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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Filho de ex-reitor da UFSC que se suicidou é denunciado sem provas pelo MPF

Foto: Divulgação


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 O Reitor Luiz Carlos cometeu suicídio após ser acusado sem provas de desvios na UFSC  foto:reprodução/google


O Ministério Público Federal de Santa Catarina denunciou o professor universitário Mikhail Vieira Cancellier e outras 12 pessoas ligadas à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) por participação em um suposto esquema de desvio de verbas federais de programas de educação à distância.

Mikhail, acusado de peculato, é filho de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, ex-reitor da UFSC que se suicidou após ser preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Ouvidos Moucos. Em 2 de outubro de 2017, Cancellier se jogou do último andar de um shopping center de Florianópolis. Na ocasião ele não era acusado de desvios, mas sim de obstrução de justiça.

Sua prisão foi determinada pela juíza Janaína Cassol Machado, que saiu de licença um dia após a decisão, que aconteceu em 14 de setembro daquele ano. Um dia depois, a juíza Marjôrie Cristina Freiberger, que substituía Cassol, analisou o caso e decidiu soltá-lo imediatamente. Cassol é quem analisará se aceita a denúncia feita pelo procurador André Bertuol, que assina a acusação contra os professores e outros supostos envolvidos.

A prisão de Cancellier em 2017 foi uma solicitação da delegada Erika Mialik Marena, responsável pela Ouvidos Moucos e que, antes da delegacia de Florianópolis, chefiou a Lava Jato, em Curitiba. Erika saiu do caso após o suicídio do reitor, transferida para Sergipe.
O seu substituto, o delegado Nelson Napp, foi responsável pelo relatório final da operação. Napp disse que Cancellier só não foi indiciado porque havia morrido e aponta seu filho como um dos beneficiados pela suposta quadrilha.

A conclusão de Napp sobre a participação de Mikhail Cancellier em um esquema de corrupção é baseada em transações financeiras que aconteceram entre agosto e outubro de 2013 e que totalizaram R$ 7 mil.

O professor da UFSC Gilberto Moritz, amigo de Luiz Carlos Cancellier, fez as transferências para a conta de Mikhail naqueles meses. Cancellier não era reitor na ocasião, mas coordenava alguns projetos acadêmicos e Moritz era bolsista em pelo menos um deles. O delegado, então, associou uma coisa à outra.

"Comenta-se que os recursos transferidos para Gilberto Moritz foram oriundos do projeto Especialização Gestão Organizacional e Administração em RH (TJ), coordenado por Luiz Carlos Cancellier, sendo este o ordenador de despesa do referido projeto. Após o recebimento dos recursos, Gilberto Moritz transferiu para Mikhail Vieira de Lorenzi Cancellier (filho do ex-reitor Cancellier) o valor de R$ 7.102", diz o relatório final da Polícia Federal.

O procurador André Bertuol não apresentou novas provas que incriminassem Mikhail, mas chegou à mesma conclusão do delegado de que ele teria se beneficiado de um suposto esquema.

"Valendo-se das facilidades proporcionadas pela fragilidade das rotinas de controle e transparência da UFSC e Fundações de Apoio, desviou em proveito próprio e alheio valores recebidos da Funjab [Fundação José Arthur Boiteux], ao receber uma bolsa simulada que seu pai, Cancellier, concedeu ao também denunciado Moritz.

Segundo o MPF, Cancellier teria repassado R$ 7.102 para Moritz por meio da Funjab "a título de bolsas por suposta prestação de serviços". Dias depois, Moritz teria repassado o mesmo valor para Mikhail, o que configuraria uma "simulação de bolsas sem a devida contraprestação".

O procurador não aponta uma prova de que a bolsa foi simulada ou de que o dinheiro era originário dela.

Em depoimento, Mikhail disse não saber os motivos da transferência e afirmou não ter relação acadêmica ou comercial com Moritz. Na época das transações financeiras, ele tinha 25 anos e era ajudado financeiramente pelo pai.

Os fatos investigados pela Polícia Federal aconteceram de 2008 a 2017. Cancellier assumiu o cargo em maio de 2016, mas é o único reitor acusado tanto pela PF quanto pela Procuradoria. Seus antecessores nesse período, Alvaro Toubes Prata (2008 a 2012) e Roselane Neckel (2012 a 2016), não são alvos.

