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terça-feira, 5 de abril de 2022

"Gente que enaltece o Ustra não serve para governar o Brasil", diz ex- presidente Lula; veja vídeo

                                     
                                        foto/montagem:reprodução

Em entrevista a uma rádio do Paraná na manhã desta terça-feira (5), Lula (PT) afirmou que o Brasil não vive um regime democrático "perfeito" com Jair Bolsonaro (PL) no poder e cita os ataques do filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à jornalista Miriam Leitão, da Globo.

Ao ser indagado se o Brasil não vive uma "democracia perfeita", Lula falou da terceirização do orçamento da União nas mãos do Legislativo, comandado pelo Centrão, e falou dos ataques à imprensa e à jornalistas.

"Nós estamos vivendo um período em que um presidente ataca a imprensa todo dia. E quando não ataca a imprensa, ataca jornalista. E não é ele sozinho. É a família toda. Nós temos um presidente que acaba de atingir com acusações que não poderiam acontecer a Miriam Leitão. Acusando porque ela foi presa?", disse.

Após os ataques, Eduardo se vitimizou em vídeo publicado nas redes dizendo que "estão preocupados em colocar em mim a pecha de torturador, quando é justamente o contrário" e saiu, mais uma vez, em defesa da Ditadura Militar.

"Este tipo de gente não presta para governar o Brasil. Esse tipo de gente que enaltece o Ustra, que foi um torturador nesse país. E que tenta utilizar as Forças Armadas como se fosse dele. As Forças Armadas é uma instituição do povo brasileiro. Que rouba as cores do Brasil, como se fosse o partido, a bandeira nacional, a camisa da seleção. Então qual é a prática democrática dele? Nenhuma", disse Lula.

Na declaração, o petista lembra de Carlos Alberto Brilhante Ustra, que torturou Dilma Rousseff (PT) nos porões da Ditadura e foi aclamado por Bolsonaro durante a votação do impeachment que resultou no golpe contra a presidenta em 2016.




Fonte: Revista Fórum - 05/04/2022 09h:50

Política: "Ustra levou meus filhos para me ver torturada", diz escritora Amelinha Teles





Amelinha Teles é jornalista e escritora Militou contra a ditadura militar, foi presa e torturada pelo DOI-Codi e é uma das principais vozes que denunciam os abusos sofridos durante o regime.


Fonte:TV 247 - 05/04/2022 09h:30

Por Lenio Luiz Streck: Para UFPB, vaga por cota é do reitor; dá-la ao pobre é discriminatório

 Volto ao assunto do reitor da UFPB que, por cotas, ingressou na terceira graduação. Pelo andar da prosa, uma vaga em universidade pública não deve ter custo. É grátis. E a viúva — federal — deve estar com as burras cheias, sobram vagas, os pobres estão todos na universidade e o reitor, "isonomicamente", abocanha uma terceira graduação (escrevi sobre isso aqui).

O Ministério Público Federal (ver aqui reportagem da ConJur) fez uma recomendação para que a Federal da Paraíba revisse o ato. Há um jovem pobre da Bahia (ler aqui) que se preparava para entrar nessa vaga. Um na Bahia e milhões espalhados pelo Brasil...!

Mas a procuradoria federal da UFPB não aproveitou a chance que o MPF lhe deu. Preferiu defender a vaga do reitor. Disse que (ver aqui), se a recomendação do MPF fosse atendida, criariam odioso tratamento discriminatório.

Deixa ver se eu entendi: o reitor pega uma vaga por cota para fazer sua terceira graduação, um jovem pobre da Bahia fica de fora (e qualquer outra pessoa ainda sem graduação) e a procuradoria — também paga com dinheiro público — diz que, se o reitor perdesse a sua terceira graduação, haveria odiosa discriminação? Sim, mutatis, mutandis, é disso que trata a manifestação da procuradoria. É uma isonomia às avessas. Isonomia não é dar ao rico a sua riqueza e ao pobre a sua pobreza — só para registro.

