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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

'Por ser uma floresta úmida, Amazônia não pega fogo', diz Bolsonaro em Dubai

                                       O ex- Senador Magno Malta sem cargo no governo está na comitiva em Dubai -  foto:reprodução


Ao participar de evento com investidores em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o presidente Jair Bolsonaro disse hoje (15) que os ataques que o Brasil sofre em relação à Amazônia não são justos e convidou autoridades árabes e investidores locais a conheceram a região.

“Nós queremos que os senhores conheçam o Brasil de fato. Uma viagem, um passeio pela Amazônia é algo fantástico. Até para que os senhores vejam que a nossa Amazônia, por ser uma floresta úmida, não pega fogo.”

Durante a abertura do Fórum Invest in Brasil, Bolsonaro afirmou que mais de 90% da Amazônia se mantém preservada. O presidente disse ainda que o país está de portas abertas para negócios, sobretudo no setor de agricultura.

“A Amazônia é um patrimônio. A Amazônia é brasileira. E vocês, lá, comprovarão isso e trarão realmente a imagem que condiz com a realidade”, concluiu.

Fonte: O Estados de Minas - 15/11/2021 15h:30

EUA: Steve Bannon, mentor da família Bolsonaro se entrega ao FBI

Steve Bannon e Bolsonaro (Reprodução)

Mentor do clã Bolsonaro e ex-estrategista de Donald Trump, Steve Bannon se entregou ao FBI nesta segunda-feira (15). Ele é acusado criminalmente de ter desobedecido um mandado do comitê legislativo que investiga a invasão do Congresso dos EUA em 6 de janeiro.

Ele foi denunciado duas vezes por desacato na sexta-feira: por se recusar a comparecer para depor e por se recusar a fornecer documentos em resposta a uma intimação da comissão.

“Estamos derrubando o regime de Biden, eu quero que vocês fiquem focados, isso é só ruído”, ele disse antes de se entregar. Ele deve ser ouvido por um juiz ainda nesta segunda-feira.

Bannon se recusou a testemunhar e a entregar documentos sobre os ataques ao Capitólio em 6 de janeiro. Ele é suspeito de ser um dos líderes do grupo de trumpistas que invadiu o Congresso dos EUA dias antes da certificação da vitória de Joe Biden.

Com a decisão, Bannon pode voltar para a cadeia por até um ano, caso seja condenado nas duas acusações de desacato – por não testemunho e pela recusa na entrega de documentos.

A invasão ocorreu dias antes da certificação da vitória de Joe Biden. Negando a derrota nas eleições, apoiadores de Trump invadiram o local . Cinco pessoas morreram em decorrência dos conflitos e mais de 670 foram acusadas na Justiça por envolvimento na invasão.

O advogado de Bannon havia justificado o não cumprimento das solicitações do Congresso afirmando que o sigilo do conteúdo da comunicação com presidentes como Trump é protegido pelo “privilégio executivo”.

Bannon já foi preso por fraude

A primeira prisão de Bannon aconteceu em 20 de agosto de 2020.

Acusado de fraude na campanha “We Build the Wall campaign” – “Nós Construímos o Muro”, em tradução livre -, que teria arrecadado 25 bilhões de dólares para construção do muro na fronteira entre EUA e México, Bannon foi preso a bordo de um iate de 28 milhões de dólares que pertence ao bilionário chinês Guo Wengui, que se refugiou nos EUA após ser acusado de corrupção, suborno, sequestro, lavagem de dinheiro e estupro pelo governo da China.

Segundo a denúncia, “os réus fraudaram centenas de milhares de doadores, capitalizando seus juros em financiar um muro de fronteira para arrecadar milhões de dólares, sob a falsa pretensão de que todo esse dinheiro seria gasto em construção”.

“Lula é o esquerdista mais perigoso do mundo”

Em encontro entre lideranças radicais ultraconservadoras em agosto deste ano, Steve Bannon disse que “Bolsonaro enfrentará o esquerdista mais perigoso do mundo, Lula”.

O evento, realizado no Estado da Dakota do Sul, um dos maiores redutos eleitorais de Trump, foi organizado pelo empresário Mike Lindell, apontado como um dos maiores financiadores e divulgadores de teorias conspiratórias durante a gestão do ex-presidente republicano, derrotado pelo democrata Joe Biden quando disputava a reeleição, no ano passado.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) participou do encontro e foi reverenciado por figuras da extrema direita norte-americana, sendo chamado inclusive por Bannon de “terceiro filho de Trump nos trópicos”.