Para o MPF, a "incapacidade de manifestação" do filho de Cancellier sobre as transferências daria robustez à caracterização das manobras ilegais. Para comprovar sua tese, André Bertuol anexa uma ilustração com bonecos identificados como o ex-reitor Cancellier, seu filho Mikhail e Moritz, com três setas ligando os personagens representando a triangulação financeira

A delegada Erika Mialik Marena, que foi a responsável pela Ouvidos Moucos, hoje comanda o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), cargo que ocupa a convite do ministro da Justiça, Sergio Moro, com quem trabalhou na Lava Jato.

Em março de 2019 ela também foi nomeada para a função de conselheira no Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão que ganhou notoriedade no final de 2018 após detectar movimentação bancária atípica de Fabrício Queiroz, ex-assessor de senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) em seu mandato como deputado estadual.

O advogado Edward Carvalho, representante de Mikhail, diz que a denúncia é um ataque à memória do pai.


"Quebraram seu sigilo bancário e o que encontraram foi aquilo, R$ 7 mil de transferência em três meses. Ele já provou sua inocência durante o inquérito. Infelizmente agora vai ter que provar a inocência numa ação penal", afirma.

O MPF disse à reportagem que não fará manifestações adicionais em relação ao caso.

fonte:Folahpress/15/07/19

Veja os pontos já aprovados que suavizam a reforma da Previdência

[Veja os pontos já aprovados que suavizam a reforma da Previdência]
foto:reprodução

Câmara dos Deputados discute nesta sexta-feira (12) as demais mudanças no texto-base da reforma da Previdência. Destaques são medidas que alteram pontos específicos do projeto original aprovado no plenário. 
Foram analisados 11 destaques na noite de quinta-feira (11). Quatro alterações foram feitas em três medidas. Entre elas, as exigências de aposentadorias para homens e mulheres do setor privado e para policiais. Foram abrandadas ainda regras para pensão por morte. O impacto fiscal das mudanças ainda não foi calculado.
O alívio no tempo de contribuição para aposentadoria de homens não estava sequer no radar, mas foi negociado na noite de quinta, em um ponto em que o governo teve que ceder para garantir o andamento da reforma no plenário. 
Destaques já aprovados
Aposentadoria de mulheres

Mulheres do setor privado podem receber 100% do benefício após 35 anos de contribuição. Na proposta original, elas teriam que cumprir 15 anos do período mínimo e receberiam valor total da aposentadoria após 40 anos. O destaque foi aprovado por 344 a 132 votos. 
Pensão por morte

Incluído no mesmo destaque que mudou aposentadoria de mulheres, foi votada uma alteração na pensão por morte. O benefício não poderá ser menor do que o salário mínimo se ele for a única renda do dependente —sem considerar a renda de demais membros da família
Aposentadoria de homens

O tempo mínimo de contribuição de homens do setor privado foi reduzido para 15 anos. Na proposta inicial da reforma, o governo queria elevar o período para 20 anos.
O destaque foi aprovado por 445 votos a 15. 
Policiais

Por 467 votos a 15, foram aprovadas regras mais brandas de aposentadoria para profissionais de segurança pública que já estão na ativa. Os agentes do setor terão idade mínima de 53 anos (homem) e 52 anos (mulher).

