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domingo, 13 de março de 2022

GO: Perita criminal confessa ter planejado o próprio atentado a tiro

 A perita criminal Kathia Mendes Magalhães confessou à Polícia Civil no sábado (12) que planejou o próprio atentado. Na quinta-feira (10), ela foi atingida por um tiro no ombro esquerdo enquanto dirigia pela rodovia GO-213, próxima da saída de Caldas Novas (GO). As informações são do G1.

Reprodução/Redes sociais
© Reprodução/Redes sociaisReprodução/Redes sociais

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a diretora da Polícia Científica de Caldas Novas contratou um ex-servidor para realizar o atentado.

Segundo ela, o atentado tinha como motivação forçar a sua transferência para um outro município.

O caso

Kathia foi baleada na noite de quinta-feira. Na sequência, ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada consciente para um hospital de Caldas Novas, onde passou por cirurgia.

Então, a polícia montou uma força-tarefa para apurar o atentado.

Durante as investigações, os agentes descobriram que Kathia tinha procurado algumas pessoas para forjar o atentado havia um mês.

Os policiais identificaram um ex-servidor que havia trabalhado com a perita. Ao ser questionado, o homem confessou ter atirado em Kathia. Ele ressaltou que utilizou um revólver calibre 32 que foi entregue pela própria perita.

Por meio de nota, a Polícia Científica informou que repudia a conduta dos servidores. Também ressaltou que ambos irão responder tanto no âmbito criminal quanto na Corregedoria de Polícia. Caso sejam condenados, eles podem pegar uma pena de 12 anos.

Fonte:ISTOÉ - 13/03/2022 22h

Salvador: Conheça o padre José Carlos, que há 30 anos luta pelos direitos humanos

Padre José, em protesto realizado por moradores da Gamboa (Marina Silva/CORREIO)

À frente da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, no Alto do Peru, o padre José Carlos Santos Silva, 70 anos, vê pobreza e violência na rotina mais próxima. É um líder religioso que se posiciona e cobra respostas e, sendo ele como é, nem sempre agrada. “Acho um incentivo. Toda unanimidade é burra”, acredita.

No início da noite da última quarta-feira (9), o padre celebrou a missa das 18h na paróquia com a foto dos três mortos na Gamboa na madrugada de 1º de março. Para ele, é “ironia do destino na cidade do Salvador, construída à margem da Baía de Todos-os-Santos, que tem como mãe, carinhosa, acolhedora, Nossa Senhora de Conceição da Praia [...] mães não terem a oportunidade de abraçar seus filhos assassinados”.  

Missa da última quarta-feira trouxe fotos dos mortos na Gamboa (Foto: Reprodução Youtube)

O padre, durante as missas, fala de política - sem citar partidos -, violência, justiça e direitos humanos. A Arquidiocese de Salvador não proíbe os párocos de se manifestarem, mas recomenda que os posicionamentos não sejam partidários.

“Se alguém é contrário a mim, tudo bem. Vejo até pessoas que são pobres, vulneráveis, acharem que não devem abordar certos assuntos”, diz José.

O religioso tem uma rotina de missas diárias - só aos domingos, celebra cinco - e reuniões como presidente da Associação Social Arquidiocesana (ASA) e coordenador do Grito dos Excluídos, manifestações que ocorrem ao redor do Brasil no 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil. Na última segunda-feira (7), ele participou de um protesto que cobrava justiça pela morte de Alexandre, Patrick e Cleverson, os mortos na Gamboa. 

As circunstâncias dos óbitos ainda não foram esclarecidas - a Polícia Militar (PM) afirma que foi troca de tiros, a comunidade local nega, diz que foram assassinatos a queima-roupa numa casa abandonada. O caso é investigado pela Corregedoria da PM.

Padre tenta reabrir escola
Não é a primeira vez que o religioso se mobiliza contra mortes não explicadas - e ao que tudo indica não será a última. Semana passada, um jovem que morava no Alto do Peru morreu. Foi assassinado pela polícia, afirmam os vizinhos. A notícia da morte não repercutiu, rondou na comunidade como se fosse mais um número. 

