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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

GO: “Picanha do Mito” que causou morte de mulher estava estragada, diz Procon

                                            foto:reprodução/instagram

                                            
O Procon de Goiás fez a fiscalização na última quarta-feira (5) do Frigorífico Goiás, o estabelecimento responsável pela campanha “Picanha do Mito” que, em alusão ao presidente Jair Bolsonaro (PL), ofereceu o quilo do produto a R$22 no último domingo (2), de eleições.

Na ocasião, além do evidente crime eleitoral, na hora que a loja abriu para a promoção, formou-se um tumulto digno dos vídeos virais de ‘Black Friday’, uma mulher foi pisoteada e acabou morrendo.

A promoção “Picanha do Mito”, interrompida no ato pela Justiça Eleitoral de Goiás, previa a venda por R$ 22 de um quilo de picanha que custaria R$ 129,99 a quem trajasse a camiseta da seleção brasileira. Para piorar, após a fiscalização de ontem, o Procon encontrou quase 50 quilos do produto em situação imprópria para consumo.

O frigorífico deverá prestar esclarecimentos dentro de 10 dias sobre a promoção. O órgão considerou que houve abuso sobre o consumidor e pediu a relação dos preços normais dos produtos. A empresa pode ter de pagar multas que variam entre R$ 754 e R$ 11 milhões. O Procon ainda pediu as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento feitas no último domingo, data da promoção.

Relembre o caso

Uma mulher morreu em Goiás no último domingo (2) após ser esmagada por uma multidão que disputava espaço para entrar em um frigorífico que havia anunciado, horas antes, a promoção “Picanha do Mito”, onde o produto seria vendido por R$ 22 reais o quilo. O dono do estabelecimento teria armado a promoção em prol da campanha do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). Além do presidente, também foram usadas imagens do cantor sertanejo Gusttavo Lima.

A mulher teve a perna esmagada no momento em que a multidão na porta do estabelecimento foi liberada e adentrou o local em completo caos. Seu marido disse à imprensa que ela sofria de problemas circulatórios. Após ter a perna esmagada e vê-la começar a inchar de forma atípica no açougue foi levada ao hospital. Mas não resistiu e acabou morrendo.

Na última terça-feira (4) o Ministério Público Federal pediu que a PF investigasse o estabelecimento mediante instauração de inquérito. A principal apuração é sobre ter havido um crime eleitoral com o anúncio da promoção batizada pelo “mito” em pleno domingo eleitoral. Além disso, pretende apurar possíveis crimes supostamente praticados pelos gestores que tenham desdobrado na tragédia noticiada.

O quilo da picanha, um corte considerado de luxo, de uma carne nobre e pouco abundante na anatomia do boi, estava sendo vendido pelo estabelecimento por R$ 22 enquanto que o preço médio nacional varia em torno de R$ 60. Ainda no domingo, a Justiça Eleitoral de Goiás obrigou o açougue a encerrar a promoção e apagar as postagens relativas à “picanha do mito”.

Fonte: Revista Fórum - 07/10/2022

Bahia: Pedágios em trechos das BRs 324 e 116 na Bahia terão novas tarifas a partir de segunda

 

Pedágios em trechos das BRs 324 e 116 na Bahia terão novas tarifas a partir de segunda
BR-324, Simões Filho / Foto: Reprodução / Google Maps

Motoristas que usam as BRs 324 e 116 na Bahia terão novas tarifas a partir da próxima segunda-feira (10). Com isso, quem passar pelos pedágios da BR-324 vai pagar R$ 3,20, atualmente é R$ 2,90; e quem trafegar pela BR-116, R$ 5,50, em vez dos R$ 5,10 atuais.

 

A informação foi confirmada ao Bahia Notícias nesta sexta-feira (7) pela concessionária ViaBahia, que administra os trechos no estado. Conforme a concessionária, o aumento nos valores foi aprovado nesta quinta-feira (6) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

A concessionária divulgou duas tabelas com as tarifas para diferentes tipos de veículos.


Fonte: BN -07/10/2022

Ator Lima Duarte comove a internet ao lembrar morte da mãe e voto contra Bolsonaro, VÍDEO:

 

                                             foto:reprodução


O ator Lima Duarte comoveu as redes nesta sexta-feira (7) com um vídeo em que explica porque até hoje ainda vota no bairro paulistano da Freguesia do Ó.

