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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Do jornalista Guga Chacra para Constantino: 'Por que você não sai do sofá aí na Flórida?

A “guerra” de indiretas e diretas entre o jornalista Guga Chacra e o economista Rodrigo Constantino ganhou mais um capítulo. Desta vez, os dois discutiram sobre a cobertura da mídia no “comboio pela liberdade” contra a vacinação obrigatória no Canadá.

Nesta segunda-feira (7/2), foi declarado  estado de emergência em Ottawa, capital do Canadá. A obrigatoriedade da vacinação de condutores de caminhões revoltou os profissionais, que se juntaram num protesto que já dura vários dias. 

“Reportagem de destaque na FoxNews mostra como o comboio da liberdade no Canadá está inspirando caminhoneiros e simpatizantes em outros países. No Brasil, nossa imprensa finge que nada acontece…”, escreveu Rodrigo ao compartilhar um print da FoxNews americana.

Em resposta, o jornalista refutou o argumento de Constantino e defendeu a mídia brasileira. 

“Oi Rodrigo, a imprensa tem coberto. Por que você, que é da imprensa, não sai do sofá aí no condomínio na Flórida uma vez na vida e faz uma reportagem in loco em Ottawa? Como jornalista, me ajudou muito ter feito reportagens em Gaza, Síria, Yemen, Haiti, Líbano, Egito, Turquia”, disse. 


 

O economista seguiu confirmando que a mídia vem ocultando os protestos no Canadá. “Oi, Guga. A imprensa tem ocultado. Eu sou comentarista de opinião, não repórter. Talvez você não saiba a diferença. Duro é quando banca o repórter, mas não passa de militante esquerdista disfarçado de jornalista imparcial”, respondeu.

Em seguida, Guga respondeu Constantino. “Oi Rodrigo, também sou comentarista. Mas, normalmente, para chegar a este estágio, o jornalista passa anos ou décadas na reportagem. Fui correspondente em Buenos Aires, Oriente Médio e NY. Cobri terremoto, guerra e entrevistei líderes políticos. E você, direto para o sofá na Flórida?”, pontuou.


A polícia do Canadá anunciou que investigações criminais estão em andamento para apurar ilegalidades cometidas durante os protestos.

Milhares de caminhoneiros e apoiadores participaram do ato autointitulado "Comboio da Liberdade", que terminou com ações de vandalismo em monumentos públicos e tentativas de intimidação contra a polícia e trabalhadores da cidade.

Fonte: O ESTADO DE MINAS - 08/02/2022

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Uso de algemas em deportados brasileiros cria impasse entre governo Bolsonaro e EUA

 

Uso de algemas em deportados brasileiros cria impasse entre governo Bolsonaro e EUA
Foto: Reprodução / Hora do Povo

O uso de algemas em cidadãos brasileiros deportados dos Estados Unidos criou um impasse entre o governo Jair Bolsonaro (PL) e o do americano Joe Biden. O Itamaraty vem fazendo, desde o final do ano passado, apelos para o fim da prática e a melhoria no tratamento a pessoas enviadas de volta ao Brasil, mas tem sido ignorado.
 

Há alguns meses, menores de idade também passaram a ser deportados.
 

Segundo depoimentos obtidos pela reportagem, homens e mulheres foram algemados na frente dos filhos em um voo que chegou ao Brasil no dia 26 de janeiro. Alguns passageiros afirmaram à reportagem ter sofrido maus-tratos, e autoridades envolvidas no trâmite confirmaram que receberam relatos semelhantes.
 

Apesar de o pedido para abolir o uso de algemas valer para todos os deportados, de acordo com pessoas envolvidas nessas operações, havia o entendimento de que integrantes de núcleos familiares, em especial, não passariam por essa situação.
 

Por meio de nota, o Itamaraty disse que a situação é vista com "grande preocupação". Segundo a pasta, o ministro Carlos França falou por telefone com o secretário de Estado americano, Antony Blinken, no último dia 30 de janeiro para tratar do assunto.
 

Questionado pela reportagem sobre o uso de algemas em voo com crianças e adolescentes, o órgão disse que tomou conhecimento da ocorrência do fato. "O secretário Blinken respondeu que os protocolos de segurança nos voos não competem ao Departamento de Estado, mas demonstrou atenção ao pedido brasileiro. Informou, ainda, que seriam envidados esforços para que, em futuros voos de deportação, compostos unicamente por grupos familiares, não haja uso de algemas", afirmou a pasta.
 