O que parece que não ter sido entendido é aquilo que Anatole France ironizava.

"A majestosa igualdade das leis, que proíbe tanto o rico como o pobre de dormir sob as pontes, de mendigar nas ruas e de roubar pão."

Fica a nítida impressão de que a defesa da UFPB — que inclusive cita texto meu — se baseia em uma coisa que Ferrajoli chama de paleojuspositivismo — o velho textualismo primitivo — em que vigência e validade estão coladas, são a mesma coisa. Ora, é disso que se extrai a caricatura do "proibido cães na plataforma", pelo qual o textualista diria que "então é permitido levar ursos"... porque o que não é proibido é permitido. Não me parece que um órgão público — falo da procuradoria da UFPB, que possui excelentes quadros jurídicos — que se diz autônomo (como a AGU que diz "sou advocacia de Estado e não de governo!") deva fazer esse tipo de interpretação, comportando-se como "advocacia de partido".

Da Colômbia vem um bom exemplo. Em sua Constituição (artigo 126), está posto que juízes e funcionários públicos em geral não podem contratar-nomear familiares das pessoas envolvidas em sua nomeação. O que alguns magistrados fizeram? Contrataram as próprias pessoas envolvidas. Magistrados da Corte Suprema de Justiça designaram ex-juízes que haviam participado dos seus processos de nomeação para cargos no alto escalão do judiciário. Argumento: era (só) proibido contratar parentes dos juízes, mas não os próprios. Genial, não? Textualismo primitivo e ingênuo (quer dizer, ingênuo, mas não tanto!). O Conselho de Estado precisou declarar o óbvio: a nulidade dessa prática.[1] O caso colombiano se parece muito com o caso das cotas do reitor. Não há proibição expressa, diz a procuradoria. Os juízes colombianos também diziam isso...!

Pergunto de novo: o que é odiosa discriminação? O reitor, se perdesse sua vaga, seria discriminado? É isso?

Meus argumentos já foram postos dias atrás. Não vou repeti-los. Já ninguém lê textos de mais de quinze linhas. Apelo, aqui, aos sentimentos republicanos dos agentes envolvidos. Inclusive do reitor.  

De todo modo, correndo o risco de "textão", não resisto à seguinte comparação. Se está escrito que cada faminto terá direito a um prato de comida em um determinado bairro, por qual razão alguém poderá furar a fila e reivindicar dois pratos? Ou três? Ah, dirão os "paleojus": é possível porque não está proibido buscar o segundo prato. É isso? Então, quem impedir o sujeito que já comeu um prato de buscar mais um ou dois pratos estará fazendo "odiosa discriminação" do gajo, enquanto a filam por comida dobra o quarteirão?

Lembro do caso Marbury v. Madison (1803), conhecidíssimo de todos. Não estava proibido na Constituição que a Suprema Corte apreciasse recursos. Pois é. Na Colômbia também não estava proibido que juízes... E a lei brasileira não proíbe que um cotista reivindique a segunda ou terceira vaga... É que o direito é um fenômeno bem mais complexo que fazer um jogo "lego". 

Mas, mesmo assim, vamos lá: mesmo que fosse possível uma segunda ou terceira graduação por cotas (vejam, dinheiro público!) para a mesma pessoa, por si só essa lei já careceria de uma análise à luz da jurisdição constitucional, pela simples razão de que existem milhares ou milhões de pessoas sem nenhuma graduação. Essa lei seria inconstitucional.

De mais a mais, de qualquer maneira não poderia ser o reitor da própria Universidade o beneficiado desse privilégio (inconstitucional, por óbvio) — pela simples questão que haveria conflito de interesses. Se pode cursar mais de uma graduação pelo mesmo tipo de cota utilizada na primeira, então, por óbvio, a preferência — porque é dinheiro público — deverá ser dada, em edital universal, para quem jamais cursou uma universidade. Aqui, sim, para não se fazer uma odiosa discriminação.

