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quarta-feira, 6 de abril de 2022

Governo escolhe José Mauro Ferreira Coelho para a Petrobras


                                  imagem:reprodução
       


O governo decidiu indicar nesta quarta(6) José Mauro Ferreira Coelho para a presidência da Petrobras.

Coelho foi secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia.

É o segundo nome escolhido pelo governo para o lugar de Joaquim Luna na estatal.

O primeiro, Adriano Pires, desistiu antes mesmo de assumir. Informações de Veja.com em 06/04/2022

Eleições 2022: Ação incentiva jovens a tirar título de eleitor em colégio estadual de Feira de Santana

Estudantes do Colégio Estadual Carmem Andrade Lima, em Feira de Santana, estão fazendo uma campanha para impulsionar os jovens a tirar o título de eleitor.

O idealizador da ação, Ruan Pedroso, que é diretor da União Estadual dos Estudantes Secundaristas e também desenvolve um trabalho voluntário no colégio de liderança do Movimento Estudantil, informou que oito estudantes estão envolvidos na divulgação e realização do processo.

“Temos cerca de 660 alunos aptos a tirar o título de eleitor. Nós montamos postos no Colégio Carmem Andrade com notebook, impressora, para que os alunos venham fazer o requerimento do título com algum dos voluntários. Muito se diz que os jovens são o futuro do Brasil, mas pra que nós de fato sejamos o futuro, precisamos estar envolvidos com a democracia e o processo eleitoral”, afirmou Ruan Pedroso, em entrevista ao Acorda Cidade.

Ele ressaltou ainda sobre a importância de conscientizar a juventude sobre a sua participação nesse processo.

“Estamos ajudando a definir o futuro da nossa nação. Então aqui no Carmem Andrade, os jovens que têm dúvidas sobre esse processo podem nos procurar tanto no turno matutino quanto vespertino. Essa ação é realizada somente neste colégio, mas existem orientações no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral), sobre como os jovens podem estar realizando a solicitação do primeiro título ou regularização", declarou o jovem ao Acorda Cidade.

Foto: Arquivo Pessoal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou ontem (5) que 445,5 mil jovens entre 15 e 18 anos tiraram o primeiro título de eleitor no mês de março. Segundo o TSE, a emissão de novos títulos teve crescimento de 27,6% em relação ao mês de fevereiro deste ano, quando 349 mil eleitores emitiram o documento.

De acordo com o levantamento, a procura pelo primeiro título foi maior entre os jovens com 17 anos. Nessa faixa etária, 158,9 mil documentos foram concedidos em março.

O prazo para tirar o primeiro título de eleitor, regularizar a situação do documento ou solicitar transferência do local de votação termina em 4 de maio. Após a data, o cadastro eleitoral será fechado e nenhuma alteração poderá ser feita nos registros.

Para verificar se há pendências, o eleitor deve entrar no site do TSE e checar se há algum débito em seu nome pela aplicação de multa por não ter votado em eleições anteriores, caso mais comum de irregularidade.

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Eventual segundo turno para a disputa presidencial e aos governos estaduais será em 30 de outubro.

Fonte: Acorda Cidade com informações da Agência Brasil em 06/04/2022

Salvador: Ator e diretor Lázaro comemora estreia de ‘Medida Provisória’ após impasse com Ancine

 

Lázaro comemora estreia de ‘Medida Provisória’ após impasse com Ancine: ‘Vitória e justiça’
Foto: Max Haack /Ag Haack / BN Hall

Com estreia prevista para o dia 14 de abril, o filme "Medida Provisória", de 2020, enfrentou um longo imbróglio com a Agência Nacional do Cinema (Ancine) para finalmente ser exibido no Brasil. Durante entrevista coletiva em Salvador, o ator Lázaro Ramos, diretor do longa, explicou que a liberação só ocorreu após a imprensa apontar censura por parte do órgão federal. 

 

"O filme foi feito da maneira mais responsável que se tem que fazer um filme. As questões financeiras estavam todas bem e não se tinha o porquê de não liberar. A gente precisava apenas de uma assinatura para trocar de uma distribuidora por outra, mas essa assinatura demorou mais de um ano. Ela veio em uma sexta-feira, às 18h30 da tarde, um dia em que Brasília trabalha muito, depois da imprensa publicar da suspeita de censura. A censura se faz também através da burocracia", declarou o baiano.