“Veja se fosse em um bairro como a Barra. Seria assim? Segundo os comentários, ele tinha envolvimento com o tráfico. Segundo os comentários, o policial riu. Essa não deve ser a expressão. Mas o sistema que vivem nos desumaniza”, acredita. 

A rotina do padre José, como presidente do braço social da Arquidiocese, é cheia de perguntas a serem resolvidas. No momento, trabalha em conjunto para conseguir apoio a uma casa que abriga temporariamente pessoas do interior que fazem tratamentos de saúde em Salvador. Até agora, conseguiram suporte de uma diocese norte-americana, liderada por um brasileiro. Ainda não é o suficiente. 

Padre José durante manifestação na Gamboa (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Quando não está em reuniões, costuma seguir a rotina de acordar às 6h, rezar e fazer um desjejum. Ao fim, senta-se na biblioteca para ler e descansar - principalmente aos sábados.

As leituras são sobrepostas umas às outras: Comentário ao Evangelho, de Raymond Brown, e O Credo de São Tomás, de Armindo Trevisan, são lidas ao mesmo tempo em que o padre folheia o primeiro volume da biografia do ex-presidente Lula, de Fernando Morais. 

A ideia é que o acervo da biblioteca seja aberto a toda a comunidade ainda neste ano. Para isso, é preciso apoio e patrocínio. A biblioteca é um dos cômodos de um anexo da igreja, onde funcionava a escola comunitária, fechada desde 2012. O padre também tem planos de conseguir reabrí-la.

Violências e mudanças 
Desde o início da vida religiosa, na década de 80, o padre visita presídios. Como presidente da Pastoral Carcerária na Bahia, durante dez anos, ele perdeu as contas de quantas vezes passou dia e noite entre presos, rezando com e por eles.

Aprendeu lições nessas experiências, entre elas o quão profundo pode ser o sofrimento humano. Outros aprendizados ele adquire nas ruas, em diálogo com vítimas de violações de direitos.

Quando se sente ameaçado por se posicionar, como na tarde em que um policial disse que passaria a cavalaria por cima dele e de outros manifestantes, padre José responde.

“Não vou dizer que eu não tenho medo [das posições que assumo], mas enfrento, não fico calado e tomo uma posição”, afirma. 

Natural de Ubaíra, no Vale do Jequiriçá, José Carlos chegou em Salvador na década de 90 saído de Santo Amaro, onde foi padre por oito anos. Em 1993, foi transferido para a paróquia onde permanece até hoje, no Alto do Peru.

Era um bairro menor, mas a violência começa a se espraiar por entre as ruas e marcar famílias para sempre. Padre José nunca achou normal se calar, se vive entre elas.

Nos primeiros anos de paróquia, era possível realizar missas às 19h30, porque, segundo ele, “havia uma certa tranquilidade de ir”. Hoje, mesmo em vigílias religiosas, os fiéis não passam mais tanto tempo na igreja - têm medo de voltar para casa depois das 20h. 

“A igreja sempre vai ser aquela para despertar o amor a Deus, mas sem o amor ao próximo, qualquer próximo, não se pode amar a Deus”, acredita. 

Retorno à batina
Quando fala sobre a infração diária de direitos de minorias, o padre emenda os pensamentos e demora a parar de falar. É muito o que tem que ser dito. “Você deve estar pensando: ‘o padre se empolgou’”, ele ri. “Mas é que são realidades que me provocam muito”. O momento exato em que a pauta social se integrou à vida religiosa, ele não lembra exatamente. Por experiências familiares, ele sabe que não foi. 

O crescimento aconteceu num lar que não era de luxo, nem de restrição. O pároco  é o segundo de 15 filhos de um casal de Ubaíra, e desfrutava uma vida de classe média na cidade, cuja economia era baseada nas grandes plantações de café.

A pobreza existia, como em qualquer lugar do mundo, nos grandes e pequenos, mas nunca rondou a casa e a mesa da família Santos Silva. Foi do pai, devoto de Nossa Senhora, que José herdou o gosto pela religião. Às quartas e sábados, ele e a família ajoelhavam-se para rezar à mãe de Jesus.

