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terça-feira, 1 de março de 2022

Rússia bombardeia centro de Kharkiv, e comboio ameaça capital da Ucrânia


                                            Tanques Russos se aproximam da capital -foto:reprodução

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O sexto dia da invasão russa da Ucrânia começou sob relativa calma na capital Kiev, mas o centro de Kharkiv, segunda maior cidade do país, foi bombardeado por Moscou na manhã desta terça-feira (1º).

O governante da região, Oleg Sinegubov, relatou que mísseis Grad e de cruzeiro atingiram áreas residenciais e o prédio oficial do governo, mas afirmou que a cidade segue resistindo. "Tais ataques são um genocídio do povo ucraniano, um crime de guerra contra a população civil", disse Sinegubov.

Na mesma toada, o presidente do país, Volodimir Zelenski, classificou os ataques de "terrorismo de Estado" cometido pela Rússia. O Ministério das Relações Exteriores da Índia afirmou que um estudante do país foi morto no ataque. Não há informações e detalhes sobre mais vítimas.

Já a capital teve uma noite pacífica, apesar da ameaça de um comboio russo de 64 km que já está a cerca de 25 km a noroeste da capital, segundo imagens de satélite. Em mensagem no Telegram, a Prefeitura de Kiev relatou uma noite foi tranquila, apesar de conflitos entre o que chamou de "terroristas e sabotadores".

O governo municipal também afirmou que estão sendo montadas estruturas de proteção nas entradas da cidade e reforçou o pedido para que moradores não deixem suas casas nem se desloquem desnecessariamente. A partir desta terça, a venda de bebidas alcoólicas está proibida.

Há, na mídia local, porém, relatos de explosões nos arredores. O diretor da maternidade Adonis, em Buzova, a leste da capital, publicou no Facebook que uma granada atingiu o local, que foi esvaziado. Apesar do estrago, Vitalii Girin, chefe do hospital, diz não ter havido vítimas e que o edifício segue em pé.

Em Borodianka, a noroeste de Kiev, o centro de reabilitação do Ministério dos Assuntos dos Veteranos da Ucrânia foi bombardeado, segundo relatou a ministra da pasta, Iulia Laputina, em vídeo. "É um ato de violação do direito internacional humanitário, um ato de violência que será punido", afirmou. A cidade tem sido ocupada por tanques russos, que começaram a destruir infraestruturas e moradias na cidade, segundo o jornal Pravda.

O Exército ucraniano alertou no Facebook que, nas últimas 24 horas, as forças russas acumularam blindados e artilharia para "rodear e tomar o controle de Kiev e outras grandes cidades". Mariupol, por exemplo, está sob constante bombardeio, segundo o prefeito, e há tropas nos arredores de Kherson, próximo à península da Crimeia, no sul da Ucrânia.

O prefeito da cidade, Igor Kolikhaiev, publicou na madrugada desta terça que é difícil prever como a situação irá evoluir, mas que "Kherson é e continuará sendo ucraniana". Nas redes sociais, incluindo alguns perfis da mídia local, vídeos mostravam as forças russas entrando na cidade de 290 mil habitantes.

A inteligência britânica, por outro lado, diz que o avanço na capital progrediu pouco nessas últimas 24 horas devido a dificuldades logísticas. Ao mesmo tempo, o boletim do Ministério da Defesa relata o aumento do uso de artilharia no norte de Kiev e na região de Kharkiv e Chernihiv.

O conselheiro do presidente Volodimir Zelenski afirmou, nesta terça, que a Rússia está bombardeando ativamente os centros das cidades, lançando mísseis e ataques de artilharia diretamente em áreas residenciais e locais do governo. "O objetivo é claro: pânico em massa, vítimas civis e danos na infraestrutura", disse Mikhailo Podoliak. Outro conselheiro, Oleksii Arestovich, disse que as forças russas tentam formar um cerco em Kiev e Kharkiv.

Para o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, o bombardeio de regiões pacíficas "é a prova de que eles são incapazes de lutar mais com ucranianos armados", afirmou em publicação no Facebook.