 

Segundo a produtora Claudia Bejarano, todo o processo foi "bem trabalhoso". "Temos vários membros nos contratos... e é um cuidado, porque da mesma forma que o filme teve um investimento público, a gente também precisava ter um cuidado ao dizer para eles que o dinheiro é bem-vindo e bem trabalhado. Então foi uma costura jurídica para que nós não sofrêssemos uma censura lavada. Ela foi [uma censura] deslavada". 

 

Enquanto ganhava prêmios pelo mundo, o longa de Lázaro Ramos encontrou dificuldades com a liberação de distribuição nos cinemas brasileiros. A primeira exibição no país aconteceu em 2021, no Festival do Rio, apesar de aguardarem um retorno conclusivo da agência desde novembro de 2020.

 

Preste a lançar o “Medida Provisória” em todo o Brasil, Lázaro ainda falou, exclusivamente ao Bahia Notícias, sobre o sentimento de estar lançando o filme após esse impasse: “É uma sensação de vitória, celebração e de justiça também, porque na verdade o filme é fruto do trabalho de muita gente, profissionais do audiovisual brasileiro talentosos e dedicados, uma história importante que foi vista pelo mundo e que não era nem justo ela não ser vista no Brasil na velocidade em que os filmes precisam ser vistos. [...] Isso significa que o país tem muitas vozes e que elas merecem ser respeitadas”.


Fonte:por Erem Carla / Antônia Fernanda / Alexandre Brochado/BN 06/04/2022

Eleições 2022: Maia diz que num 2º turno entre Lula e Bolsonaro, vota no petista

 Depois de seis mandatos consecutivos no Congresso e de presidir a Câmara duas vezes, o deputado federal licenciado Rodrigo Maia (PSDB), 51, desistiu de concorrer novamente ao Legislativo e abriu caminho para sua irmã gêmea, Daniela Maia (PSDB), que deixou a presidência da RioTur.

Maia chegou a se licenciar do governo paulista na semana passada para cumprir o prazo a Justiça Eleitoral, mas na segunda feira, 4, reassumiu o cargo de secretário de Projetos e Ações Estratégicas.

Em entrevista ao Estadão no seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, o ex-presidente da Câmara, que vai assumir a presidência da federação formada por PSDB e Cidadania no Rio de Janeiro, contou que segue como coordenador do plano de governo de João Doria e vai se dedicar a política fluminense nos finais de semana.

Após ser apontado como presidenciável no início dos debates sobre a sucessão de 2022 e visto como principal interlocutor entre os poderes nas crises provocadas por Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia mergulhou de cabeça no projeto do governador Rodrigo Garcia e decidiu ficar fora das brigas internas de sua nova legenda no plano nacional.

Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista  © Alex Silva/Estadão Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara, em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista 

O ex-presidente da Câmara prega que o PSDB se assuma como um partido de centro-direita e rejeita o rótulo de terceira via. “O eleitor de centro pode decidir a eleição, mas não é majoritário. O PSDB é o principal partido de contraponto ao PT, para não usar o termo centro-direita, que alguns tucanos não gostam. Reclamam comigo quando eu uso”, afirmou.

Maia disse, ainda, que se Lula e Bolsonaro forem para o segundo turno, votaria no petista. A seguir, leia os principais trechos da entrevista.

Por que o sr. desistiu de tentar o 7° mandato como deputado federal?

Eu fui tudo na Câmara dos Deputados e quero agora uma experiência fora do Legislativo. Tive a experiência com Doria e agora com o Rodrigo (Garcia), que é de fato o meu grande amigo, e vejo a possibilidade de ajudar no governo dele esse ano. E com a provável reeleição nos próximos quatro anos também. Ser deputado a carreira inteira não é ruim, mas quem chegou à presidência da Câmara já ocupou quase todas as posições na Casa. O político tem que estar sempre aprendendo. Talvez esse seja um dos problemas da política brasileira: as pessoas acabam se acomodando no papel de parlamentar. Quero cumprir um ciclo no executivo e me reciclar. Quero aprender mais sobre gestão e orçamento público para que no futuro eu possa ter outros desafios na política ou até no setor privado.

O sr. segue também como coordenador do plano de governo de João Doria. Acredita que vai haver de fato sinergia entre a campanha dele e a do Rodrigo Garcia à reeleição em São Paulo?

Na campanha do João eu coordeno o plano de governo. Quero me restringir a isso. Entrei no PSDB, mas existem muitos conflitos no PSDB dos quais eu não quero participar. O que me dá prazer na política hoje é aprender. Sou cristão novo no PSDB. Já em relação ao Rodrigo Garcia, é uma eleição diferente. Ele é meu amigo. Na eleição nacional vou me ater aos temas técnicos para construir um plano transformador da vida das pessoas.