“Eu estive aqui em 2018, votei e desci ao Teatro de Arena pra pedir perdão, sem entender porque estávamos elegendo esse cavalheiro. Quatro anos depois tô de volta pra tirar ele daí. Eu acho que vamos tirar, votei agora”, afirmou.

O ator contou que vota ainda no local “porque a minha mãe morreu muito velhinha e eu fui viver só com ela. Então montei aqui uma casa, um quarto hospitalar porque ela era doente e ela morreu aqui”.

“Uma noite eu demorei muito com uma amiga querida. Dobrei aquela esquina e, quando eu cheguei aqui, ela tinha morrido e eu não tava aí”, lembrou.

Título de Eleitor

Lima Duarte disse ainda tirou o título de eleitor naquele tempo, “por isso eu voto aqui, na Freguesia do Ó. Toda eleição eu dou uma passadinha aqui pra ver se eu vejo ela aí em cima”.

“Quatro anos depois, quanta coisa aconteceu nesses quatro anos. Eu envelheci mais ainda, agora tô com 93. Envelheci muito, mas esses quatro anos foram definitivos pra gente pensar, pra gente olhar em volta, pra gente ver o que nós estamos fazendo. Eu acho que limpamos”, diz esperançoso.

E encerra: “agora vamos trabalhar, tá? Daqui a quatro anos eu volto aqui, acho. Acho, se eu não tiver com a minha mãe”.

Veja o vídeo abaixo:


https://twitter.com/MauricioRicardo/status/1578204648330117124?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1578204648330117124%7Ctwgr%5E84fa31645feb373bdd4a7b35dec8921472490f3e%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fd-38397576601315326509.ampproject.net%2F2209142312000%2Fframe.html

 

Fonte:Revista Fórum - 07/04/2022

Economia: Governo esconde informações sobre bloqueio no Orçamento temendo repercussão eleitoral

 

Governo esconde informações sobre bloqueio no Orçamento temendo repercussão eleitoral
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Seis dias após oficializar um bloqueio adicional de R$ 2,6 bilhões no Orçamento deste ano, o governo Jair Bolsonaro (PL) está segurando as informações sobre quais órgãos foram atingidos pela trava nas despesas.
 

A postura de esconder os dados se dá em meio à disputa eleitoral. Pessoas do governo ouvidas sob reserva pela reportagem admitem que "a campanha vai pegar fogo nos próximos dias" e qualquer anúncio pode gerar ruídos.
 

Em 31 de agosto, o Ministério da Economia enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento para 2023 com cortes espalhados por diversas ações sociais e políticas que beneficiam mulheres —que são 53% do eleitorado e rejeitam, em sua maioria, a reeleição de Bolsonaro.
 

As notícias sobre os cortes previstos para o ano que vem tiveram péssima repercussão e foram amplamente usadas como munição pelo campo adversário para desgastar a imagem do presidente. As tesouradas foram temas de programas eleitorais na TV e também surgiram em debates presidenciais.
 

A experiência passada deixou o governo mais avesso a dar ampla publicidade ao novo bloqueio no Orçamento deste ano. A ala política também se frustrou porque havia a expectativa de que a reavaliação permitisse uma liberação de recursos, o que não se concretizou.
 

A necessidade de conter despesas foi anunciada em 22 de setembro, com entrevista coletiva concedida por técnicos do Ministério da Economia. Normalmente, os alvos das reduções são revelados em um segundo momento, após a publicação do decreto de programação orçamentária, no dia 30 do mesmo mês. A data é obrigatória e está prevista na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
 

O decreto saiu em edição extra do Diário Oficial da União na noite de sexta-feira (30), antes do primeiro turno das eleições. O ato, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, oficializa a decisão de quais áreas serão alvo do bloqueio de recursos, anunciado uma semana antes.
 

Decifrar o documento, repleto de anexos, números e regras próprias, não é trivial mesmo para técnicos especializados no tema. Para facilitar a compreensão dos dados, o Ministério da Economia costuma divulgar a tabela, indicando quais órgãos foram alvo do bloqueio e se a trava recaiu sobre despesas dos próprios ministérios ou emendas parlamentares. Dessa vez, porém, isso não ocorreu.
 

Enquanto o governo segura as informações, reclamações desencontradas sobre cortes de recursos começam a surgir em diferentes órgãos do governo.
 

