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terça-feira, 22 de março de 2022

Gerente de banco embolsa quase R$60 mil fazendo Pix sem cliente perceber


Agência em Cabedelo onde a gerente trabalhava (Foto: Street View)


 A gerente de uma agência bancária do Itaú, que fica em Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa (PB), furtou R$57 mil de uma cliente usando o serviço Pix sem que a vítima percebesse. Como a empresária furtada nunca havia usado o aplicativo do banco, ela só percebeu que faltava dinheiro na conta quando foi pessoalmente na agência fazer uma transferência e viu as transações no extrato. 

Segundo o inquérito, foram 18 transferências. A cliente começou a desconfiar em dezembro de 2021, quando não reconheceu as transações e tentou esclarecimentos junto ao banco, que não ajudou no início. Por conta disso, em fevereiro deste ano a empresária procurou uma advogada e formalizou uma denúncia na delegacia de Cabedelo.

As contas de seis pessoas que receberam o dinheiro via Pix foram bloqueadas. Segundo o G1, uma das receptoras do dinheiro foi até a delegacia para entender do que se tratava e através da datar do pix se chegou ao nome da gerente do banco.

A gerente do banco então confessou o crime e revelou que usou o dinheiro para contratar a decoração de uma festa de chá revelação, pagar uma cuidadora de idosos e contratar um seguro e consórcio. 

Como a suspeita é ré primária, confessou e devolveu parte do valor roubado, responde em liberdade. Ela ainda está devendo cerca de 10 mil reais. Para a polícia ela alegou que passava por dificuldades financeiras quando desviou o dinheiro. 

Em nota, o Itaú informou que a gerente responsável pelo golpe foi demitida. O banco lamentou o ocorrido e disse que "esforços foram feitos para que a vítima fosse ressarcida o mais rápido possível". 

Fonte:Correio da Bahia 22/03/2022 06h:50

PB: Policial baleado pelo filho de 13 anos por causa de game fica paraplégico

JOÃO PESSOA, PB (UOL/FOLHAPRESS) - O policial militar reformado que foi baleado pelo filho adolescente de 13 anos, no sábado (19), em Patos (PB), está paraplégico, segundo o médico-cirurgião Caio Guimarães, que cuida do caso. Além de ferir o pai, o adolescente é suspeito de matar a mãe e o irmão de 7 anos.

A proibição de jogos online e a cobrança por boas notas na escola teriam motivado o ataque, segundo a polícia.

O cirurgião disse que o policial de 56 anos ainda não passou por cirurgia e está consciente. A condição de saúde do policial é estável até o momento.

"Ele está sem entubação, consciente e orientado. Está paraplégico, sem sentir as pernas, mas está estável. Ele vai ser avaliado dia a dia para [ver se podemos] dizer alguma coisa a mais", afirmou Guimarães.

O delegado Renato Leite, responsável pelas investigações, disse em entrevista ao UOL que o adolescente foi encaminhado para o Centro Socioeducativo de Sousa, no interior da Paraíba, onde deve ficar inicialmente por 45 dias. O adolescente admitiu, em depoimento ao delegado, que foi o autor dos disparos que matou a mãe, o irmão e deixou ferido o próprio pai.

"Em seu depoimento, em nenhum momento ele chorou ou demonstrou emoções. Chegou a mostrar surpresa, e uma aparente frustração ao saber que o pai tinha sobrevivido", declarou Leite, diante do que considerou uma lamentável tragédia familiar em razão da valorização excessiva das relações virtuais.

Ainda sobre o comportamento do adolescente, o delegado classificou como "um momento terrível o depoimento", mas que é preciso acolher o garoto. "Não tenho qualificação para traçar o perfil dele, mas ele precisa de acolhimento. Os pais tentavam educá-lo, como acontece nas famílias, mas ele viu isso como uma tentativa de impedimento de ficar no celular e nos jogos online, então decidiu acabar com o que achava que era o problema, no caso, a família", afirmou ele. "É um caso chocante, algo terrível."

Leite disse que o inquérito está quase concluído e que está apenas aguardando alguns laudos para encaminhar para o Ministério Público. Sobre o depoimento do pai do garoto, Leite explicou que é algo importante, mas que, diante das circunstâncias, ele pode ser ouvido diretamente pelo Ministério Público.