O sr. vai estar na campanha do Rodrigo também?

Vou ajudar o Rodrigo no que ele precisar.

Em eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Rodrigo Maia diz votar no petista © Alex Silva/Estadão Em eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, Rodrigo Maia diz votar no petista

Como avalia o cenário no PSDB?

Como deputado e um filiado que acabou de entrar no PSDB, acho esse conflito muito estranho, mas não quero participar disso. Esse conflito vem de antes da minha entrada no partido. Teve prévias e foram questionar. Foi uma votação com 44 mil pessoas. Isso deve ser tratado por quem está no partido há mais tempo. Doria se viabilizou como candidato. Desde o governo Fernando Henrique Cardoso, o PSDB tem um problema de aceitar que está à direita do Lula. O PSDB precisa aceitar isso. É assim que a sociedade nos vê. A gente fez pesquisas por muitos anos. Se a sociedade entende que o Lula é esquerda, então o adversário tem que estar no outro polo. Precisamos resgatar o nosso eleitor e mostrar que nesse campo existe um caminho a ser ocupado.

Como o sr. avalia os encontros de tucanos como FHC, Aloysio Nunes e outros com Lula?

Como todos foram para a oposição ao Bolsonaro, que é considerado uma direita não democrática, isso confundiu a cabeça do eleitor. Se você olhar o cruzamento de pesquisas na avaliação positiva do governador João Doria, vai ver que o Lula tem 40% das intenções de voto. No cenário de São Paulo, o candidato hoje que tem os votos com perfil tucano é o Fernando Haddad, e não o Rodrigo Garcia ainda. Naturalmente o Haddad vai para a oposição e nós vamos ocupar aquele espaço da boa avaliação que o governo tem hoje. Nacionalmente, o nosso eleitor tem hoje mais restrição ao Bolsonaro do que vontade de apoiar uma candidatura fora da polarização. Um terço dos votos do Lula está no antibolsonarismo. O Churchill tem uma passagem muito interessante. Um jovem deputado chegou para ele no início da legislatura, olhou para o lado dos opositores e disse: ‘Primeiro-ministro, lá na frente eles serão nossos inimigos’. Churchill respondeu: ‘Não, lá na frente eles serão nossos adversários. Nossos inimigos estão aqui atrás’. É um pouco do que acontece hoje no PSDB e no nosso campo. Se conseguirmos ocupar um espaço, será tirando a vaga do Bolsonaro.

Qual deve ser o discurso para o PSDB entrar nesse jogo?

Não deve ser atacar o presidente Lula. Eu disse isso ao governador João Doria. Temos que dizer aos eleitores que se decepcionaram com Bolsonaro que temos uma alternativa que não seja a volta ao passado e o PT. A esquerda acha que se reduz desigualdade intervindo no Estado. Nós acreditamos que vamos redistribuir renda estimulando o setor privado.

O antipetismo deixou de ser então o grande eleitor que foi em 2018?

O antipetismo é a mola mestra do presidente do Bolsonaro, mas ninguém deu uma alternativa que o ocupe o lugar dele na centro-direita democrática. Temos que derrotar o Bolsonaro com uma candidatura que defenda aquilo que motivou o eleitor em 2018: um Estado moderno, eficiente, bom prestador de serviço e que segurança jurídica para o setor privado investir.

Qual a sua leitura sobre esse debate no PSDB sobre uma possível revogação das prévias pela convenção do partido e qual o valor dessa carta que o Bruno Araújo, presidente do partido, escreveu validando o resultado da consulta interna?

O governador Doria venceu um modelo de prévias que em tese era favorável ao governador Eduardo Leite. Ele (Doria) mesmo assim se dispôs s disputar. Não foi um voto para cada eleitor, mas com pesos diferentes para os líderes políticos. O melhor modelo era ser um voto para cada filiado ao PSDB. O processo escolheu de forma democrática o Doria e foi legitimado pelos adversários. Isso certamente tem muito mais valor que uma convenção. Mas não tenho nenhum interesse em participar desse debate, até porque isso pode enfraquecer o partido. O PSDB é o principal partido de contraponto ao PT, para não usar o termo centro direita, que alguns tucanos não gostam. Reclamam comigo quando eu uso. A gente devia ajudar o governador Doria a se viabilizar. Se lá em julho isso não acontecer, ele vai certamente construir uma solução. O nosso campo, que tem uma linha mais pró-mercado, está fora do debate. O debate está sendo feito entre valores conservadores – e muitas vezes reacionários – e por outro lado liberais demais com o PT e seus aliados.