Direito é um sistema de regras e princípios. E, fundamentalmente, o direito deve ser aplicado por princípio. Que é arché. Que fundamenta. Que está no início de tudo. D’onde ausência de princípio é anarché.

Fonte:Conjur - 05/04/2022 - 09h:25

Eleições 2022: Moro foi atraído por partido maior e sepultou sonho de ser presidente, diz Senador Alvaro Dias



 O senador Alvaro Dias (Podemos) comentou hoje, em entrevista ao UOL News, sobre a saída do ex-juiz Sergio Moro do partido. Confira o vídeo acima no youtube/UOL de hoje(5)

O que são crimes de guerra e por que Putin é acusado deles na Ucrânia?

 

O que são crimes de guerra e por que Putin é acusado deles na Ucrânia?
Foto: Divulgação / Presidência da Rússia

Genocídio. Era essa figura jurídica conhecida no direito internacional que Vladimir Putin costumava evocar ao falar da ação da Ucrânia contra a população étnica russa concentrada na porção leste do território, o Donbass. Ela também foi uma das justificativas usadas pelo presidente russo para dar início à ação contra o vizinho.
 

A tipificação é uma para as quais cortes mundiais estão atentas. Cabe ao Tribunal Penal Internacional e à Corte Internacional de Justiça avaliar se indivíduos e Estados praticaram esse e outros tipos de crime, como os de guerra, de agressão e contra a humanidade.
 

Genocídio. É a acusação que Volodimir Zelenski fez contra a Rússia, ao visitar nesta segunda-feira (4) a cidade de Butcha, onde centenas de corpos de civis foram encontrados nas ruas e em valas comuns no último fim de semana após a retirada de tropas de Moscou.
 

No front jurídico, a alegação inicial de Putin tem sido contrariada pelas instâncias que ele de certa forma legitimou em seu discurso ao acusar a ação ucraniana. E, num movimento contrário ao que pleiteava o líder do Kremlin, os tribunais agora se voltam para analisar possíveis crimes cometidos no conflito pelo Estado russo e por autoridades do país.
 

A Corte Internacional de Justiça já invalidou o argumento de genocídio contra russos na Ucrânia e ordenou que Putin interrompa a guerra —decisão ignorada. Já o Tribunal Penal Internacional abriu uma investigação sobre o que ocorre no país do Leste Europeu, ainda que fazê-la desaguar em um processo possa levar anos.
 

Rússia e Ucrânia não são signatárias do Estatuto de Roma, fundador do TPI, mas o país de Volodimir Zelenski aceitou que o tribunal atue ali. A abertura da investigação é um raro episódio de mobilização internacional —41 países pediram que a instituição organizasse uma missão para coletar evidências de crimes cometidos no conflito.
 

Aos especialistas impressionou a celeridade. "Esse é um caso inédito de coleta de provas pelo tribunal ainda durante o desenrolar do conflito", diz Cláudia Perrone, professora de direito internacional da USP.
 

E a investigação olhará não apenas para o que acontece agora, mas sim desde 2014, quando houve a anexação da península da Crimeia pela Rússia e teve início o conflito contínuo no Donbass —dando força à visão de que a guerra pode até ter estourado agora, mas gera custos humanos há ao menos oito anos.
 

A pressão, já grande, escalou no último fim de semana, quando a presença da imprensa profissional em Butcha permitiu o registro de corpos espalhados pelas ruas. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi um dos líderes a mais uma vez acusar Putin de crimes de guerra por causa do episódio.
 

Em pauta nas cortes internacionais estão dois possíveis crimes: o de agressão e o de guerra. O primeiro refere-se ao que Moscou fez em 24 de fevereiro, quando invadiu militarmente o território de um Estado soberano, a Ucrânia. Bloquear portos ou a saída para o mar de um país também é considerado crime de agressão —algo que, afirmam autoridades de Kiev, os russos também têm tentado fazer.
 