Sob forte comoção, os corpos da mãe e do irmão do adolescente foram enterrados no domingo (20). Uma multidão acompanhou o cortejo e o enterro das vítimas, em Patos, cidade onde moravam. Vizinhos da família fizeram uma corrente de oração na frente das casas pedindo paz.

Em vídeo publicado nas redes sociais, uma das vizinhas, identificada como Fabrícia, disse que ainda está sem entender o que aconteceu já que a família "era muito querida, perfeita".

Fonte:FOLHA S. PAULO - 22/03/2022

TSE amplia comissão presidida por Moraes e inclui combate a fake news

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Sob o argumento de que é necessário criar medidas para enfrentar os ataques ao sistema eleitoral, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu ampliar a Comissão de Segurança Cibernética da corte e incluir entre suas atribuições o combate à disseminação de notícias falsas.

A comissão é presidida pelo vice-presidente do TSE desde 2020, ministro Alexandre de Moraes, que tem a previsão de assumir a presidência a partir de agosto. No STF (Supremo Tribunal Federal), ele é responsável por inquéritos que investigam o presidente Jair Bolsonaro (PL) e também seus apoiadores.

A portaria publicada nesta segunda-feira (21) é assinada pelo ministro Edson Fachin, presidente do TSE, e eleva o número de integrantes da comissão de 6 para 11.

Fachin afirma que o grupo também ficará responsável, a partir de agora, por "monitorar, elaborar estudos e implementar ações para combate à disseminação em massa de informações falsas em redes sociais, com o intuito de lesar expor a perigo de lesão a lisura e confiança do sistema eleitoral".

Antes, a comissão monitorava apenas ameaças e ataques cibernéticos à Justiça Eleitoral e elaborava estudos contra ilícitos cibernéticos.

Na justificativa para as mudanças, o ministro cita o inquérito das fake news, que "apura a ação de grupos coordenados com a finalidade de divulgar informações falsas de crimes, denunciações caluniosas e ameaças que atinjam a honorabilidade de membros do Supremo Tribunal Federal".

Ele diz que há correlação de ações coordenadas desses mesmos grupos em ataques à imagem da Justiça Eleitoral.

A comissão, diz Fachin, é necessária para "efetiva análise de ações de prevenção e enfrentamento de ilícitos decorrentes de tentativas de ataques cibernéticos no ambiente da rede mundial de computadores, pelos referidos grupos coordenados e com a finalidade de prejudicar a imagem da Justiça e do Processo Eleitoral, inclusive com vazamento de informações e documentos sigilosos".

Segundo o presidente do TSE, é preciso apurar o financiamento e divulgação em massa nas redes sociais de conteúdo com o intuito de lesar ou expor a lisura e confiança do sistema eleitoral.

A menção a vazamentos é feita, indiretamente, a Bolsonaro, que foi alvo de um inquérito conduzido por Alexandre de Moraes sob suspeita de vazamento de investigação da Polícia Federal.

Nesse inquérito, o procurador-geral da República, Augusto Aras, discordou da Polícia Federal, entendeu que o presidente não cometeu crime e pediu o arquivamento da apuração.

Na nova composição da comissão do TSE, além de Moraes, participam o corregedor do órgão, ministro Mauro Campbell Marques, juízes auxiliares do gabinete da presidência, da vice-presidência e da corregedoria, o delegado da Polícia Federal Disney Rosseti, entre outros.

Desde que assumiu a presidência da corte eleitoral, há um mês, Fachin tem dito que há risco real de ataque aos sistemas do TSE, e citou a Rússia como um dos países de onde podem vir esses ataques.

Em discurso quando ainda estava em reunião de transição para a presidência, Fachin disse que uma das prioridades da Justiça Eleitoral esse ano é a segurança cibernética.

"Há riscos de ataques de diversas formas e origem. Tem sido dito e publicado, por exemplo, que a Rússia é um exemplo dessas procedências. O alerta quanto a isso é máximo e vem num crescendo", afirmou.