Por que o sr. não encaminhou o processo de impeachment contra o Bolsonaro quando era presidente da Câmara?

Porque não havia apoio político. Uma vitória de Bolsonaro poderia fortalecer demais o presidente e organizar uma narrativa contra as instituições democráticas.

Avalia que a campanha do Rodrigo em São Paulo deve ser casada com a do Doria para presidente?

O governador Rodrigo precisa primeiro mostrar a sua história e sua experiência com 5 governadores e defender o Governo de São Paulo, que teve grandes acertos. Ele tem que ser o governador do Estado de São Paulo. Não tenho dúvida que ele chega ao 2° com pelos menos 25% dos votos.

Por que João Doria tem uma rejeição incompatível com a aprovação do governo?

Todos os políticos que se colocam no centro terão uma rejeição alta. Se você projetar a rejeição do Eduardo Leite e da Simone Tebet sobre o que eles têm hoje de imagem positiva e negativa, e o alto desconhecimento, eles chegarão a uma rejeição parecida a do governador Doria. Ele fez o enfrentamento a máquina bolsonarista, o que gera uma rejeição grande. Eles operam unidos. Não é à toa que o Tarcísio cresce rapidamente.

O sr não gosta do termo terceira via?

Não tem terceira via. O Tony Blair se dizia terceira via, mas não era. Eram os trabalhistas contra os conservadores. Depois de um ciclo longo com os conservadores no poder o partido trabalhista estava mofado. Tony Blair modernizou o partido e criou o termo terceira via apenas para sair isolamento da esquerda e caminhar para o eleitor de centro, que existe. O eleitor de centro pode decidir a eleição, mas não é majoritário no processo eleitoral em nenhuma democracia do mundo. Se você olhar as eleições no Brasil vai ver que sempre sobram os dois. Em 2002 Roseana (Sarney) foi alternativa e caiu. Depois veio o Lula disputar contra o Serra, que era o candidato do governo. Em 2018 o Bolsonaro ocupou o lugar do PSDB na polarização contra o PT. A polarização comandou o processo político brasileiro desde 1994.

A tendência então é a polarização se repetir esse ano?

Se nós não entendermos que o nosso campo é à direita do Lula, estaremos fora do segundo turno. Não é fácil ocupar esse espaço porque estamos no campo da direita com o Bolsonaro à nossa direita. Precisamos buscar esse 1/3 do eleitor do presidente Lula que não sairá com ele sendo agredido.

Em São Paulo, vê o Fernando Haddad no 2° turno e o Rodrigo disputando com Tarcísio Freitas?

O Rodrigo Garcia para mim está no 2° turno. Teremos um segundo turno entre PT e PSDB em São Paulo. É praticamente impossível que o governador não esteja no segundo turno.

Como enxergou a mudança de planos do Sergio Moro, que vai disputar algo em São Paulo, e do José Luiz Datena, que foi para um partido aliado do Bolsonaro e saiu da coligação do Rodrigo Garcia?

Moro está fora do processo nacional e vai enfrentar um processo regional, de parlamentar. Vai cuidar da vida dele. Datena é um grande comunicador e tem muita popularidade, mas vai ter muita dificuldade em transferir votos para alguém.

Como está o cenário eleitoral no Rio de Janeiro? O candidato a governador do grupo de vocês será o nome escolhido por Eduardo Paes?

Minha decisão de assumir a presidência da federação no Rio é um alinhamento com o prefeito do Rio. Estaremos juntos com a candidatura que ele apoiar. Tem o Felipe Santa Cruz (ex-presidente da OAB), e o Rodrigo Neves, do PDT, de quem o Eduardo está próximo. Mas podemos colocar aí um terceiro nome: o ex-prefeito César Maia, que aparece com 18% de intenção de votos em todas as pesquisas. Temos três alternativas nesse processo. Acho que o presidente Lula errou. a gente deveria ter tentado construir uma candidatura em torno do presidente da Assembleia, que deixaria o PT e iria para o PSD. Uniríamos todos os campos políticos do Rio para o enfrentamento com o Cláudio Castro e o Bolsonaro. Infelizmente não foi possível.

Como avalia a escolha do Geraldo Alckmin como vice de Lula?