Em setembro, como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, o governo brasileiro havia pedido o fim do uso de algemas para os EUA como parte da negociação para o aumento na frequência desses voos para o Brasil, diante do maior volume de detidos na fronteira americana com o México.
 

Esses brasileiros são mandados de volta após tentativas de entrar nos EUA de maneira irregular. Por si só, esse tipo de migração não é considerada um crime pela lei brasileira, mas promovê-la a fim de obter lucro, sim --desde 2017. O lado brasileiro tem insistido que a maioria dos cidadãos que retornam não possui condenação criminal prévia e não representa ameaça à segurança da aeronave.
 

O assunto virou um impasse porque as autoridades americanas têm dito às brasileiras que entendem a preocupação, mas que não encontram uma forma de resolver a questão. De acordo com informações repassadas ao Itamaraty, a utilização de algemas é uma praxe dos EUA em voos do tipo para outros países e, portanto, seria difícil abrir uma exceção. Alternativas estão sendo estudadas.
 

Deportado no dia 26 de janeiro, o vigilante Everton Júnior Liberato, 36, estava acompanhado da esposa e do filho de 7 anos no voo com com 211 brasileiros vindos dos EUA, 90 dos quais menores de idade --incluindo crianças de até 10 anos.
 

Ele conta que viajou em 5 de janeiro, com a esperança de conseguir melhorar de vida, e que foi separado da família logo ao entrar em solo americano, ficando ao menos dez dias sem ter notícias da mulher e do filho. No reencontro, relatou ter passado pelo constrangimento de ter sido algemado na frente da criança.
 

"Amarraram corrente na perna, na cintura, nas mãos. Meu filho me perguntou o que estavam fazendo comigo, chorou muito ao me ver algemado. Ele perguntava para eles [autoridades americanas] o que estavam fazendo e eles só riam", afirma à reportagem.
 

Segundo Liberato, além das condições a que ele próprio foi submetido, classificadas pelo vigilante como humilhantes, seu filho ainda passou mal e não recebeu assistência. Ele conta que todos os pais que estavam no seu voo foram algemados, exceto quando a criança viajou acompanhada de apenas um genitor --houve casos de mães algemadas também.
 

A bacharel em direito Geisiane Vieira, 33, disse que o marido passou pela mesma situação ao lado do filho mais novo. "Não há o mínimo de dignidade. Faltam remédios para os adultos e para as crianças, eles não nos escutam, há maus-tratos", diz. Geisiane havia chegado aos EUA no dia 16 de janeiro, com o marido e os filhos de 12 e 15 anos.
 

Histórias de abusos são recorrentes entre migrantes mantidos em centros de detenção após verem frustrada a passagem pela fronteira com o México. Comida ruim e falta de medicamentos e de itens de higiene são reclamações comuns.
 

A intenção das famílias era tentar entrar de forma irregular em solo americano pelo sistema chamado de "cai cai". Como crianças não podem permanecer sozinhas durante os procedimentos de repatriação ao Brasil ou aceitação pelo governo americano, por esse método os adultos ingressam nos EUA acompanhados de um parente menor de idade e se entregam às autoridades, o que lhes permite responder ao processo em liberdade.
 

Contrabandistas e "coiotes" viram essa regra como uma oportunidade de negócio.
 

Procurada, a Embaixada dos EUA no Brasil não se manifestou até a conclusão deste texto.
 

A quantidade de crianças e adolescentes enviadas de volta ao país no voo de 26 de janeiro foi inédita nesse tipo de operação. O avião com os 211 brasileiros partiu do estado do Arizona e chegou ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (MG), por volta das 13h30.
 

O autônomo Ezequiel Santos da Silva, 27, estava entre eles, depois de ter ido tentar a vida nos EUA com a esposa e os filhos de 2 e 5 anos. A intenção era trabalhar para juntar dinheiro e comprar uma casa no Brasil. Ele conta que viveu dias difíceis separado da família e foi mais um que precisou ser algemado para voltar ao Brasil.
 

"Fui algemado na frente dos filhos, minha menina se desesperou, chorou. Eu achei muito ruim, sou pai de família, não sou bandido. Mas eles ficam falando que a gente entrou ilegalmente no país deles."
 

O delegado da Polícia Federal Daniel Fantini disse que a corporação analisa os depoimentos colhidos. Há o interesse em identificar quadrilhas que promovem essa travessia irregular, apurando também as circunstâncias em que as crianças deixaram o território brasileiro e as condições a que foram submetidas no processo de entrada nos EUA.
 