No evento, Eduardo voltou a insistir na tese de fraude nas eleições e repetiu a já batida cantilena de que é necessário a impressão dos votos para que o pleito possa ser auditado, ignorando o fato de que isso já é possível e assegurado pelo modelo eletrônico atual.

fonte:Revista Fórum - 15/11/2021 14h:15

Bahia: Família morta na BR- 101(trecho de Itagimirim) era de Goiás

 





                                      fotos:reprodução

Uma colisão frontal entre dois carros resultou na morte de quatro pessoas de mesma família, na tarde desta sexta-feira (12), na BR-101, no município de Itagimirim. Quatro pessoas estão internadas, uma delas em estado muito grave.

De acordo com a polícia, a origem do acidente foi uma ultrapassagem do motorista de um veículo modelo Hyundai Ix35.


No carro atingido, um Kia Cerato, apenas um dos cinco ocupantes sobreviveu. Morreram o motorista Reginaldo Ribeiro dos Santos, 34 anos, a mulher dele, Maria Elaine Pio, 47, Wanderlei Lima Ribeiro, 12, filho de Reginaldo e Nicollas Ramiro Furtado de Oliveira, 11 anos, neto de Maria Elaine. Wildson Bleik Vieira Ribeiro, idade não confirmada, era filho de Reginaldo e está internado.

Já no Hyundai Ix35 havia dois casais de amigos. O motorista Wilian Jonathan Pereira Rodrigues, 30 anos e a sua mulher, Mayra Daniela Azevedo – grávida de três meses e que está internada em estado grave -, além de Reinaldo Malheiro Bastos e a esposa Evaneide Novais Bastos.

Wilian, o único do grupo que já recebeu alta do hospital, confirmou em depoimento prestado na delegacia de Itagimirim que tentava ultrapassar uma carreta ainda quando a faixa no meio da pista estava tracejada, mas antes de voltar para a mão de direção, aconteceu a colisão. Ele realizou teste de bafômetro e o resultado foi negativo para alcoolemia.

O grupo de amigos é da cidade de Macaúbas, na Bahia e estava indo passar o feriado de 15 de novembro em Porto Seguro.

Já a família morta no acidente era da cidade de São Simão, em Goiás, e também tinha aproveitado o feriadão para visitar familiares e amigos na região do extremo Sul do Estado.


Fonte: Radar 64 c/adaptações 15/11/2021

Bahia: Batida entre ônibus com romeiros de Minas e caminhão deixa três mortos na BR- 430(trecho de Caetité)


Ônibus de empresa mineira voltava de Bom Jesus da Lapa(PRE/Divulgação)


          

                                   

Um acidente com um ônibus e um caminhão deixou três pessoas mortas no domingo (14), na BR-430, perto de Caetité, na Bahia. Os dois veículos tiveram um choque frontal na região conhecida como Curva do Vento.

O ônibus transportava 44 pessoas quando bateu no caminhão, por volta das 21h. O veículo era da empresa Arte Turismo, de Minas Gerais.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, o veículo voltava de Bom Jesus da Lapa quando aconteceu o acidente. O motorista do ônibus, identificado como Gilmar Marques de Oliveira, de 55 anos, morreu no local.

As outras duas pessoas que morreram estavam no caminhão - o motorista, ainda não identificado, e Antônio Conceição, 56 anos, que estava no lado do passageiro. A placa do veículo era de Imperatriz no Maranhão.

Diversos passageiros do ônibus ficaram feridos e foram socorridos por equipes do SAMU de Igaporã, Caetité e Guanambi, além de uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militares de Guanambi. Os feridos foram encaminhados para os Hospitais dessas cidades.

fonte: Correio da Bahia e site Radar 030 -15/11/2021 12h:27

Ensino Superior: Como a UFCG virou a maior inventora do Brasil

Certbio, que trabalha com biomateriais, é um dos destaques - UFCG/Divulgação
Certbio, que trabalha com biomateriais, é um dos destaquesImagem: UFCG/Divulgação

CONFIRA A REPORTAGEM NO LINK ABAIXO DA COLUNA TiLT UOL  DE HOJE(15)


https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2021/11/15/universidade-publica-no-agreste-paraibano-virou-a-maior-inventora-do-brasil.htm 