Ele é meu amigo. Sou admirador do governador Geraldo Alckmin. Foi uma grande escolha do presidente Lula. Foi uma decisão acertada. Alckmin sabia que enfrentar uma eleição contra a máquina em São Paulo não seria simples. É importante abrir espaço para outros. Seria o 5° mandato dele. Alckmin avaliou o cenário político atual. Tomou uma decisão pessoal de fazer uma aliança da esquerda a centro direita para colaborar com enfrentamento a esse governo que não é muito democrático. Lula é nosso adversário, mas não é nosso inimigo.

No caso de um 2° turno entre Lula e Bolsonaro, quem o sr. apoiaria?

Não posso falar nem quero falar pelo PSDB. Se o governador João Doria não estiver no 2° turno, e acredito que ele estará, o natural é que eu caminhe para votar no presidente Lula no 2° turno. Mas acredito em um 2° turno Lula x Doria.

FONTE: ESTADÃO - 06/04/2022 07h

terça-feira, 5 de abril de 2022

Ucrânia: Testemunha em Bucha viu soldados atirarem em homem que ‘ia ao supermercado’

 “Bem diante dos meus olhos, atiraram em um homem que ia buscar comida no supermercado”. Em Bucha, Olena relata para a AFP como as forças russas “cruéis”, diferentemente das tropas regulares, espalham o terror pela cidade.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky durante visita à cidade de Bucha, em 4 de abril de 2022 - AFP© Fornecido por IstoÉ Dinheiro O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky durante visita à cidade de Bucha, em 4 de abril de 2022 - AFP

Situada a 30 quilômetros ao noroeste do centro de Kiev, a cidade estava ocupada pelo exército invasor desde 27 de fevereiro e ficou inacessível por mais de um mês.

Os bombardeios cessaram em 31 de março, e forças ucranianas conseguiram entrar há apenas alguns dias.

Durante todo o mês de ocupação por parte das forças da Rússia, Olena, de 43, que não quis dar seu sobrenome, refugiou-se com seus filhos de 7 e 9 anos nos porões sem eletricidade de um prédio de quatro andares de moradia social. Outros moradores fizeram o mesmo.

“Não tinha exército ucraniano na cidade, apenas a defesa territorial, composta, principalmente, por seguranças de empresas locais, sem armas, que depois fugiram” quando os russos chegaram, disse ela à AFP.

“No início, os soldados [russos] eram, sobretudo, jovens. Duas semanas depois, outros chegaram. Mais velhos, tinham mais de 40 anos. Eram cruéis. Maltrataram todo mundo. E foi aí que começaram os massacres”, acrescenta.

A Rússia negou “categoricamente” todas as acusações vinculadas à descoberta de inúmeros corpos de civis neste município.

– “Corpos sobre o sangue” –

Segundo Olena, os homens mais experientes “estavam muito bem equipados, usavam uniformes nas cores preto e verde-escuro”, diferentes do do Exército padrão.

“Havia bons meninos entre os soldados russos, e havia homens muito rudes, principalmente oficiais do FSB (sigla em inglês para Serviço Federal de Segurança russo)”, afirma Olena, de gorro vermelho, jaqueta de lã, calça de moletom e tênis.

“Me aproximei dos soldados para perguntar o que faria para alimentar meus filhos. Eles nos deram comida. Foram eles que nos disseram que era o FSB que proibia a gente de se deslocar, que eram forças especiais muito violentas. Eram russos falando isso dos russos”, completou.

“Eu mesma vi como eles atiravam nas pessoas. Bem diante dos meus olhos, atiraram em um homem que ia buscar comida no supermercado”, relatou.

Apenas as mulheres podiam sair para buscar água, ou comida. Os homens foram obrigados a ficar em casa.

“Nossos vizinhos saíram para jogar o lixo fora. Era por volta das 17h. Dois homens e uma mulher. Um dos homens tinha servido no Exército. Não voltaram para casa. Foram encontrados por algumas mulheres do nosso prédio quando elas saíram para buscar lenha no pátio de uma casa. Os corpos jaziam sobre o sangue no chão, com marcas de bala”, contou.

“Quando os agentes do FSB chegaram, perguntaram para a gente: ‘Por que vocês não foram embora?’ Eu disse a ele que vivo aqui há 43 anos, com uma vida tranquila. Ir para onde? Então, começaram a nos tratar como traidores, porque não fomos embora”, continuou Olena.

No sábado (2), a AFP viu os corpos de pelo menos 22 pessoas em trajes civis nas ruas de Bucha. Um deles estava deitado perto de uma bicicleta, e outro tinha sacolas de suprimentos ao lado. Um cadáver tinha as mãos amarradas atrás das costas.

Ontem (4), os corpos de cinco homens, também com as mãos amarradas, foram encontrados no porão de uma clínica para crianças, anunciou a Procuradoria-Geral ucraniana.