Na quarta-feira (5), universidades e institutos federais acusaram o bloqueio de R$ 2,4 bilhões no orçamento do MEC (Ministério da Educação) deste ano. A medida gerou repercussão imediata nas redes e se tornou foco de propagandas negativas para a campanha de Bolsonaro.
 

Só depois disso, a Economia e o MEC articularam uma resposta. O ministro da Educação, Victor Godoy Veiga, convocou uma entrevista nesta quinta para minimizar a decisão e negar que tenha havido cortes, além de dizer que as queixas de universidades e institutos têm motivação política.
 

Já a Economia divulgou uma nota informando que o novo bloqueio em dotações orçamentárias do MEC foi de R$ 51,3 milhões, concentrados em emendas parlamentares, e que a própria pasta pode determinar remanejamentos internos. Detalhes adicionais, porém, seguem sem divulgação.
 

A reportagem apurou com pessoas do governo e do Congresso que o novo bloqueio de R$ 2,6 bilhões incidiu quase que totalmente sobre as emendas de relator, usadas como moeda de troca em negociações políticas. A decisão irritou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que ficou sem emendas para agradar aliados a quatro meses da disputa pelo comando da Casa.
 

Nos últimos dias, o Ministério da Economia tem sido insistentemente procurado para prestar informações. Na terça-feira (4), a pasta respondeu que "o detalhamento dos bloqueios ainda está em discussão". Nesta quinta-feira (6), o órgão não respondeu até a publicação deste texto.
 

A retenção das informações oficiais também acaba dando tempo ao governo para tentar encontrar uma solução para destravar as emendas sem que o vaivém seja público.
 

No início de setembro, o governo já havia irritado parlamentares aliados com uma confusão envolvendo os recursos das emendas de relator.


Fonte: FOLHAPRESS  - 07/10/2022

Em Irará: Bandidos explodemês agências bancárias são atacadas

Ag. do BB foto:reprodução
ag. CEF- foto:Acorda Cidade/reprodução

                                 

Três agências bancárias da cidade de Irará foram atacadas por bandidos na madrugada desta sexta-feira (7). Unidades especializadas das polícias Militar (Cipes) e da Civil (Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado - Draco) fazem um cerco na região para prender os assaltantes.

Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), informações preliminares apontam que uma agência teve o seu cofre violado, que em outro estabelecimento um caixa conseguiu ser aberto. Na terceira agência, os criminosos não conseguiram efetuar o roubo.

Os policiais encontraram os carros que foram usados na ação incendiados. Os veículos vão passar por perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT), que buscará impressões digitais dos autores, entre outras provas.

No local, zona rural entre as cidades de Irará e Água Fria, os policiais encontraram, além dos veículos, diversos miguelitos (estruturas pontudas de ferro arremessadas por criminosos com o objetivo de furar os pneus de viaturas, evitando perseguição policial). Estojos de munição de fuzil e pistola também foram encontrados e apreendidos. 

As agências ainda vão passar por perícia para identificar indícios que apontem para a autoria dos ataques. Informações sobre os criminosos podem ser repassadas através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP).

                                           Ag. Bradesco - foto:Ed Santos/acorda cidade/reprodução

Roubos a bancos


Os roubos a bancos na Bahia, em 2022, de janeiro a setembro, apresentaram redução de 71,8%. Em números absolutos foram 11 ocorrências este ano, contra 39 no mesmo período de 2021.

Na capital baiana, a queda foi de 88,9% , saindo de nove, no último ano, para um caso em 2022. Já nos municípios do interior e da Região Metropolitana de Salvador (RMS), as diminuições foram de 70,8% e 50%, respectivamente. As cidades do interior baiano, que antes apresentavam 24 casos, registraram sete, enquanto a RMS reduziu o crime pela metade, saindo de seis para três.

Fonte:Correio da Bahia - 07/10/2022

 


Eleições 2022: FLÁVIO DINO RESPONDE A BOLSONARO: “VIROU AS COSTAS PARA O NORDESTE”





 O ex-governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), eleito senador pelo Maranhão, respondeu ao presidente Jair Bolsonaro, do PL, candidato à reeleição que, em postagem no seu perfil no Twitter, associou o analfabetismo à grande votação que seu adversário na disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, obteve no primeiro turno.