fonte:Folhapress/ 12/07/19

Na Grécia: Corpo de cientista americana é encontrado em bunker nazista


foto:reprodução
O corpo de uma cientista americana desaparecida desde 2 de julho foi encontrado em um antigo bunker nazista na Ilha de Creta, na Grécia.
Suzanne Eaton participava de uma conferência organizada pela Academia Ortodoxa de Creta e desapareceu quando saiu para correr.  A americana de 59 anos era bióloga molecular e fazia parte do renomado Instituto Max Planck, na Alemanha.
Segundo a emissora americana CNN, o corpo foi descoberto por dois moradores da ilha na segunda-feira 8 em uma caverna que foi transformada em forte por oficiais da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Os restos estavam escondidos cerca de 60 metros dentro da caverna, em um poço coberto por uma tábua. Segundo o chefe da polícia de Creta, Konstantinos Lagoudakis, o corpo provavelmente foi descartado no bunker.
Eaton provavelmente foi asfixiada até a morte, de acordo com as primeiras investigações. Seu corpo também tinha marcas de pequenos ferimentos a faca.
Segundo a família de Suzanne, a bióloga corria regularmente. A primeira hipótese levantada pelos familiares era de que a americana havia morrido de exaustão pelo calor ou após uma queda durante o exercício.
Os detalhes que cercam a morte da americana chocaram os moradores de Creta. A ilha é considerada a mais segura da Grécia, apesar de seu tamanho e do grande número de turistas.
De acordo com a emissora ABC News, a área ao redor do bunker onde o corpo foi encontrado, que fica na região noroeste da ilha, é um ponto turístico muito popular.
O Instituto Max Planck lamentou o ocorrido em um comunicado. “Estamos profundamente chocados e perturbados por este trágico evento”.
fonte:Veja.com./reprodução 12/07/19 -

Presos da Lava Jato foram grampeados ilegalmente, diz análise da PF



Presos da Lava Jato foram grampeados ilegalmente, diz análise da Polícia Federal
foto:reprodução


Análise feita pela Polícia Federal apontou que uma escuta instalada em uma cela de presos da Lava Jato em 2014 gravou irregularmente 260 horas (11 dias) de conversas no Paraná. A análise foi feita dentro de uma sindicância interna da polícia iniciada após o doleiro Alberto Youssef, pivô da operação em seu início, relatar naquele ano ter encontrado equipamentos de gravação no local onde estava detido, na Superintendência da PF no Paraná. Os documentos foram obtidos pela Folha de S.Paulo.

Youssef é um dos presos identificados nas gravações, assim como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e a doleira Nelma Kodama, de acordo com relatório feito pelo agente federal Acyr dos Santos Paes. A apuração foi feita entre 2015 e 2016, mas até hoje as circunstâncias da instalação da escuta ainda não foram esclarecidas. Depoimentos de procedimentos disciplinares sobre o caso voltaram a ser feitos nos últimos dias.

Em 27 de junho, Youssef prestou depoimento na Polícia Federal de São Paulo em um processo administrativo disciplinar sobre o agente responsável pela instalação do equipamento de escuta, Dalmey Werlang. O advogado de Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, disse que não sabia da existência da perícia e que a polícia negou o acesso da defesa às sindicâncias.

Gravações ilegais já resultaram em anulação de operações policiais, como a Satiagraha. Segundo a revista Veja, nessa audiência o doleiro afirmou que um de seus advogados questionou o então juiz Sergio Moro a respeito do caso e que o magistrado negou que o aparelho tivesse sido instalado com autorização judicial.

A perícia sobre o equipamento foi feita em 2015 por Santos Paes. Nela, o agente diz que "no primeiro dia de gravações (17.mar.2014), alguns (dos grampeados) já se identificam como Carlos Alberto Pereira da Costa, Carlos Alexandre de Souza Rocha e Alberto Youssef".

Todos os três foram alvos das primeiras fases da Lava Jato. "No segundo dia conversam a respeito de itens apreendidos, entre eles pinturas, canetas, bebidas —tal fato foi noticiado na mídia naquela data; uma presa se identifica como Nelma Kodama."

O relatório final dessa sindicância chega à conclusão, no entanto, da "inexistência de diálogos que pudessem ser considerados relevantes ou que pudessem, em tese, ser usado contra os interlocutores". A descoberta do grampo gerou na época trocas de acusações e aberturas de inquéritos sobre policiais federais tidos como críticos da operação.

DISPUTA
No centro dessa disputa estava a antiga cúpula da Lava Jato na Polícia Federal em Curitiba, que hoje integra o alto escalão da PF no Ministério da Justiça, comandado por Moro.

Ainda em 2014, o delegado Maurício Moscardi Grillo abriu uma primeira sindicância para apurar se houve interceptação ilegal na cela, mas oficialmente chegou à conclusão de que o aparelho que tinha sido achado estava inoperante.

Segundo o relatório de Grillo, a escuta encontrada havia sido instalada legalmente em 2008, para investigar o traficante Fernandinho Beira-Mar, que chegou a ficar preso na superintendência. O delegado chega a essa conclusão sem ouvir formalmente o agente Dalmey, que era responsável por instalar esse tipo de escuta, e sem encaminhar o equipamento à perícia.