"Enfrentaremos distorções factuais e teorias conspiratórias às quais, somadas ao extremismo, intentam atingir o reconhecimento histórico e tradicional da Justiça Eleitoral", disse, à época.

Fonte: FOLHA S. PAULO - 22/03/2022 06h:40

segunda-feira, 21 de março de 2022

Eleições 2022: Boulos vai sair candidato a Câmera Federal

 

Boulos desiste de se lançar ao governo de SP: 'Vou ser candidato a deputado federal'
Foto: Reprodução / G1

Em abril de 2021, Guilherme Boulos deu uma entrevista à Folha de S.Paulo afirmando que estava disposto a disputar o governo de São Paulo pelo PSOL. A fala surpreendeu especialmente o PT, que temia perder votos à esquerda para ele.

 

Boulos entabulou conversas com outras legendas, viajou pelo interior do estado e chegou a lançar um pré-candidato a vice em sua chapa. O PSOL aprovou a pré-candidatura em um Congresso partidário.
 

Quase um ano depois daquela decisão, ele anuncia agora, com exclusividade, que está recuando da pretensão de disputar o governo.
 

PERGUNTA - O senhor falou numa entrevista exclusiva à coluna, no ano passado, que tinha disposição de disputar o governo de São Paulo. Depois disso, conversou com partidos em busca de uma aliança e até anunciou nomes para a vaga de vice na chapa. Vai manter a sua candidatura até o fim?

GUILHERME BOULOS - Depois de conversar com muitos companheiros do meu partido e de analisar o cenário, eu decidi que não vou ser candidato ao governo de São Paulo. Defendo que a unidade [da esquerda] é essencial para acabar com o "tucanistão" e para derrotar o [presidente Jair] Bolsonaro em São Paulo. E não foi possível uma unidade da esquerda em torno do meu nome. Eu me pauto por projeto político. E não por ego ou por vaidade pessoal.
 

P. - E quais são seus planos agora?


GB - Eu tomei a decisão de ser candidato a deputado federal neste ano, pela importância de fortalecer e de criar uma grande bancada da esquerda no Congresso Nacional. Nós precisamos derrotar o centrão, que hoje está mandando no país. E eu acho que posso ajudar mais nesta tarefa. E ajudar também o PSOL não apenas a ultrapassar a cláusula de barreira [de votos] como também a aumentar sua bancada [de deputados federais na Câmara]. O PSOL é um partido fundamental para o Brasil, que traz pautas e que traz agendas que precisam ter mais espaço e visibilidade no Congresso Nacional.
 

P. - O partido hoje tem três deputados federais por São Paulo. Vocês estão fazendo o cálculo de que, com a sua candidatura, a bancada poderia saltar para quantos parlamentares?

GB - Esses cálculos são muito difíceis. Não se ganha eleição de véspera. Mas eu tenho certeza de que nós temos todas as condições de aumentar a bancada do PSOL, não apenas em São Paulo, mas no Brasil todo. O PSOL cresceu em 2020.
 

Multiplicou o seu número de vereadores, ganhou a prefeitura de Belém. Fomos ao segundo turno aqui na capital, aqui em São Paulo [na disputa pela prefeitura]. O PSOL vai ter uma bancada muito forte a partir do ano que vem no Congresso.
 

P. - Imagino que, nesse processo de decisão, o senhor manteve diálogo com o PT e com Lula em torno de um acordo. Como foram essas conversas?

GB - Eu tenho conversas, eu tenho uma boa relação com o Lula. Ela é pública e conhecida. Eu tenho uma boa relação com [o ex-prefeito Fernando] Haddad também. Mas essa definição [de recuar da candidatura a governador] foi minha, em diálogo com os meus companheiros de partido. Foi uma decisão tomada por entendermos a gravidade do momento, a importância de termos uma unidade em nível nacional para derrotar o Bolsonaro e de buscar construir uma unidade aqui em São Paulo para derrotar esses 27 anos do PSDB, que deixaram o Estado parado no tempo. A definição de construirmos uma unidade, uma frente [contra Bolsonaro] não é minha. Ela será tomada pelo PSOL, junto com a nossa militância.