A PF investiga se há nesse grupo pessoas que se passam por pais de menores, com documentos falsos, para tentar entrar nos EUA pelo "cai cai". "Existem indícios de casamentos e uniões estáveis fictícias", ressalta Fantini.
 

Como a Folha de S.Paulo mostrou em uma série de reportagens em dezembro, contrabandistas que atuam para promover a migração irregular do México para os EUA têm lucrado com o aluguel de crianças brasileiras.
 

Além de policiais federais, representantes dos juizados da Infância e da Juventude de Belo Horizonte e de Pedro Leopoldo, cidade na região metropolitana da capital mineira, acompanharam o desembarque.


Fonte: FOLHAPRESS - 07/02/2022 22h:05

Irecê registra recorde de novos casos positivos para a Covid-19 nesta segunda

                               Pç. do feijão -Irecê -foto:Blog Fique Informado

Nesta segunda (7) a cidade de Irecê, no Centro Norte do Estado bateu recorde de novos casos positivos de Covid-19 desde o registro do 1º caso na cidade em 13/04/2020.

Conforme boletim divulgado pela secretaria municipal de saúde, foram 262 novos casos positivos para a doença.

Ainda de acordo com o boletim 10.658 contraíram a doença desde 13/04/2020, sendo que 10.213 se recuperaram e 156 pessoas perderam a vida para a doença, ficando com 289 positivos ATIVOS nesta segunda.


Seis pessoas estão internadas, e 162 exames estão em investigação pela Fiocruz.

Lula e Moro são vítimas de fake news promovidas por evangélicos pró-Bolsonaro

 

Lula e Moro são vítimas de fake news promovidas por evangélicos pró-Bolsonaro
Foto: Ricardo Stucket / Marcelo Camargo / Divulgação

A ONU tão adorada pela esquerda, que os irmãos fiquem sabendo, afirmou que "a igreja cristã é inimiga dos direitos humanos". O plano da organização, portanto, é virar uma "religião mundial" e impor "leis humanitárias, e não espirituais, para que o mundo não esteja sujeito à doutrina cristã".
 

Falso, claro. Mas é o que diz um vídeo apócrifo que circula entre fiéis de Carapicuíba (SP).
 

E o que dizer do Lula possuído? "E eu estou falando com o demônio e o demônio está tomando conta de mim", diz áudio que também passeou por igrejas locais.
 

Ele já foi desmentido por mais de uma agência de checagem de fatos. A Lupa, por exemplo, mostrou que a fala do ex-presidente petista foi recortada e tirada de contexto, dando a impressão de que ele batia um papo com o capeta.
 

O que Lula disse, na verdade, era justamente um alerta contra fake news que coalham o debate público. "E nas redes sociais do bolsonarismo eles estão dizendo que eu tenho relação com o demônio, que eu estou falando com o demônio e o demônio estava tomando conta de mim."
 

Essa é uma "soft", leve, ironiza Sérgio Ribeiro, fiel da Igreja A Serviço do Rei Jesus e petista que já foi prefeito de Carapicuíba.
 

Ele envia à reportagem mais de 50 conteúdos inverídicos ou distorcidos que ricocheteiam por grupos de WhatsApp com evangélicos da cidade. Sempre com o aviso de "encaminhado com frequência" que acompanha mensagens muito repassadas no aplicativo.
 

A infestação de fake news nos celulares escancara como religiosos pró-Jair Bolsonaro (PL) usam a máquina do ódio contra os dois candidatos vistos como ameaças à reeleição do presidente.
 

Lula é o alvo preferencial, mas o ex-juiz Sergio Moro, tido como o adversário que mais periga tirar Bolsonaro do segundo turno, também está na mira.

 

"As pesquisas mostram que Lula e Bolsonaro praticamente empatam no público evangélico. A estratégia da mentira deve se intensificar por causa disso", afirma Luis Sabanay, reverendo presbiteriano na coordenação nacional do Núcleo Evangélico do PT.
 

São mentiras ou deturpações forjadas com base em valores morais, diz. Há ainda tentativas de instigar o pudor cristão, emulando um Brasil sob ataque de progressistas lascivos.
 

Caso deste texto exportado do site De Olho News, com clara intenção de chocar mentes pudicas: "Homem faz tatuagem no ânus em protesto a Bolsonaro".
 

