O governador Rui Costa anunciou na noite de terça-feira (13), durante o Papo Correria, que autorizou a realização de um concurso da Polícia Civil ainda neste segundo semestre de 2021. Segundo ele, são mil vagas. O edital deverá ser divulgado em breve.
“Autorizei a Saeb junto com a Secretaria de Segurança Pública a iniciar os preparativos e fazer o concurso neste segundo semestre, de mil vagas para a Polícia Civil. Serão 100 vagas para delegados, 100 vagas para escrivães e 800 vagas para agentes da Polícia Civil. Se você está se preparando para concurso público, anotem, o concurso será feito agora no segundo semestre. Depois vamos divulgar o calendário”, afirmou. Informações do Acorda Cidade.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deu dicas nos últimos dias sobre supostas provas que teria sobre fraudes na apuração dos resultados eleitorais desde 2014. A fonte da tese teria aparecido em um vídeo divulgado em outubro de 2018 por Naomi Yamaguchi. A informação é do Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.
Ela é administradora de empresas, irmã da médica Nise Yamaguchi e foi candidata a deputada federal pelo PSL de São Paulo. Naomi recebeu 5.905 votos e não foi eleita.
Bolsonaro disse a jornalistas, na última segunda (12), após sair de um encontro com o presidente do STF, Luiz Fux, que "uma especialista" fará apresentação pública para comprovar a tese. O presidente, no entanto, não citou data pois a pessoa estaria com Covid-19.
Ainda nesta semana, na terça-feira (13), ele prometeu que "algo bombástico" será divulgado em transmissão ao vivo desta quinta (15). Na semana passada, em conversa com apoiadores, citou a apuração de votos no segundo turno de 2014, na disputa entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).
“No minuto a minuto, o Aécio começou na frente e, com o tempo, as curvas foram se cruzando até que se estabilizaram na horizontal, com a Dilma na frente”, disse. “No minuto a minuto, por 271 vezes consecutivas [Aécio e Dilma teriam se alternado], dá pra imaginar?”, completou Bolsonaro.
A tese é defendida por Naomi Yamaguchi em vídeo publicado no Facebook, em 24 de outubro de 2018. Ela aparece entrevistando um homem que se identifica como Alexandre Chut, sem revelar mais informações sobre si mesmo.
O entrevistado explica que fez contas sobre o incremento de votos para cada candidato na apuração minuto a minuto fornecida pelo TSE e que encontrou indícios de fraude por um padrão não natural no registro após Dilma assumir a liderança.
Em vídeo comparativo, é possível ver as explicações usadas por Bolsonaro e pelo entrevistado.
Presidente Jair Bolsonaro mostra uma caixinha de Hidroxicloroquina
O Ministério da Saúde admitiu em documentos enviados àCPI da Covidessa semana que medicamentos que compõem o chamado "kit covid", amplamente defendidos porJair Bolsonaro, são ineficazes contra o vírus.
"Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população", diz documento.
Duas notas técnicas foram entregues à comissão por um pedido do senador Humberto Costa (PT-PE).
A CPI apura se a existência de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde influenciou o atraso na compra das vacinas, o favorecimento de laboratórios e a compra de medicamentos do "kit covid" sem eficácia para o tratamento da doença.Os medicamentos para tratamento precoce foram defendidos por apoiadores do governo e indicados pelo aplicativo do Ministério da Saúde, TrateCov, em Manaus (AM) em janeiro, no auge da crise de oxigênio no estado. A plataforma saiu do ar após a pasta alegar invasão hacker.
Uma primeira lista de testemunhas que são investigadas pela comissão por terem composto este gabinete e insistido no uso dos medicamentos são: o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o ex-chefe da comunicação do governo, Fábio Wajngarten, as médicas Mayra Pinheiro e Nise Yamaguchi e o ex-chanceler Ernesto Araújo.