“Mais uma vez Bolsonaro desrespeita o povo nordestino”, diz Flávio Dino, em vídeo. O senador eleito afirma que o presidente que tenta a reeleição nada fez pela região, e que é essa é a razão do seu mau desempenho. “Qual a grande obra que ele começou?”, pergunta Dino. “Não vale as que ele terminou e já estavam quase concluídas, como a transposição do São Francisco”, continua.

Flávio Dino, então, relembra momentos em que Bolsonaro teria demonstrado pouca preocupação com a região. Como quando ocorreram as grandes enchentes na Bahia no início deste ano e ele, em vez de visitar a região, permaneceu de férias, “andando de jet-ski”.

“Bolsonaro virou as costas para o Nordeste”, conclui.

Fonte:Congresso em Foco em 06/10/2022


quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Eleições 2022: Marqueteiro de Bolsonaro em 2018 afirma que votará em Lula no 2º turno

 

Marqueteiro de Bolsonaro em 2018 afirma que votará em Lula no 2º turno
Foto: Roque de Sá / Agência Senado

O publicitário Marcos Carvalho, que atuou na campanha de Jair Bolsonaro em 2018, pulou o muro nas eleições de 2022. Trabalhando em campanhas de candidatos do PT na Bahia e em Sergipe, ele afirmou ao portal Metrópoles – parceiro do Bahia Notícias – que pretende votar em Lula no segundo turno da disputa presidencial deste ano.

 

Carvalho explicou que sempre teve uma família mais progressista e é próximo de lideranças de esquerda. Entre elas, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. Por esse motivo, o marqueteiro diz que, “sem dúvida”, votará no ex-presidente petista no segundo turno, em 30 de outubro.

 

“Minha base pessoal é mais progressista. E eu tenho grandes amigos na esquerda, o Carlos Siqueira. É uma relação mais próxima dos meus valores”, justificou o marqueteiro.

 

Nas eleições deste ano, a nova empresa de Marcos Carvalho, a “Epon Brasil Estratégia”, trabalha em três campanhas, todas de candidaturas de esquerda. O maior contrato é com Jerônimo Rodrigues, candidato do PT ao governo da Bahia, que pagou R$ 660 mil pelo serviço do marqueteiro.

 

Nas eleições de 2018, Marcos Carvalho era sócio-diretor da “AM4 Brasil Inteligência Digital”, empresa que foi a principal fornecedora da campanha de Bolsonaro. Seu contrato, segundo valores declarados à Justiça Eleitoral à época, foi de R$ 650 mil.

 

“Essa campanha de 2018 foi um desvio na rota. Muito mais para comprovar uma tese. Todo mundo estava muito ressentido pelo PT em 2018. Todo mundo muito influenciado pela Lava Jato”, disse o marqueteiro.

 

Após a campanha, o publicitário chegou a ser convidado para integrar a equipe de transição de Bolsonaro. Entretanto, após reclamações do vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do então presidente eleito, acabou se afastando do grupo.



Fonte: Redação do BN - 06/10/2022

Eleições 2022: Bolsa fecha em alta após apoio a Lula de economistas do Plano Real

 

Bolsa fecha em alta após apoio a Lula de economistas do Plano Real
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A Bolsa de Valores fechou com ligeira alta nesta quinta-feira (6) após ter atingido as máximas do dia pela manhã, quando circulou a notícia de uma manifestação de economistas ligados à criação do Plano Real a favor da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 

O índice Ibovespa, referência da Bolsa brasileira, subiu 0,31%, aos 117.560 pontos, apesar do contexto internacional pouco favorável, com os principais indicadores do mercado global em baixa.
 

Perto das 11h, o Ibovespa alcançou a maior patamar da sessão, subindo aos 118.382 pontos.
 

Os economistas Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, e Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda de Fernando Henrique Cardoso, divulgaram nota nesta quinta declarando que vão votar em Lula no segundo turno da eleição presidencial.
 

Os economistas Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Persio Arida, outro economista que participou da formulação do Real, já haviam anunciado essa opção, mas também assinam a nota.
 

Os quatro afirmam que a expectativa é que o candidato do PT tenha uma condução responsável na economia.
 

Analistas já tinham sinalizado a expectativa de que o resultado apertado do primeiro turno, com o presidente Jair Bolsonaro (PL) tendo alcançado uma votação acima da esperada, obrigaria a candidatura petista a dialogar com nomes alinhados ao capital. A manifestação de pesos-pesados da economia nacional nesta quinta reforçou essa narrativa.
 