Mas o gosto pelo trabalho social parece ter surgido em Santo Amaro, para onde ele se mudou com os pais e os irmãos na década de 70 e iniciou a vida religiosa - primeiro, como coroinha da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação, a mesma frequentada por Maria Bethânia, e como padre, aos 29 anos. 

Padre José no dia em que foi ordenado (Foto: Acervo Pessoal)

Depois de assumir a paróquia, ficou responsável pelas pastorais sociais: acompanhava reuniões e visitava as áreas mais pobres e violadas da cidade, que sobrevivia economicamente das usinas e do açúcar.  

Aos 16 anos, José já tinha certeza de que queria ser padre. A mãe , no entanto, aconselhou o filho que esperasse, era muito menino ainda. Mas ele insistiu e, na maioridade, desembarcou em Salvador para iniciar o seminário. A primeira tentativa de ser ordenado padre foi frustrada - durou apenas dois anos. Ele estava certo de que gostava da vida religiosa, mas eram privações demais para uma cabeça jovem, que pedia expansão. Decidiu sair porque queria viver um pouco do mundo. Foi apenas um hiato.

“Sai e consegui um emprego na Coelba (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia), tive até namorada, mas em junho de 1973 acabei voltando”, relembra. 

Não que as restrições tivessem acabado: José é que tinha aprendido a lidar com elas, porque o propósito, para ele, era maior. No dia em que foi ordenado padre, em 2 de julho de 1980, pelo então Papa (hoje santo católico) João Paulo II, ele lembra que o fizeram uma pergunta: “Você tem condições de ser padre?”. “Respondi que ninguém tem, mas que a glória de Deus supera tudo”.

Fonte: Fernanda Santana/ Correio da Bahia - 13/03/2022 14H20

Manaus: Ex-professora é presa sob suspeita de atuar como falsa biomédica

 

Ex-professora é presa sob suspeita de atuar como falsa biomédica
Foto: Reprodução

A ex-professora de matemática Hozana Carneiro Ximenes foi presa na quinta-feira (10) sob suspeita de atuar como uma falsa biomédica, realizando procedimentos estéticos em Manaus (AM).
 

O mandado de prisão preventiva contra a suspeita foi expedido após dez pessoas registrarem na Polícia Civil queixas contra Ximenes. Elas relataram problemas médicos depois de se submeterem a procedimentos feitos por ela.
 

Ela é investigada sob suspeita dos crimes de estelionato, lesão corporal grave e falsificação de documento público. A Folha não conseguiu contato com a defesa de Ximenes.
 

"A mulher já havia trabalhado em várias clínicas da cidade, pois sempre que dava algum problema ela era demitida, mas já buscava outra clínica para trabalhar", disse o delegado Gesson Aguiar, responsável pelas investigações.
 

Segundo a Polícia Civil, "as vítimas apresentaram as documentações das instituições onde fizeram todos os procedimentos estéticos para comprovar a veracidade da denúncia, bem como os documentos dos hospitais em que elas foram internadas em decorrência do tratamento ilegal".
 

"Como a infratora alegou que era formada em Biomedicina e que tinha estudado em uma faculdade particular da capital, nós entramos em contato com a instituição de ensino superior e fomos informados que Hozana nunca tinha passado por lá", afirmou Aguiar.
 

Ximenes atuou como professora de matemática da rede estadual do Amazonas. De acordo com a polícia, ela tinha formação para atuar nesta área.
 

Os policiais procuravam Ximenes havia um mês. O mandado de prisão foi expedido no dia 3 de fevereiro. Ela foi encontrada na casa de parentes no bairro Novo Israel, zona norte de Manaus.
 

Em entrevista à Rede Amazônica, afiliada da TV Globo no Amazonas, uma paciente da suposta falsa biomédica disse que apresentou deformidades no nariz três dias após se submeter a uma cirurgia feita por ela.
 

"Quando eu cheguei em casa, três dias depois, o meu nariz começou a necrosar, sair sangue, pus. Começou a ficar muito inchado, eu sentia muitas dores, e o meu nariz só foi piorando dia após dia", afirmou a vítima à emissora.