Já os crimes de guerra abarcam um imenso guarda-chuva. Estão nesse grupo, em especial, os ataques a civis, trabalhadores da área da saúde e equipes que prestam apoio humanitário. Bombardear cidades ou vilas que não sejam essencialmente polos de agrupamento militar também está na lista, bem como o uso de armas biológicas e químicas.
 

A base para o que configura ou não crime de guerra está nas Convenções de Genebra, redigidas ao longo do século 20. Os principais exemplos nelas listados podem dialogar mais com supostas práticas cometidas por tropas russas na guerra, mas também é verdade que as autoridades estão de olho no que o Exército ucraniano tem feito.
 

A Anistia Internacional já instou Kiev a respeitar prisioneiros de guerra. Afinal, para o TPI, privar intencionalmente um detido de um julgamento justo, torturá-lo, expô-lo publicamente ou obrigá-lo a servir no Exército também são práticas consideradas crimes de guerra.
 

À reportagem a diretora da Anistia para Europa Oriental e Ásia Central, Marie Struthers, explica que a organização tem trabalhado na coleta de provas sobre crimes de guerra. O processo envolve analistas militares e autenticação de vídeos. Ela exemplifica com um ataque a um hospital no leste ucraniano, em meados de março, que resultou na morte de uma criança e dois adultos: ao menos 60 vídeos, de diferentes ângulos, foram analisados e comprovaram a autenticidade da denúncia.
 

"Existe um padrão militar russo que temos documentado ao longo dos últimos dez anos e visto agora na Ucrânia", diz. "A conduta militar é muito similar, com ataques a civis, escolas e hospitais, como vimos também na guerra da Síria [onde a Rússia apoia o regime de Bashar Al Assad], na Tchetchênia e na Geórgia." A Anistia pleiteia que sejam julgados não apenas o crime de guerra, mas também o de agressão.Um projeto da agência de notícias Associated Press em parceria com o Frontline, ligado à emissora americana PBS até aqui, verificou 34 ataques a hospitais, ambulâncias e trabalhadores da saúde na guerra.
 

A coleta de evidências sobre possíveis crimes também permite observar uma característica marcante do conflito: o enorme volume de cenas registradas por moradores locais e publicadas em redes sociais.
 

"Esse fator será um verdadeiro divisor de águas na maneira como os casos são investigados e processados", disse à revista Harvard Law Today Alex Whiting, professor visitante de Harvard, membro do TPI e procurador-adjunto do tribunal que julga crimes cometidos na Guerra de Kosovo.
 

É claro que é preciso extrema cautela —afinal, muitos dos conteúdos podem ser falsificados em meio a uma guerra feita também de desinformação—, mas Whiting é otimista. "Há cada vez mais discussão sobre como socorristas e locais podem ajudar a preservar as evidências, e uma das formas é usar o celular para fazer vídeos."
 

O desenrolar das investigações internacionais, porém, tende a não ser tão célere quanto foi o início desse processo, explicam os especialistas. A Rússia poderia, por exemplo, ser ordenada a pagar uma indenização compensatória à Ucrânia pela Corte Internacional de Justiça. Já Putin e outras autoridades do país, civis e militares, podem enfrentar julgamento no TPI e serem condenados à prisão.
 

A instância, no entanto, só julga indivíduos que estão presentes no tribunal. Até aqui, nos 31 casos analisados pelo TPI, apenas quatro réus foram condenados —e receberam sentenças de 9 a 14 anos de prisão. Outros vários receberam mandados de prisão, mas muitos estão foragidos. É aqui que, de acordo com Cláudia Perrone, professora da USP, pode-se criar um constrangimento para Putin.
 