Formosa do Rio Preto: Tiros e espancamento de moradores na comunidade de Arroz


                                                                                                                       foto:reprodução

A noite de terror vivida pela comunidade de Arroz, patrocinada por aliança entre políticos, ruralistas e policiais é denunciada pela jornalista Thaís Lazzeri, do Repórter Brasil –

DA REDAÇÃO I Cultura&Realidade

Ação articulada por fazendeiros e policiais, na comunidade de Arroz, no município Formosa do Rio Preto, é denunciada pelo “Repórter Brasil”. A reportagem desenvolvida pela jornalista Thais Lazzeri aponta inclusive o envolvimento de autoridades políticas no ato que resultou em uma noite de terror para as famílias residentes na tradicional comunidade, que recebeu os primeiros moradores ainda no Século XIX.

De acordo com a jornalista, em seu texto original, “A pedido de ex-prefeito, policiais militares encapuzados e armados tentaram destruir curral de povoado, mas foram contidos. Retaliação na madrugada terminou com tiros, moradores espancados e casas arrombadas; denúncia foi encaminhada ao Conselho Nacional de Direito Humanos”, diz a introdução da matéria, que segue:

Os moradores do povoado de Arroz, próximo à cidade baiana de Formosa do Rio Preto, não vão esquecer de uma madrugada que começou tranquila e acabou com homens armados e encapuzados invadindo casas, aterrorizando crianças e espancando agricultores.

A ação da polícia local vingava o fracasso de uma investida anterior, quando PMs à paisana teriam sido expulsos do vilarejo ao tentar escoltar um ruralista.

Na noite de 22 de março, por volta das 23h30, o ex-prefeito de Formosa, Gerson Bonfantti, telefonou para o Comando de Policiamento da Região Oeste da Bahia, da Polícia Militar, com uma solicitação no mínimo inusitada. Do outro lado da linha estava o soldado da PM Aleilson Rocha da Silva. Ao amigo, Bonfantti pediu que policiais acompanhassem seu filho Felipe em uma “vistoria” no Arroz. Sócio de seu pai na Terra Bonfantti Terraplenagem, Felipe queria abrir uma área no povoado, mas estaria sendo ameaçado.

O PM Silva não frustrou as expectativas do ex-prefeito e chamou outros três soldados para a escolta: Gilmar Batista Monteiro, Reinadson Rocha Dias e Cledson de Souza Magalhães. Sem fardamento, os quatro acompanharam Felipe, na tarde do dia 23, levando três pistolas Taurus calibre 380, uma Taurus calibre 40 de propriedade da PM da Bahia e quatro carregadores municiados. O relato está no boletim de ocorrência 21-02235, em descrição da própria corporação.

Em duas camionetes e uma escavadeira, segundo testemunhas, rumaram até a Fazenda Batalha da Conceição. Estacionaram próximo a um curral do povoado de Arroz, onde vivem mais de 200 pessoas. Em um dos veículos, iam os policiais armados e encapuzados, segundo testemunhas ouvidas pela reportagem e a denúncia encaminhada ao Conselho Nacional de Direitos Humanos. Felipe e outros homens, conhecidos na região por recrutarem trabalhadores ou por trabalharem em empreitadas, iam no segundo carro, carregado de galões de combustível, segundo o depoimento de uma testemunha colhido pelo Grupo Especial de Mediação e Acompanhamento de Conflitos Agrários e Urbanos (Gemacau), ligado à Polícia Civil. Em fevereiro, moradores já tinham registrado, na delegacia de Formosa do Rio Preto, um boletim de ocorrência por desmatamento, apontando Gerson Bonfantti como responsável pela ação, mas a denúncia não andou.

Os moradores começaram a perceber que havia algo errado quando ouviram barulhos. Ao se depararem com o comboio que começava a destruir o curral da comunidade, por volta de 30 agricultores cercaram o grupo de Felipe e dos policiais. A briga corporal terminou com as identidades dos PMs reveladas e os invasores, desarmados e expulsos. Horas depois, a polícia voltou. O resultado foi uma madrugada de terror, tortura e ameaças.