Fonte:FOLHAPRESS - 13/03/2022 14h:10

Na Itália: Advogado de vítima de Robinho pedirá reabertura de caso contra quatro amigos

 

Advogado de vítima de Robinho pedirá reabertura de caso contra quatro amigos
Foto: Santos FC / Divulgação

Jacopo Gnocchi, advogado da vítima do caso Robinho, jogador condenado por estupro, vai pedir a reabertura do inquérito que apura a participação de quatro amigos do atleta no crime. As informações são do Uol Esporte. 

 

O episódio ocorreu em 2013, quando uma jovem albanesa sofreu violência sexual de grupo em uma boate de milão (ITA). O quarteto não foi julgado, pois já havia deixado a Itália na época das investigações, e não foram encontrados pela Justiça. 

 

Sendo assim, apenas o processo contra Robinho e Ricardo Falco, outro amigo, foi julgado, culminando na condenação de ambos a 9 anos de prisão (lembre aqui). O outro caso está suspenso até o momento. 

 

"Vamos solicitar às autoridades italianas que os encontrem e notifiquem e esperamos, assim, prosseguir com o processo. Eles têm a presunção da inocência assegurada, será a Justiça a determinar se esses senhores, que estavam juntos com os dois condenados em via definitiva, são culpados ou não", disse o advogado.


Fonte:BN -13/03/2022 14h:10

Rússia x Ucrânia: Experiente jornalista americano é morto na região de Kiev, diz polícia local

Jornalista Brent Renaud foi morto enquanto cobria guerra na Ucrânia - Reprodução/Nieman Foundation for Journalism at Harvard
Jornalista Brent Renaud foi morto enquanto cobria guerra na UcrâniaImagem: Reprodução/Nieman Foundation for Journalism at Harvard

CONFIRA A REPORTAGEM COMPLETA NO LINK ABAIXO DO SITE UOL DE HOJE(13):

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2022/03/13/jornalista-ucrania-morte.htm 

Ruralista arrecadador de campanha de Bolsonaro deve R$ 482 mil à União, diz site

Pecuarista Bruno Scheid sentou ao lado esquerdo do presidente Jair Bolsonaro (PL)Foto: Isac Nóbrega/PR

Apontado como um dos arrecadadores de dinheiro para a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), o pecuarista de Ji-Paraná Bruno Scheid (PL-RO), de 38 anos, deve R$ 482.191,46 à União.

O dado foi levantado pelo Metrópoles junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Segundo a plataforma, o ruralista tem duas dívidas ativas em seu nome: uma no valor de R$ 354.798,07 e outra de R$ 127.393,39. Ambas são relacionadas a débitos tributários.

Bruno Scheid é pré-candidato a deputado federal por Rondônia pelo PL, partido de Bolsonaro.

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Ele tem sido indicado como principal responsável para captar recursos para a campanha presidencial de Bolsonaro junto aos ruralistas.

Na segunda-feira (7/3), Scheid sentou-se ao lado esquerdo de Bolsonaro durante reunião com a categoria. O encontro, realizado inicialmente fora da agenda oficial do chefe do Planalto, contou com 50 representantes do agro.

Segundo a revista Crusoé, os produtores rurais se mobilizam para doar, cada um, ao menos uma cabeça de gado à campanha de Bolsonaro.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou que Scheid é próximo da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), o filho “02” do presidente. Além disso, tem livre acesso ao gabinete presidencial.

Em suas redes sociais, o pecuarista de Ji-Paraná também tem fotos com o ministro-chefe do GSI, general Augusto Heleno, o senador Flávio Bolsonaro (PL), os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL) e Hélio Negrão (PSL), e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Em nota publicada nessa quinta-feira (9/3), Scheid afirmou nunca ter tratado de arrecadação de recursos para campanha política.

“Somos homens e mulheres ligados ao campo e que não desejamos mais ver a política nefasta e baixa do Partido dos Trabalhadores voltar ao comando do país”, escreve o pecuarista.

“Com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, as pessoas do campo voltaram a ter dignidade e respeito, as invasões acabaram e passamos a ter o direito de defender nossas propriedades”, prosseguiu, sem esconder apoio a Bolsonaro.

