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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Entidades e políticos criticam ataque de Eduardo Bolsonaro a jornalista Míriam Leitão

                         foto:reprodução

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Entidades e políticos criticaram a publicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que ironiza a tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo, durante a ditadura militar.

Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e ABI (Associação Brasileira de Imprensa) foram algumas das associações a manifestarem repúdio pelo ato do parlamentar.

Políticos de diferentes partidos, como Ciro Gomes (PDT), Lula (PT), Simone Tebet MDB), Marina Silva (Rede) e Sergio Moro (União Brasil), também saíram em defesa da jornalista. Alguns partidos decidiram pedir a cassação do mandato do parlamentar.

Após repercussão, o parlamentar voltou a se pronunciar pelas redes. "Me odeiam, desejam a morte de minha família e agora pedem respeito e querem minha cassação por eu ter feito uma piada."

"A verdade é que o povo já não conhece mais a verdade pelos olhos das Globo. Daí meus inimigos apelarem para o tapetão", escreveu.

No domingo (3), Eduardo publicou a imagem da última coluna da jornalista e escreveu: "Ainda com pena da [emoji de cobra]".

Míriam estava grávida quando foi presa e torturada por agentes do governo durante a ditadura. Em uma das sessões, ela foi deixada nua numa sala escura com uma cobra.

O filho do presidente também compartilhou, nesta segunda (4), um vídeo no qual faz críticas à imprensa.

Segundo ele, "sobre a questão da cobra, existe apenas a palavra da Míriam Leitão dizendo que isso ocorreu".

No vídeo, que mostra manchetes de reportagens e colunas de vários veículos, o parlamentar afirma que "se eles de fato se preocupassem com uma democracia saudável, com o combate ao discurso de ódio, eles não se indignariam com chamadas de jornais como essas?".

"Não estão realmente preocupados com um tuíte que eu dei e que eu possa ter ofendido a Míriam Leitão, estão preocupados em sair como vítimas e colocar em mim a pecha de torturador, de ser extremista, quando na verdade é justamente o contrário."

A Fenaj repudiou a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro e disse que defende a imediata abertura de processo ético contra ele.

A entidade lembra que "não foi a primeira vez que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, tratou a tortura como uma prática banal e defensável. Também não foi a primeira vez que a jornalista Míriam Leitão foi desrespeitada pela família Bolsonaro, em sua história de militante e presa política".

Ainda segundo a Fenaj, "passa da hora de os demais poderes constituídos da República brasileira agirem para garantir o Estado de Direito, com a punição cabível para autoridades que insistem em agir fora dos preceitos legais e democráticos".

A federação pede "punição para os torturadores e para os que fazem apologia à tortura" e diz que "tortura é crime equiparado aos crimes hediondos e é imprescritível".

"Nossa solidariedade à jornalista Míriam Leitão, às vítimas da ditadura militar e aos familiares das vítimas que não resistiram às torturas e sucumbiram nos porões dos cárceres".

A Abraji também repudiou a agressão contra a jornalista. A associação diz que "causa indignação que um parlamentar, detentor de cargo e salário públicos, use sua voz para ofender mais uma vez a jornalista, citando de forma desqualificada e jocosa o período em que ela foi presa e torturada sob o regime militar".

De acordo com a entidade, Míriam Leitão tem contribuído para o jornalismo há mais de 40 anos, "sendo uma das profissionais mais respeitadas do país".

Segundo a Abraji, o ataque de Eduardo Bolsonaro, "notadamente defensor desse período sombrio da história do país", causa indignação não só no meio jornalístico como no político e econômico.

Já a ABI afirma que "apologia à tortura é crime e quem a pratica deve se submeter aos rigores da legislação".

A associação publicou um manifesto contra a apologia a tortura assinado por escritores, cientistas, jornalistas e artistas, com o intuito de prestar "total solidariedade" a Míriam Leitão.

Além das entidades jornalísticas, políticos de diversos partidos manifestaram repúdio pela agressão contra a jornalista do grupo Globo e pela alusão a tortura.

Nas redes sociais, o ex-presidente Lula (PT), líder nas pesquisas de intenção de voto para presidente nas eleições deste ano, se manifestou sobre o caso.