Com um tom de vitorioso, começa dizendo que no quinto dia de intervenção, esta segunda (28), os russos "revelaram-se incapazes de esconder que sua agonia começa". Também ressalta que na parte econômica, Moscou também já sofreu "uma destruição devastadora". Sancionado pelos britânicos, o Banco Central do país disse que a situação é dramática e tenta evitar asfixia e quebras financeiras.

Pelo lado ucraniano, mais de 70 militares foram mortos nesta segunda em um bombardeio em Okhtirka, no nordeste do país, segundo o governante da região, Dmitro Zhivitskii. Entre civis, o governo afirma que 350 já foram mortos, entre eles 14 crianças. A ONU confirmou 102 óbitos e 304 feridos, além de mais de meio milhão de refugiados, apesar de reconhecer que os números podem ser maiores.

Reznikov afirma ainda que o fornecimento de armas dos europeus está aumentando. Segundo a Força Aérea do país, 70 caças da União Europeia devem chegar nesta terça, provenientes de Bulgária, Polônia e Eslováquia. A Austrália também prometeu mísseis antiblindados.

O clima de tensão segue enquanto há a expectativa para uma segunda rodada de negociações, após a primeira nesta segunda acabar sem avanços claros. Os representantes dos dois países concordaram em voltar às suas capitais para discutir pontos da conversa e devem marcar uma segunda rodada de reuniões, informou a agência estatal russa RIA, citando um funcionário do governo ucraniano.

Fonte: FOLHA S. PAULO - 01/03/2022

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Em Barra: Pais de bebê arremessado de moto prestam depoimento

(Reprodução)


Os pais do bebê de oito meses que morreu no município de Barra, no oeste do estado, após ser arremessado de uma moto durante um acidente, prestaram depoimento na última sexta-feira (25). O motorista do carro envolvido na ocorrência também prestou depoimento na delegacia da cidade.  

O delegado responsável pela investigação, Jenivaldo Rodrigues, afirmou que o inquérito deve ser concluído ainda nesta semana, segundo informações do G1. Ele aguarda o resultado da perícia feita no local da ocorrência para finalizar a investigação e enviar o inquérito ao Ministério Público da Bahia. 

Jenivaldo Rodrigues também disse que apesar de não ter havido dolo por parte do pai que pilotava a moto, ele assumiu o risco de conduzir o bebê de maneira inadequada e deve responder por infração de trânsito. O transporte de crianças com menos de 10 anos em motocicletas, motonetas ou ciclomotores é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 prevista no Código Brasileiro de Trânsito (CBT).  

Gael Henrique estava entre o pai e mãe na garupa do veículo, enquanto eles voltavam do hospital, na terça-feira (22). Câmeras de segurança registraram o momento do acidente, quando a família passa por um cruzamento e um carro surge em alta velocidade e atinge os três. A criança foi levada ao Hospital do Oeste, que fica em Barreiras, mas não resistiu aos ferimentos. Os pais também chegaram a serem internados.

Cultura: Secretaria afirma que colonizadores portugueses e indígenas eram "amiguinhos"

© Divulgação/Secom

A Secretaria Especial de Cultura decidiu comemorar os 200 anos da independência do Brasil celebrando a relação supostamente amigável entre os povos nativos do Brasil e os navegadores portugueses que colonizaram o país.

“O encontro entre índios e portugueses foi marcado pelo tom pacífico, amigável e de mútuo interesse por parte dos dois povos. A receptividade, a alegria e a boa acolhida ainda hoje são marcas presentes no comportamento dos brasileiros”, diz um trecho do texto publicado no site oficial da Secretaria de Cultura, numa seção batizada de “Memorial da Soberania”.

O texto de cartilha antiga de Ensino Fundamental, característico da época da ditadura militar, é uma das primeiras ações da pasta da Cultura em relação ao tema que deve dominar boa parte da agenda cultural do governo Bolsonaro no segundo semestre, após ignorar solenemente o centenário da Semana de Arte Moderna.