Também constam na lista de investigados: o ex-assessor do Ministério da Saúde Elcio Franco, o conselheiro do presidente Arthur Weintraub, o empresário Carlos Wizard, Franciele Fantinato, Helio Neto, Marcellus Campelo, Paulo Marinho Zanotto, Luciano Dias Azevedo e o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga.
O tempo de abertura de empresas em Salvador caiu de 20 dias para até três dias. A mudança nos prazos começou a valer nesta terça-feira (13), graças a uma ação da Junta Comercial da Bahia (Juceb) com a Prefeitura da capital que garantiu a integração Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) à rede de sistemas informatizados para o registro e legalização de empresas no âmbito da União, estados e municípios, chamado de Redesim.
De acordo com o órgão, a aceleração nos prazos aconteceu porque, agora, a emissão do Termo de Viabilidade de Localização (TVL) pela Sedur será integrada à Redesim, cuja responsabilidade de manutenção é da Juceb. "Intensificamos essas tratativas com a Prefeitura de Salvador em julho de 2020, para trazer TVL para o sistema intregrador e facilitar a vida das pessoas que querem empreender", explicou a presidente da Juceb, Andréa Mendonça.
Com esse avanço, os serviços de abertura e alterações de empresas passam a ser solicitados de maneira integrada, através do site da Juceb. "Essa integração proporciona ao empreendedor maior agilidade não só na abertura, mas também nas alterações e baixas de empresas, bem como a unificação de dados nos cadastros dos sistemas dos entes envolvidos", disse Andréa.
A presidente da Juceb afirmou ainda que "elevando a posição de Salvador e da Bahia no ranking da abertura de empresas, conseguimos dar um peso significativo na atração de novos investimentos nacionais e internacionais para todo o nosso estado, tão rico e com tantas possibilidades de excelentes negócios”. Informações do Bahia Notícias em 14/07/2021
Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro em live - Reprodução/arquivo
Em documento de setembro de 2020, a consultoria jurídica do Ministério da Saúde alegou que o fato do contrato estar em inglês dificultou a adesão do Brasil ao ConsórcioCovax Facilityde vacinas contra a Covid-19.
O ofício, que está em poder da CPI do Genocídio, cita a dificuldade porque os servidores não tinham “conhecimento suficiente de tal língua estrangeira a ponto de emitir manifestação conclusiva”.
A falta de conhecimento do inglês acarretou em outra alegação exposta pelo ministério: o curto espaço de tempo, já que os documentos chegaram em 24 de setembro com prazo de resposta para o dia seguinte.
Em depoimento à CPI do Genocídio, o então ministro Eduardo Pazuello disse que optou por comprar a quantidade mínima de doses do Covax Facility, consórcio internacional para aquisição de vacinas, porque a negociação, na opinião dele, estava “nebulosa”.
“A negociação com a Covax Facility começou muito nebulosa. Não haviam bases, o preço inicial era 40 dólares a vacina, não havia garantia de fornecimento. A Covax não nos dava nem data, nem cronograma, nem garantia de entrega”, disse Pazuello.
Paulo Coelho e a esposa, a artista plástica Christina Oiticica (Reprodução/Twitter)
Pelas redes sociais na madrugada desta quarta-feira (14), o escritor Paulo Coelho e a esposa, a artista plástica Christina Oiticica, anunciaram que vão bancar os custos do Festival de Jazz do Capão, evento que acontece há 10 anos na Bahia e que foi alvo de censura e perseguição pelo governo Jair Bolsonaro.
“A Fundação Coelho & Oiticica se oferece para cobrir os gastos do Festival do Capão, solicitados via Lei Rouanet (R$ 145,000) Entrem em contato via DM pedindo a alguém que sigo aqui que me transmita. Única condição: que seja antifascista e pela democracia”, anunciou o casal no Twitter do escritor.
O Secretário Especial de Cultura, Mário Frias Filho, deu parecer negativo para que o festival captasse os recursos via Lei Rouanet.