"Minha solidariedade à jornalista Míriam Leitão, vítima de ataques daqueles que defendem o indefensável: as torturas e os assassinatos praticados pela ditadura. Seres humanos não precisam concordar entre si, mas comemorar o sofrimento alheio é perder de vez a humanidade".

A senadora Simone Tebet (MDB), que também se apresenta como postulante na corrida presidencial, afirmou que a jornalista "é uma mulher de coragem, uma profissional gigante. É um símbolo de que toda mulher pode ser tudo o que ela quiser. Minha solidariedade por mais esses ataques inomináveis".

Segundo ela, "tentar fazer piada com tortura é característica daqueles que não tem um mínimo de humanidade". "Jamais vão conseguir reescrever a história. Ditadura nunca mais. O Brasil precisa cada dia mais de respeito e tolerância", continua.

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) afirmou que é difícil saber "quem é o pior dos torturadores. O que fere primeiro ou o que reacende a chaga da memória sempre aberta de um torturado".

Segundo o ex-governador do Ceará, ao debochar de Míriam Leitão "o verme Eduardo Bolsonaro nos provoca esta sombria reflexão".

Sergio Moro (União Brasil) afirmou que é inaceitável usar um episódio de tortura para atacar a jornalista. "A vergonha está no ofensor. Covarde é quem ofende mulher".

A ex-senadora Marina Silva foi outra política a se manifestar sobre o caso. "Solidariedade a Míriam Leitão pela agressão ao ter seu sofrimento sob tortura, na ditadura, ironizado de forma cruel", disse a também ex-ministra do Meio Ambiente.

De acordo com Marina, "sua força, história pessoal corajosa e exercício profissional relevante são barreiras que certamente a colocam acima desses ataques perversos e desqualificados".

Fonte: FOLHA S. PAULO - 04/04/2022 23H:20

Agerba reajusta taxa de embarque para Morro de São Paulo de R$ 2,20 para R$ 10,90

 

Agerba reajusta taxa de embarque para Morro de São Paulo de R$ 2,20 para R$ 10,90
Foto: Reprodução/TV Bahia

A  Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) reajustou no sábado (2) o valor da taxa de embarque das escunas que fazem viagens para Morro de São Paulo, em Cairu. A taxa passou de R$ 2,20 para R$ 10,90.

 

Segundo o g1, a Agerba informou que o preço subiu porque, da categoria do transporte, passou a ser considerado um serviço turístico, e não de uso diário, já que na maiorias das vezes o embarque acontece de forma esporádica. Por isso, não deve participar de uma espécie de subsídio cruzado que beneficia, por exemplo, a travessia Salvador - Mar Grande.

 

O presidente da Comissão de Infraestrutura e Turismo da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Pedro Tavares, condenou o aumento e chamou o reajuste de 'abusivo'.  O novo valor chega a quase 400% de reajuste da tarifa de utilização do terminal. 

 

"É injustificável esse aumento abusivo por parte da Agerba para as taxas de embarque. Não podemos aceitar esse absurdo, que impacta diretamente no bolso dos cidadãos que precisam do serviço de transporte. Além disso, o reajuste pode dificultar esse momento de retomada mais intensa do turismo local, depois das consequências negativas da pandemia”, condenou. 

 

Nesta terça-feira (5), a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab) deve se reunir com a Agerba para discutir o preço das tarifas turísticas.


Fonte: BN - 04/04/2022

Itamaraju: Adolescente de 15 anos mata irmã e comete suicídio após discussão

Renata de Jesus Campos não resistiu e morreu. Após o crime, garoto tirou a própria vida (Foto: Reprodução)



Uma jovem de 24 anos, identificada como Renata de Jesus Campos, morreu no domingo (3) após ter sido baleada pelo irmão de 15 anos durante uma discussão na zona rural de Itamaraju, no extremo sul da Bahia. A briga ocorreu na última sexta-feira (1°) e a mãe dos dois também foi atingida ao tentar defender a filha, mas foi socorrida e passa bem. 