Ao contrário da imagem idílica defendida pelo site do governo Bolsonaro e nas velhas cartilhas de teor ideológico, a colonização portuguesa não foi nada pacífica, marcando o início dos conflitos com os indígenas brasileiros, imediatamente chamados de “selvagens”. Desconsiderados como “pessoas”, porque não eram cristãos, eles foram escravizados e sofreram todo tipo de abuso, inclusive sexual, no início da decantada miscigenação brasileira.

“Os valores religiosos e de respeito mútuo ainda hoje estão presentes na cultura do Brasil”, segue o texto de fábula encantada, que desconsidera a possibilidade de os indígenas terem uma religião antes do contato com cristãos.

A escravidão indígena só é mencionada no 25° parágrafo do site, que não cita massacres, estupros, expulsões de terras ou o extermínio por doenças como tuberculose e gripe, trazidas da Europa para o Brasil.

Já a escravidão africana é citada apenas num contexto de elogio ao trabalho dos padres jesuítas, que supostamente combateram “os excessos dos castigos sobre escravos africanos”.

No ano passado, o secretário de Cultura Mario Frias anunciou um edital de R$ 30 milhões para selecionar projetos de obras audiovisuais voltados à comemoração dos 200 anos da independência. Cerca de 20 produções serão contempladas, de acordo com os “filtros” da cartilha da secretaria.

“Teremos um excelente investimento no resgate do imaginário público de todos os grandes heróis da nossa independência”, disse Frias à época. “A comemoração do bicentenário é um evento de todos os brasileiros, e iremos levá-la para cada um de vocês”, acrescentou.

Na sexta-feira, o secretário responsável pelo fomento à cultura, André Porciúncula, escreveu no Twitter que “vem novidade boa por aí”. E publicou a imagem de um cartaz onde se vê uma ilustração de dom Pedro sobre um cavalo numa pose heroica, assinada por um artista brasileiro demitido da Marvel supostamente por incluir desenhos antissemitas nos quadrinhos de “O Imortal Hulk”. Um grande equívoco para uma secretaria que já foi associada ao nazismo, via cópia de um discurso de Joseph Goebbels pelo ex-secretário de Cultura Roberto Alvim.

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa […] ou então não será nada”, disse Alvim na ocasião, usando palavras do principal ideólogo do nazismo. E Frias mantém o tom nacionalista, fazendo referência aos brasileiros como um “povo heroico” desde uma campanha patriótica lançada pelo governo às vésperas de 7 de Setembro de 2020 e estrelada por ele próprio.

Fonte: Moderna - 28/02/2022 22h40

Imigrantes negros na Ucrânia dizem ser alvo de racismo e barrados em trens ao tentar fugir

 

Imigrantes negros na Ucrânia dizem ser alvo de racismo e barrados em trens ao tentar fugir
Foto: Reprodução / Twitter @nzekiev

"Nas estações de trem de Kiev, crianças primeiro, mulheres em segundo lugar, homens brancos em terceiro, depois o restante das vagas é ocupada por africanos. Esperamos muitas horas pelos trens e não conseguimos entrar devido a isso." Em sua conta no Twitter, um estudante nigeriano conta como é tentar fugir da guerra da Ucrânia sendo negro.
 

"Tivemos que gritar e empurrar mulheres africanas para dentro do trem, para que não tivessem opção a não ser deixá-las entrar, já que estão priorizando mulheres e crianças", continua, em um post na sexta (25).
 

Dois dias depois, já na fronteira com a Polônia, ele continuou a denunciar o que chama de "hierarquia racial" para passar pela fronteira. "Vejam como eles ameaçam atirar na gente! A polícia e o Exército se recusaram a deixar os africanos atravessarem, só deixaram os ucranianos. Alguns dormiram aqui por dois dias nesse frio cortante, enquanto outros tiveram que voltar."
 

Com relatos como esses reunidos pela hashtag #AfricansinUkraine (africanos na Ucrânia), africanos e outros imigrantes negros que vivem no país afirmam que estão sendo vítimas de racismo ao tentarem se deslocar, sendo barrados em trens, ônibus e nas fronteiras por guardas ou outros cidadãos ucranianos.
 