"Obviamente, aproveitando-se do fato de ter sido encontrado o artefato no forro de sua cela, Alberto Youssef e sua defesa difundiram o fato [de que foi grampeado] de maneira irresponsável na convicção de tumultuar e ocasionar alguma nulidade formal para a Operação Lava Jato", escreveu o delegado na ocasião. Essa sindicância foi encerrada sem apontar irregularidades.

Mas um novo depoimento de Dalmey, colhido em 2015 pelo delegado Mario Renato Fanton, causou uma reviravolta no caso. Nele, Dalmey afirmou ter instalado o equipamento especificamente para gravar os presos da Lava Jato e afirmou que o fez a pedido de delegados da operação —Igor Romário de Paula, Rosalvo Ferreira Franco e Márcio Anselmo, que hoje fazem parte da cúpula da PF em Brasília.

Foi aberta uma nova sindicância para apurar os grampos. Dessa vez, o equipamento foi enviado para análise de peritos, que apontou a existência das 260 horas de gravação. Em dezembro de 2016, o resultado da segunda sindicância foi parar nas mãos do então diretor-geral da Polícia Federal Leandro Daiello, que determinou abertura de processos disciplinares contra Dalmey, pela instalação do grampo ilegal, e contra Grillo, por má condução na primeira apuração sobre a escuta.

Os delegados da Lava Jato não foram atingidos porque, segundo a corporação, não havia indícios suficientes de que as escutas tivessem sido instaladas sob ordem superior.

'INIMIGO' DOS CHEFES



Nos anos seguintes, Mario Fanton, o delegado que revelou que a escuta havia sido instalada, passou a ser alvo de diversos processos de apuração interna da Polícia Federal. Também foi investigado criminalmente, inclusive por calúnia.

Os casos nem sempre são relacionados aos grampos, mas nas defesas que apresentou à Justiça, Fanton diz alvo de perseguição após ter tomado o depoimento de Dalmey. Afirma que é considerado “inimigo” pelos ex-chefes da Lava Jato. O delegado já respondeu a três processos disciplinares e quatro inquéritos policiais —todos foram arquivados. Há ainda um inquérito policial que tramita contra ele, sem conclusão.

Em março deste ano, a Justiça Federal do Paraná rejeitou uma ação civil de improbidade, proposta pela Procuradoria, que acusava Fanton de ter repassado informações da Operação Carne Fraca a André Vargas, ex-deputado petista condenado na Lava Jato, em 2017.

A acusação diz que, ao transferir Vargas de Londrina para Curitiba, Fanton teria revelado o objetivo da investigação e revelado o nome de outros acusados.? O juiz responsável considerou que havia falta de provas e que as testemunhas do caso foram contraditórias a respeito das acusações contra o delegado.

Procurado, o advogado de Fanton, José Augusto Marcondes de Moura Jr, não quis comentar os processos. A reportagem não conseguiu localizar Grillo e Dalmey. A reportagem também procurou a PF em Brasília, onde atuam hoje os delegados Igor Romário de Paula, Rosalvo e Marcio Anselmo, para comentar o assunto, mas não houve resposta. A Polícia Federal de Curitiba, onde estão Grillo e Dalmey, também não se manifestou.

fonte:Folhapress 12/07/19

Em 2019: Governo reduz previsão e espera ‘pibinho’ de 0,81%


foto:reprodução Getty imagens
Ministério da Economia revisou nesta sexta-feira, 12, a projeção oficial para o crescimento da economia brasileira neste ano. O Produto Interno Bruto (PIB)deve ficar em 0,81% em 2019. Com isso, a projeção foi cortada pela metade. Em maio, a estimativa da equipe econômica era de 1,6%. O dado consta no Panorama Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica (SPE). 
As previsões de “pibinho” divulgadas nesta sexta ficaram próximas as do último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC), divulgado segunda-feira. O relatório, feito com  base em análises de economistas do mercado financeiro, prevê crescimento de 0,82% para o PIB de 2019.  No fim de junho, em um relatório trimestral, o Banco Central também estimou o indicador abaixo dos 1%, em 0,82%. 
De acordo com o governo, as projeções não incorporam o efeito completo da reforma da Previdência e as novas medidas que “beneficiarão a economia no curto prazo”. O governo também revisou o crescimento da economia para 2020, de 2,5% para 2,2%.
O Ministério da Economia também revisou a projeção oficial para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – indicador  oficial de inflação no país – em 2019, de 4,1% para 3,8%. No documento desta sexta, a SPE não divulgou seus parâmetros para a Selic (a taxa básica de juros) e o câmbio médio em 2019. 