A Polícia Civil informou que o irmão da jovem, identificado como Willian Campos Santos, cometeu suicídio depois de ter cometido o crime e teve o corpo localizado no último sábado (2), no distrito de São Paulino, em Itamaraju, ao lado da arma utilizada para tirar a vida da irmã. 

Foto: reprodução/redes sociais

A espingarda usada pelo adolescente foi apreendida e encaminhada à perícia. A unidade expediu as guias periciais, de remoção e vai apurar as circunstâncias dos fatos. A motivação da discussão e origem da arma ainda são investigadas pela polícia.

O sepultamento de William ocorreu no domingo e o de Renata aconteceu às 10h desta segunda-feira (4).

Fonte:Correio da Bahia 04/04/2022 19h:40

Rússia-Ucrânia: As enormes perdas do regimento de elite da Rússia enviado para invadir Kiev

O 331º Regimento de Paraquedistas da Rússia, que tinha grandes esperanças de se destacar na invasão contra a Ucrânia, agora representa o desmoronamento do plano do Kremlin de torná-la uma guerra com um fim rápido.

O comandante do regimento, coronel Sergei Sukharev, foi morto em território ucraniano no dia 13 de março e recebeu postumamente a medalha de Herói da Federação Russa.

Em seu funeral, o vice-ministro da Defesa, general Yuri Sadovenko, disse que o coronel "viveu para o futuro, para o futuro de nosso povo, um futuro sem nazismo".

As baixas entre as forças russas não são amplamente relatadas na Rússia, mas usando informações de fontes abertas, a BBC reconstruiu a história de seu avanço e descobriu que pelo menos 39 outros membros do 331º Regimento de elite foram mortos.

Os homens faziam parte de uma coluna que avançou para a Ucrânia a partir da Bielorrússia, liderada pelas forças aerotransportadas da Rússia, conhecidas pela sigla VDV. Seu objetivo era avançar para a capital, Kiev.

Mas a mobilização estagnou nos distritos da periferia de Kiev, como Bucha, Irpin e Hostómel, onde a crueldade da guerra logo se tornou aparente.

Um vídeo encontrado pela BBC mostra veículos blindados leves VDV danificados e abandonados na área após um ataque das forças especiais ucranianas.

Os escolhidos

Os homens do Regimento 331 eram considerados os escolhidos do exército russo. Em um vídeo publicado em maio de 2021, um general diz aos soldados que eles são "os melhores dos melhores".

A unidade serviu nos Bálcãs, na Chechênia e na intervenção russa de 2014 na região de Donbass, na Ucrânia, e participava regularmente de desfiles na Praça Vermelha, em Moscou.

O 331º regimento também foi uma vitrine para a política russa de substituir soldados do serviço nacional por contraktniki, que são os profissionais que atuam sob contrato.

É compreensível que os generais tenham dado a eles um papel importante na invasão.

As mortes

Mas, desde o início de março, começaram a circular relatos de mortes de membros do Regimento 331. Além disso, levou tempo até que seus corpos fossem levados para Kostroma, a comunidade onde estão sediados, 300 km a nordeste de Moscou.

Quando os funerais começaram, um debate surgiu nas redes sociais. As publicações do VKontakte, o equivalente russo do Facebook, prometiam "memória eterna" aos solados e exibiam imagens de velas.

Traduzido, a publicação diz: "Soldado 331 PDP St S-T Duganov Sergey morreu. Choramos com você. Memória eterna do Herói da Rússia! Glória Eterna!"
© VK.com Traduzido, a publicação diz: "Soldado 331 PDP St S-T Duganov Sergey morreu. Choramos com você. Memória eterna do Herói da Rússia! Glória Eterna!"

Uma mulher que afirma ser a esposa do suboficial Sergei Lobachyov escreveu: "Seryozha, meu marido confiável, amoroso e atencioso. Você está agora no céu e nos protegerá de lá! Você sempre viverá em nossos corações e o fará. Será sempre um verdadeiro herói para mim!"

Embora muitas publicações pareçam aceitar as explicações infundadas do Kremlin de que a guerra está sendo travada contra supostos fascistas ucranianos, algumas também expressam ansiedade pela falta de informações confiáveis.