"O mercado está gostando desse apoio do pessoal que participou do Plano Real ao Lula", afirmou Luiz Carlos Corrêa, sócio da Nexgen Capital. "Isso mostra que o Lula está saindo um pouco da esquerda e indo mais ao centro", comentou.
 

Ilan Arbetman, analista de pesquisa da Ativa Investimentos, disse que não houve um catalisador claro sobre o mercado nesta quinta, mas considerando que o exterior recuou mesmo com a divulgação de que aumentaram os pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos —esse dado costuma ser lido como um sinal de redução da pressão inflacionária e potencialmente favorável às ações—, a corrida eleitoral é o que melhor explica o desempenho da Bolsa no Brasil.
 

Para Arbetman, o mercado enxerga "um prolongamento do recado das urnas, que elegeram mais governadores, senadores e deputados de direita", disse. Isso cria a expectativa de que Lula, caso seja eleito, poderá "ir mais para o centro" ou "ao menos abrir um diálogo com a direita", comentou.
 

O mercado de ações do Brasil avança quase 7% nesta semana, refletindo em grande parte esse otimismo de investidores com os possíveis efeitos da disputa mais acirrada entre Bolsonaro e Lula no segundo turno.
 

"O PT percebeu agora que vai precisar adotar uma política de mais responsabilidade fiscal e caminhar mais para o centro", opinou Rodrigo Cohen, analista da Escola de Investimentos. "Essa sinalização é positiva para o Ibovespa."
 

Cohen ainda ressaltou que a notícia entendida como favorável à candidatura do ex-presidente colaborou com altas de ações de empresas do ramo educacional, como Cogna e Yduqs, que subiram 6,85% e 4,98%, respectivamente. "Sabemos que o setor de educação seria um dos principais beneficiados em um governo de Lula."
 

DÓLAR SOBE DIANTE DO TEMOR DE MAIS INFLAÇÃO APÓS CORTE DO PETRÓLEO
 

O bom humor momentâneo do mercado acionário local não foi suficiente, porém, para barrar a alta do dólar, cuja cotação avançou contra as principais divisas mundiais diante da preocupação com o impacto na inflação do corte da produção de petróleo anunciado na véspera.
 

No câmbio do Brasil, o dólar comercial à vista subiu 0,44%, cotado a R$ 5,21 na venda.
 

A moeda americana avançou contra os principais pares nesta quinta, revelando a preocupação com a ameaça de reforço da inflação após o anúncio de uma expressiva redução da produção de petróleo por parte do cartel de países produtores e seus aliados, conhecido pela sigla Opep+.
 

O volume de corte anunciado nesta quarta (5), na ordem de 2 milhões de barris por dia, surpreendeu o mercado, que esperava a metade disso. Essa redução na produção será a maior desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020.
 

No encerramento da tarde desta quinta-feira, o barril do petróleo Brent subia 1,69%, cotado a US$ 94,95 (R$ 493,75). O preço da matéria-prima já avançou 7% nesta semana.
 

Restringir a oferta é a estratégia da Opep para elevar os preços, que caíram mais de 20% no terceiro trimestre devido ao aumento da percepção de que o cenário internacional de alta dos juros para frear a inflação poderá trazer severo prejuízo para o crescimento da economia mundial.
 

Ações de empresas ligadas à mercadoria foram beneficiadas pela escalada no preço. No Brasil, os papéis mais negociados da Petrobras fecharam em alta de 3,41%.
 

De modo geral, porém, os mercados acionários estão reagindo mal à retomada da alta dos custos da energia, um dos principais motivos desde o início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro, para a crise inflacionária que está forçando bancos centrais a elevarem suas taxas de juros.
 

Em Wall Street, os principais índices recuaram nesta quinta pelo segundo dia consecutivo. O S&P 500, parâmetro da Bolsa de Nova York, caiu 1,02%. Dow Jones e Nasdaq perderam 1,15% e 0,68%, respectivamente.
 

A necessidade de aumento exagerado do preço do crédito é temida por investidores porque poderá impor uma forte desaceleração da economia mundial, cujos efeitos seriam a queda generalizada dos investimentos em empresas e, consequentemente, aumento do desemprego.


Fonte: FOLHAPRESS - 06/10/2022 23H:45