P. - E já é certo que vocês vão apoiar Haddad ao governo, em uma coligação?
GB - Como eu disse, essa definição vai ser tomada pelo PSOL junto com a nossa militância. Eu defendo que a gente possa construir a unidade.
 

Você defende o apoio ao Haddad, portanto? O Haddad é hoje o candidato que está melhor posicionado dentro do campo progressista. Mas essa definição não é individual minha.
 

P. - Hoje há dois candidatos do campo que se define como progressista: Fernando Haddad e o ex-governador de SP Márcio França. Haddad está na frente nas pesquisas. E Márcio França diz, por seu lado, que teria chances muito maiores de derrotar o bolsonarismo no segundo turno em SP, já que teria uma rejeição menor do que o PT. Como você analisa essas ponderações?

GB - Hoje o Haddad lidera as pesquisas. Agora, o xadrez de São Paulo ainda vai se definir nos próximos meses. Nós temos a candidatura do Tarcísio [de Freitas, ministro da Infraestrutura de Bolsonaro], que representa o bolsonarismo.
 

Nós temos a candidatura do [vice-governador tucano] Rodrigo Garcia, que representa a máquina do PSDB, e que tem muita força, sobretudo no interior do Estado. Considerando os nossos adversários, eu acredito que o melhor é que se possa construir uma unidade.
 

A unidade feita apenas no segundo turno já mostrou, em 2020, os limites e as dificuldades que tem.
 

P. - Mas o ex-governador tem alguma razão ao dizer que, se for o candidato de consenso do centro e da esquerda, tem mais chance de derrotar o bolsonarismo?


GB - Eu acho mais difícil. Até porque esse debate de ter mais chances precisa ser mensurado. E hoje não é o que as pesquisas mostram.
 

P. - O PT já vinha propondo um acordo em que, se o senhor recuasse da candidatura ao governo para concorrer a deputado federal, puxando votos para a bancada do PSOL, poderia ter o apoio petista para ser candidato a prefeito de São Paulo em 2024. O senhor pretende concorrer, e acredita no apoio do PT?
GB - Nós [PSOL] fomos ao segundo turno [das eleições municipais] em 2020, quando ninguém acreditava nisso. Fizemos uma bela campanha, que mobilizou muita esperança na cidade.
 

Eu espero que o campo progressista tenha a compreensão da unidade necessária para que a gente possa vencer a eleição na maior cidade do país em 2024. Mas o meu foco agora é na batalha deste ano.


P. - Partidos de esquerda sempre criticam o que seria uma vocação do PT para ser sempre hegemônico, não ceder espaço a outras legendas. O senhor mesmo já deu declarações nesse sentido, de que na política é preciso ter uma via de mão dupla, e que o PT precisa ceder também.

GB - A esquerda é um campo diverso. Eu acho que o hegemonismo é muito ruim como uma prática política na esquerda. Mas as relações precisam ser construídas com respeito e confiança, respeitando o projeto político de cada uma das forças e de cada um dos partidos.
 

Agora, o PSOL tem crescido. E o partido não vai conquistar mais espaço pedindo favor ou licença a ninguém. Vai ser crescendo e ganhando força na sociedade, ganhando o voto e ganhando mentes e corações. Esse é o caminho que nós vamos seguir.


P. - Mas o senhor continua com a visão de que o PT tem essa pretensão hegemônica e dificuldade em ceder?

GB - O PT é o maior partido da esquerda brasileira, mas não é o único. É importante que se pense para agora e para o futuro. É preciso que se pense no espaço de cada um dos partidos, com os projetos e as ideias que eles representam. Eu sou militante do Partido Socialismo e Liberdade por me identificar com as propostas e com os projetos do PSOL. Não me cabe ficar dando pitaco no que as outras legendas têm que fazer, mas sim construir um partido cada vez mais enraizado, com trabalho de base para que ele ganhe mais força na sociedade.