Até dezembro de 2010, Scheid foi sócio da ABS Comércio de Móveis e Representação Comercial LTDA, que tinha sede em Pinheiros, São Paulo.

Por sua vez, a empresa tem uma dívida de R$ 835.559,02. Desse total, R$ 769.373,38 incluem débitos tributários e R$ 66.185,64 são de passivos previdenciários, detalha a PGFN.

Hoje, a inscrição do CNPJ da companhia consta como baixada devido a “inexistente de fato”.

De acordo com a Receita Federal, “inexistente de fato” significa que a empresa: 1) não dispõe de patrimônio e capacidade operacional necessários à realização do objeto; 2) não foi localizada no endereço informado à Receita; 3) ou estava com as atividades paralisadas.

“A dívida pode ser atribuída ao sócio desde que haja procedimento de apuração de responsabilidade tributária pela PGFN, ou, se em sede de execução fiscal, esta for redirecionada a ele”, explica o advogado Mateus da Cruz, especialista em direito tributário e sócio da Dias, Lima e Cruz Advocacia.

Procurado para esclarecer a dívida ativa de quase meio milhão de reais, Scheid não respondeu e bloqueou o contato da reportagem no Instagram.

Fonte: Metropoles - 13/03/2022 - 07h:55

Caminhoneiros protestaram contra alta no preço dos combustíveis na BR- 116 (trecho de Jaguaquara)


O trânsito na BR-116, trecho do Município de Jaguaquara, interrompido na tarde deste sábado (12) acabou de ser liberado por manifestantes que protestavam pela alta no preço dos combustíveis. De acordo com informações colhidas pelo Blog Marcos Frahm, o ato de protesto teria sido iniciado por volta das 15h30, tendo sido encerrado às 22h.

Os manifestantes utilizaram pneus velhos que foram queimados para o bloqueio da via, na altura do KM 633, no distrito Stela Dubois. Policiais militares, agentes da PRF e da Cipe Central até que tentaram negociar a liberação do tráfego por volta das 17h, mas não foi possível e os manifestantes alegavam que o ato ocorria de forma pacifica, e que demonstravam indignação com os políticos pela política de preço dos combustíveis, com duras críticas ao presidente da República.

O ato provocou um longo congestionamento de mais de 50 quilômetros nos dois sentidos, entre Jaguaquara, Irajuba e Jequié. Muitas pessoas retornavam em busca de outras alternativas de tráfego na região, algumas estacionando seus veículos para pernoitar em posto de combustível.


Fonte:Blog arcos Frahm - 13/03/2022 07h:46

Bolsonaro diz que está tudo bem com a Rússia e celebra ausência de barreiras para fertilizantes

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse neste sábado (12) que "está tudo bem" na relação diplomática entre o Brasil e a Rússia, uma afirmação que vem depois de o Brasil votar duas vezes na ONU (Organização das Nações Unidas) para condenar os ataques das forças militares russas na Ucrânia.

Bolsonaro falou sobre o tema na saída de evento do Partido Liberal para filiação de deputados. Ao ser questionado sobre possíveis sanções à Rússia, o presidente disse que essas decisões cabem ao Itamaraty, mas citou a conversa com Vladimir Putin durante a visita que fez a Moscou antes do início da guerra.

"Tive na Rússia, conversei por mais de duas horas com o Putin, vários assuntos. Um dos mais importantes foi a questão dos fertilizantes. Votamos duas vezes na ONU, e está tudo bem entre nós e a Rússia. Tanto é que não existe qualquer barreira comercial no tocante a fertilizantes para nós no Brasil", disse Bolsonaro.

Enquanto países europeus têm imposto sanções a oligarcas russos, o líder brasileiro também comemorou ter conseguido atrair durante a viagem para a Rússia um investidor interessado em comprar uma fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul. "Conseguimos até mesmo um empresário russo para comprar uma unidade de fabricação de ureia em Três Lagoas [MS] e, brevemente, vai começar a produzir ureia no Brasil."

Fonte:Folha S. Paulo - 13/03/2022