fonte:Veja.com/reprodução 12/07/19

Ensino Superior: Bolsonaro volta atacar a autonomia das Universidades Federais

'Coisas absurdas têm acontecido dado a autonomia das universidades', diz Bolsonaro
foto:reprodução/O Globo

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta quinta-feira (11) a autonomia das universidades federais e disse que tem evitado nomear reitores que tenham relação com partidos de esquerda.

Em café da manhã com a bancada evangélica, no Palácio do Planalto, ele afirmou que "coisas absurdas" têm ocorrido nos campi universitários, que viraram, segundo ele, "terras deles".

A autonomia das universidades é garantida pela Constituição Federal. Nos últimos meses, o governo federal reteve a nomeação de reitores, escolhidos em listas tríplices. A motivação teria sido política.

"Coisas absurdas têm acontecido dado a autonomia das universidades", disse. "Ali virou terras deles, eles que mandam", acrescentou.

O presidente disse ainda que, em algumas listas tríplices, há nomes do PT, do PCdoB e do PSOL e, segundo ele, "não tem como fugir".

"É do PT, do PCdoB ou do PSOL. Agora, o que puder fugir, logicamente pode ter um voto só na eleição, mas estamos optando por essa questão", disse.

Durante o encontro, o presidente ouviu uma crítica de um integrante da bancada evangélica à Unilab (Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira).

A instituição de ensino lançou na terça-feira (9) um vestibular específico para candidatos transgêneros e intersexuais em unidades no Ceará e na Bahia. 

O Ministério da Educação já deu sinais de que pode não seguir a nomeação do primeiro da lista tríplice formada pelas instituições em consultas internas. 

O governo tem a atribuição legal de oficializar qualquer nome da lista, embora seja tradicional a indicação do primeiro colocado, como forma de respeitar a autonomia das universidades.