Segundo o prefeito de Bucha, Anatoly Fedoruk, nestes últimos dias, 280 pessoas foram enterradas em “valas comuns”, devido ao alto número de mortes.

Fonte: AFP - 05/04/2022

SP: Pai investiga assalto por conta própria e filhos, presos injustamente, são soltos


                                         foto:reprodução/TV Globo


Pai de jovens realizou investigação de assalto por contra própria e os filhos, presos injustamente, foram soltos após passarem um mês na prisão. A Justiça mandou soltar os dois jovens negros de Diadema, na Grande São Paulo, na sexta-feira (1º). Obtidos pela Justiça como suspeitos de roubar dois carros, a defesa de Luiz César Marques Júnior, de 24 anos, e Gustavo Marques, de 20 anos, conseguiu revogação da prisão preventiva.

Presos no dia 1º de março, eles foram reconhecidos por uma das vítimas pela camisa cinza escura, um boné branco e por serem negros. O roubo de um dos veículos ocorreu na Rua Paquistão, em São Bernardo do Campo, por volta das 18h47, porém, a família alega que no mesmo horário, Luiz e Gustavo estavam em um bar com o pai no bairro Campanário, em Diadema.

Com a ajuda dos moradores do bairro, o pai dos jovens reuniu imagens das câmeras de segurança que mostram o trajeto que eles fizeram até o bar, desde que saíram de casa. As imagens exibem os dois jovens no local até às 19h30.

“Em momento algum deram chances de defesa para os meninos, eu acho que todo homem tem o direito de defesa, mas o sistema não dá o direito, principalmente da gente que é negro”, contou Luiz César Marques, pai de Gustavo e Luiz.
Segundo a defesa, as câmeras de segurança do local estavam com atraso de 1h27 no dia do ocorrido. Foi solicitada a perícia da gravação, mas a juíza do caso indeferiu.



O boletim de ocorrência da vítima que teve os carros roubados aponta que ela estava tentando entrar na garagem de casa, quando um veículo ‘Ford/Ka’ parou na sua frente, atrapalhando a passagem. Na ocasião, dois homens desceram do veículo, sendo, conforme boletim, um de “camiseta escura e boné de cor escura” e o outro de camiseta “cinza-claro e boné branco”, ambos “jovens de pele morena”.

O Ford/Ka também tinha sido roubado no mesmo dia em Diadema. Já o Voyage, veículo roubado, tinha rastreador e o carro foi encontrado estacionado em frente ao bar em que os jovens estavam.

“Eles já estavam há muito tempo antes bebendo com o pai no bar. Em um determinado momento eles atravessaram a rua para fumar e encostaram no veículo, que já estava parado naquela rua. Como tinha rastreador a polícia militar se dirigiu até o local e se deparou com dois jovens negros encostados no carro. Imediatamente eles efetuaram a prisão dos jovens, não quiseram ouvir ninguém, até porque são dois jovens negros”, afirmou Ewerton Carvalho, advogado da família. Jornal da Chapada com informações de G1.

Fonte: Jornal da Chapada - 05/04/2022

De Jamil Chade: Carta a Eduardo Bolsonaro: nem a história e nem a justiça perdoarão

 


Deputado federal Eduardo Bolsonaro - Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Deputado federal Eduardo Bolsonaro - Imagem: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Leia no link abaixo do site UOL de hoje(5)

https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2022/04/05/carta-ao-dep-eduardo-bolsonaro-nem-a-historia-e-nem-a-justica-perdoarao.htm


               

Bolsonaro autoriza verba a 'ONGs de prateleira' de Sheik e Daniel Alves

 

Governo Bolsonaro autoriza verba a 'ONGs de prateleira' de Sheik e Daniel Alves
Foto: Divulgação / Ministério da Cidadania

O governo Jair Bolsonaro (PL) autorizou o repasse de R$ 6,2 milhões a duas ONGs até então inativas e recém-assumidas pelo ex-jogador Emerson Sheik e por Daniel Alves, lateral-direito da seleção brasileira de futebol.
 

As entidades tiveram projetos aprovados no ano passado para realização de cursos de esportes, mesmo sem ter nenhuma experiência prévia. A assinatura dos dois convênios só foi possível porque os atletas driblaram exigências legais usando as chamadas "ONGs de prateleira".
 

Ambas foram beneficiadas com emendas parlamentares a pedido de deputados da base do governo. A verba já foi empenhada (reservada no Orçamento), mas ainda não paga.
 