Em resposta, governos como o da Nigéria divulgaram comunicados dizendo que foram informados de situações do tipo e condenaram o tratamento discriminatório. Um dos vídeos mostra uma mulher com um bebê de dois meses no colo, sentada no chão sob uma temperatura de 3 ºC, enquanto um homem não identificado afirma que ela não conseguiu passar pela fronteira, como outras mulheres com crianças.
 

Outra gravação, de um ativista britânico, mostra um grande número de jovens, todos negros, do lado de fora de um trem. "A face oculta dessa guerra é o racismo experimentado por muitos que estão fugindo."
 

Em outro caso, a ministra das Relações Exteriores da Jamaica, Kamina Johnson-Smith, afirmou no Twitter que 24 estudantes jamaicanos estão sendo forçados a caminhar 20 km até a Polônia, após serem impedidos de embarcar em um ônibus que levava estudantes até a fronteira.
 

Após conseguir atravessar para a Romênia, uma estudante de medicina britânica negra conta, num vídeo, como foi recebida no setor de controle de passaportes na saída ucraniana. "Eram ucranianos primeiro, indianos depois, africanos por último. Tem tido muita segregação. É uma situação muito estressante."
 

Cidades sitiadas em toda a Ucrânia abrigam dezenas de milhares de estudantes africanos que estudam medicina, engenharia e assuntos militares. Marrocos, Nigéria e Egito estão entre os dez principais países com estudantes estrangeiros na Ucrânia, fornecendo juntos mais de 16 mil alunos, segundo o Ministério da Educação, citado pela agência Reuters. Milhares de estudantes indianos também estão tentando fugir.
 

O governo da Nigéria divulgou um comunicado criticando os episódios. "Infelizmente houve relatos da polícia e das forças de segurança ucranianas se recusando a deixar nigerianos embarcarem em ônibus e trens que iriam para a fronteira com a Polônia", escreveu um porta-voz da Presidência, Garba Shebu.
 

"Em um vídeo que circula amplamente nas mídias sociais, uma mãe nigeriana com seu bebê foi filmada sendo forçada fisicamente a ceder seu assento para outra pessoa", continua.
 

Ele afirma que há também relatos de autoridades polonesas negando a entrada de nigerianos pela fronteira com a Ucrânia e defende que "todos sejam tratados com dignidade e sem privilégios".
 

Pai de três filhos, um nigeriano que vive na Ucrânia desde 2009 contou ao jornal The Independent que, no sábado, ele, familiares e outros imigrantes foram obrigados a desembarcar de um ônibus prestes a cruzar a fronteira. "Nenhum negro", teriam dito militares. "Quando olho nos olhos dos que estão nos rejeitando, vejo racismo injetado; eles querem se salvar e estão perdendo sua humanidade no processo", afirmou.
 

Outros estudantes africanos contaram ao diário britânico terem enfrentado hostilidade em situações parecidas, inclusive na entrada da Polônia. Segundo o político nigeriano Femi Fan-Kayode, a Polônia e outras nações europeias estão permitindo que ucranianos, indianos e árabes em fuga cruzem a fronteira e se refugiem no país. "As únicas pessoas que estão barrando são africanos negros, e agora existem centenas de estudantes presos na fronteira polonesa", escreveu ele, ex-ministro do Turismo, no Twitter.
 

"O pior de tudo é o fato de que os próprios ucranianos não estão permitindo que africanos embarquem nos trens gratuitos que forneceram para ucranianos e outros cidadãos deixarem a Ucrânia e fugirem para a Europa. Há relatos de que a polícia ucraniana entrou nesses trens gratuitos e removeu todos os africanos, dizendo que eles tinham que ficar, enquanto permitiam cidadãos de TODOS os outros países."
 

Segundo a agência de notícias AFP, a embaixadora da Polônia na Nigéria, Joanna Tarnawska, rejeitou as alegações de tratamento injusto. "Todos recebem tratamento igual. Posso garantir que tenho relatos de que alguns cidadãos nigerianos já cruzaram a fronteira para a Polônia", afirmou à mídia local.
 