fonte:Bahia notícias/reprodução 12/07/19

SP: Ignorado por Rappi, Uber e Samu, entregador passa mal e morre


[Ignorado por Rappi, Uber e Samu, entregador passa mal e morre ]
foto:reprodução

Thiago não recebeu o atendimento de que precisava na mesma velocidade em que fazia suas entregas sobre uma moto no trânsito de São Paulo. Morreu.
A história do entregador engrossa a estatística decorrente dos obstáculos aos quais estão submetidos os paulistanos que necessitam de atendimento público de saúde na maior cidade do Brasil. É também um retrato das relações atuais de trabalho.
Passava das 22h do último sábado (6). De um lado, quatro amigos reunidos num apartamento de Perdizes (zona oeste) naquela que foi uma das noites mais geladas deste inverno na capital paulista.
De outro, o entregador Thiago de Jesus Dias, 33, que tinha a missão de levar um vinho para seus clientes. Thiago trabalhava para o Rappi, aplicativo de compras e entregas de produtos.
O entregador chegou ao endereço já reclamando de forte dor de cabeça e sentindo muito frio. Seu quadro de saúde se agravou rapidamente, lembra Ana Luísa Ferreira Pinto, advogada na área de direitos humanos. "Ele nem chegou a entrar no prédio. Caiu no chão, estava com o corpo enrijecido e reclamava do frio", disse a advogada.
Ali, na calçada, Ana e seus amigos agasalharam Thiago com cobertores, deram água e iniciaram os cuidados com o entregador. Ainda consciente, ele entregou seu celular para Ana. Pediu que ela avisasse a Rappi que estava passando mal e não faria as próximas entregas programadas.
A advogada avisou e recebeu a seguinte orientação. "Entramos em contato com a Rappi que, sem qualquer sensibilidade, nos pediu para que déssemos baixa no pedido, para que eles conseguissem avisar os próximos clientes que não receberiam seus produtos no horário previsto", disse.
No último lampejo de consciência, o entregador apertou a mão da advogada e balbuciou o nome da irmã, Daiane. "Eu só pedia uma coisa naquele momento: Thiago, fique com a gente, por favor", afirma.
O grupo se dividiu entre ligações para serviços públicos de emergência. Na PM (190), ouviram que precisavam comunicar o Corpo de Bombeiros.
Na central de atendimentos do Corpo de Bombeiros (193), foram informados que a ocorrência havia sido aberta, mas o resgate, no caso específico, deveria ser feito pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
No Samu (192), órgão sob a responsabilidade da gestão Bruno Covas (PSDB), ouviram de um atendente que "a ocorrência havia sido aberta, mas sem previsão de chegada da equipe". Reportagem do jornal Agora mostrou que 67% dos chamados de socorro ao Samu na capital paulista apresentam "grandes atrasos" nos atendimentos.
Outra reportagem, da Folha de S.Paulo, mostrou que as equipes do Samu estão atendendo menos chamadas. Em abril, a redução chegou a 22%, cerca de um mês depois do fechamento de bases e a consequente realocação de equipes para outros endereços.
No caso de Thiago, o Samu não apareceu. O entregador já agonizava e, após a crise de dor, havia urinado na própria roupa. Naquela altura, ele estava esperado havia 1h30 desde a primeira ligação feita aos órgãos de resgate, conta Ana.
Sem respostas do serviço público, Ana resolveu avisar Daiane sobre o que havia acontecido com o irmão dela. A diarista de 30 anos cruzou boa parte da zona oeste da capital dentro de um carro da Uber para chegar até Perdizes. Ela, a mãe, os três irmãos (incluindo Thiago) moram numa casa de três pavimentos em Pirituba.
O deslocamento entre os dois bairros leva ao menos 50 minutos de carro –isso quando o trânsito coopera. Ao chegar ao local, Daiane se desesperou. "Meu irmão não falava, estava no chão e não apresentava nenhuma reação", disse.
Ela queria tirar o irmão dali de qualquer jeito. Foi quando pensou que poderia transportá-lo também num segundo carro da Uber até um hospital.
A chegada do motorista da Uber, no entanto, só piorou a situação. Quando viu Thiago já no banco de trás com a roupa encharcada de urina, o motorista se recusou a fazer a viagem, alegando que o entregador "sujaria o seu carro". "Eu disse que aquilo era omissão de socorro, um crime. Mas ele cancelou a corrida", disse Ana.
Thiago só saiu dali porque, no mesmo instante, o seu melhor amigo chegou de carro e o levou às pressas ao Hospital das Clínicas. Lá, os problemas continuaram. Um segurança, diz a família da vítima, dificultou a entrada do carro porque a unidade só recebe pacientes levados por ambulância. "Tivemos que burlar o sistema. Aproveitamos que uma ambulância estava entrando, colamos nela e conseguimos levar o meu irmão até a entrada", disse Daiane.
A diarista ainda precisou procurar por uma maca disponível e levar o seu irmão à sala de emergência. Ela lembra que o relógio marcava 2h quando recebeu o primeiro diagnóstico: Thiago sofrera um AVC (acidente vascular cerebral).
Por volta das 4h, o quadro de saúde do entregador piorou e ele foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). "Eu conversei com ele, vi uma lágrima caindo de seus olhos. Parecia que ele entendia tudo. Foi a nossa despedida", disse Daiane.
Às 10h de domingo (7), a família recebeu o segundo diagnóstico: Thiago estava com suspeita de morte encefálica. Sem esboçar reação, o quadro se confirmou no dia seguinte. O entregador morreu às 9h35 de segunda-feira (8).
A família doou as córneas, o fígado e os rins. O corpo de Thiago foi enterrado na terça-feira (9) no cemitério Dom Bosco, em Perus (zona norte).
Thiago deixa três irmãos, a mãe, o pai e a filha, Brenda, 6. Amava andar de moto desde adolescente e planejava construir um canil para suas duas cachorras Kiara e Giulia.
Era considerado um piadista incorrigível, disse Daiane. "Perdemos o nosso grande humorista, o cara que só fazia a gente rir", afirma.
Brenda é quem conforta a família agora. Toda vez que sai para brincar no quintal de casa, aponta o dedo para o céu e avisa: o meu pai virou uma estrela.
OUTRO LADO

A Rappi disse que lamenta a morte de Thiago de Jesus Dias e informou que busca melhorias em seus procedimentos. "A empresa está desenvolvendo um botão de emergência, que estará disponível dentro do aplicativo dos entregadores, por meio do qual os mesmos poderão optar por acionar diretamente o suporte telefônico da Rappi ou as autoridades competentes", disse a empresa. O serviço, segundo a Rappi, poderá ser usado em situações relacionadas a saúde ou a segurança.