No memorial feito para o sargento Sergei Duganov, uma mulher escreveu: "Ninguém sabe de nada. O Regimento 331 está desaparecendo. Fotos de nossos meninos de Kostroma são publicadas quase todos os dias. Isso me dá calafrios. O que está acontecendo? Quando isso vai acabar ?" Quando as pessoas vão parar de morrer?"

Parceira de Yanosh Leonov escreveu: "Você é um verdadeiro herói, você é o melhor pai, um marido amado e amoroso, um amigo leal e um verdadeiro lutador"
© VK.com Parceira de Yanosh Leonov escreveu: "Você é um verdadeiro herói, você é o melhor pai, um marido amado e amoroso, um amigo leal e um verdadeiro lutador"

A publicação foi seguida por outra, que exclamou: "Kostroma perdeu muitos jovens, que tragédia". Outro implorou: "Deus, quantos avisos de morte mais vamos receber? Por favor, tenha misericórdia de nossos filhos. Ajude-os a sobreviver, traga-os para casa para suas esposas e mães. Eu imploro!"

As perguntas

Falar sobre a guerra na Rússia traz grandes riscos, mas há sinais de perda de fé nos argumentos do Kremlin sobre o conflito.

Na página do memorial de um sargento, uma mulher pergunta: "Por que os filhos dos parlamentares não estão na linha de frente? A maioria deles vive na Europa mesmo. Crianças comuns morrem sem uma boa razão".

Outro usa um palavrão para descrever o presidente Vladimir Putin, dizendo: "Brincando de guerra" já "enviou milhares de caras para morrer".

No entanto, a maioria dos que reagem nas redes sociais mantém-se fiel à narrativa oficial.

Enquanto isso, em algumas paredes do memorial VKontakte, ucranianos publicaram comentários zombando dos mortos.

"Mais de 15.000 já morreram e continuarão morrendo enquanto estiverem marchando em nossa terra. Ninguém os convidou, malditos salvadores", diz um.

"Alexander, vá embora, seu maldito nazista", responde um russo em outro post com piadas. "Nossos soldados são verdadeiros heróis. Os russos nunca mataram civis ou crianças, algo que não pode ser dito sobre os ucranianos."

No entanto, a fúria dessas trocas de farpas online não é nada comparada às experiências das forças VDV, que foram atingidas pela artilharia ucraniana, emboscadas e ataques de infantaria durante semanas de combates sangrentos.

As falhas do 331

Nessas batalhas de curta distância, eles descobriram o que as unidades VDV anteriores aprenderam no Afeganistão: que os veículos blindados projetados para serem leves o suficiente para serem transportados por aeronaves não fornecem muita proteção contra o fogo inimigo.

Mulher de Sergei Lobachyov se expressa sobre morte do soldado nas redes e afirma que ele foi "leal e amoroso"
© VK.com Mulher de Sergei Lobachyov se expressa sobre morte do soldado nas redes e afirma que ele foi "leal e amoroso"

Das estradas fora do aeródromo de Hostómel, até uma rua lateral em Bucha, ou um entroncamento rodoviário em Irpín, vídeos feitos por ucranianos mostraram veículos queimados e abandonados pertencentes ao grupo de paraquedistas.

Esses trechos de imagens feitos por celulares também falam de uma falha mais básica.

https://twitter.com/ralee85/status/1503844770602438662?s=24&t=XeygThTN9NZu1MwrlFLrOQ

Nesses bairros destruídos ao redor de Kiev, os paraquedistas russos foram superados pelos ucranianos. E como os defensores eram, em muitos casos, simplesmente unidades de defesa locais ou reservistas, isso indica uma falha básica no sistema de treinamento e recrutamento do VDV.

Os ucranianos se agarraram às perdas do 331º, afirmando com entusiasmo que o regimento foi "aniquilado".

Ilya Ponamarev, ex-parlamentar russo e figura da oposição que agora vive em Kiev, diz que as pessoas veem o destino do regimento como um exemplo perfeito de carma."

Durante os combates de 2014 em Donbas, os ucranianos responsabilizaram o 331º pela morte de centenas de soldados ucranianos em Ilovaisk, em violação de um acordo de cessar-fogo.