P. - Não foi, portanto uma intransigência do PT que levou a esse gesto, de recuar da candidatura?

GB - O que está em jogo neste ano não é só ganhar uma eleição. Nós precisamos tirar o Brasil do buraco, resgatar a esperança. O Brasil está destruído. O ano de 2023 não é igual ao de 2003 [quando Lula assumiu pela primeira vez a Presidência da República]. O cenário atual vai exigir muita ousadia. Eleger o Lula é fundamental, mas nós vamos precisar de um Congresso diferente para revogar a reforma trabalhista, para revogar o teto de gastos, para aprovar as mudanças de que o povo brasileiro precisa.
 

E eu quero estar na linha de frente dessa batalha.
 

Mais do que isso: nós não podemos deixar o Eduardo Bolsonaro (PSL) ser de novo o deputado mais votado no Estado de São Paulo. São Paulo precisa dar uma outra mensagem: derrotar o Bolsonaro na eleição presidencial e derrotar o seu filhote na eleição para deputado. Essa é a missão que eu quero cumprir neste ano.
 

P. - Ser o mais votado, na frente do deputado federal Eduardo Bolsonaro?

GB - É o que eu disse: eleição não se ganha de véspera, né? Mas eu espero que a gente possa ter uma votação bastante expressiva e puxar mais deputados para o PSOL, para a esquerda brasileira e ter uma bancada forte no Congresso, capaz de derrotar o centrão.
 

Hoje, o centrão manda no país. Com o orçamento secreto, essa turma fatiou o orçamento da União. Criou um cenário de ingovernabilidade.
 

Todo mundo [referindo-se aos presidentes da República], desde a redemocratização, governou com o centrão. O Bolsonaro deu um passo além. Ele entregou o governo, ele terceirizou o governo para o centrão. Nós precisamos derrotar essa lógica que deixa o Brasil refém. E eu acho que eu posso contribuir para isso no Congresso Nacional.


Fonte: Mônica Bergamo/Folhapress - 21/03/2022

Em Jequié: Estado inaugura Hospital da Criança com fachada em formato de castelo

 

Governo da Bahia inaugura Hospital da Criança com fachada em formato de castelo, em Jequié
Foto: Divulgação

O Governo do Estado da Bahia inaugura, nesta segunda-feira (21), o Hospital da Criança, em Jequié. A nova unidade pediátrica do Hospital Geral Prado Valadares traz como novidade a sua arquitetura lúdica, que possui fachada em formato de castelo. Além de ser uma nova referência de inovação para as edificações de saúde em pediatria, o empreendimento já será entregue 100% aparelhado. A obra foi entregue, em tempo recorde, pela SIAN Engenharia. 

 

O espaço conta com sala de acolhimento, brinquedoteca, leitos clínicos e de observação, além dos consultórios. A equipe médica é formada por 174 profissionais, entre enfermeiros, pediatras, assistentes sociais, neuropediatra, cirurgiões, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos.
 

Confira fotos do espaço: 

Fotos: Manu Dias/GOVBA e Rafael Meneses/Sesab

Fotos: Manu Dias/GOVBA e Rafael Meneses/Sesab

Fotos: Manu Dias/GOVBA e Rafael Meneses/Sesab

Fotos: Manu Dias/GOVBA e Rafael Meneses/Sesab

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Sinalizações do BC para a Selic aumentam transparência e ruídos, dizem economistas

 

Sinalizações do BC para a Selic aumentam transparência e ruídos, dizem economistas
Foto: Reprodução / Banco Central

Ao anunciar a alta da taxa básica de juros (Selic) para 11,75% ao ano, na última quarta (16), o Copom (Comitê de Política Monetária) incluiu na discussão um "cenário alternativo" e foi taxativo quanto ao seu próximo movimento.
 

Para o mercado financeiro, as sinalizações do Banco Central trazem transparência, ao mesmo tempo que geram ruído na comunicação.
 

Mauricio Oreng, superintendente de pesquisa macroeconômica do Santander, avalia que o colegiado viu necessidade de um cenário "alternativo" na medida em que a hipótese usual para o preço do petróleo não seria adequada ao cenário de referência em meio ao conflito entre Ucrânia e Rússia e às novas pressões inflacionárias.
 

Em sua opinião, a postura do BC de jogar luz sobre os diferentes cenários de inflação tendo em vista as incertezas em função dos efeitos da guerra é positiva. "Acho interessante do ponto de vista da transparência do BC divulgar essas simulações", afirmou.
 