Ela disse que os nigerianos têm 15 dias para deixar a Polônia ou tomar outras providências e que até documentos inválidos estavam sendo aceitos para atravessar a fronteira. Restrições da pandemia, de acordo com a embaixadora, também foram suspensas. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Nigéria, até este domingo (27) 130 nigerianos vindos da Ucrânia chegaram a Bucareste, 74 a Budapeste e 52 a Varsóvia -com outros 23 sendo cadastrados.
 

O governo de Gana também se pronunciou sobre seus cidadãos no país, dizendo que se reuniria com pais de estudantes retidos na Ucrânia e enviaria funcionários da embaixada aos pontos de fronteira para ajudá-los. A Costa do Marfim, que de acordo com a mídia estatal tem 500 cidadãos na Ucrânia, afirmou que também está tomando providências para realizar a retirada. O Ministério das Relações Exteriores do Quênia disse que 201 cidadãos estavam no país, a maioria dos quais estudantes.


Fonte: FOLHAPRESS - 28/02/2022  22h:35

400 mercenários russos chegam a Kiev para matar Zelensky', diz jornal britânico

 

'400 mercenários russos chegam z Kiev para matar Zelensky', diz jornal britânico
Foto: Reprodução / Youtube

Pelo menos 400 mercenários russos estariam a caminho da capital ucraniana, Kiev,  com ordens do Kremlin para assassinar o presidente Zelensky e membros do seu governo. A informação foi divulgada pelo jornal britânico Times.

 

Conforme divulgou a CNN portuguesa, o grupo Wagner, milícia privada dirigida por um dos aliados mais próximos do presidente Putin, teria trazido mercenários da África há cinco semanas numa missão para decapitar o governo de Zelensky em troca de um bónus financeiro.

 

A notícia surge depois da Ucrânia ter iniciado neste sábado um processo contra a Rússia no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), acusando Moscou de planejar um genocídio.


Fonte: BN - 28/02/2022

Eleições 2022: Wagner comunica ao PT que não será candidato ao governo

 

Wagner comunica ao PT que não será candidato ao governo; partido definirá nova tática
Foto: Reprodução / PT.org

O PT da Bahia não terá o senador Jaques Wagner como candidato ao governo da Bahia. Em reuniã, foi discutida a tática eleitoral de 2022 em reunião extraordinária com a presença do senador, deputados estaduais e federais, prefeitos, vereadores e dirigentes na tarde desta segunda-feira (28). Na ocasião, Wagner anunciou às lideranças sua decisão política de não concorrer ao Governo do Estado e, a partir de agora, o diretório estadual passará a debater a nova tática eleitoral. 

 

"A retirada da minha candidatura não implica na retirada da candidatura do PT. Quem decidirá se terá candidatura ou não, não sou eu, será o Partido", afirmou Wagner, que falou sobre a importância da união dos partidos na Bahia para as eleições deste ano. 

 

O presidente do PT Bahia, Éden Valadares, comentou a reunião. "É claro que respeitamos a decisão do companheiro Wagner, mas não a recebemos com alegria. Nossas instâncias se reunirão intensamente nos próximos dias para atualizar nossa posição", comentou.

 

Os dirigentes petistas reafirmaram decisão do sétimo Congresso do PT que aponta para a presença do Partido encabeçando a chapa majoritária. "Nossa decisão será fruto do debate interno, mas também do imprescindível diálogo com os demais partidos e lideranças da base, como Otto, Leão, Lídice e PCdoB", ressaltou Éden.


Fonte:BN - 28/02/2022 22h:25

Criança de 9 anos entra escondido em avião e viaja de Manaus para São Paulo

 

Criança foge de casa, entra escondido em avião e viaja do Amazonas para São Paulo
Foto: Reprodução / Latam

Um menino de 9 anos saiu escondido de Manaus e embarcou em um avião com destino a São Paulo no último sábado (26). O caso inusitado foi informado pela administradora do aeroporto, que investiga junto com a companhia aérea como a criança conseguiu viajar.

 

Segundo o G1, Emanuel Marques de Oliveira, morador de um bairro da capital amazonense, foi dado como desaparecido pela família, após a mãe acordar e não encontrá-lo em seu quarto.

