoristas por Aplicativo


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foto:reprodução Bocão News

Os motoristas de aplicativo fazem uma manifestação, na manhã desta segunda-feira (16), no Centro Administrativo da Bahia (CAB) e pretendem ir até a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) para cobrar mais medidas preventivas.
Segundo Átila Santana, presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo e Condutores de Cooperativas do Estado da Bahia (Simactter-BA), todos os órgãos de segurança estão ajudando na busca pelos responsáveis pela chacina que vitimou quatro motoristas, na última sexta-feira (13), na Mata Escura.
"A gente sabe que o nosso Brasil, o nosso país perdeu a guerra. O crime hoje comanda os nossos bairros, as nossas cidades, os nossos estados, não é fácil combater, mas até para o crime isso aí é demais. Porque quem leva as famílias deles hoje até para visitar alguns nos presídios são os motoristas por aplicativo e nenhum criminoso eu acho que compactua com isso e os próprios criminosos, os próprios membros de facções já executaram o Jéo. A gente tem indícios de que o travesti e o outro, que é homossexual [suspeitos de terem chamados os motoristas para a emboscada], também já foram abatidos pelo próprio crime. A gente está aguardando a PM, que já apresentou um também em Itinga. A gente espera que todos sejam apresentados pela polícia vivos ou mortos porque ninguém concorda com isso. Quatro pais de família foram executados de forma brutal e por motivo torpe", desabafou Átila.
Os motoristas esperam que a SSP também pressione as empresas de aplicativos para dar mais segurança a categoria. "A maioria dos crimes cometidos contra a categoria poderia ser evitado pelas empresas. Se o motorista estiver sendo citado, ele não consegue ingressar em nenhuma plataforma, já qualquer pessoa faz um cadastro sem nenhum rigor. Motorista por aplicativo faz até reconhecimento facial, em contrapartida, o usuário corre solto".
fonte:Bocão News 16/12/19