A Polícia Civil afirmou que os PMs envolvidos foram afastados, que outras suspeitas estão sendo apuradas pela Corregedoria da Polícia Militar e que indiciou quatro moradores por crimes como porte ilegal de armas. A Repórter Brasil também tentou contato diretamente com os policiais, via assessoria de imprensa da Polícia Militar, mas a corporação informou que responderia em nome dos agentes (leia os posicionamentos na íntegra). Procurada, a família Bonfantti não respondeu aos questionamentos da reportagem. 

Segundo outro depoimento colhido pelo Gemacau, Felipe trabalharia para o fazendeiro, advogado e ex-deputado estadual José Leão Carneiro.

O nome do fazendeiro consta como dono em cinco matrículas de terrenos (documentos com todas as informações do imóvel) que incidem em parte da área da Fazenda Batalha da Conceição – um dos muitos nomes de um território registrado por José Alves Pugas, fundador do povoado de Arroz, no século 18. Os descendentes de Pugas formam a comunidade atacada pela polícia e hoje disputam a posse da terra com Leão Carneiro. Tanto os moradores como o ex-deputado possuem liminares da Justiça e autos de manutenção de posse reconhecendo direitos sobre uma área de cerca de 3.000 hectares em que coincidem os registros. Procurado, Leão Carneiro não respondeu aos questionamentos da Repórter Brasil.

‘A gente vai invadir’

Com gritos de “a gente vai invadir” e sons de socos contra a porta e janelas de casa, Rosivaldo Alves da Cunha, de 44 anos, a mulher e os filhos – o mais velho tem 10 anos, o caçula tem 5 meses – saltaram da cama. Eram quase 2h30 da manhã quando a polícia avançou armada, pela segunda vez, sobre a comunidade rural. Dessa vez, em viaturas oficiais. Rosivaldo não sabe dizer quanto tempo levou para a polícia arrombar a porta e o levar arrastado. Seu filho mais velho presenciou toda a cena e, desde então, não dorme mais sozinho. “Até hoje não sei porque entraram na minha casa e me levaram”, disse à Repórter Brasil.

À medida que os policiais avançavam sobre as casas, moradores ouviam Rosivaldo apanhar. E gemer de dor. Depois, foi a vez de Álvaro Miranda Pugas. “Parecia que queriam deixar um recado pra gente”, diz uma moradora que pediu anonimato por medo de perseguição policial. “Atiraram bastante na comunidade toda. Encontrei uma cápsula na porta da minha casa.” Segundo depoimento de uma testemunha que dormiu no mato por duas semanas com medo, a meta dos policiais era recuperar as armas dos colegas apreendidas na rendição do dia anterior.

Na gaiola das viaturas, espirraram spray de pimenta contra Rosivaldo e Álvaro. Apesar de existir uma delegacia em Formosa, os dois foram levados para Barreiras, a 154 km dali. Lá, afirma Rosivaldo, foram submetidos a seções de espancamento e tortura madrugada adentro. 

“Saí do carro apanhando. Botaram saco na cara da gente para perder a respiração. Fizeram isso comigo três vezes”, descreve. “Dispararam bala de borracha contra mim, nas costas. Chutaram muito minha costela e minha cabeça, teve uma hora em que achei que a cabeça ia explodir.” As pancadas lhe custaram o tímpano do lado esquerdo, mostram laudos audiológicos particulares feitos em março. Álvaro sofreu a mesma violência policial e também teve o tímpano perfurado. 

Na manhã seguinte, em 24 de março, às 9h42, a PM registrou o boletim de ocorrência 21-02335, contra Álvaro e Rosivaldo, por “crime de posse ilegal de arma, uma bate-bucha, coronha de madeira”, a única arma que encontraram nas casas do povoado. Ali, admitiram que a guarnição da PM “estava, a pedido do amigo Gerson Bonfantti, acompanhando o filho do mesmo, Felipe Bonfantti, em uma vistoria para abertura de área na Fazenda Batalha da Conceição”. 

A polícia afirma que precisou se defender dos agricultores armados, que ainda teriam roubado quatro celulares e uma carteira dos policiais. Consta no BO que “[os policiais] Foram surpreendidos por diversos homens, entrando em luta corporal quando perceberam armas direcionadas aos mesmos, tendo que se renderem, sendo suas armas, celulares e carteira subtraídas, obrigando-os a andarem mais de 8 km. […] Alegam os policiais que as suas armas, supostamente de propriedade da Polícia Militar, teriam sido apreendidas”. Na versão contada pela corporação, não há escolta armada, escavadeira nem nova incursão madrugada adentro em casas do povoado.  