Membros do Ministério Público e parlamentares ouvidos pela Folha afirmam que "ONGs de prateleiras" têm sido usadas para escapar da regra que estabelece a necessidade de as entidades da sociedade civil existirem há pelo menos três anos para firmar acordos com o governo federal.
 

Essas associações são antigas, sem atividade, e muitas vezes comercializadas a fim de cumprir o prazo exigido pela lei.

 

Os dois atletas assumiram os institutos meses antes de apresentarem proposta de convênio ao governo federal. Para comprovar a capacidade técnica necessária para a execução dos projetos, ambos listaram, principalmente, feitos da carreira como jogador e imagens suas durante partidas de futebol.
 

Emerson Sheik assumiu em dezembro de 2019 o Instituto Qualivida, fundado há 26 anos, mas que nunca realizou projetos sociais voltados aos esportes. Logo em seguida, o ex-jogador alterou o estatuto, os membros e o nome da entidade.
 

O Instituto Emerson Sheik, novo nome da ONG, apresentou em julho do ano passado seu primeiro projeto ao governo federal. Em dezembro, foi assinado o convênio para a instalação de três núcleos esportivos em Mangaratiba (RJ) e Queimados (RJ) por R$ 2,7 milhões.
 

A verba foi alocada a partir de uma emenda parlamentar da bancada do Rio de Janeiro a pedido do deputado Hélio Lopes (PL -RJ), um dos parlamentares mais próximos de Bolsonaro.
 

Sheik aparece com frequência em fotos ao lado de bolsonaristas, como o filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com quem conversou sobre projetos sociais para Mangaratiba em seu gabinete em Brasília em 2020.
 

Ele também apoiou a campanha da ex-mulher do presidente e mãe de seus três filhos mais velhos, Rogéria Bolsonaro, para vereadora do Rio em 2020. É próximo do deputado estadual bolsonarista Anderson Moraes (PL-RJ), que emprega Rogéria em seu gabinete.
 

Além disso, o ex-jogador transita pela Secretaria Nacional de Esportes, órgão com quem celebrou o convênio. No ano passado, ele foi convidado pelo secretário Marcelo Magalhães para ser embaixador dos Jogos Escolares Brasileiros (JEB's).
 

Sheik passou a última festa de virada de ano junto com o secretário-adjunto da pasta, André Barbosa Alves, no resort Portobello, em Mangaratiba, onde o ex-jogador tem uma casa.
 

Na mesma imagem, aparece o atual presidente da ONG de Sheik, Marcos Vinicius Antunes, amigos e parentes do atleta que também integram a instituição.
 

O comprovante de endereço do instituto do ex-jogador apresentado ao governo é uma conta de luz da empresa Ceni Compra e Venda e Locação de Imóveis Próprios Ltda, de propriedade do ex-jogador. A sala indicada, porém, está vazia.
 

O Instituto Emerson Sheik buscou comprovar experiência técnica na área do projeto -outra exigência da lei- listando partidas organizadas pelo ex-jogador com arrecadação de alimentos para doações e descrevendo suas conquistas como atleta.
 

"Emerson Sheik nunca esqueceu as dificuldades enfrentadas no decorrer da vida e seu desejo de ajudar o próximo esteve sempre presente em seu caminho", afirma o documento.
 

O governo federal ainda não liberou a verba para o projeto por problemas com a conta da entidade. Em Mangaratiba, as diretoras das escolas indicadas para receber as atividades não sabiam do convênio. O irmão de Sheik, Cláudio Passos, é subsecretário de Esportes no município.
 

ONG usada por Daniel Alves estava inativa havia 5 anos Já o Instituto DNA, de Daniel Alves, firmou contrato de R$ 3,5 milhões em dezembro com a secretaria para instalar três núcleos de basquete 3x3 na Bahia, Pernambuco e Distrito Federal.
 

A entidade chamava-se Instituto Liderança até maio do ano passado e tinha como responsável Leandro Costa de Almeida, ex-treinador de basquete. Ele afirma que a ONG estava inativa havia cinco anos, após ter realizado alguns projetos sociais bancados por apoios privados.
 

Leandro disse ter sido procurado por um amigo em comum com Daniel Alves e que abriu mão da entidade após ouvir os planos do lateral direito. "Por que não vou ceder [a entidade] para alguém que quer fazer o bem?"
 

O ex-treinador de basquete afirmou que não houve negociação financeira para a transferência da instituição. Mas declarou que o jogador passou a apoiar projetos sociais tocados por ele.
 