Já Alberto Ramos, diretor do grupo de pesquisas econômicas para América Latina do Goldman Sachs, diz acreditar que o excesso de informações pode ser prejudicial em determinados momentos e vê uma "tensão latente" no comunicado entre um viés "hawkish" (mais duro) no curto prazo e um viés "dovish" (mais brando) no longo prazo.
 

"O BC está fazendo um esforço grande de comunicar em várias dimensões e quis sinalizar muitas coisas ao mesmo tempo em um ambiente de muita incerteza. Nesse contexto, para mim, menos é mais", disse. "Às vezes, muita transparência adiciona mais ruído."
 

Algumas dúvidas podem se dissipar nesta terça (22), quando o BC divulgará a ata da última reunião do Copom, com detalhes da decisão sobre os rumos da taxa básica de juros e do ciclo do aperto monetário no horizonte relevante, hoje voltado sobretudo para 2023.
 

Oreng ressalta que essa é uma oportunidade para a autarquia recalibrar o tom de sua comunicação, influenciando as expectativas do mercado, a exemplo do que ocorreu após o encontro de fevereiro.
 

Na ocasião, diversos analistas tiveram a percepção inicial de que o BC não tinha transmitido uma mensagem tão contracionista em sua decisão. Mas essa interpretação foi reavaliada após a divulgação da "ata dos recados", com um tom mais duro sobre a questão fiscal.
 

No relatório desta semana, os especialistas aguardam mais informações sobre o esboço do "cenário alternativo", tido como mais provável pelo BC, ainda que apoiado sobre a trajetória do preço do petróleo, item marcado por volatilidade devido às tensões geopolíticas.
 

Ramos também diz que gostaria de entender o valor visto pelo comitê em emitir um sinal tão concreto para o ajuste da reunião seguinte, marcada para os dias 3 e 4 de maio. Em seu comunicado, o Copom sinalizou uma nova alta da Selic na mesma magnitude, ou seja, de 1 ponto percentual no próximo encontro.
 

A atitude não agradou ao mercado financeiro, que esperava que o colegiado deixasse seus próximos movimentos em aberto.
 

"O BC perde uma margem de manobra de graça e não ancora as expectativas já contando o que vai fazer na próxima", disse Jorge Dib, gestor macro-global da Frontier Capital. "Eu acho que ele ganharia mais sendo um pouco mais aberto, qualquer coisa diferente que faça agora vai contra a sinalização dele."
 

Ambos os cenários de inflação esboçados pelo Copom em seu comunicado supõem que a taxa terminal de juros será de 12,75% em 2022. O mercado, por sua vez, projeta um patamar mais elevado e vê grande probabilidade de que o número apontado pelo BC seja revisto.
 

Além da alta de 1 ponto percentual em maio, o Santander estima uma elevação de 0,5 ponto no encontro seguinte, em junho, totalizando 13,25% ao ano ao final do ciclo de aperto monetário. Patamar que deve ser mantido até o primeiro trimestre de 2023, na expectativa do banco. A Frontier Capital também trabalha com estimativa terminal de 13,25% ou 13,5%.
 

Na projeção do Goldman Sachs, a Selic chegará a 13% ou 13,25%, a depender da magnitude do aumento efetivado em junho, de 0,25% ou 0,5%, influenciado pelo comportamento da inflação dos preços das commodities agrícolas e da reação do Fed (Federal Reserve) na economia norte-americana.
 

O impacto da política do banco central dos Estados Unidos sobre o plano de voo da autarquia presidida por Roberto Campos Neto e da taxa terminal da Selic é outro tema que Ramos gostaria de ver na ata do Copom. No entanto, não acredita que terá sua resposta.
 

Tony Volpon, estrategista-chefe da WHG (Wealth High Governance) e ex-diretor do BC, observa que a postura da atual diretoria da autoridade monetária de antecipar seus passos para as reuniões seguintes não tem muita "utilidade" na parte final do ciclo de aperto monetário, quando são feitos apenas ajustes finos.
 

"Ficar fazendo previsões e algumas reuniões depois fazer algo diferente daquilo acaba também impactando a credibilidade da instituição", disse.
 