Caso a investigação decida que o líder do Kremlin cometeu crimes, sejam os de guerra ou de agressão, e um mandado de prisão seja expedido, Putin pode ter problemas ao viajar para países signatários do Estatuto de Roma —o Brasil é um deles.
 

Essas nações, ainda que existam divergências, seriam instadas a entregá-lo ao TPI. "O tempo pode ser um inimigo nesses casos internacionais, mas um mandado de prisão faz com que a vida de um líder mude; é inevitável."


Fonte:FOLHAPRESS - 05/04/2022 09H:05

Will Smith vai se internar em clínica de reabilitação após tapa em Chris Rock

 

Will Smith vai se internar em clínica de reabilitação após tapa em Chris Rock 
Foto: Divulgação

A 94ª cerimônia de premiação do Oscar continua rendendo consequências negativas para Will Smith. Apesar de ganhar pela primeira vez o prêmio de melhor ator, o tapa que Will deu em Chris Rock (lembre aqui) fez com que o ator decidisse se internar em uma clínica de reabilitação, de acordo com o The Sun.

 

O jornal britânico informou que Will vai para uma clínica de luxo frequentada por ricos e famosos nos Estados Unidos para lidar com a rejeição que vem sofrendo após o Oscar deste ano. 

 

Os estúdios que tinham produções com o ator estão colocando os filmes com ele em segundo plano. Os longas ‘Bad Boys 4’ e ‘Fast and Loose’ foram paralisados, por exemplo. 

 

 

O ator também informou que está deixando a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a organização responsável pelo Oscar.

 

“A lista dos que machuquei é longa e inclui Chris, a família dele, muitos dos meus queridos amigos e amados, todos os presentes e um público global em casa. Traí a confiança da Academia. Privei os outros indicados e vencedores da oportunidade de celebrar e serem celebrados por seus trabalhos extraordinários. Estou de coração partido”, disse Smith em comunicado.


Fonte: BN -05/04/2022

STF: Lewandowski permite que defesa de ex-presidente Lula use mensagens de Deltan em ação

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, atendeu nesta segunda-feira (4/4) a pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que sejam feitas cópias de mensagens atribuídas ao ex-procurador Deltan Dallagnol para fundamentar ação indenizatória que o petista ajuizou contra ele por causa da famosa "coletiva do PowerPoint". Essas mensagens foram obtidas por hackers e posteriormente apreendidas pela Polícia Federal no curso da apelidada operação "spoofing".

Procurador foi condenado a indenizar Lula em R$ 75 mil por espetáculo do PowerPoint
Reprodução/Twitter

"Tratando-se de documentos públicos, nada impede a extração de cópias, por parte do reclamante, dos elementos de convicção aqui contidos e que possam, eventualmente, subsidiar outras ações nas quais figure como parte", escreveu o ministro ao acolher pedido da defesa de Lula.

Na decisão, Lewandowski lembrou que já deferiu pedidos semelhantes ao da defesa do ex-presidente após solicitações feitas pelo Conselho Federal da OAB, pelo TCU, pelo STJ, pela Receita Federal e pela Controladoria-Geral da União.

No pedido, a defesa de Lula — feita pelos advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins — sustenta que encontraram mensagens "mostram inequivocamente que o ex-procurador da República Deltan Dallagnol tinha plena ciência de que havia cometido um ato ilegal contra o reclamante (Lula) ao apresentar o famigerado 'PowerPoint'".

No último dia 22, a 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial do ex-presidente para condenar Deltan Dallagnol a indenizá-lo pelos danos morais causados na entrevista, na qual divulgou denúncia oferecida pela extinta "lava jato" contra o petista.

O resultado na 4ª Turma foi alcançado por maioria de votos, conforme a posição do relator, ministro Luis Felipe Salomão. Ele foi acompanhado pelos ministros Raul Araújo, Antonio Carlos Ferreira e Marco Buzzi.