"Ele apoia, mas não foi uma condição para que ele assumisse o instituto, muito menos um preço. O que houve foi uma cessão do instituto por ideologia."
 

Antes de assumir o Liderança, Daniel Alves já havia fundado seu próprio instituto com seu nome em março de 2021. Segundo o diretor técnico da ONG, Rodrigo Valentim, verificou-se depois da fundação desta entidade a necessidade de existência de três anos para firmar convênios com o governo federal.
 

"Quando estudamos o processo para a captação de recursos, viu-se que tinha esse prazo. Fomos buscar algumas entidades para fazer parcerias", disse Valentim.
 

Questionado se considerava a manobra um meio de driblar a exigência legal de três anos de existência, Valentim disse que o objetivo foi acelerar o processo de obtenção de recursos federais para ampliar o atendimento da ONG.
 

Segundo ele, o apoio de Daniel Alves a projetos a que Leandro fez referência foi apenas a inclusão do basquete no rol de esportes a serem desenvolvidos nos centros da ONG do lateral.
 

A inauguração oficial da sede do Instituto Daniel Alves ocorreu na sexta-feira (25) em Lauro de Freitas (BA). Valentim disse que a ONG começou a oferecer cursos esportivos um mês antes com cerca de R$ 2 milhões disponibilizados pelo jogador, atendendo a 700 crianças.
 

A verba federal foi obtida por meio de emenda do relator do Orçamento, a pedido da deputada Celina Leão (PP-DF). A deputada emprega em seu gabinete Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro.
 

A regra que exige três anos de existência de uma entidade para firmar convênio com o governo federal foi incluída no marco regulatório das ONGs.
 

A lei, de 2014, foi discutida na esteira dos escândalos de fraudes cometidas por meio de convênios com algumas dessas entidades, objeto de investigação do TCU (Tribunal de Contas da União) e uma CPI no Congresso.
 

"Percebeu-se que entidades foram constituídas apenas para a celebração de convênios. Eram instituições sem experiência ou atividade desenvolvida. Era apenas uma forma de transferência de recursos", afirmou Natasha Salinas, professora da FGV Direito Rio.
 

"Essa lei queria responder a uma série de problemas identificados nessa época e a ajudar as boas entidades do terceiro setor. Essa regra específica é para evitar corrupção, desvio de recursos. Foge totalmente ao espírito da lei assumir uma entidade que não vinha desenvolvendo nada para firmar o convênio."
 

Não há ilegalidade nas parcerias, diz governo O Ministério da Cidadania afirmou, em nota, que "não há ilegalidade na celebração das parcerias".
 

"As duas entidades apresentaram atestado de capacidade técnica e possuem histórico de projetos realizados na área do esporte", diz a pasta. Instado a informar qual é o "histórico de projetos realizados", o ministério não respondeu até a publicação desta reportagem.
 

Emerson Sheik foi procurado no dia 23 de março em Mangaratiba, onde mora. Ele respondeu às mensagens da reportagem no dia 30 de março afirmando que só poderia falar na quarta-feira (6) sobre o assunto.
 

A reportagem insistiu, pedindo resposta às perguntas enviadas ou uma entrevista por telefone, mas ele não respondeu mais.
 

Daniel Alves afirmou à Folha que assumiu o Instituto Liderança para ampliar a capacidade de absorção de crianças em seus projetos.
 

"Decidi assumir o Instituto Liderança/DNA para apoiar projetos sociais. Neste caso, em especial, os voltados ao basquete. Sou muito amigo do Leandrinho e do Varejão. Sei o poder que o esporte tem de transformação. Assim como transformou a minha vida quero transformar a dos outros. Por isso quis dar agilidade à capacidade de captação do instituto", disse ele.
 

Ele afirmou que conseguiu um convênio com valor expressivo em razão da "dimensão dos projetos apresentados e pela seriedade dos trabalhos por mim desenvolvidos".
 

"Atualmente, atendemos 650 crianças e adolescentes em dois núcleos, com recursos exclusivamente privados, provenientes de meu aporte pessoal. Pretendo fazer o que estiver ao meu alcance para aumentar o número de projetos sociais e o número de crianças atendidas", disse ele.
 

Segundo ele, os dirigentes do instituto fizeram contato com vários deputados para obter recursos. "A deputada Celina, por priorizar o esporte, nos apoiou."
 

O gabinete de Hélio Lopes disse que o parlamentar pediu a emenda após gostar do projeto apresentado. Celina Leão não respondeu aos questionamentos.

Fonte: por Constança Rezende e Ítalo Nogueira | Folhapress 05/04/2022