Na madrugada do dia 25, a PM voltou ao povoado. De novo, sem mandado nem identificação. Registros em vídeo feitos pelos moradores mostram ataques aos pertences da comunidade, como sacos de farinha rasgados – base de alimentação para muitas famílias e sustento de outras tantas –, pratos quebrados e um freezer que teve os fios cortados. “Teve criança que ficou até doente, não queria voltar para casa, estava com medo de eles voltarem”, diz um morador. Quase uma semana depois de serem arrastados porta de casa afora, Álvaro e Rosivaldo retornaram.  

‘Ilegalidade evidente’

“É evidente a ilegalidade da ação de policiais nesse contexto e eles devem ser responsabilizados”, afirma  Rodrigo Ghringheli de Azevedo, chefe do departamento de Justiça e Segurança Pública do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (Ibccrim). 

Organizações que acompanham a situação fundiária do povoado encaminharam um ofício, encabeçado pela expressão “URGENTE”, ao presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Yuri Costa.

“Há tempos essa comunidade vem sendo vítima de um grave conflito fundiário e socioambiental. No âmbito desse conflito, desde o dia 23 de março a comunidade de Arroz tem se tornado vítima de ataques continuados e sucessivos promovidos por policiais militares”, afirma o documento. “A ação dos policiais já resultou na detenção ilegal, espancamento e tortura de dois defensores de direitos humanos, na invasão de muitas casas e na intimidação de todos os moradores desta região.” 

Ainda segundo a denúncia, nem Álvaro nem Rosivaldo participaram da contenção aos invasores no curral, na tarde do dia 23. Em testemunho ao Gemacau, Rosivaldo confirmou a informação: passou o dia na área urbana de Formosa do Rio Preto. Pagou contas na lotérica, comprou uma motocicleta e levou mercadorias para o mercadinho que tem na comunidade.  

“A questão mais delicada é o papel da polícia, que muitas vezes presta serviço de pistolagem e coisas que não lhes cabem. Mas a gente não pode deixar de investigar a relação com a família [Bonfantti] e a proximidade, até agora não explicada, com esse político [Leão]”, afirmou, sob condição de anonimato, uma das pessoas que acompanha o caso. 

Desde a invasão, pessoas armadas, desconhecidas no povoado, passaram a rondar a região, contam moradores. “Eles dizem que estão caçando, mas como a gente vai saber se é verdade ou não?”, perguntou um morador. 

“O que aconteceu na Bahia é o mesmo que aconteceu no Jacarezinho [comunidade do Rio de Janeiro, palco de uma chacina em maio deste ano] e que acontece em tantos cantos do país, com apoio de autoridades e, muitas vezes, por parte da sociedade. Ações violentas praticadas pela polícia são relativizadas sob o slogan que ‘é a polícia fazendo o seu trabalho’ e terminam em impunidade”, diz Azevedo, advogado do Ibccrim. “Mas o direito configura: é crime.”

Procurada por telefone e por e-mail, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia não respondeu aos questionamentos da reportagem.

A Polícia Civil afirmou que concluiu o inquérito e que “os policiais militares envolvidos na ação foram indiciados por ameaça, abuso de autoridade e estão afastados das funções”. A corporação disse ainda que “quatro moradores foram indiciados pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, cárcere privado, roubo majorado, dano qualificado, lesão corporal, ameaça e constituição de milícia privada”. 

A Polícia Militar informou que “o fato em questão foi objeto de investigação no Inquérito Policial Militar nº 008/2021, que foi concluído e remetido ao Ministério Público. E que há um “Processo Disciplinar Sumário (PDS) n° 012/2021 para apurar o resíduo de faltas administrativas cometidas pelos policiais militares.” 

Já o Ministério Público do Estado informou que recebeu o inquérito policial em 27 de setembro e, em 4 de outubro, “devolveu o inquérito, solicitando diligências às polícias Civil e Militar para esclarecer pontos importantes e dar seguimento às investigações.” O MP afirmou que também solicitou informações ao Ministério Público Federal a respeito de um procedimento existente na instituição referente aos mesmos fatos. A íntegra dos posicionamentos das instituições pode ser lida aqui

Fonte/Reprodução: Repórter Brasil 

Segue a cartilha: Guedes mente em Dubai e diz que Brasil cresce 'acima da média mundial'

 

Guedes diz que Brasil cresce 'acima da média mundial'; projeções não comprovam fala
Foto: Marcos Corrêa / PR

Integrante da comitiva presidencial em Dubai, nos Emirados Árabes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (15) em evento com investidores e empresários, que o Brasil está "crescendo acima da média mundial". A leitura do ministro é de que o “bom momento” estaria relacionado ao presidente Jair Bolsonaro.