 

A motivação, explicou a polícia, seria a vontade do menino em ir morar com familiares em São Paulo. O desejo foi explicitado pelo prório durante as oitivas. As investigações preliminares apontam que ele não tem histórico de violência familiar.

 

A mãe do pequeno viajante contou que perrcebeu que o filho não estava em casa nas primeiras horas da manhã deste sábado. "Acordei às 5h30, fui ao quarto dele, e vi que ele estava dormindo normalmente. Depois mexi um pouco no celular e levantei novamente, já às 7h30, quando percebi que ele não estava mais no quarto e comecei e me desesperar", afirmou.

 

Após ver que o menino não estava em casa, a mãe registrou um boletim de ocorrência e começou a divulgar a imagem dele pelas redes sociais. Um funcionário da empresa aérea Latam comunicou à família o paradeiro do "desaparedo", que estava em Guarulhos (SP).

 

"Assim que eles me contaram que ele estava lá [no Aeroporto de Guarulhos], avisei a delegada. Os policiais até perguntaram se eu podia ir buscá-lo, mas eu disse que não teria como fazer isso, e sim queria que a empresa Latam retornasse com o meu filho".

 

Ao site, a Polícia Civil disse que solicitou imagens das câmeras de segurança do terminal e apura a situação. A corporação afirmou ainda que o garoto agiu sem a ajuda de adultos e, antes de ir até o local, realizou pesquisas na internet de "como entrar em um avião despercebida".

 

Após trâmites e negociações entre o Conselho Tutelar e a Latam, o garoto voltou a Manaus na manhã de domingo (28). A família foi ouvida e ele permanece sob a tutela dos pais. As equipes da companhia aérea e do Aeroporto Internacional de Manaus apuram internamente o caso.


Fonte: BN - 28/02/2022 22h:23

Rússia x Ucrânia: Bolsonaro diz que “não tem o que conversar” com Ucrânia

Bolsonaro, presidente do Brasil entre os anos 20018 e 2022. Ele usa terno e gravata e camiseta clara- MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

Pressionado a dialogar com o presidente da UcrâniaVolodymyr ZelenkyJair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira (28/2), que não tem o que conversar com o ucraniano. Dias antes do início do conflito no Leste Europeu, o presidente brasileiro realizou uma visita ao líder russo, Vladimir Putin, e disse ser solidário à Rússia.

“Alguns querem que eu converse com Zelensky, o presidente da Ucrânia, eu, no momento, não tenho o que conversar com ele. Eu lamento, se depender de mim não teremos guerra no mundo”, disse Bolsonaro, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

No domingo (27/2), o presidente brasileiro rechaçou qualquer sanção à Rússia e defendeu a posição de neutralidade. Bolsonaro também disse que Putin não estava fazendo um massacre na Ucrânia e defendeu o direito do líder russo em ocupar as regiões separatista de Donbass, no leste ucraniano.

As declaração gerou reação do encarregado de negócios da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, que afirmou que Bolsonaro estava “mal informado” e sugeriu que ele conversasse com o presidente ucraniano.

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança.

Diante disso, tropas russas, orientadas pelo presidente Vladimir Putin, iniciaram, na última quinta-feira (24/2), uma ampla operação militar para invadir a Ucrânia. Em pronunciamento, ele fez ameaças e disse que quem tentar interferir no conflito sofrerá consequências nunca vistas na história.

Hoje o conflito chega ao quinto dia. Ao menos 198 pessoas morreram nos confrontos, segundo o governo ucraniano. Outras 1.115 ficaram feridas. O governo ucraniano afirma que 100 mil soldados russos estão no país.

Russos sitiaram Kiev e tentam tomar o poder. Hospitais, orfanatos, prédios residenciais, além de escolas e creches, já foram alvos de bombardeios na Ucrânia. República Tcheca, Polônia, França, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Portugal e Bélgica anunciaram o envio de ajuda estrutural de armas e dinheiro para a Ucrânia, que resiste.

Fonte: Metropoles - 28/02/2022 20h:46