O Samu disse que o chamado de Thiago chegou até sua central às 22h15 de sábado, como dor de cabeça e classificado com prioridade média, recebendo monitoramento à distância até ser cancelado com a informação de que o paciente havia sido removido em carro particular.
O órgão ressaltou que abriu um procedimento para verificar todas as circunstâncias que envolveram o atendimento e, após sua conclusão, a direção do serviço disse que adotará as medidas cabíveis.
A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Militar não registrou nenhum pedido de resgate para Thiago. A pasta da gestão Doria (PSDB) diz que analisou os chamados recebidos pela PM na noite do último sábado (6) e não encontrou o endereço informado pelos solicitantes.
O Corpo de Bombeiros, por meio de sua assessoria de imprensa, também negou ter recebido as ligações. Disse que no caso do entregador, é o Samu o responsável pelo atendimento. "Casos clínicos são de responsabilidade do Samu. Os bombeiros atendem ocorrências de traumas e acidentes."
Procurada nesta quinta (11), a Uber não se manifestou sobre o comportamento de seu motorista e procedimentos da empresa em casos como este.
O Hospital das Clínicas foi questionado sobre o fato de ter dificultado a entrada de Thiago no setor de emergência e disse que as imagens de câmeras mostraram que o veículo que transportava o entregador demorou três minutos para entrar na unidade.
Para a advogada Ana Ferreira Pinto, o caso não ficará impune. "Ocorreu uma série de negligências. Isso precisa ser evitado. Já me coloquei à disposição da família", disse.
fonte:Folhapress/12/07/19

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Irmã de Paulo Henrique Amorim diz que 'ele não aguentou o baque' após afastamento

Irmã de Paulo Henrique Amorim diz que 'ele não aguentou o baque' após afastamento

Foto: Reprodução / Marcela Ribeiro / UOL


A irmã do jornalista Paulo Henrique Amorim, Marília, viajou da França para o Brasil para se despedir do profissional morto aos 77 anos, vítima de um infarto (relembre aqui). De acordo com o UOL, durante o velório que aconteceu nesta quinta-feira (11), na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro (relembre aqui), ela relembrou os antigos afastamentos do irmão na televisão e chamou atenção para o último ocorrido no último mês de junho. 

"Me lembro que na Band ele tinha acabado de receber dois prêmios por dois programas [que apresentava]: um era o jornal das 20h e outro era um programa de entrevistas chamado ‘Fogo Cruzado’. Poucos dias depois do prêmio, ele perdeu o programa por pressão do [ex-presidente] Fernando Henrique. Ele já conhecia isso, mas claro que sempre é um baque forte. Parece que dessa vez foi demais e ele não aguentou", declarou Marília. 

Longe do irmão nos últimos dias de vida de Paulo Henrique, a irmã chegou a receber dele uma mensagem que a tranquilizava quando foi afastado por tempo indeterminado do “Domingo Espetacular”, da Record (relembre aqui). “'Não se preocupe, você sabe que eu tive isso várias vezes e que eu aguento o tranco'", teria dito o jornalista.

Velando corpo do irmão, Marília destacou as qualidades de Paulo Henrique Amorim tanto na vida, quanto na carreira: "A gente se adorava. Ele era meu irmão mais velho. Éramos três, minha irmã também já faleceu. Ele era meu herói, uma pessoa muito corajosa, extremamente generoso. Corajoso no embate dele de não abrir mão das ideias dele, do que ele achava que tinha que ser dito, revelado, mostrado. Uma pessoa muito corajosa, muito íntegro nas convicções do trabalho dele. Adorava trabalhar". 

fonte:Bahia Notícias/11/07/19 -23h:05min.