Essa também é a opinião do diretor do grupo de pesquisas econômicas para América Latina do Goldman Sachs,. Para Ramos, essa estratégia só é válida quando há garantias de que será cumprida. "Esse grau de precisão, mesmo em países com volatilidade macroeconômica menor que no Brasil, nem sempre tem muito valor. O que a gente tem visto no último ano é que essa sinalização do BC acaba sendo abandonada num curto espaço de tempo", afirmou.
 

Com um ano de altas consecutivas, o ciclo do aperto monetário encontra-se em estágio avançado no Brasil. Em março de 2021, a Selic estava em 2% ao ano, menor patamar histórico. Na última semana, foi a nona elevação da taxa básica de juros, com alta acumulada de 9,75 pontos percentuais. O aumento dos juros no país é o maior entre as principais economias ao redor do mundo.


FONTE: FOLHAPRESS - 21/03/2022

Extradição de Allan dos Santos depende exclusivamente dos EUA

                                          foto:reprodução

A extradição do ativista bolsonarista Allan dos Santos para o Brasil, como deseja o Supremo Tribunal Federal (STF), depende exclusivamente dos Estados Unidos.

A inclusão do nome dele na lista vermelha da Interpol ajudaria caso Allan dos Santos deixasse os Estados Unidos para um terceiro país, o que não há indicação de que vá acontecer.

Assim, a barreira que o STF encontra para levar a cabo a sua decisão é a própria lei dos EUA. Uma interpretação de que Alan dos Santos teria apenas, à luz da lei americana, dado sua opinião, e não feito uma ameaça, como suspeita Alexandre de Moraes, dificulta a movimentação do governo americano para prender Allan dos Santos.

Enquanto isso, o ativista bolsonarista continua atuando por lá, usando a internet para propagar conteúdo falso e violento e até participando de evento com ministro de Bolsonaro.

No início de janeiro deste ano, Allan dos Santos e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, participaram de um evento da igreja evangélica Lagoinha, em Orlando. Os dois dividiram o palco em um painel que buscava mostrar porque fieis da igreja não poderiam ser de esquerda.

Fonte:METROPOLES - 21/03/2022 13H

Bolsonaro diz sofrer “perseguição implacável” pelo ministro Alexandre de Moraes


                                          foto:reprodução

Ao citar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) alegou, nesta segunda-feira (21/3), ser vítima de uma “perseguição implacável”.

“Sabemos da posição do Alexandre de Moraes. É claro, não é uma novidade que vou falar: é uma perseguição implacável para cima de mim. Tivemos momentos difíceis no ano passado, quando o TSE julgou a possibilidade da cassação da chapa Bolsonaro-Mourão por fake news. Acredite, eu até respondi processos no TSE por abuso do poder econômico. Deveria ter sido arquivado de ofício”, disse Bolsonaro, em entrevista à Jovem Pan News.

“Nós sabemos o que eles querem, o que alguns querem aqui no Brasil: eu fora do combate e, obviamente, Lula eleito”, acrescentou o mandatário.

Na sexta-feira (18/3), Moraes determinou o bloqueio do Telegram no país, após o aplicativo de mensagens ignorar uma série de decisões judiciais. A medida foi revogada no domingo (20/3). O app, que tem uma política fraca contra mensagens falsas, recebe apoio dos bolsonaristas.

Durante a entrevista, Bolsonaro também afirmou que “dá para fazer eleições limpas” no país, desde que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolha as sugestões das Forças Armadas sobre as urnas eletrônicas.

“O TSE convidou Forças Armadas para participar do processo eleitoral. Foram levantadas várias possíveis vulnerabilidades no TSE. Depois de muitas idas e vindas, houve audiência com Fachin, Moraes e Braga Netto. E o Braga Netto apresentou sugestões ao TSE. Entendo que ele deve acolher essas sugestões. Elas praticamente impossibilitam fraudes”, disse o presidente da República.

“Pode ter certeza: dentro das quatro linhas, temos como fazer com que processo caminhe dentro da normalidade”, pontuou Bolsonaro.

Fonte:Metropoles - 21/03/2022 12h:35