Ficou vencida a ministra Isabel Gallotti, para quem a ação de Lula só poderia ser ajuizada contra a União, já que Deltan teria cometido os abusos no exercício de sua função pública de procurador-geral da República.

Deltan mostrou indignação com a condenação. Após seguidas manifestações de desapreço ao Poder Judiciário, o agora político diz que foi beneficiado por uma avalanche de doações espontâneas. A chave Pix do procurador foi divulgada e ele afirmou que já arrecadou R$ 500 mil. "O valor de R$ 500 mil é mais do que suficiente para cobrir o valor da indenização a Lula, caso eu não consiga derrubar a decisão", comemorou o provável candidato a deputado federal.

O famoso Power Point
O caso que gerou a ação ocorreu em 2016, quando a "lava jato" curitibana reuniu a imprensa em um hotel da capital paranaense para apresentar a denúncia que seria oferecida contra o petista pelo caso do tríplex do Guarujá.

Foi o processo que levou à condenação de Lula em 2017 e o tirou da corrida eleitoral no ano seguinte. Essa decisão foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar a ação. Em 2021, o Ministério Público Federal reconheceu a prescrição.

Na ocasião, Deltan preparou apresentação em Power Point com slide que se tornou notório, no qual ligava várias palavras à figura de Lula para justificar a ação penal. Ele chamou o ex-presidente de "comandante máximo do esquema de corrupção" e de "maestro da organização criminosa". E ainda fez menção a fatos que não constavam da denúncia: afirmou que a análise da "lava jato", aliada ao caso do "mensalão", apontaria para Lula como comandante dos esquemas criminosos. O "mensalão" foi julgado pelo STF na Ação Penal 470 e não contou com o petista como réu.

Rcl 43.007
REsp 1.842.613

Fonte:Conjur - 05/04/2022 08h:50

Bahia: SEC orienta sobre pedido de isenção para a inscrição do ENEM 2022




                                                      imagem:reprodução

Com o objetivo de instruir os estudantes da rede estadual de ensino a justificarem a ausência no exame realizado em 2021 e a solicitarem isenção na inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2022, a Secretaria da Educação do Estado (SEC) preparou o Documento Orientador do Projeto ENEM 100%. O material, que pode ser acessado no endereço: https://bit.ly/3uQZ99n   detalha todas as orientações a serem seguidas para apoiar os estudantes até os dias de realização das provas. A justificativa de ausência e a solicitação de isenção da taxa de inscrição podem ser feitas até o dia 15 de abril, através do endereço https://bit.ly/3DS0jWp.


O participante que teve concedida a isenção da taxa de inscrição no ENEM 2021 e que não tenha comparecido nos dois dias de prova deverá justificar a ausência para solicitar a isenção da taxa de inscrição no ENEM 2022. As unidades escolares da rede estadual estão orientadas a disponibilizar um ou mais computadores para que os estudantes acessem a página do participante e realizem os procedimentos.

Para fazer a justificativa ou solicitar a isenção, o candidato deverá informar o número do seu CPF e a data de nascimento; informar um endereço de e-mail válido e único e um número de telefone fixo ou celular válido; preencher corretamente as informações solicitadas, inserir os documentos requeridos; e verificar se a solicitação foi concluída com sucesso. O candidato deve criar um cadastro e uma senha de acesso para a Página do Participante, no endereço https://sso.acesso.gov.br/, que deve ser memorizada ou anotada em local seguro, pois será utilizada para acompanhar a situação da solicitação de isenção da taxa de inscrição para o ENEM 2022.

Isenção - Pode solicitar a isenção da taxa de inscrição para o ENEM 2022 o participante que esteja cursando a última série do Ensino Médio em 2022, de qualquer modalidade de ensino em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar, bem como aquele que cursou todo o Ensino Médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada, que tenha renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio. 

Também pode solicitar a isenção o participante que declare estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda, e que está inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Fonte: SEC -BAHIA - c/adaptações