No começo do mês, o site da campanha lulista compilou desinformações contra o pré-candidato. O texto atribui, por exemplo, à "inveja dos bolsonaristas" a retomada de uma notícia falsa que varreu as redes em 2021, sobre a participação do ex-presidente no Fórum Econômico Mundial de 2003.
 

"Segundo a falsificação de bastante mau gosto, ao longo do evento, o então mandatário estava embriagado e tinha se urinado e por isso precisou ser retirado 'discretamente' de seu painel."
 

Outra fake news recorrente foca o eleitorado católico. O áudio, creditado ao padre Marcelo Rossi, alerta sobre os riscos de um eventual governo de esquerda --a assessoria do clérigo nega a veracidade do conteúdo.
 

"Se você ama a liberdade religiosa, a família e o Brasil, ouça com atenção o que esse religioso revela", diz mensagem que acompanha a mídia. Nela, um homem diz que o Brasil vive uma crise moral e que os valores da igreja "já estão sendo desprezados".
 

Caso Lula seja eleito, já era, diz. "Não será como da primeira vez, você não vai ver o Lulinha paz e amor. Vai ser o Lulinha revolucionário que vai tentar implantar o modelo político que ele acha que é melhor para o Brasil."
 

Populares são também opiniões, vendidas como fato, sobre a incompatibilidade entre servir a Cristo e ser esquerdista.
 

"Se você se diz cristão e ainda vota na esquerda, há apenas duas possibilidades: ou você não segue realmente os ensinamentos do cristianismo ou os segue e ainda não entendeu o que a esquerda é verdadeiramente", diz texto publicado pela Igreja Universal em janeiro.
 

Vai na mesma toada André Valadão, pastor que nas últimas semanas recebeu em sua igreja nos Estados Unidos o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o ministro Fábio Faria (Comunicações) e o foragido Allan dos Santos, do site Terça Livre.
 

Querido por jovens evangélicos, ele tem uma caixinha de perguntas e respostas no Instagram. Eis que um seguidor se apresentou como cristão, eleitor do Lula e pró-aborto. "E tudo bem, Jesus me ama e aceita e não estou pecando", concluiu. "'Cê' não é crente de jeito nenhum, não é mesmo", respondeu Valadão.
 

O secretário de comunicação do PT, Jilmar Tatto, diz que o partido dispõe de uma central para reunir denúncias de fake news que, se necessário, são encaminhadas para uma equipe jurídica. "É possível ver de onde essas notícias falsas estão vindo. E elas não têm a ver com disputa política, são mentiras."
 

O PT planeja lançar um programa voltado só para evangélicos na TV da legenda no YouTube. A iniciativa será replicada em redes sociais e, segundo Tatto, é uma maneira de combater essas notícias falsas.
 

O partido também discute a produção de pequenos vídeos, a partir de março, para desmentir falsidades. A ideia é fazê-los na medida para as redes sociais.
 

Na avaliação de petistas, os ataques podem ter aumentado neste começo de ano após levantamentos apontarem que esse eleitorado não é tão fiel a Bolsonaro quanto querem fazer acreditar pastores próximos ao presidente.
 

Pesquisa Datafolha de dezembro mostrou que, para 43% dos evangélicos, Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Isso é mais do que o dobro do montante (19%) que prefere Bolsonaro.
 

O canhão digital tem também em sua reta Moro, persona non grata no bolsonarismo desde que saiu da Esplanada e passou a criticar o ex-chefe. A intensidade dos ataques escalou após o ex-juiz oficializar sua disposição de enfrentar Bolsonaro nas urnas, o que pode provocar uma cisão no eleitorado antipetista.
 

Repercutiu em templos um vídeo em que o pastor Silas Malafaia equipara Moro ao discípulo que traiu Jesus. "Além de ser Judas, é um covarde, porque esperou um momento difícil de Bolsonaro [...] para tentar sair em glória e se ferrou."
 

Outro rótulo que correntes virtuais tentam colar nele mexe com o brio conservador do eleitor. "Comece pregando o Evangelho para o abortista Moro", dizia um comentário em post da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos).
 

Fundador da entidade, Uziel Santana hoje coordena a campanha morista no campo evangélico.
 

Moro diz ser, pessoalmente, contra o aborto. Já politicamente, advoga pela manutenção da atual lei, que permite a mulheres abortar em caso de risco de morte da mãe, anencefalia do feto e estupro.
 