 

"O Brasil foi uma das economias que menos caíram, voltaram mais rápido, criaram mais empregos e estamos crescendo, também, acima da média mundial. Isso, graças à orientação do nosso presidente de não deixar nenhum brasileiro para trás durante a pandemia", declarou Guedes na abertura do evento Invest in Brasil Forum.

 

Apesar das declarações de Guedes, economistas consultados pelo G1 dentro e fora do Brasil, não confirmam a declaração do ministro. Conforme a reportagem, o país deve fechar 2021 com crescimento entre 4,5% e 5%, a depender da estimativa considerada. A expectativa de crescimento médio mundial oscila em patamar superior, de 5,5% a 6%.

 

Em setembro, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) destacou a recuperação "muito desigual" da crise de Covid-19 entre os países e informou estimativa de que a economia mundial cresça 5,7% em 2021 e 4,5% em 2022, traz a matéria.

 

Para os dois anos, a estimativa da OCDE é de que o Brasil fique abaixo da média, crescendo 5,2% neste ano e 2,3% no próximo.


Fonte: BN -15/11/2021 - 12h

Em Portugal: Presidente do Senado dispara munição contra Bolsonaro e Moro

 Costumado a falar pouco e a medir bem suas palavras, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, deixou a "mineirice" de lado durante discurso realizado em um seminário em Portugal na manhã desta segunda-feira, 15. Apontado como uma opção à terceira via política, ele disparou munição contra o presidente Jair Bolsonaro, que buscará a reeleição em 2022, e também a outro possível candidato tido como alternativa, o ex-juiz Sérgio Moro, sem mencionar diretamente o nome dos dois.

O presidente do Senado disse que é preciso estar vigilante a "arroubos de retrocesso" à democracia e ao Estado de Direito
© Getty Images O presidente do Senado disse que é preciso estar vigilante a "arroubos de retrocesso" à democracia e ao Estado de Direito

"Algo muito caro aos dois povos (do Brasil e Portugal) é a valorização constante da democracia", disse durante palestra inaugural no IX Fórum Jurídico de Lisboa, que tem como tema "Sistemas Políticos e Gestão de Crises" e que é promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

O presidente do Senado disse que é preciso estar vigilante a "arroubos de retrocesso" à democracia e ao Estado de Direito. Segundo ele, regimes totalitários que se autopromovem costumam ser irresponsáveis e impotentes, além de privarem a liberdade e atacarem os direitos fundamentais. Por isso, enfatizou, é preciso celebrar a conquista histórica da democracia. Apenas a democracia, conforme Pacheco, é o "campo fértil" e o melhor caminho para enfrentar crises.

Pandemia

Rodrigo Pacheco teceu elogios há pouco à atuação de Portugal no combate à pandemia de coronavírus. Fez, porém, críticas ao Brasil sobre o mesmo tema, dizendo que "houve erros no enfrentamento" ao surto no País. Do lado positivo, destacou o papel do Congresso Nacional durante a crise sanitária, dizendo que "houve acertos" também. "O Congresso é um Poder absolutamente independente em relação ao Executivo e ao Judiciário", fez questão de destacar durante a palestra.

Pacheco, que é especialista em Direito Penal Econômico Internacional pelo Instituto Brasileiro de Ciências Econômicas Criminais, enfatizou a aprovação pelo Legislativo nos últimos anos de vários projetos importantes para o País, citando as reformas da Previdência e trabalhista. "O Legislativo deu alto respaldo ao governo federal na vacinação para enfrentar a pandemia", afirmou.

Ao comentar a criação do auxílio emergencial em 2020, que foi concedido a 68 milhões de brasileiros, o presidente do Senado avaliou que o déficit fiscal causado com a medida foi "justificável". "Contra isso, nem o mercado, que é tão sensível, reagiu", recordou. Pacheco aproveitou o momento para lembrar que o auxílio foi reeditado em 2021 a partir da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 109, apresentada pelo Senado.

Fonte:ESTADÃO - 15/11/2021 12H