Leonid Panteleev, um soldado russo do Regimento 331 que morreu em território ucraniano. O Regimento 331 teve incursões nos Balcãs e na Chechênia
© BBC Leonid Panteleev, um soldado russo do Regimento 331 que morreu em território ucraniano. O Regimento 331 teve incursões nos Balcãs e na Chechênia

No entanto, embora o regimento tenha sofrido consideravelmente, as alegações ucranianas de que eles foram exterminados podem ser exageradas.

No entanto, é provável que o Regimento de paraquedistas tenha sido recentemente retirado da Ucrânia. Certamente, elementos não identificados da força-tarefa VDV foram filmados no dia 29 de março, quando retornaram à Bielorrússia.

O preço do fracasso aumenta diariamente. No momento da redação deste artigo, a BBC Newsnight compilou uma lista de 39 membros do Regimento de Paraquedistas mortos na Ucrânia.

Mas, como nenhuma dessas mortes é mais recente do que 13 de março, pode-se supor que outras dezenas surgirão nas próximas semanas.

Os moradores de Kostroma disseram à reportagem que acreditam que cerca de 100 membros do regimento podem ter sido mortos. E muitas famílias nunca receberão o corpo de seus entes queridos porque foram deixados para trás no campo de batalha.

Mesmo uma projeção conservadora das mortes que agora conhecemos, e suas datas, sugerem que as perdas de pessoas em poucas semanas na Ucrânia já superam as dos conflitos no Afeganistão e na Chechênia.

O regimento que partiu cheio de confiança em fevereiro adquiriu o tipo de reputação que nenhum soldado jamais desejaria.

A BBC confirmou os nomes de 39 soldados mortos: Klim Abramov, Artem Arbuzov, Oleg Bedoshvili, Yurii Borisov, Ilya Chernyshev, Yuri Degtaryov, Konstantin Dobrynin, Sasha Dolkin, Sergei Duganov, Kiril Fedoseyev, Andrey Kovalevsky, Sergei Krylov, Stanislav Kutelev, Yanosh Leonov, Alexander Limonov, Sergei Lobachyo, Ivan Mamzurin, Ilya Martynenko, Lev Ovchinnikov, Maksim Ovchinnikov, Leonid Panteleyev, Oleg Patskalyev, Stanislav Petrutik, Roman Pomelov, Pavel Rudenko, Alexander Shalygin, Nikolai Smirnov, Sergei Sukharev, Maxim Svetlenko, Nikolai Symov, Daniil Titov, Maxim Trokai, Ivan Turyev, Maxim Vorotyntsev, Alexei Vyshegorodtsev, Alexei Yelimov, Artem Yergin, Ravshan Zhakbaev, Danila Zudkov.

Fonte: BBC -NEWS - 04/04/2022 - 17

Feira de Santana: APLB vai à delegacia registrar queixa contra ação da GM

APLB vai à delegacia registrar queixa contra ação da Guarda Municipal

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

Em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (4), cerca de 800 professores da rede municipal de ensino decidiram manter a greve da categoria por tempo indeterminado. A presidente do Sindicato dos Professores (APLB- Feira), Marlede Oliveira, disse em entrevista ao Acorda Cidade que ainda não houve um diálogo sobre a pauta de reivindicações e diante dos fatos de quinta e sexta-feira passadas, de agressões e confusão que ocorreram na prefeitura, a APLB vai ao Complexo de Delegacias do bairro Sobradinho registrar ocorrência principalmente contra ação da Guarda Municipal.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Marlede considerou toda a ação como truculenta e avaliou que nunca na cidade houve violência parecida contra os professores. Segundo ela, a APLB repudia todos os atos de agressão e violentos e tem recebido apoio de diversas outras entidades sindicais.

Ela informou que cerca de dez profesores foram agredidos e ficaram com lesões por todo corpo. A ocorrência registrada hoje, será anexada ao processo que já foi aberto pelos vereadores denunciando as agressões. 