"Infelizmente, existe uma máquina de promoção de fake news contra Moro porque a aceitação dele entre pastores, líderes e fiéis têm sido ampla", diz Santana. "Espero que essa máquina não seja usada por nenhum líder cristão, pois isso seria um péssimo testemunho para todos."
 

Historicamente, as desinformações relacionadas à moralidade religiosa "afetam fortemente ambientes religiosos", diz Magali Cunha, editora-geral do Bereia, coletivo que analisa potenciais inverdades que abordem conteúdos sobre religião --em pouco mais de dois anos, foram 285 checagens.
 

Vide a mamadeira com bico em formato de pênis supostamente distribuída em creches paulistanas, mais infame notícia falsa a atingir a campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT) em 2018.
 

Cunha aposta, contudo, que em tempos de crise econômica, quando a população se vê às voltas com fome e desemprego, "estas pautas perdem força de afetação".
 

Nas eleições municipais de 2020, por exemplo, já arrefeceram um bocado. "Neste caso, o acionamento do imaginário do inimigo e da perseguição a cristãos, como o tema da cristofobia, tende a ser mais explorado."


Fonte:FOLHAPRESS - 07/02/2022

Economia: BC divulga novo site para consultar dinheiro esquecido em bancos

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A consulta de cidadãos e empresas a dinheiro esquecido em contas bancárias voltará a funcionar na próxima segunda-feira (14), agora, em um site exclusivo. O anúncio foi feito pelo Banco Central nesta segunda-feira (7). O acesso poderá ser feito pelo endereço valoresareceber.bcb.gov.br

O novo canal dedicado ao SVR (Sistema Valores a Receber) tem o objetivo de ampliar sua capacidade de atendimento. A ferramenta havia sido tirada do ar em 25 de janeiro, após o alto número de acessos desestabilizar o site da autoridade monetária, responsável pela consulta.

Segundo o Banco Central, no dia do lançamento (24), a quantidade de acessos ao site foi 20 vezes maior que um dia de alto volume -ou 50 vezes maior que um dia normal. O sistema foi lançado no final de 2021.

Todo o relacionamento com o cidadão se dará nesse novo canal, e não será possível consultar ou solicitar valores no SVR no site principal da autarquia nem dentro do sistema Registrato. O SVR permitirá a devolução de cerca de R$ 8 bilhões para cidadãos e empresas. Antes da suspensão, 79 mil conseguiram consultar o sistema e 8,5 mil solicitações de devolução foram formalizadas, somando cerca de R$ 900 mil já recuperados.

Segundo o Banco Central, o cidadão que fizer a consulta no novo site, a partir do dia 14 de fevereiro, e identificar que tem algum valor a receber será imediatamente informado sobre a data em que poderá conhecer esse montante e solicitar a transferência do valor para sua conta. Esses pedidos poderão ser agendados a partir de 7 de março de 2022, na data informada pelo sistema.

"O BC recomenda que o cidadão volte ao site valoresareceber.bcb.gov.br na data informada. Caso não compareça nessa data, o cidadão terá que fazer uma nova consulta para receber uma nova data para pedir o resgate", informou.

Em nota, o órgão alerta o cidadão para que não caia em golpes utilizando o SVR. O BC não envia links e não entra em contato com os cidadãos para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais. Não se deve fazer qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos valores. Ninguém está autorizado a entrar em contato com o cidadão em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber.

Fonte: FOLHA S. PAULO - 07/02/2022

Concurso: TJ-DFT abre inscrições com 112 vagas para técnicos e analistas

                                  foto:reprodução

O concurso com 112 vagas para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) já está aceitando inscrições, pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV). Os interessados terão até 14 de março para se inscrever e até dia 15 para pagar a taxa de participação, que é de R$ 80 para nível médio ou médio/técnico e R$1 20 para o nível superior.


O período de solicitação de isenção também abre nesta segunda-feira (7/2), no site da banca. Podem pedir a gratuidade pessoas inscritas no CadÚnico e de baixa renda. O período fica aberto até às 16h de 9 de fevereiro. 

Das 112 oportunidades, 24 são destinadas aos cargos de nível médio e médio/técnico, com remuneração inicial de R$ 7.591,36. Já as outras 88 são para candidatos com nível superior, com salários de R$ 12.455,30. As vagas são para os cargos de técnico e analista. 

Provas

Os candidatos serão avaliados mediante provas objetivas e discursivas, tanto para os cargos de técnico quanto de analista. As avaliações estão agendadas para serem aplicadas no dia 29 de maio de 2022. Ambas terão caráter classificatório e/ou eliminatório. 