A alegação de Frias foi que o festival tem caráter “ideológico” por ter divulgado em 1 de junho uma publicação nas redes se colocando como “antifascista e pela democracia”. “Não podemos aceitar o fascismo, o racismo e nenhuma forma de opressão e preconceito”, diz o post.
“Enquanto eu for secretário especial de cultura ela [cultura] será resgatada desse sequestro político e ideológico”, publicou o ex-ator de Malhação.
Em parecer, a Secretaria negou acesso à Lei Rouanet ao Festival fazendo citações religiosas, versos em latin e dizendo que “A Arte é tão singular que pode ser associada ao Criador”.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), deu entrada no Hospital das Forças Armadas (HFA) na madrugada desta quarta-feira (14/7) para fazer exames. Informações iniciais indicam que o chefe do Executivo sentiu dores abdominais e passa bem.
Foram canceladas as duas principais agendas que o mandatário teria nesta quarta: uma reunião do comitê de enfrentamento à Covid-19 e o encontro entre os presidentes dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.
“Peço desculpas, estou há uma semana com soluço. Talvez eu não consiga me expressar aqui adequadamente durante essa live”, disse o presidente, ao iniciar a transmissão ao vivo nas redes sociais na última quinta-feira (8/7).
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, classificou como vergonhosa o que chamou de "exploração da religião" por parte do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o STF (Supremo Tribunal Federal).
"Agradeço a Deus pela vida e por essa possibilidade de servir meu país; à minha família, pelo amor recíproco; ao presidente Jair Bolsonaro, pela confiança; aos líderes evangélicos, parlamentares, amigos e todos que têm me apoiado", escreveu Mendonça em suas redes sociais nesta terça (13), após a publicação da indicação no Diário Oficial da União.
"Quem agradece a líderes religiosos por sua indicação não merece ser nomeado", afirma Santa Cruz à reportagem.
"Tudo que o Brasil não precisa é de uma guerra religiosa. [O ministro Luiz] Fux é o primeiro presidente judeu do STF sem que ninguém fale disso. É uma vergonha a exploração da religião para ser ministro do STF", segue.
A indicação de Mendonça representa não apenas a escolha de um contumaz defensor do presidente para a corte, a segunda feita por Bolsonaro. A escolha dele também é um aceno à base evangélica. Desde 2019, o mandatário prometia indicar um nome "terrivelmente evangélico" para o STF.
A promessa foi descumprida em outubro de 2020, quando escolheu Kassio Nunes Marques para a vaga de Celso de Mello. Mas agora, com o eleitorado evangélico dividido entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o chefe do Executivo cumpriu o que prometeu.
A indicação é só o primeiro passo de Mendonça rumo a uma cadeira no STF. Para chegar lá, o pastor presbiteriano precisará ser sabatinado e aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Depois disso, o escolhido de Bolsonaro ainda precisa ser aprovado pelo plenário da Casa.
Para não se frustrar, Mendonça já vinha conversando com senadores para diminuir a resistência a seu nome.
O candidato a ministro do Supremo tende a ter mais dificuldade diante da nova tensão entre os Poderes provocada por declarações golpistas de Bolsonaro, que, sem provas, acusa fraudes nas eleições e chegou a acenar com a possibilidade de que o pleito não aconteça no ano que vem.
Pós-graduado em direito pela UnB (Universidade de Brasília) e pastor na Igreja Presbiteriana Esperança, na capital federal, Mendonça é doutor em estado de direito e governança global e mestre em estratégias anticorrupção e políticas de integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
Ele integra a AGU desde 2000, quando encerrou sua atividade como advogado concursado da Petrobras (1997-2000).
Chegou ao governo pelas mãos do hoje ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jorge de Oliveira, amigo da família Bolsonaro, e do ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Wagner Rosário, com o apoio da bancada evangélica.