“Estamos indo à delegacia para prestar queixa de toda a violência que os professores e os trabalhadores sofreram junto com os vereadores dentro da prefeitura. Utilizaram spray de pimenta e pancadaria. Nós fomos à prefeitura só buscar uma resposta. Não invadimos, fomos à Câmara pedir apoio dos vereadores e formou-se uma comissão de Pedro Américo, Silvio Dias , Fernando Torres e Jhonatas Monteiro. Todos concordaram da gente ir à prefeitura ver se marcava uma audiência com o prefeito. Quando chegamos lá, estavam abertas as portas, porque era horário normal de expediente. Não foi invasão e começou toda aquela truculência que se viu nos diversos vídeos e filmagens”, comentou.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Segundo a sindicalista, a greve está mantida e a tarde a categoria irá para a Secretaria de Educação.

“A secretária nos disse que vai ter uma reunião com o prefeito e que tem que dar uma resposta da nossa pauta. As crianças estão sem aula, a greve não vai ser suspensa. Nós temos uma adesão. A categoria está indignada com o que está acontecendo”, concluiu.

 

Fonte: Com informações dos repórteres Aldo Matos e Ed Santos do Acorda Cidade 04/04/2022

Economista Adriano Pires desiste de ocupar cargo de presidente da Petrobras


                                            foto:reprodução

 Um dia após a renúncia de Rodolfo Landim ao cargo de presidente do conselho da Petrobras, o economista e consultor Adriano Pires comunicou na manhã desta segunda-feira, 4, ao Palácio do Planalto que desistiu de assumir a Estatal. Confira no link abaixo do site da Veja.com abaixo:

Confira a reportagem completa:

https://veja.abril.com.br/economia/adriano-pires-desiste-de-ocupar-cargo-de-presidente-da-petrobras/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification


Lula se solidariza com Miriam Leitão, alvo de piada de Eduardo Bolsonaro por tortura

 

                                            foto:reprodução/Créditos: Montagem/Ricardo Stuckert/Reprodução/Rede Globo


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se solidarizou com a jornalista Miriam Leitão, colunista do Globo, que sofreu deboche do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em função de ter sofrido tortura durante o regime militar.

Lula escreveu: “minha solidariedade à jornalista Miriam Leitão, vítima de ataques daqueles que defendem o indefensável: as torturas e os assassinatos praticados pela ditadura”.

Para Lula, “seres humanos não precisam concordar entre si, mas comemorar o sofrimento alheio é perder de vez a humanidade”.

O filho de Miriam Leitão, o também jornalista Matheus Leitão, agradeceu a manifestação de Lula: “presidente, muito obrigado. Como filho, me emociono. Sua voz branda e firme é muito importante para o país neste momento”.


Piada com tortura

Eduardo Bolsonaro voltou a atacar Míriam Leitão neste domingo (3) em razão de um artigo em que a colunista de O Globo aponta que o ex-presidente Lula (PT) não pode ser igualado ao presidente Jair Bolsonaro (PT) por ter atuado devidamente como um líder democrático. O deputado reagiu debochando da tortura sofrida pela jornalista, reforçando o caráter fascista do clã Bolsonaro.

"Ainda com pena da cobra", escreveu Eduardo em seu perfil oficial no Twitter. A postagem faz referência à tortura sofrida pro Míriam Leitão durante a ditadura militar. Grávida, a jornalista foi colocada nua em um quarto escuro junto com uma cobra jiboia. 

A postagem repugnante veio após Míriam publicar o artigo "Única via possível é a democracia". " Como escrevi neste espaço em maio de 2021, não há dois extremistas na disputa, mas apenas um, Jair Bolsonaro. Semana passada, novamente, Bolsonaro provou que ele é um perigo para a democracia", disse. 

Conselho de ética

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) revelou, por meio de suas redes sociais, que acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputado contra Eduardo Bolsonaro após este ter feito uma piada com o fato de a jornalista Miriam Leitão ter sido torturada na Ditadura Militar. 

"Miriam Leitão estava grávida quando usaram uma Cobra numa sala escura para torturá-la. Um homem que faz piada com essa situação é desumano, repugnante. Acionamos o Conselho de ética. O deputado Eduardo Bolsonaro, assim como seu pai, precisa responder pelos seus atos", escreveu a deputada. 

Fonte: Revista Fórum - 04/04/2022 12h:20