Os exames serão realizados no Distrito Federal, nos períodos matutino e vespertino.A prova objetiva vai contemplar 60 questões de múltipla escolha de conhecimentos gerai e específicos da função. 

Fonte:Correio Braziliense - 07/02/2022

PE: Polícia prende suspeito de matar duas jovens em Glória do Goitá

                                           foto:reprodução

Oito dias após constantes buscas na região de Glória do Goitá, na Zona da Mata de Pernambuco, a Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (7) Edson Cândido Ribeiro, 35 anos, apontado como autor de assassinatos contra duas jovens no município na última semana. A informação inicial é de que ele teria se entregado em Vitória de Santo Antão. Ele foi levado para Caruaru, no Agreste.

A Polícia Civil informou que maiores informações sobre a prisão serão divulgadas em coletiva de imprensa no auditório da sede da Diretoria Integrada do Interior 1 (Dinter 1), em Caruaru, às 15h. Quem dará detalhes sobre o caso são os diretores integrados do interior 1 pela PCPE e PMPE, o delegado Jean Rockfeller e o coronel Paulo César Gonçalves, respectivamente.

As buscas por Edson começaram na segunda-feira passada, 31 de janeiro, em uma operação comandada pelo 21º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco que envolveu mais de 100 policiais e populares de cidades próximas. Nesse domingo (6), um helicóptero da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) o teria avistado, mas não obteve sucesso em encontrá-lo.

Horas antes, dois sacos de comida supostamente usados pelo suspeito foram encontrados na área rural da cidade. Após moradores entregá-los a policias, cães farejadores da Companhia de Policiamento com Cães (CIPCães) ajudados a utilizados para a localizar o homem.

O clima em Glória do Goitá foi de tensão durante os dias de buscas. Por medo do homem, moradores da zona rural, principalmente mulheres, se deslocaram até o Centro da cidade. "As mães não querem ir trabalhar e deixar as filhas sozinhas em casa. É desesperador. O foco é pegá-lo, que a gente quer que a justiça seja feita, porque a gente não aguenta mais", disse um morador, ainda no domingo, que não quis se identificar.

Crimes

Edson é apontado pela polícia como o principal suspeito de ter matado Kauany Maiara Marques da Silva, 18 anos, com quem já se relacionou, e Jailma Muniz da Silva, 19 anos. Kauany desapareceu no dia 29, um sábado, e teve o corpo encontrado três dias depois, na terça-feira (1º), na comunidade de Capuchinho, com sinais de violência.

O suspeito já teria se relacionado com Kauanny, a primeira vítima. Segundo um vizinho da jovem, ambos teriam brigado na noite do sábado (29), quando ela desapareceu. “Quando ouvi o grito da Kauany, eu perguntei, 'ô, camarada, você está dando na mulher, é? Não tem medo da Maria da Penha não?'. Aí ele [respondeu] 'não, está tudo numa boa. vou conversar com ela lá dentro', disse Severino Brás.

Na madrugada de segunda-feira (31), ele teria tentado atacar mulheres que caminhavam no Centro da cidade, e na fuga teria encontrado Jailma. A agricultora e estudante foi, então, estuprada e assassinada enquanto levava o café da manhã para a mãe, que estava trabalhando na lavoura. O corpo foi encontrado na Zona Rural do município, às margens da rodovia PE-50, no mesmo dia.

DF: "se o alvo fosse um gordinho do seu tamanho não ficaria tão difícil acertar. Kkk", diz Bolsonaro sobre crítica por mira

Reprodução/Redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um comentário gordofóbico nesta segunda-feira (7/2), ao responder o youtuber Caue Moura nas redes sociais.

No Twitter, o usuário comentou a visita do chefe do Executivo a um estande de tiro no domingo (6/2). No local, o presidente treinou disparos de pistola contra um alvo vermelho. Ele fez piada sobre a cor do papel. “É muita vontade de dar liberdade para esse povo e acabar com o comunismo”, disse.

“O capitão mentecapto não sabe nem atirar”, escreveu Caue.

Bolsonaro, então, citando o comentário, diz que se o alvo fosse um “gordinho” do tamanho do youtuber “não ficaria tão difícil de acertar”.

Mais cedo, nessa segunda, Bolsonaro voltou a criticar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o chamou de “picaretão” por ser contrário ao armamento da população.

Fonte:Metropoles - 07/02/2022 15h:50